Cant Fight This Feeling

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Notas iniciais
isaahh,
eu usei suas ideias msm mudando um pokinho.
mto obg msm! as ideias eram otimas!

Percy saiu da Casa Grande, avistou Annabeth no píer, fitando o rio que cercava o acampamento. Percy se aproximou tomando cuidado para não fazer barulho.

-Olá – ele disse imitando a voz de Frank.

-Olá, cabeça de alga. –ela respondeu sem tirar os olhos do rio.

-Como você sabe que sou eu?Eu imitei a voz do Frank.

-Eu sempre vou reconhecer sua voz, cabeça de alga.

Annabeth havia tirado a mascara, e Percy percebeu que ela não usava maquiagem. Percy também tirou sua máscara.

-O que foi? –ela perguntou olhando para ele.

-O que foi o que? –ele disse

-Você ta me olhando de um jeito estranho...

-Ahn... Então... Tem alguma coisa especial nesse rio pra você estar olhando pra ele desde que eu cheguei aqui? –ele perguntou tentando mudar de assunto.

Annabeth deu um sorriso impaciente, olhando para Percy, esperando que aquilo fosse uma piada.

-Foi aqui que... –Annabeth suspirou – Que nós demos nosso terceiro beijo.

Percy se arrependeu imensamente de ter feito aquela pergunta. Mas de repente se sentiu tonto novamente, como da primeira vez que Annabeth havia o chamado de “cabeça de alga” depois que ele voltou. Desesperado para se lembrar de tudo, perguntou:

-E o primeiro?

Annabeth voltou a fitar o rio, sorrindo

-No Monte Santa Helena. Eu achei que você fosse morrer.

-Então você precisa achar que eu vou morrer para me dar outro beijo?

Poderia parecer muito atrevimento. Mas alguma coisa dizia a Percy que era isso que ele precisava fazer.

Annabeth não respondeu.

-Então ta... – começou Percy – Você que é inteligente e tal pode me dizer por que eu acordei com um puta dor nas costas?

Annabeth o fitou desconfiada. Depois de um tempo sua expressão se suavizou e se transformou em uma expressão superior.

-Seria aqui? – ela tocou em um ponto na base da coluna de Percy, ele sentiu um calafrio prolongado, que só cessou quando Annabeth tirou a mão de suas costas.

-Sim

-É o seu “calcanhar de Aquiles”.

Percy se lembrou da conversa com Juno, a deusa disfarçada de velha hippie que ele carregou até o acampamento romano, e desapareceu quando eles chagaram lá. Lembrou da escolha que Juno disse que ele tinha que fazer.

Ele iria para o mar, e lá ele estaria a salvo. Mas se fizesse isso, o olimpo e tudo que ele conhecia iriam ser destruídos. Ou ele a ajudava a chegar ao acampamento. Teria sua memória “eventualmente” recuperada. Mas perderia a maldição de Aquiles.

Pensando em Annabeth, ele havia escolhido a segunda opção.

Imagens começaram a aparecer na cabeça de Percy.

Ele se lembrou de estar submerso a um rio, se debatendo, e sentindo o corpo todo queimar, quando algo parecido com um fio começou a puxá-lo na base de sua coluna. De repente podia ver e ouvir Annabeth. “Aguente firme, cabeça de alga” Annabeth havia dito. “Você não vai escapar de mim tão fácil assim”

-Quiron me disse que você perdeu a maldição de Aquiles. – disse Annabeth tirando-o do transe.

-É, eu a perdi. –disse Percy ainda atordoado – Mas como a consegui?Eu sei que para fazer isso, tem que se mergulhar no rio Estige. Mas como se faz isso sem morrer?

-Você precisa achar alguma coisa que te mantenha ancorado ao mundo.

Agora tudo fazia sentido para Percy.

-Annabeth... Eu acho que pensei em você quando estava mergulhando no Rio Estige.

Annabeth o olhou como se isso fosse o esclarecimento de uma duvida. Ela sorriu.

-Isso é tão bom de ouvir. Eu deveria ter te deixado terminar de falar quando você ia contar. Mas... Percy, você está se lembrando das coisas?

-Só disso até agora.

A esperança do rosto de Annabeth foi embora. Percy reuniu toda a coragem que tinha a disse:

-Mas eu também me lembro que fui. Sou. E sempre serei loucamente apaixonado por você.

Annabeth olhou para Percy incrédula. Ele se aproximou mais e disse:

-E talvez você possa me ajudar a lembrar de tudo.

Percy colocou a mão no rosto de Annabeth. Estavam tão perto, que podiam ouviu os batimentos cardíacos um do outro.

-Annabeth – alguém disse atrás de Percy

Frank estava parado de braços cruzados.

-Eu te procurei por todo lugar. –ele disse entre os dentes — vamos voltar para o baile?

-Já to indo, Frank, eu e Percy estávamos conversando...

-Não, tudo bem –disse Percy sorrindo – Eu vou indo, Reyna deve estar me procurando.

-NÃO, PERCY! –gritou Annabeth – Fica.

-Desculpe Annabeth. –ele disse

Percy chegou mais perto de Annabeth e susurrou para que Frank não ouvisse:

-Essa conversa não acaba aqui.

E se foi em direção a Casa Grande.

Ao chegar lá, Percy viu treze pessoas desconhecidas, uma do lado da outra, parados na frente de todos os campistas.

Os deuses. Pensou Percy.

Apolo, Ártemis, Hermes, Héstia, Dioniso, Atena, Zeus, Poseidon, Hera, Ares, Afrodite, Hefesto e Deméter lado a lado, não parecendo nem um pouco felizes.

-Senhores deuses, a que devo a honra... – começou Quiron

-Poupe-me, centauro. –disse Zeus – Só quero que me diga onde está a filha de Atena, Annabeth Chase.