Cant Buy Me Love
2 Capítulo Dois: Decepção
Notas iniciais
Capítulo Dois: Decepção
POV Bella
Edward morava numa cobertura acima do prédio em que ficava o seu banco. O elevador era o único meio de entrar e sair. Eu poderia ir diretamente ao escritório de Edward no banco através dele.
Depois de fazer sexo comigo naquela noite, Edward não voltou para dormir. Achei que ele dormiu no escritório que ele mantinha em casa.
Quando acordei no dia seguinte, Edward já não estava lá, mas havia um monte de roupas femininas ao meu lado na cama. Tomei banho e vesti um vestido leve azul.
Não me sentia muito bem, ainda estava tonta e fraca.
Passei o dia na cama.
~~
POV Edward
Eu não sabia direito como encarar Isabella.
Por que eu havia feito aquilo?
Eu não fora aquele que a comprara para salvá-la justamente desse tipo de coisa? Não tivera o desejo de protegê-la de todo o mal? Por que eu mesmo a havia maltratado?
Agora eu não sabia o que fazer.
Isso sem falar que ela continuava a acreditar que aquele seu primo vagabundo era inocente. Eu realmente não a entendia.
Desde pequeno, nunca fui bom com pessoas. Gostaria de colocar toda a culpa no meu pai ausente, ou no fato de minha mãe ter morrido quando eu ainda era jovem demais para me lembrar dela, mas a verdade é que eu realmente nunca consegui ser, sentir ou pensar como um humano normal.
Sentimentos, principalmente, nunca foram o meu forte. Isabella foi a única, a primeira, a conseguir me fazer sentir algo. E quando se tratava dela, todas as emoções que eu nunca sentira na vida – raiva, amor, carinho, preocupação e tristeza – pareciam despertar em mim.
Por ela eu tentava aprender, entender, ser uma pessoa normal.
Eu estava no meu escritório e Emmet, meu chefe de segurança, estava falando algo comigo, mas eu não prestava a devida atenção.
Naquele exato momento Alice, uma amiga de infância, invadiu o meu escritório, como ela sempre fazia, sem se quer bater na porta.
– Vim ver se você matou alguém essa semana. – Ela falou, jogando-se no sofá.
– Bom, Emmet, pode contratar quantos homens você precisar. – Falei simplesmente, fingindo que ela não estava ali.
– Às ordens. – Ele disse.
– Vocês não podem me ignorar! – Alice exclamou revoltada. Como se fosse possível ignorar aquela coisa pequena e barulhenta. Eu costumava dizer que ela parecia um daqueles cachorrinhos irritantes, pequenos, mas que se achavam gigantes.
– Você não tem o que fazer aqui, Alice. Vá embora! – Falei. Eu sempre dizia isso, por que sabia que ela nunca ia. No fundo, sua chatice me acalmava, de certa forma, mas nem no leito de morte admitiria isso. Parecia que até o meu relacionamento com Alice fora afetado desde que eu conheci Isabella. Era estranho, mas eu sentia como se realmente gostasse da anã.
– Isso não é jeito de tratar uma dama! – Ela exclamou fingindo-se de ofendida. Ignorei-a.
Emmet então saiu da sala, rindo, e ficamos apenas Alice, eu e meus dois seguranças, Mike e Tyler.
– Vocês dois. – Chamei. Olhei para eles com interesse. – Vocês são parentes, não são?
– Sim, senhor. Somos primos. – Mike disse.
– Hmm... Veja, essa é uma situação hipotética. Mas digamos que um de vocês fizesse algo horrível, algo que machucasse profundamente o outro. Então aparece um estranho, que com toda a bondade do seu coração salva aquele que foi machucado e conta-lhe a verdade sobre o outro... – Comecei, imaginando se aqueles dois ignóbeis seriam capazes de me ajudar. Então olhei para eles com mais intensidade. – Em quem vocês acreditariam, no seu parente, que é um vagabundo, ou nesse estranho bondoso?
– Bondoso? Com essa cara, parece que você acabou de matar umas duas ou três pessoas... – Alice comentou. Fuzilei-a com o olhar.
– Hmm, bom... Depende das circunstâncias, acho. Depende do que esse parente fez. – Tyler falou dando de ombros. Aquela resposta não me ajudava nem um pouco.
– Acho que nenhum de vocês três, homens sem coração, entenderia. – Alice comentou. Olhei para ela com mais interesse.
– O que quer dizer? – Perguntei impaciente.
– Não é da natureza humana colocar toda a sua fé na família? – Ela respondeu como se fosse óbvio.
Fiquei pensando naquelas palavras mesmo depois que Alice foi embora. Eu tentava ser mais compreensivo com Isabella. Talvez Alice estivesse certa quanto a isso, mas ainda assim...
De alguma forma, eu queria que ela pensasse apenas em mim, que se importasse apenas comigo. Seria pedir muito? Meu desejo por ela continuava pungente. Meu corpo gritou pelo dela o dia inteiro. Por isso cheguei mais cedo em casa naquela noite.
Ouvi barulhos na cozinha e fui até lá. Vi Isabella com um copo na mão, perto da pia.
– Isabella? – Chamei.
Ela se assustou, soltando o copo no chão.
– Ah, me desculpe. – Ela falou, abaixando-se para pegar os cacos.
– Cuidado. – Falei, aproximando-me para ajudá-la.
– Ai! – Ela exclamou. Havia cortado o dedo no vidro.
– Será que você não sabe tomar cuidado! – Exclamei, irritado por ela sempre se colocar em situações onde se machucava. Isabella se encolheu com medo. Suspirei e então baixei a voz. – Venha, vamos cuidar disso.
Segurei-a pelo braço para ajudá-la a se levantar e senti sua pele muito quente. Levei a mão até sua testa e percebi que ela queimava em febre.
– Por que não me disse que está doente? – Perguntei.
– Não é nada demais. – Ela disse, levantando-se para se provar certa, mas vacilou.
Coloquei-a nos braços e a levei até a cama.
– Fique aí que vou pegar um remédio. – Falei com firmeza. Ela apenas afirmou com a cabeça.
Abri o meu closet para procurar a caixinha onde guardava os remédios. Eu raramente ficava doente, por isso não tinha certeza de onde estava a caixa.
Joguei muitas coisas pelo chão, com pressa. Até que achei os remédios. Procurei entre eles um antitérmico e entreguei a Isabella. Dei uma olhada na bula.
– Espere! – Mandei.
~~
POV Bella
Edward mandou que eu não tomasse o remédio que ele mesmo havia me dado e então saíra do quarto rapidamente.
Ouvi então barulhos estranhos vindo da cozinha, coisas caindo e quebrando. Algum tempo depois Edward voltou para o quarto com uma bandeja, a qual colocou na minha frente. Ali havia uma tigela com um tipo de sopa estranho, daquelas que você compra meio prontas.
– Na bula dizia que você não deve tomar o remédio de barriga vazia. – Ele resmungou coçando a nuca.
– Obrigada. Faz tempo que ninguém cuida de mim assim. – Falei realmente grata.
– E eu nunca cuidei de ninguém. – Ele confessou. Então pigarreou e apontou para a comida. – Mas não se preocupe, acho que isso é comestível para humanos. Eu não coloquei nada estranho aí, acho.
Vi que em seus dedos havia vários cortes, provavelmente por causa de algo que ele quebrara. Senti-me extremamente grata e comi a sopa que ele havia feito. Estava meio salgada e definitivamente com gosto de queimado, mas engoli tudo rapidamente. Então finalmente tomei o remédio.
Edward levou a bandeja embora e então voltou para o quarto. Ele pegou a caixinha de primeiros socorros e pegou um band-aid para colocar no meu dedo cortado. Imitando seu gesto, peguei vários band-aids e coloquei em seus vários cortes nas mãos. Ele simplesmente riu.
Seus dedos vieram para o meu rosto, acariciando levemente. Então ele colou seus lábios nos meus. Edward subiu na cama, vindo se postar sobre mim. Sua mão veio parar na alça do meu vestido, deslizando-a para baixo. Cruzei os braços sobre o peito.
– Não, pare. – Eu falei, constrangida. As sensações que ele me causava me deixavam extremamente envergonhada. Eu não devia sentir isso por um estranho. Não devia.
– Por que resiste, Isabella? Eu sei que você quer, seu corpo não mente. – Ele falou, levando uma mão até a minha entrada e sentindo o quanto eu estava molhada.
– Edward... Eu não... – Eu tentei. Mas na verdade não podia dizer que não queria.
– Eu sou seu mestre, Isabella. Faça o que eu mando. – Ele sussurrou em meu ouvido, mordendo o lóbulo enquanto penetrava um dedo em minha entrada.
– S-sim... – Resmunguei, o calor me envolvendo completamente.
– Diga “Sim, mestre”. – Ele mandou, penetrando outro dedo. Gemi e quase não encontrei a voz para fazer o que ele mandava.
– S-sim, mestre. – Murmurei num fio de voz.
– Bom, muito bom. – Ele sussurrou, sorrindo. Ele voltou a me beijar, erguendo meu vestido e tirando-o pela minha cabeça. Em baixo eu usava apenas a calcinha.
Não pude resistir ao impulso se cobrir os seios com os braços. O modo como Edward me olhava era extremamente lascivo e me deixava mortificada.
– É tão linda, Isabella. Não precisa se cobrir... – Ele disse. Separou os meus braços com força e deu um longo olhar aos meus seios. Então desceu os lábios sobre eles, mordiscando meu mamilo e sugando com vontade. Minha calcinha se encontrava impossivelmente encharcada. Edward levou a mão até os lados do meu quadril e retirou a peça devagar.
Ele não parecia estar com tanta pressa quanto na noite anterior, quando ele me tomara pela primeira vez. Parecia querer apreciar o momento.
Após retirar aquela última peça de roupa, Edward desceu seus lábios até a minha barriga, beijando, descendo ainda mais. Suas mãos acariciavam as minhas coxas e, assim que percebi o que ele iria fazer a seguir, meio que entrei em pânico. Fechei as pernas com todas as forças.
– Isso não. – Falei nervosamente.
– Por que não? – Ele quis saber, separando minhas pernas novamente e levando seus dedos até a minha intimidade mais uma vez.
– Edward... – Eu comecei.
– Mestre! – Ele me lembrou.
– Por favor, mestre. Eu vou morrer de vergonha... – Murmurei, minha voz quase inexistente.
– Você vai morrer de prazer, Isabella. – Ele afirmou. Então seus lábios foram parar na minha entrada, lambendo tudo, beijando e sugando.
Meus quadris se moviam por vontade própria. A sensação era quase insuportável, eu queria chorar, gritar, pedir por mais. Edward pressionava o meu clitóris com o dedo, enquanto sua língua me penetrava de forma depravada. Não demorou muito até que o calor me envolveu e meus músculos se contraíram. Minhas costas arquearam e eu logo desabei sobre a cama, totalmente relaxada.
Eu ainda ofegava quando Edward voltou a me beijar. Ele havia tirado toda a sua roupa e, pela primeira vez, eu podia vê-lo completamente nu. Meus dedos automaticamente deslizaram pelo seu abdômen musculoso.
Ele se postou entre minhas pernas e, sem pedir licença, me penetrou. Eu estava tão molhada que ele deslizou com facilidade. Edward segurou meus quadris, erguendo-me um pouco da cama enquanto me penetrava cada vez mais fundo.
Nossos quadris se chocavam com um ruído quase indecente. Em pouco tempo atingi o ápice novamente, amolecendo nos braços de Edward mais uma vez. Mas ele ainda não havia chegado lá. Ele continuou a estocar em meu interior, cada vez mais rápido, cada vez mais forte. Gozei mais uma vez, quase desfalecendo na cama. Até que com um grunhido quase gutural, Edward espalhou seu líquido em meu interior, desabando sobre mim com todo o seu peso.
Não foi desconfortável, muito pelo contrário. Tê-lo sobre mim daquela forma me fez sentir estranhamente completa. Mas ele logo se virou na cama, deitando-se ao meu lado e me puxando para o seu peito.
Fiquei ali quietinha, apenas apreciando a sensação do corpo dele sob o meu. Em pouco tempo adormeci.
~~
Quando acordei no dia seguinte, encontrei Edward me olhando, apoiado no cotovelo. Corei furiosamente, encarando seu peito.
– Bom dia. – Ele disse acariciando o meu rosto.
– Bom dia. – Respondi. Apertei os lábios. Tinha algo para pedir a ele, mas não sabia se tinha coragem.
– O que foi? – Ele quis saber, erguendo meu rosto para me forçar a olhá-lo.
– E-eu... Ed... Mestre, eu queria ver o James. – Falei baixinho, com medo.
– Por quê? – Edward perguntou com a testa franzida, a voz dura.
– Ele é a minha única família. Eu preciso saber se ele está bem. – Eu disse.
– Por quê? Ele certamente não se importou de saber se você ficaria bem, quando te vendeu. – Edward atirou. Fechei os olhos, suspirando. Quando os reabri, Edward me olhava de forma estranha. – Você não acredita, não é? Você acha que eu estou mentindo.
Apenas olhei para ele, sem saber o que dizer. Ele se levantou da cama, indo para o outro lado do quarto e dando um soco na parede.
– Diga, você acha que eu estou mentindo? – Ele gritou, me olhando furiosamente.
– N-não... Eu não... Eu mal te conheço. – Eu resmunguei fracamente.
– Então você realmente não se lembra. – Ele disse, parecendo falar mais consigo mesmo.
– Do que eu deveria me lembrar? – Eu perguntei, de certa forma aflita. Ele parecia tão triste ao dizer que eu não me lembrava dele.
– Não importa. Se ver James é o que você quer, é o que terá. Só espero que não se decepcione. – Ele falou friamente. – Vou sair para o banco agora. Esteja pronta as cinco e desça até o escritório.
– Obrigada. – Eu disse, sorrindo. Edward não olhou para mim, apenas se vestiu em silêncio e foi embora.
~~
Às cinco horas eu desci até o escritório de Edward. Seus seguranças não deram indício de que eu era uma surpresa, o que apenas me fez supor que ele havia falado de mim para eles.
– Bom, você é pontual. – Edward resmungou levantando-se de sua poltrona. – Apenas uma coisa antes de irmos... Eu a levarei para ver seu primo vadio, como você quer, mas não pense em fazer nenhuma gracinha, Isabella. Você é minha até pagar sua dívida, não se esqueça disso.
Apenas acenei que sim com a cabeça. Fugir, por incrível que pareça, não havia me passado pela cabeça. Eu apenas queria ver como James estava.
– Então vamos. – Edward me segurou pelo braço e saímos pela porta que dava para o banco. O único meio de sair do prédio era passando pelo escritório de Edward e descendo pelo elevador do banco.
Os seguranças foram conosco e os dois foram para os bancos da frente da limusine que nos esperava em frente ao banco.
Não sabia aonde estávamos indo, mas não demorou muito a chegar. Percebi então que chegamos a um cassino.
– James está aqui? – Perguntei espantada. Edward nada disse, apenas me pegou pelo braço e me levou para dentro. Passamos por várias mesas, pessoas e máquinas, até que chegamos à parede mais afastada, onde vários homens jogavam poker.
Qual não foi a minha surpresa ao ver James ali, feliz da vida, jogando. Entre seus companheiros, reconheci alguns dos homens que tinham me levado para ser vendida. Encolhi-me ao lado de Edward, agarrando-me ao seu terno.
– James! – Chamei, sem crer que era realmente ele. Meu primo olhou para cima, para mim, e a surpresa estampou o seu rosto.
– Bella? – Ele exclamou, erguendo-se e vindo em nossa direção.
– O que você está fazendo aqui? – Eu perguntei, ainda sem realmente acreditar.
– Bellinha, você está bem! Graças a Deus! – Ele disse, vindo me abraçar. Edward o empurrou, não deixando que ele me tocasse.
– Como tem a cara de pau de olhar na cara de Isabella, de falar com ela, depois do que você fez? – Edward perguntou, uma de suas mãos fechadas em punho. Tive certeza de que ele daria um soco em James. Segurei seu punho com uma de minhas mãos.
– Bellinha, você tem que entender... Eu precisava do dinheiro. Se eu não pagasse, eles me matariam. – James se justificou. Até aquele momento eu ainda não acreditava que ele havia realmente me vendido, mas depois de ouvir aquelas palavras, meu coração se partiu.
– Então você realmente fez isso? Como você pôde? Eu sou a sua única família! – Eu exclamei, as lágrimas embaçando os meus olhos.
– Não fique assim, venha, vamos para casa. Você não tem mais aquele apartamento, mas pode ficar comigo. – James ofereceu.
– O que aconteceu com o meu apartamento? – Perguntei exasperada.
– Eu vendi quando você sumiu, mas não tem problema. Venha comigo que eu te explico tudo. – Ele disse.
– Você quer dizer que vai vendê-la novamente por mais dinheiro, não é, seu vagabundo! – Edward exclamou, enraivecido.
– Eu não acredito que você fez isso. – Murmurei, agora as lágrimas caindo em cascata pelo meu rosto.
– Não seja tão dramática, não foi nada demais. – James disse, daquele jeito que ele sempre dizia quando era encurralado. Tive tanta raiva que me adiantei e meti-lhe a mão na cara.
– Nunca mais me procure. – Eu falei, soluçando.
– Vamos embora daqui. – Edward disse, passando o braço pelos meus ombros e me guiando para fora enquanto eu continuava a chorar.
Meu próprio sangue havia me traído, me entregado nas mãos de bandidos, sem se quer olhar para trás. Eu não tinha mais apartamento, não tinha dinheiro... Não tinha nada!
Notas finais
Espero que tenham gostado do cap e tenham entendido um pouco o Edzinhu... A revelação de como eles se conheceram antes ainda não foi dessa vez... hehehe
Bjus
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