Cant Buy Me Love
4 Capítulo Quatro: Tudo ou Nada
Capítulo Quatro: Tudo ou Nada
POV Bella
Edward e eu estávamos em casa, naquele dia. Ele resolvera tirar um dia de folga para ficar em casa comigo.
Meu mestre se encontrava sentado no sofá, lendo um livro, enquanto eu passava o aspirador na casa. O telefone tocou e Edward se levantou preguiçosamente para atendê-lo.
– Alô. Sim, o que foi? Hmm... Ele o quê? – Edward levantou a voz. – Que idiota! Aham, sei. Entendi. Sim, eu entendi. Não sei, estou pensando. Sim, claro. Obrigado. – Quando Edward desligou o telefone, ele continuou lá, olhando para nada em particular, os lábios franzidos.
Fui até ele, preocupada.
– O que houve? – Eu perguntei timidamente. Edward olhou pra mim, mas não realmente. Seus olhos estavam desfocados, como se ele estivesse muito longe. Segurei na manga de sua camisa, sacudindo o seu braço. – O que foi, Edward? Está me deixando preocupada.
Então seus olhos se focaram em meu rosto. Ele ergueu a mão e me acariciou.
– O que você faria se soubesse que seu primo James, aquele vagabundo, estivesse correndo risco de vida? – Edward quis saber.
– O quê? – Perguntei, ficando nervosa. – O que houve com James? Ele está bem?
Edward suspirou.
– Você ainda se preocupa com ele, mesmo depois de tudo... – Ele resmungou.
– Edward, o que está acontecendo? – Eu quis saber. Já começava a imaginar todo o tipo de coisas assustadoras. Apesar de tudo, eu não queria o mal para James. Queria que ele se arrependesse. Que tivesse uma segunda chance.
– Se arrume, nós vamos sair. – Edward mandou.
Não hesitei em obedecê-lo.
Poucos minutos depois, nós saímos. Algo não estava certo. Além de Mike e Tyler, Emmet, o chefe de segurança de Edward, também ia conosco. Fiquei realmente assustada. O que estaria acontecendo?
Logo chegamos ao cassino onde encontramos James, daquela vez. Ao entrarmos, percebi que o lugar estava vazio, exceto por James, um homem de certa idade e um monte de seguranças.
– James! – Exclamei aliviada, ao perceber que ele estava bem.
– Ora, ora, ora. Parece que isso realmente foi uma armadilha, no fim das contas. – Edward falou displicentemente.
~~
POV Edward
Eu havia recebido um telefonema de um dos meus informantes, me dizendo que James havia perdido uma fortuna no cassino de Aro Volturi e que não ficaria nada bem se não conseguisse o dinheiro para pagá-lo.
Aro e eu nunca nos demos bem. Ele era um de meus inimigos naturais. O homem era um charlatão. Todos os jogos no seu cassino eram preparados especificamente para não deixar que ninguém saísse de lá com o seu dinheiro. Depois de tirar tudo que os infelizes tinham, ele vendia seus corpos no mercado negro, como fontes de órgãos ou para prostituição. Ou para coisas muito piores.
Mas eu estava por dentro do seu negócio, tinha meus próprios informantes. Foi assim que eu fiquei sabendo sobre o leilão de Isabella. Não confiava no homem nem por um segundo e, como bom desconfiado que era, eu tinha o pé atrás até mesmo com os meus próprios informantes.
Mas não tinha medo. Nunca tinha medo, a não ser quando se tratava de Isabella. Aro podia se achar o tal no seu território, mas eu também tinha os meus truques na manga.
Resolvi arriscar e tentar salvar a vida miserável de James.
Por mim, deixaria que o infeliz morresse seco, mas sabia que Isabella não aprovaria. Ela era boa demais, gentil demais. Sabia que ainda se importava com aquele inútil do primo.
Ao chegar ao cassino e ver James em perfeitas condições e Aro com seus seguranças, me esperando, tive certeza. Era realmente uma armadilha.
– Não diga essas coisas, Edward. Faz com que eu pareça desonesto. – Aro falou.
– Vamos direto ao assunto, Aro. O que quer comigo? – Perguntei impaciente, colocando o braço sobre os ombros de Isabella.
– Meu assunto não é com você, Edward. É com Isabella. – Aro falou. Ela olhou de mim para ele, espantada, e encolheu-se ao meu lado.
– E o que você poderia querer com ela? – Eu quis saber.
– Quero comprá-la de volta. Darei os seus quinze milhões de volta, claro. E pagarei mais quinze milhões como, digamos, juros pelo incômodo. – Aro falou sorrindo sabiamente.
– Bella... – James a chamou pelo apelido. Tive vontade de arrancar sua língua apenas por isso. – Aro vai te libertar, ele me prometeu. Você não quer ser livre de novo? O que acha?
– Hmm... Então isso, na verdade, quer dizer que arrumou algum comprador que está disposto a pagar ainda mais caro por ela, não? – Eu disse, perspicaz. A boca de Aro se apertou de irritação.
– O meu comprador está disposto a adotá-la como filha, Isabella. Lord Marcus é um nobre muito querido na alta sociedade. – Aro disse.
– Apenas uma fachada. – Eu disse. Conhecia tudo sobre a nobreza de Lord Marcus. — Ah, agora vejo sobre o que tudo isso se trata. Marcus tem hábitos que não pode comentar abertamente. Isabella acabaria treinada por sádicos até a loucura, presa a correntes como um animal e definharia lentamente.
Lancei um olhar de desprezo para James.
– E você, mesmo sabendo de tudo isso, quer vendê-la novamente, para salvar essa sua maldita pele. – Cuspi.
– Não o ouça, Bella. Lord Marcus até prometeu pagar toda a minha dívida. Você vai me ajudar, não vai? – James olhou para a prima, suplicante.
Isabella tinha as mãozinhas fechadas em punho, seu rosto abaixado e oculto por seus cabelos.
– Cale a boca. – Ela sussurrou.
– O quê? – James pareceu surpreso.
– Cale a boca! – Ela gritou. – Você fez a dívida. Agora ache um meio honesto de pagá-la, James. Pense nos seus pais. Eles não iriam querer ver seu filho assim.
– Eu não vou ouvir lição de moral de uma idiota como você! – James gritou.
– Vamos acabar com isso. – Falei.
– Sim, acho que já está na hora. Vamos jogar, então, Edward? – Aro propôs.
Eu sabia que jogando ou não jogando, Aro não iria querer que eu saísse dali sem obter o seu prêmio. Precisava apenas de mais tempo para pensar no que fazer a seguir. Eu havia trazido poucos seguranças. Se fosse apenas eu, não teria problema. Mas se algo acontecesse a Isabella, eu nunca me perdoaria.
– Claro, vamos. – Concordei apenas para matar o tempo.
Um dos seguranças de Aro começou a puxar uma arma do bolso. Emmet reagiu rapidamente. Ele agarrou a mão do homem que segurava a arma, apontando-a para longe. Então Emmet rapidamente puxou um punhal das costas e o colocou na garganta do homem.
– Espere, é apenas uma demonstração. – Aro alertou.
– Tudo bem, Emmet. – Falei.
Ele soltou o homem, que ergueu o revolver de calibre 38 e retirou todas as balas de dentro. Ele colocou uma bala diferente no tambor e a apontou para a cabeça.
– O jogo será o seguinte então, Edward. O tambor será girado aleatoriamente e você e eu jogaremos, apontando a arma cada um para a própria cabeça e puxando o gatilho. – Ele explicou. O segurança puxou o gatilho da arma e sua cabeça ficou coberta de vermelho. – Mas como a bala é de tinta, não haverá problema. Continuaremos nos revezando e atirando até que um de nós perca.
– Eu aceito o seu joguinho, com algumas condições. – Eu disse. – Se eu ganhar ficarei com Isabella. Você me pagará trinta milhões pelo transtorno e me passará todos os certificados de dívidas de James.
– Eu? – James perguntou espantado. Foi ignorado.
– Concordo, mas também tenho as minhas condições. – Aro falou. – Se eu ganhar, ficarei com tudo. Você deverá fechar o seu banco e sair da cidade, para nunca mais voltar.
Isabella ofegou.
– Concordo. – Falei.
– Muito bem então. – Os seus seguranças pegaram o dinheiro, os certificados de débitos de James e colocaram tudo sobre a mesa que ficava no centro da sala. Fiz um sinal para que Emmet fosse conferir e estava tudo ok. Então Aro voltou a falar. — Você pode carregar a arma. Sei que não confia muito em mim.
~~
POV Bella
Eu não podia acreditar no que estava acontecendo ao meu redor. Não sabia por que Edward havia aceitado uma aposta tão maluca e não confiava nem um pouquinho naquele tal de Aro.
Quando Edward se afastou de mim para carregar a arma, James se esgueirou para perto, como uma cobra. Ainda não podia acreditar nas coisas que ele havia feito. Era como se eu não o conhecesse.
– Com certeza o Edward vai perder. – Ele murmurou.
Observei quando Edward girou o tambor do revolver e acionou o gatilho pela primeira vez, passando a arma para Aro em seguida.
– Por que você diz isso? – Perguntei sem se quer olhá-lo, concentrada no jogo. Aro também acionou o gatilho e nada aconteceu.
– Como se pudesse existir um jogo honesto nesse cassino! Ele certamente perderá. – James afirmou.
Edward e Aro se revezaram mais uma vez.
– Só restam mais duas chances. O próximo tiro determinará o vencedor. – Aro falou, sorrindo confiante. Tive medo.
– Ahá! É agora. – James inclinou-se para frente, ansioso.
– Eu não posso deixar isso acontecer... – Falei baixinho.
– Por que não? Ele não te maltratou? Não acha que ele merece? – James quis saber.
– Não mais do que você. – Eu disse, correndo em direção a Edward, que já apontava a arma novamente para a própria cabeça. – Pare! Essa arma está...
~~
POV Edward
Não poderia ter me surpreendido mais nem que um elefante tivesse entrado derrubando tudo naquela sala. Isabella correu na minha direção, o rostinho atormentado.
– Pare! Essa arma está... – Ela foi dizendo. Segurei-a em meus braços, confiante.
– Não se preocupe, eu tenho tudo sob controle. – Falei. Já tinha a minha jogada preparada. – Você vai perceber que eu tenho muito boa sorte.
– Mas... – Ela ainda tentou. Apenas sorri e a beijei, sem me importar com nada. Quando a soltei, apontei a arma para a minha própria cabeça e puxei o gatilho. Nada aconteceu.
– O... O quê? – Aro gritou, confuso.
– Tyler, pegue o dinheiro. – Mandei.
– Mas isso é impossível! Você trapaceou! Não pense que eu vou... – Aro esbravejava. Empertiguei-me.
– Impossível? Você parecia muito certo de sua vitória, Aro. Não era apenas um jogo de sorte? – Perguntei perspicazmente. Ele apertou os lábios mais uma vez, contrariado.
Então seu rosto se abriu em entendimento.
– Você não carregou o revolver, não foi? – Ele afirmou. – Não colocou a bala dentro! Foi por isso que nada aconteceu.
Rapidamente, me coloquei atrás dele e apontei o revolver para a sua cabeça. Então tirei do bolso a bala de tinta e coloquei em frente ao seu rosto.
– Eu sabia! Você trapaceou! – Aro disse.
– Oh, não. Eu carreguei algo aqui. Consegue adivinhar o que foi? – Perguntei cinicamente.
– ...Quatro, cinco... – Ele pareceu contar as balas sobre a mesa. Então sua respiração acelerou. – Está faltando uma! Você carregou uma bala de verdade, seu doente!
– Quer que eu aperte o gatilho para ter certeza? – Apertei mais a arma em sua têmpora. Ele tremeu. Então me dirigi aos meus seguranças e a Isabella. – Vamos embora. Peguem o dinheiro. Emmet, leve Isabella e James na frente. E você, Aro, vamos sair para dar um passeio. Se algum de vocês se mexer, ele vira presunto.
Emmet saiu na frente agarrando o braço de James e de Isabella. Tyler veio em seguida com as malas de dinheiro e Mike ficou para trás, me dando cobertura. Então entramos na limusine. Aro, Isabella, Emmet, Tyler e eu atrás. Mike com James na frente.
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POV Bella
Eu não estava me sentindo bem. Meu corpo estava abalado pelos momentos de tensão de antes. Ninguém falava na limusine.
A algumas quadras de distância do cassino, Edward mandou que parasse e colocou Aro para fora do carro. Abriu o vidro e apontou a arma para o homem parado na calçada.
– A partir de hoje você vai ficar na sua. Fique longe de mim, do meu negócio e de Isabella. Posso não ganhar meu dinheiro de forma obscura como você, Aro, mas também tenho os meus contatos. Conheço gente no submundo. Ouço coisas, vejo coisas, sei segredos de gente importante. – Edward falou calmamente, brincando com a trava da arma. – Por isso, se você quiser manter aquele balde de lixo que você chama de cassino aberto por mais um dia, não vai voltar a me perturbar.
Edward então apontou a arma em direção à virilha de Aro e disparou. O homem se encolheu, com um ganido de dar dó. Meu coração pareceu parar quando Aro ergueu a mão manchada de vermelho. Mas era apenas tinta.
– Espero que tenha entendido o recado. – Edward finalizou. Então voltou a subir o vidro e partimos novamente.
Devo ter ficado semi-inconsciente, pois quando dei por mim novamente, já estava na cama de Edward, com ele sentado ao meu lado.
– O que aconteceu? – Perguntei.
– Acho que a nossa pequena aventura foi demais para você. Você ficou em choque por alguns minutos. – Edward falou.
– Oh, meu Deus! – Exclamei, lembrando-me do que acontecera no cassino. – Edward, você estava jogando com uma arma carregada de verdade! Você poderia ter morrido...
– Se eu perdesse você, preferiria mesmo morrer. – Ele disse apenas. Meu coração pareceu perder uma batida quando ele disse aquilo e eu não soube o que responder, por isso mudei de assunto.
– E James? – Eu quis saber. Seus lábios franziram, mas ele respondeu mesmo assim.
– Emmet está cuidando dele. – Então ele se ergueu da cama, indo parar ao lado da janela e olhando para fora. – Eu poderia vender os órgãos dele no mercado negro para obter dinheiro. Ou vendê-lo para Lord Marcus, da mesma forma que ele queria vendê-la. Não seria mais do que justo.
Meu coração se apertou quando Edward falou aquilo. Não podia acreditar que ele faria isso com James.
– Mas não vou fazer isso, por consideração a você. James agora vai trabalhar para mim. Um trabalho braçal e pesado, ganhando muito pouco. – Ele disse, finalmente me olhando e voltando para perto da cama, sentando-se ao meu lado novamente. – Ele trabalhará pelo tempo que for necessário para pagar as dívidas que fez no cassino. Você gostaria disso?
Não tive palavras para expressar o que estava sentindo agora. Simplesmente me joguei em seus braços, apertando-o com força contra mim.
Notas finais
Espero que tenham gostado do cap.
Bjus
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