Candy
2 Luxúria
Notas iniciais
O amor é estranho, usando seus sentimentos como uma folha faz no vento, em uma direção desconhecida e inexplorada; uma simples direção que iria mudar minha vida de repente. Eu era cética quanto ao amor e nunca pensei que um dia eu fosse me apaixonar.
Eu não tinha sonhos de um grande amor apaixonado como esses romances narram, porque o amor estava faltando nas folhas do meu destino.
Nunca esperei por um príncipe encantado montado em um cavalo branco e muito menos fui daquelas garotas que só sonham em casar e ter filhos.
Eu estava feliz estando sozinha.
Minha mãe achava que tinha algum problema comigo e sempre fez questão de me apresentar filhos de suas amigas ricas. A maioria rapazes bonitos, metidos e babacas. Mas nunca deu certo porque eu nunca me preocupei em conhecer qualquer um deles. Isso a deixava irritada.
Uma vez eu paguei para que um garoto do meu colégio fingisse ser o meu namorado para que minha mãe finalmente se ocupasse com outras coisas mais importantes do que querer arranjar desesperadamente um marido para sua única filha de apenas 16 anos.
E quase deu certo.
Ele era alto e loiro, tinha olhos azuis de matar e um corpo belo e escultural. Músculos nos lugares certos. Ele não era muito inteligente, mas o seu sorriso de menino fazia até a minha mãe suspirar. Ele realmente era um perfeito príncipe de Disney.
Mas Naruto era um idiota e deixou escapar nosso pequeno contrato ilegal num jantar que minha mãe preparou nos mínimos detalhes. Tinha até guardanapos em formatos de cisnes. Minha mãe surtou na hora e disse que eu era um caso perdido. Que o darwinismo não se aplicava a mim e finalmente me deixou em paz.
Talvez ela tivesse razão.
Mas isso não impediu que nós dois dessemos boas gargalhadas naquela noite enquanto tomávamos cervejas ilegalmente no trailer do pai de Naruto. Também não impediu que Naruto fosse meu amigo até hoje.
Como eu disse, eu estava feliz estando sozinha... isso até... agora.
Depois que Sakura e eu ficamos nos beijando e passando descaradamente as mãos ali e aqui, nosso beijo se aprofundou ainda mais quando eu desci minha mão e apertei sua coxa enquanto ela mordia meu lábio. Eu me afastei e comecei a morder o seu pescoço, deixando um delicioso chupão e Sakura tentava controlar seus gemidos, eu sentia isso. Então ela me empurrou de leve e desceu desajeitadamente da bancada. Eu senti um aperto estranho no peito. Ela tinha se arrependido e eu havia me aproveitado dela. Era isso. Nossa amizade tinha acabado.
Mas então ele cambaleou alguns passos a frente, se virou novamente para mim, tirou o suéter com um pouco de dificuldade que vestia junto com a camisa simples por baixo, desabotoou os jeans e ficou apenas com as peças íntimas na minha frente — era o que mantinha ainda a minha sanidade em controle. Seus cabelos rosas estavam desgranhados, seu batom completamente borrado e suas bochechas coradas. Não sei o que aconteceu comigo naquele momento. Pela segunda vez eu fitava ela daquela maneira, e pela segunda vez meu coração disparava. E eu me assustei outra vez. Por que ela? Eu já olhei mulheres muito mais bonitas, musas de TV, e Sakura era tão... normal... por que eu senti isso dentro de mim?
Eu não sabia. Ou melhor, não entendia.
Mas quando ela me deu um sorriso sacana, certamente aprovando o meu olhar sobre o seu corpo quase nu, e me chamou sensualmente com o seu dedo indicador antes de dar as costas e ir para o seu quarto, eu fiquei um momento sentada no balcão e completamente excitada.
Sem querer pensar nas possibilidades, eu desci com cuidado, para não cair de cara no chão e perder algum dente, e fui cambaleando até a porta de seu quarto. A cena que eu vi no momento seguinte me arrepiou até o último fio do meu cabelo. Sakura estava deitada na cama, seus olhos fixos nos meus olhos e uma de suas mãos segurava a cabeceira da cama enquanto a outra estava se divertindo por baixo de sua calcinha.
— Você vai ficar apenas olhando ou vai me ajudar a terminar isso — Sakura fechou os olhos, inclinou a cabeça para trás e deu um longo gemido para me mostrar o prazer que estava sentindo. — Você não vem?
Eu vestia apenas um blusão do Mickey Mouse e um shorts por baixo. O blusão foi fácil de sair, mas eu quase cai enquanto tentava tirar o shorts. Sakura abriu seus grandes olhos verdes, que mostravam nada além de luxuria, e riu do meu desespero. Eu me senti um pouco envergonhada, mas toda a vergonha se dissipou quando eu engatinhei até a cama e fiquei novamente com o meu corpo perto do dela.
As coisas estavam esquentando e quando Sakura pegou a minha mão para se juntar com a que estava em suas partes íntimas, eu senti que meu corpo parecia estar virando brasa. Ela estava completamente molhada assim como eu provavelmente estava. Então Sakura me incentivou e eu enfiei um dedo, depois dois e então três dedos acariciando-a enquanto com o polegar eu brincava fazendo movimento circulares em seu clitóris. Minha boca foi parar em sua mandíbula, beijando e lambendo e dando mordidinhas por todo o lugar. Não demorou muito até fazê-la atingir o seu ápice. Satisfeita, eu levei meus dedos banhados com a essência dela a boca e saboreei seu gosto doce, em todo o tempo mantendo contato visual com ela.
Imediatamente os lábios quentes dela novamente se juntaram aos meus e com suas mãos ela lentamente me acariciava com as pontas dos dedos delicadamente, desabotoando sutilmente o meu sutiã. Sua boca se afastou da minha e eu gemi quando ela começou a dar pequenos beijos por toda a região do meu corpo até chegar na parte sensível do meu mamilo, onde ela deu um pequeno sorriso devasso antes de mordê-lo, fazendo todo o meu corpo formigar. Aquilo era tão bom.
Nós ficamos nos explorando totalmente e segundos depois já estávamos completamente nuas e Sakura inverteu nossas posições e ficou por cima de mim, sua língua passou pelo meu pescoço e foi descendo, dando beijos no meu colo, seios, minha barriga até chegar naquela parte, e, sem qualquer vergonha, ela afastou as minhas pernas e deu uma longa lambida em toda aquela extensão sedenta. Eu não consegui controlar um lânguido gemido enquanto ela me torturava daquele jeito. Sabendo que eu já estava quase me perdendo de tanto prazer, ela começou a chupar e morder o meu clitóris. Rápida e devagar, me levando ao paraíso. O orgasmo que tive a seguir foi de proporções astronômicas. Sem dúvidas, foi a melhor noite que eu tive.
Segundos depois ela se deitou do meu lado e começou a acariciar meus cabelos, num carinho tão gostoso que eu não resisti e acabei fechando os olhos. Não sei em qual momento eu dormi depois dessa noite maravilhosa, mas quando acordei e passei a mão do outro lado da cama no dia seguinte, não encontrei ninguém. Abri os olhos lentamente, achando que talvez tudo aquilo não passasse de um sonho erótico, mas a realidade me arrebentou quando eu percebi que estava sozinha e completamente pelada no quarto de Sakura. E com uma puta dor de cabeça que indicava o pós-porre. Seja bem-vinda, ressaca!
Eu peguei o cobertor e me embrulhei nele, procurando a Sakura pelo apartamento inteiro. Não havia qualquer sinal de vida ali que não fosse eu. Então corri até a cômoda do meu quarto e liguei para o número do celular dela. Ela não atendeu. Liguei outra vez. Mais uma vez sem resposta.
Eu tinha dormindo com a minha melhor amiga. E com certeza o lance de estaríamos bêbadas era a maior babaquice que poderíamos argumentar.
Eu não queria perder a minha melhor amiga.
Mas ela tinha desaparecido sem que pudêssemos conversar civilizadamente sobre o ocorrido. Se é que civilizadamente fosse o termo correto depois de ela ter me chupado.
Sakura ainda tinha um namorado bonitão.
Era melhor assim... talvez quanto mais longe ela estivesse, menos gay eu seria...
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