Can't remember to forget you
9 Draken, mortes e novos poderes.
Notas iniciais
PVO NICOLE
Perguntei a Sally, que estava sentada ao meu lado, se a salada de frutas estava boa.
– Sim, ta maravilhosa! — ela respondeu, pegando um morango que caiu na tigela.
– Ai, minha cabeça.
Poseidon se sentou ao meu outro lado, de frente para Sally.
– Nossa, parece que eu tomei todas ontem.
Apolo ao seu lado lhe entregou uma pílula para dor de cabeça.
– Não tomou não? — perguntei.
Olhei para Sally que falou:
– Demais. Até falei para ele moderar, mas não me escutou.
– Hey! — ele protestou e ela riu.
Até que o café da manhã foi animado. Mas Sebastian chegou com uma carta na mão.
– Lorde Poseidon? — ele chamou, recebendo um olhar de advertência.
Ele limpou a garganta.
– Poseidon? — ele repetiu — Chegou uma carta para você.
– Muito bem, Sebastian. — disse pegando a carta azul.
Poseidon a abriu e logo desmanchou o sorriso. Todos os deuses viram sua cara.
– Aconteceu alguma coisa? — perguntou Zeus.
Mas ele não respondeu. Estava totalmente mudo. Seus olhos estavam marejados. Ele se levantou de repente, e foi para Atlantis. Previ o que aconteceu. A carta foi mandada por Ella. Dizia claramente, que...
– Tritão foi morto.
Todos os deuses ficaram sem palavras.
– Mas como isso aconteceu? — perguntou Atena depois de um tempo.
Levantei de minha cadeira e olhei para ela.
– Um Draken. — ela me olhou confusa — Um monstro do tempo dos titãs primordiais e secundários. O mesmo que atacou Percy e Tyson. Ele pode assumir muitas formas. Essa foi a de um grande Tubarão.
– Mas — Sally falou — não era só um? Poseidon matou aquele.
– Sim. E agora já saiu outro do tártaro. — joguei uma moeda para Iris — Por favor, ligue para Percy.
Ela invocou um arco-iris e depois apareceu a imagem de Percy. Ele estava de costas, olhando um mapa em cima da mesa do chalé.
– Hey! — o chamei e ele virou. A cara dele não era das boas. Parecia que havia chorado um pouco.
– Oi, Nicole. Se veio avisar sobre Tritão, eu já sei. Ella passou aqui. Foi muito difícil falar isso para Tyson. — ele pegou o mapa, enrolou e colocou dentro de um armário. Virou-se para mim e olhou sobre meus ombros — Oi, mãe.
– Oi. — ela disse se aproximando de mim.
– Percy. Preciso que avise isso para todo o acampamento. — ele olhou para mim interessado — Não se aproximem da saída. Fiquem o mais longe possível. Vocês não conseguem ver, mas nesse momento está passando vários monstros por ali. Se alguém chegar muito perto, pode ser levado.
Ele assentiu.
– É você e Tyson que eles querem. Seu pai foi para Atlantis e logo vai...
– ELE FOI PRA ONDE?! — Percy gritou desesperado — ELE NÃO LEU A CARTA TODA? ATLANTIS ESTÁ TOTALMENTE CERCADA PELOS DRAKEN!!
– O que?!
Passei a mão pela mensagem e fui correndo para o reino aquático. Meus deuses, Poseidon pode ser morto lá.
–-x--
Mas para minha surpresa, estava tudo calmo, e não tinha ninguém lá. Calmo demais.
O grito do deus do mar ecoou por toda Atlântida. Um grito de desespero e tristeza. Fui correndo para o barulho. Passei por vários corredores até chegar na sala do trono.
Ele estava abraçando o filho que estava deitado no chão, já sem vida. Tritão estava totalmente pálido. Havia um buraco enorme no peito direito, como se o Draken houvesse tirado seu coração com as próprias mãos. Ella estava bem na entrada do palácio observando-o.
Poseidon chorava abraçando seu filho como se fosse uma pedra preciosa. A adrenalina subiu no sangue. Senti uma raiva imensa de Gaia e de todos os titãs que estavam ao seu lado. Pude ver de la do Tártaro, ela dando uma gargalhada de satisfação.
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