Notas iniciais
Aqui vai o próximo capítulo, espero que gostem. Vejo vocês lá em baixo.

POV EDWARD

–VOCÊ É UM INCOMPETENTE! NÃO PREZA PELA SUA CABEÇA E DA SUA GENTINHA NÃO PLEBEU?! AGORA EU NÃO TENHO A MÍNIMA IDEIA DO QUE AQUELE IDIOTA DO LAURENT ESTÁ PRETENDENDO FAZER AGORA!

Era fácil pra ele está gritando e descontando sua raiva em mim, não foi ele que quase acabou morrendo ontem à noite. Só de lembrar dou graças a deus por ter conseguido escapar.

FLASHBACK

Voltei para o salão atento a tudo que ocorria ao meu redor, agora que todos haviam tirado as suas máscaras, eu estava mais vulnerável, Laurent poderia a qualquer momento colocar o seu plano em ação. Enquanto andava percebi que as pessoas me olhavam com medo, ódio, interesse; eram tantos sentimentos em um mesmo local que comecei a ficar tonto.

–Anthony, meu filho, já estava me perguntando onde você havia se enfiado. Estava com tantas saudades, e você nem veio cumprimentar a sua mãe assim que chegou de viajem. – disse a mulher enquanto me abraçava.

Esta só podia ser a Rainha Esme; fiquei impressionado com a sua beleza quando vi o seu retrato, mas pessoalmente ela é mais bela ainda. Não aparentava ter a sua idade, seus cabelos são caramelos; seu corpo é pequeno e esguio; seu rosto tem a forma de coração; seus olhos são de um profundo castanho e neles eu só podia ver refletido o grande amor que ela sentia pelo seu filho. Aquele almofadinha tinha sorte em ter uma mãe como aquela. Não queria sair dos seus braços, ela transmitia-me tantos sentimentos bons, que eu só sentia na presença da minha falecida mãe.

–Desculpa mãe, eu deveria ter me encontrado com a senhora assim que eu cheguei – falei, tentando aparentar ser o príncipe Anthony.

–Deveria mesmo, filho ingrato. Mas agora que eu estou te vendo melhor, você está diferente Anthony.

Entrei em pânico.

–É só impressão sua Dona Esme; acabou esquecendo-se como é seu filho só porque passei uns dias fora, que mãe eu tenho.

–Deixa de trama Anthony – disse ela rindo – venha que seu pai quer fazer um discurso pelo seu aniversário.

Suspirei de alivio, por ela ter caído na minha. Começou a me dirigir onde se encontrava o rei Charlie, mesmo que eu não houvesse visto também sua fotografia das inúmeras que Victória me deu para memorizar; eu saberia de cara que aquela pessoa seria o Rei de Forks. Suas vestes, seu porte, tudo nele exclamava ser o soberano desse reino. Assim que me aproximei dele, ele me dirigiu um olhar frio, que não transmitia nenhum sentimento paterno.

– Agradeço a presença de todos, hoje é um dia muito especial, foi no dia de hoje que minha querida esposa Esme, felicitou-me trazendo ao mundo o futuro soberano de Forks, aquele que assim como eu trará riqueza e um futuro brilhante a este reino, mas acima de tudo o meu filho, sangue do meu sangue. Anthony é o filho que eu sempre desejei, tenho muito orgulho dele pelas suas brilhantes conquistas. Feliz aniversário filho!

Palavras bonitas, mas as mesmas não transmitiam nenhum tipo de sentimento; assim que ele terminou o seu discurso todos os presentes começaram a aplaudir e vinheram me felicitar. Estava tentando me livrar de todas aquelas pessoas, quando começo a escutar um barulho, olho para cima e percebo que alguma coisa está muito estranha e é neste momento que eu vejo que o enorme lustre deste salão esta preste a cair sob minha cabeça. Agindo as pressas, coloco a rainha que está no meu lado no meu colo e começo correr a toda velocidade, a coisa era muito grande e se eu não fosse rápido, não conseguiria escapar.

–Saiam todos! O lustre vai cair! – comecei a gritar.

Quando já estou distante, escuto o barulho da queda daquele monstro. Despois de toda a adrenalina minhas pernas começam a perder as forças e me ajoelho no chão, graças a deus eu consegui me livrar do atentado insano do primo do almofadinha.

–Meu Deus! Anthony querido, você está bem?

–Sim mãe; estou bem e a senhora?

–Sim, apesar do susto.

Olhei para trás para ver o estrago e percebo que nem todos conseguiram escapar, fiquei ali sentado sentindo-me culpado. Por deus! Se eu não tivesse me distraído com Isabella Swan, aquela perdição de mulher, nada disso poderia ter ocorrido. Estava me sentindo um completo inútil novamente.

FIM DO FLASHBACK

O rei acabou furioso com o acontecido; esta tragédia acabou ocasionando a morte de seis pessoas. Todos ainda estavam de lutos, porém ninguém suspeitou que este incidente fosse uma sabotagem, como o lustre era muito antigo começaram a falar que isto ocorreu por falta de manutenção e desde então todos os outros lustres do castelo foram devidamente observados.

O príncipe não parava de gritar todas as palavras de baixo escalão para cima de mim, quando escuto a porta sendo aberta. Suspiro de alívio ao descobrir que Victória finalmente havia chegado.

–Vossa majestade; acabei descobrindo o novo plano de seu priminho.

–FALE LOGO VICTORIA!

Essa Victoria deveria ser um furacão na cama, a mulher sempre conseguia fazer com que o homem abrisse a boca.

–Bem, dessa vez eu consegui obter mais informações, o fato dele está muito irritado pelo seu plano ter falhando até que facilitou. O seu próximo passo será no torneio medieval.

–Bem que eu suspeitava disso, mas como ele pretende fazer pra que tudo não passe de um acidente?

–Na luta de espadas Majestade, o senhor e o Laurent sempre conseguem chegar até a final, ele pretende colocar um veneno na espada dele, o mesmo afirmou que o veneno é letal que assim que entra na corrente sanguínea a morte é instantânea e que ninguém consegue suspeitar do envenenamento, fica parecendo que a morte foi ocasionada por um ataque cardíaco.

Meu deus! Agora eu estava percebendo que as coisas estavam ficando muito sérias.

–Esse idiota é mais esperto do que eu pensava. Bem plebeu agora é a chance de você se redimir – disse ele sorrindo para mim.

Engoli em seco.

–Você vai participar do torneio no meu lugar, espero que saiba lutar, porque eu não quero pagar vexame a suas custas. Então quando você estiver lutando com meu querido primo é só não deixar ele te acertar com a espada, muito simples.

Pra ele era fácil falar, não era o mesmo que estava correndo risco de vida.

–E quando você ganhar pegara a espada do meu priminho e aí teremos como provar que o idiota estava pretendendo me matar. Aquele estúpido! Como ousa brincar comigo!

POV BELLA

Estava deitada na minha cama, ainda tentando entender o que tinha ocorrido naquela noite, estava frustrada comigo mesma. Como eu acabei sentindo tudo aquilo por aquele imbecil do príncipe? Comecei a socar meu travesseiro pensando ser a cara dele. Que ódio! Só podia ter sido uma brincadeira dele, Anthony sempre gostava de me provocar, mas eu nunca tinha caído em nenhuma das suas brincadeiras. Ele devia ter rido de mim a noite toda. Desde aquele dia, que eu o odiava, ele nunca se importava com os sentimentos dos outros, fazia de tudo pra que seus caprichos fossem atendidos e praticava cada barbaridade.

FLASHBACK

Era um dia perfeito para cavalgar, então subi em trovão e fui me encontrar com meu amigo Ben. Hoje nós faríamos uma competição de arco e flecha. Estava muito ansiosa, como eu era mulher nunca poderia participar do torneio medieval, então essa era a única maneira de poder competir um pouco. Minha mãe nunca gostou da minha amizade com Ben, pois ele é o filho de um dos fazendeiros que trabalham na propriedade do meu pai. Mas eu nunca dei muita atenção ao que minha mãe falava e sempre achei ridícula essa coisa de classe social e também essa diferença de sexos. Se eu pudesse mostrar minhas habilidades no arco, com certeza seria melhor do que vários homens daquele reino; não sou de ficar me gabando, mas com certeza sou uma excelente arqueira. Já estava me aproximando do lugar marcado e avisto Ben sentado em uma pedra.

–Ben!

–Pensei que não vinha mais Bella.

–E você acha que eu ia perder a oportunidade de ver sua cara de perdedor; só que hoje foi um pouco difícil escapar da minha mãe.

–Bella, Bella. Não vá logo cantando vitória.

Estabelecemos nossas regras e começamos nosso pequeno torneio. A brincadeira consistia em um apontar pro outro o lugar onde deveria acertar, o primeiro que errasse um dos alvos seria o perdedor. Ficamos um bom tempo ali, Ben sempre foi um bom arqueiro por isso que eu sempre gostava de fazer essas competições com ele. Estava tão concentrada tentando acertar meu próximo alvo, que não havia escutado que alguém havia se aproximado.

–Ora Lady Isabella, o que sua mãe falaria se soubesse que sua querida filhinha pratica esse tipo de atividade e ainda anda com um plebeu.

Apesar de esta de costa para ele, já sabia quem era o dono daquela voz sarcástica.

–E o que veio fazer aqui príncipe Anthony? Que eu saiba esse lugar aqui é muito humilde para a sua grandiosidade presença. – falei sarcasticamente para ele.

Todos que me ouviam falando desse jeito com o príncipe, afirmavam que eu era uma doida por eu falar dessa maneira com um dos membros da realeza. Mas a verdade mesmo é que todos tinham medo dele, mas Anthony nunca havia me intimidado.

–Eu estava de caminho pra ir te visitar, sabe como adoro sua presença.

Isso já estava me irritando, de uns tempos pra cá ele me visitava muito frequentemente, minha mãe estava adorando tudo aquilo.

–Então venha outro dia, estou muito ocupada agora, como pode ver.

Voltei a me concentrar novamente e acertei o alvo que Ben havia estipulado.

–BRAVO! BRAVO! Não esperava menos da senhorita.

Ignorei a sua presença.

–Sua vez Ben; quero que acerte aquela maça naquela árvore ali.

Percebi que Ben estava incomodado com a presença de Anthony, e por conta disto ele fez tanta força no arco que a corda do mesmo acabou torando e a flecha caiu perto do pé do príncipe.

–Você tá doido plebeu! Como ousa!

–Calma Anthony foi um acidente.

–Merda de acidente nenhum!

Tudo passou tão rápido que eu não tive tempo de fazer nada; quando dei por mim o príncipe havia cortado um dos dedos de Ben. Eu fiquei paralisada ao ver tanto sangue saindo da mão de Ben.

–Que isso sirva de lição seu imundo, deveria era ter arrancado seu coração.

Ao ouvir essas palavras sai do meu transe e corri em direção a Ben, tirando um lenço do bolso pra pressionar onde havia sido o corte.

–Calma Ben, irei te ajudar. – tentava acalmar ele, mas pra falar a verdade eu também estava muito nervosa, minhas mãos começaram a tremer e meus olhos já estavam turvos das lágrimas que eu fazia força pra não derrubar.

–Seu monstro! Como ousa fazer isso com o Ben!

–Eu deveria era ter feito pior. Estou indo até a sua casa Isabella, espero que você não demore muito, pois odeio ficar esperando.

FIM DO FLASHBACK

Desde aquele dia Ben deixou de ser meu amigo, não queria mais se encontrar comigo. Se antes eu apenas não suportava o príncipe, depois daquilo eu comecei a odiá-lo. Levantei-me decidida a não pensar mais naquele ordinário, hoje era o grande dia. Arrumei-me o mais depressa possível, não estava com paciência de esperar Ângela vim me arrumar, e sai do meu quarto a procura do meu irmão. Não demorei muito e o encontrei sozinho tomando o café da manhã.

–Bom dia, querido irmão.

–Acordou cedo hoje irmã querida.

–Você sabe muito bem que dia é hoje Jasper, não consegui dormir tremenda a minha ansiedade – sem falar que também fiquei pensando no acontecido com o príncipe, mas essa parte eu preferia apagar da minha cabeça.

–Ai Bella, tem certeza que você quer fazer isso? Acho que não vai dá certo.

–Jasper nem venha! Você me prometeu.

–Eu só podia está bêbado, pra ter concordado nessa doidice sua.

–Nem venha porque você estava com todas suas faculdades mentais normais no dia e além do mais esse não vai ser um favor de graça. Esqueceu que irei ajudar você com a Alice?

Ele disfarçou um sorriso. Eu já sabia a algum tempo que Jasper tinha uma quedinha pela minha amiga e ela também adorava ele. Mas os dois eram tão lesados; e se eu não começasse a dá um empurrãozinho nenhum deles teria coragem de dá o primeiro passo, ficando nesse lenga lenga.

–Tá certo Bella – disse ele suspirando – Mas se alguém descobrir, eu não estou sabendo de nada.

–Pode deixar que ninguém vai descobrir, já consegui o meu disfarce com a ajuda de Alice.

–A Alice está te ajudando nisso? – disse ele surpreso.

–Claro irmãozinho, e com o toque da minha amiga anã, ninguém vai descobrir minha identidade.

Hoje era o dia do torneio medieval, eu sempre quis participar da disputa com o arco e flecha, mas como sou mulher nunca poderia participar da mesma. Era sempre frustrante eu assistir e nunca poder disputar. Então há alguns dias eu tive uma brilhante ideia, mas precisava da ajudinha do meu irmão. Eu me disfarçaria de um dos amigos dele e ele me escreveria no torneio, enquanto também distraia nossos pais pra que eles não percebessem a minha falta. Estava tão empolgada, não via a hora de a competição começar.

Notas finais
Gente to muito triste, pois tem muitas pessoas acompanhando, mas nenhuma deixa seu comentário, se isso continuar não sei se continuarei escrevendo. Então até que tenha dez comentários no mínimo irei demorar pra postar o próximo capítulo. Bjs!