Cant Buy Me Love
1 Capítulo Um: Resgate
Notas iniciais
Capítulo Um: Resgate
POV Edward
Isabella estava caída de joelhos no meio daquele palco, completamente nua e com uma coleira no pescoço, como um animal. Senti tanto ódio que poderia ter matado todos os homens naquela sala com as minhas próprias mãos, mas se queria ter uma chance de salvá-la, precisava esperar pelo momento certo.
– O item 23, à sua frente, é uma garota de 21 anos, universitária. Vejam como sua pele é lisa e sem imperfeições. Vejam o rosto, senhores. Perfeito, angelical, inocente. Segundo nossos exames, a garota é virgem, em todos os aspectos. É uma ótima mercadoria, senhores. Portanto, o lance inicial é de um milhão de dólares. – Narrador do leilão falou.
– Um milhão e meio. – Alguém gritou.
– Dois milhões! – Outro rebateu.
– Dois e meio!
Os lances continuaram, até que alguém ofereceu quatorze milhões de dólares.
– Quatorze milhões de dólares, quem dá mais? – O narrador perguntou? – Alguém?
Como todos ficaram em silêncio, percebi que aquela era a minha chance.
– Quinze milhões. – Eu disse, levantando-me de meu lugar e me dirigindo ao palco. Abri então a mala que carregava. – Em dinheiro.
Todos sussurraram, querendo saber quem eu era e por que tanto interesse, mas ninguém perguntou. Em lugares como aquele, ninguém fazia muitas perguntas. Ali, qualquer informação indevida poderia ser a diferença entre a vida e a morte.
Eu havia previsto que o leilão de Isabella não passaria daquele valor e havia levado em dinheiro. Mas se passasse, usaria o talão de cheques. Daria tudo o que eu tinha, se fosse para salvá-la.
Peguei então Isabella, enrolei-a em meu casaco e levei-a embora daquele lugar.
Ela havia me salvado uma vez, agora estava retribuindo o favor.
~~
POV Bella
Eu não me lembrava de muita coisa.
James havia me dito que queria se encontrar comigo. Havia algo importante que ele queria me dizer. Quando cheguei ao apartamento dele, no entanto, alguns homens me agarraram e então eu perdi a consciência.
Quando acordei, uma luz ofuscante me cegava. Eu estava tonta e via tudo borrado. Meu corpo estava quente, mas eu tremia de frio. Tudo parecia girar. Eu ouvia vozes, mas não entendia o que diziam.
Então vi um brilho acobreado e alguém me abraçou com extrema delicadeza. Senti-me confortável naqueles braços.
– Vamos, Isabella. – Uma voz suave sussurrou.
E eu fui com ele, até por que mesmo que eu tentasse resistir, não conseguiria, pois estava muito fraca e, provavelmente, drogada.
Apaguei ao entrar no carro com aquele estranho.
Quando voltei a abrir os olhos, estava deitada em uma cama fofa e confortável, sob uma montanha de cobertores.
– Você está bem? – Aquela voz suave perguntou.
– Hmm...- Resmunguei, sem muita convicção. – Minha cabeça está doendo.
– Tome uma aspirina. – O homem ofereceu.
Olhei para ele. Era um homem com cerca de trinta anos, tinha cabelos acobreados muito bem penteados e vestia um terno preto simples. Seus olhos eram de um verde espantoso. Resumindo, era um homem extremamente bonito.
– Obrigada. Eu nem sei o seu nome... – Agradeci, pegando o comprimido. Tentei me erguer da cama, mas minha cabeça girou.
– Fique deitada. Tome. – Ele me deu com copo com água e eu tomei o comprimido. – Sou Edward Cullen.
Ele tomou o copo da minha mão e eu voltei a me acomodar na cama.
– O que houve? Eu não me lembro de muita coisa... Acho... Eu acho que aqueles homens estavam tentando me vender... Mas você me salvou. Uma completa estranha, mas ainda assim... – Eu disse cheia de gratidão.
– Uma estranha... Espere, você não se lembra de mim? – Edward perguntou surpreso.
– Desculpe-me. Eu deveria? – Perguntei confusa.
Ele passou a mão pelo rosto, suspirando.
– Não importa. – Ele resmungou.
Então pensei em James.
– James... O que houve com o meu primo? Ainda estão com ele? – Eu quis saber, nervosa.
– O quê? – Edward perguntou parecendo confuso. – Isabella... James... James vendeu você para pagar as suas dívidas de jogo.
– Não! Ele não... – Comecei.
Isso não podia ser verdade. Eu sabia que James tinha certos problemas com jogos, mas ele nunca faria isso comigo. Eu era sua prima, seu único parente vivo. E ele era a minha única família.
Meus pais e meus tios haviam morrido em um acidente de avião há dois anos, indo para uma viagem de férias, e havíamos ficado órfãos juntos. Morávamos separados, mas ainda assim... Ele era tudo que eu tinha. Isso não podia ser verdade!
– Ele não faria isso. – Eu sussurrei.
– Mas fez, Isabella. Encare os fatos, James não presta! – Edward falou.
– Cale a boca, isso não é verdade! – Eu gritei, tapando os ouvidos.
– Aceite. – Ele gritou de volta, puxando minhas mãos para que eu ouvisse. – Agora você só tem a mim!
– Não! Eu nem te conheço! – Rebati, tentando me livrar de suas mãos fortes que me prendiam.
– Mas você me conhece! – Ele exclamou.
– Eu quero ir embora, quero achar James! – Eu disse.
– Por que prefere ir atrás do homem que te vendeu, que te usou, ao invés de ficar comigo? – Ele perguntou, frustrado, me soltando e levantando-se da cama. Ele se afastou, passando as mãos pelos cabelos nervosamente.
– Ele é a minha única família! – Exclamei, ficando de pé rapidamente.
Minha cabeça girou e eu balancei instavelmente, tonta.
– Isabella! – Edward exclamou, saltando e me agarrando antes que eu caísse no chão.
Seus braços me prenderam com força contra o seu corpo. Ele afastou meus cabelos para longe do rosto e me olhou, os olhos cheios de raiva.
– Você é mesmo uma idiota! Por que correr atrás daquele monstro? – Ele perguntou irritado.
Então me levou novamente para a cama. Edward me deitou ali e sentou-se ao meu lado. Afastou meu cabelo do rosto e desceu com a mão pelo meu pescoço.
~~
POV Edward
Eu havia ajudado Isabella por que a amava, por que devia tudo o que tinha a ela, apesar de ela não se lembrar. Mas acima de tudo, eu a desejava. Desejava-a tanto que chegava a doer. E tê-la à minha mercê daquela maneira estava mexendo com os meus nervos.
– Eu quero ir embora. – Ela suplicou.
Eu não podia entender o que a fazia querer sair correndo atrás daquele seu maldito primo, mas eu não podia deixar que ela fosse embora. Primeiro por que tinha medo do que James poderia fazer a ela. Tentaria vendê-la novamente? Eu não sabia.
E segundo... Bom, segundo por que eu não queria que ela me deixasse, agora que a tinha.
Por isso fiz a única coisa que me pareceu viável para mantê-la perto de mim.
Sorri cinicamente, toda a minha raiva aflorando à superfície ao vê-la querendo se livrar de mim.
– Bom, você pode ir embora. – Eu disse. Ela me olhou esperançosa. – Mas antes precisa pagar a sua dívida.
– Dívida? – Ela perguntou sem entender.
– Sim, quinze milhões de dólares. O dinheiro que eu usei para comprá-la. – Eu disse. Cheguei mais perto.
Isabella ainda usava o meu casaco e nada mais por baixo daquilo. O casaco estava aberto e dava para ver quase tudo. Meu corpo gritava, pedindo pelo dela.
– Q-quinze milhões?! – Ela exclamou, incrédula. – Eu não tenho esse dinheiro.
– Eu sei, mas eu garanto que você vai poder pagar facilmente. – Eu disse, sorrindo cinicamente. Eu não era um homem bom. No meu ramo de negócios, ser bonzinho significava falência. Isabella havia conquistado o meu coração, mas eu ainda era o mesmo de sempre.
Afastei o casaco sobre o seu ombro, expondo seu seio cor de leite com mamilos rosados como pêssegos. Isabella se encolheu.
– O que está fazendo? – Ela perguntou.
– Para que uso você acha que foi vendida, Isabella? – Perguntei, aproximando-me ainda mais.
– U-uso? – Ela perguntou nervosamente.
– Eu agora sou seu mestre, Isabella. Você é minha para me satisfazer. Mas eles disseram que você é virgem por isso tentarei ser bonzinho com você. – Eu falei.
Já não aguentava mais de tesão por Isabella.
Puxei-a para mim, afastando o casaco e expondo seu corpo nu. Tomei o seu seio na mão, acariciando-o e apertando seu mamilo. Isabella tentou se afastar de minhas mãos, mas não permiti. Agarrei os seus braços e os prendi acima de sua cabeça com facilidade. Ela não era muito forte.
Seu corpo então ficou à minha mercê.
~~
POV Bella
Eu não sabia o que fazer.
Aquele homem... Aquele homem estava me tocando de um jeito que ninguém jamais havia tocado. Eu sabia que ele havia me salvado, mas ainda assim estava com medo. Medo do que ele iria fazer comigo.
Ele havia sido gentil a princípio, mas agora...
Edward apertou meu mamilo entre seus dedos, fazendo sensações que eu nunca havia sentido despertarem em meu corpo.
Tentei me encolher, me afastar, mas era impossível. Ele me tinha presa em seu aperto de ferro. E mesmo que não tivesse, não sei se conseguiria.
Sua mão livre desceu pela minha barriga até se infiltrar entre minhas pernas. Fechei as pernas, tentando me livrar daquele toque constrangedor.
Meu rosto estava quente e meu corpo começava a suar profusamente. Minha intimidade se achava molhada enquanto ele explorava cada cantinho com os dedos.
– Pelo visto está gostando, não é, Isabella. Já está totalmente pronta. – Edward falou, me deixando ainda mais constrangida.
– Por que está fazendo isso? – Perguntei quase sem voz.
– Por que você é minha. – Ele disse apenas.
Dele.
Minha intimidade ficou ainda mais úmida com aquelas palavras. Senti um de seus dedos deslizar para o meu interior, testando. Mordi o lábio, tentando abafar o som que lutava para sair de dentro de mim.
Edward retirou então sua mão de entre as minhas pernas. Olhei para ele, ansiosa, esperando pelo que viria a seguir. Ele usou sua única mão livre para desabotoar a calça e libertar seu membro que pulsava, completamente ereto.
Tive medo. Era grande demais. Se ele tentasse colocar aquilo dentro de mim, não sei se suportaria.
– Por favor... – Supliquei assustada.
– Shh, não vai doer. – Ele prometeu.
Então Edward se posicionou entre minhas pernas e forçou seu membro em minha entrada. Sua boca desceu para sugar um de meus mamilos. Gemi, sem conseguir me controlar. Edward ergueu os olhos para mim, sorrindo satisfeito.
Ele então soltou as minhas mãos. Tentei empurrá-lo, mas não tinha muitas forças.
– Não resista. – Ele sussurrou em minha orelha. Em seguida dirigiu seus lábios aos meus. Fiquei confusa enquanto seus lábios se mexiam sobre os meus, sua língua me penetrando lascivamente.
Seu membro continuava a forçar entrada em mim. Podia senti-lo rompendo a resistência que meu corpo impunha. Seus lábios foram se movendo para o meu pescoço, beijando e mordiscando. Quando finalmente conseguiu colocar toda a sua extensão em meu interior, Edward tratou de se mover, dentro e fora em um movimento suave, mas vigoroso.
Meu corpo ficava cada vez mais quente.
Eu não sabia o que fazer. Eu não queria pará-lo, mas não fora assim que imaginara a minha primeira vez. Pensava que estaria casada e que amaria o meu marido.
Esse homem era um estranho para mim, apesar de ele ficar dizendo que me conhecia, e ainda assim ele despertava todas aquelas sensações que eu nem imaginara existir.
Meu corpo se contorcia, tentando acompanhar o seu. Gemidos me escapavam sem que eu pudesse controlá-los. Eu ouvia a respiração pesada de Edward e sentia seu hálito em minha pele, me deixando fora de mim.
Levei meus dedos aos seus cabelos, puxando-os com força. Logo senti meu corpo ser tomado por espasmos. Fiquei muito quente e uma sensação maravilhosa de preenchimento me tomou. Meu corpo então relaxou completamente. Edward desabou sobre mim, respirando pesadamente.
Quando me recuperei, fiquei sem saber como olhar para ele. Estava envergonhada demais para qualquer coisa. Afastei-o tentando ser delicada e então virei de costas para ele, me encolhendo no canto da cama.
– Como se sente? – Ele perguntou às minhas costas, afastando os cabelos de meu rosto.
– Preciso ir embora. – Eu disse apenas.
– Pode ir depois que pagar a sua dívida. – Ele afirmou friamente, afastando-se de mim. Sua voz antes gentil havia mudado completamente. Ele arrumou a roupa, a qual ele não havia tirado completamente, apenas havia abaixado a calça em sua ânsia de me ter.
– Como poderei pagar? Não tenho dinheiro algum! – Eu repeti, sentando-me e finalmente criando coragem para olhá-lo.
– Eu já disse que você poderá pagar facilmente. – Ele disse me olhando com frieza e algo mais em seus olhos.
– Como? – Eu quis saber.
– Pagarei 50 mil dólares por cada vez que me deitar com você. – Ele disse.
Não pude acreditar no que ouvia.
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele saiu do quarto, me deixando ali sozinha. Sem crer no que havia me acontecido, me embolei naquela cama e chorei.
Meu mundo havia virado completamente de cabeça para baixo.
Notas finais
Bjs
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