Can't go to hell
1 Prólogo
Notas iniciais
Desejamo-lhes uma boa leitura!
Beijos da tia Bia e da tia Clara!
Esta era uma noite diferente das demais, não só por seu aspecto sombrio, aterrorizante,mas também pelo fato de esta ser a data escolhida, o dia no qual ocorreria o baile mais esperado da pequena Mystic Falls.O baile da família Mikaelson.
Todos os Mikaelson's estavam concentrados nos preparativos do grande baile, na verdade, quase todos, o Mikaelson mais novo estava concentrado apenas em uma coisa; se alimentar, tudo que ele queria era cessar a sua sede por sangue. Isto era a única coisa que se passava em sua mente desde que a adaga foi retirada do seu
coração. O quarto dele estava repleto de corpos, corpos os quais há muito jaziam sem vida no piso negro, entretanto, o mesmo pouco se importava com tal fato, afinal a culpa não era dele se enfiaram uma adaga em seu coração e deixaram-na lá por séculos, agora sua fome era tão grande que nem toda Mystic poderia satisfazê-lo.
O rapaz pensava, também, em uma cruel vingança, ele definitivamente não deixaria passar impune os longos séculos em que ficara com a adaga no peito, a tão ansiada vingança não tardaria a ser concretizada, sua mente ardilosa já trabalhava nos detalhes, todas as noites, antes de adormecer, amaldiçoava sua mãe por ter criado tais adagas, afinal, se ela os transformou em monstros, monstros eles iriam ser e não deveria existir nada que pudesse controlá-los. Isto, em sua opinião, era algo totalmente revoltante.
Olhou de relance para uma de suas vítimas, a garota ainda estava viva e implorava por misericórdia, implorava para que ele a deixasse partir, entretanto misericórdia era uma palavra desconhecida pelo mesmo, palavra a qual certamente não existia em seu vasto vocabulário, tampouco em seu dicionário. O Mikaelson mais novo sorriu de forma sádica ao ver o desespero estampado no rosto de sua presa, presa, esta é a palavra perfeita para descrever sua vítima, pois ele é como um animal selvagem, e animais não dispõem de vítimas, mas sim de presas.
_Você realmente pensa que eu conheço a dita misericórdia?
A encara e por um breve momento se perde na imensidão azul que eram seus olhos, porém,isso não o abalou, já vira olhos muito mais deslumbrantes e nem mesmo estes foram capazes de impedi-lo de fazer o que bem entendesse, não seria esses olhos, praticamente desfalecidos, os primeiros a realizar tal proeza.
_Responda minha pergunta. -ordenou-
_Não.
A garota sussurrou, isso fez com que seu sorriso aumentasse, ele ama isso, o medo estampado no rosto de suas presas, o momento em que as mesmas imploram por piedade, mesmo sabendo que tal ato jamais ocorrerá, isto é algo divertido de se ver, é como se esses momentos fossem seu parque de diversões particular. Aproximou-se sorrateiramente da garota e olhou no fundo dos seus olhos, ela podia jurar que ele conseguia ler a sua alma, o que não deixava de ser verdade.
Kol logo desviou o olhar para o pescoço a moça, o mordendo com luxúria e sugando todo o sangue restante em seu corpo virou-se e contemplou seu reflexo no enorme espelho de moldura dourada, utilizando a manga de sua blusa para limpar o pouco sangue que escorrera para fora de sua boca. O jovem Mikaelson honrava seu título, título o qual qualquer
ser desprezaria, mas acontece que ele é diferente, ele realmente é o demônio em pessoa, no entanto, dizem por aí que até o mais temidos dos demônios tem um ponto fraco, talvez Kol não seja uma exceção.
O rapaz saiu de seu quarto, rumando em direção a porta principal, seu intuito era sair daquela casa em busca de novas presas, ele estava ciente de que não seria nada fácil driblar seus irmãos “organizadores de eventos” –como os chamava– isso realmente seria uma tarefa árdua, entretanto sua sede por sangue ainda era tanta, que pouco se importava com os obstáculos, afinal, ele sabia que conseguiria de desvencilhar de seus irmãos, de um jeito ou de outro.
Depois de muito custo conseguiu convencer os irmãos a deixarem-no sair, jurou de pé junto que estava saindo para comprar algumas decorações para o baile, esta era a mentira mais descarada que contara hoje e os idiotas acreditaram, bem, Rebekah nem tanto, pois sabia das verdadeiras intenções do irmão mais novo, já Elijah, mesmo desconfiando, optou por dar-lhe um voto de confiança.
Mal sabia ele que tal decisão era totalmente errônea, soltar um predador nas ruas de uma pequena cidade desprotegida definitivamente não é algo sábio para se fazer, mas foi feito.
Kol caminhava de forma confiante ,ele finalmente conseguiu sair um pouco, estava a procura da vítima perfeita, quem sabe uma garota desavisada, ou um senhor de idade desprotegido. Sim, um senhor de idade desprotegido teria o melhor e mais saboroso sangue. Na percepção de Kol, sangue é como vinho, quanto mais antigo for, mais saboroso será.
Lançou o olhar para um banco de madeira que se encontrava embaixo de uma enorme árvore, constatou que uma mulher idosa estava sentada no mesmo, era o seu dia de sorte, aproximou-se calmamente, trocou umas poucas palavras com a senhora e partiu para o ataque, sugando todo o seu sangue em poucos segundos. O sangue da anciã realmente tinha um gosto esplêndido, lambeu o lábios saboreando o que restou em volta da boca, apesar da saborosa alimentação, Kol não se sentia saciado, ele ainda ansiava por sangue. A única certeza que tinha no momento era a de que precisava procurar por mais presas.
Niklaus por sua vez, estava focado em sua "missão" de conseguir fazer com que a loira mais cobiçada da cidade fosse ao baile, missão a qual não era nem de longe fácil, uma vez que a mesma dispunha de um ódio profundo por ele, entretanto desistir nunca foi uma opção, muito pelo contrário, Niklaus adora desafios, quanto maior o desafio, melhor, este é seu lema, jogar com os sentimentos das pessoas é o seu passatempo predileto,depois de matar obviamente. Pobre Niklaus, mal sabe que sua vida está prestes a mudar.
Klaus sempre foi considerado um ser egoísta e desalmado por seus irmãos, mas até os piores monstros dispõem de uma alma, é possível Niklaus ser a única exceção para tal
regra? Ou ele realmente possui uma alma que, há muito, foi esquecida? Não podemos esquecer que antes de se tornar um monstro, ele era humano, ou seja, já teve uma alma pura e livre do peso de tantas atrocidades
A pergunta que não quer calar é: Poderia existir algum resquício de humanidade, que há tanto tempo foi abandonada, dentro destes "monstros"? Ou eles realmente são seres desalmados e sem coração?
Notas finais
Devemos continuar?
Nos respondam por comentrios, nos vemos nos mesmos.
Beijinhos
Fale com o autor