Can you feel my heart
2 Capítulo 1
Acordo no meio da noite com a sensação de estar sendo observada, olho ao redor do meu quarto e nada vejo, tendo dormir novamente mas escuto um baque, olho para a direção do barulho e vejo a janela entre-aberta, olho novamente ao redor e não vejo nada nem ninguém alem das minhas coisas, vou até a cozinha beber água e me deparo com uma figura cuja a face estava deformada, havia um sorriso sinistro marcado em seus labios, apenas encarei aquela imagem pensando ser algo da minha imaginação, de alguma maneira não conseguia me assustar com ''aquilo'', foi então que percebi ele se aproximando, seu sorriso ficava cada vez mais tenebroso, ele chegou a uma distancia na qual eu já podia sentir o chero de carne podre vindo dos seus labios cortados em um enorme sorriso, e o cheiro de sangue pairava pelo local, aqueles olhos, sem palpebras, pele pálida e encouraçada, cabelo negro como uma noite sem lua, era algo assustador mas ao mesmo tempo fascinante. Eu não estava imaginando coisas, aquilo realmente era real, pude ver ele retirando algo metálico do bolso de seu casaco, uma faca, apontou para meu rosto e passou-a levemente pelas minhas bochechas e gruniu algo como ''tisc...'' eu apenas observava sem nenhuma reação, medo? não, algo me dizia que nada iria acontecer, talvez minha consciencia, e infelizmente ela estava errada. Ele transferiu um pequeno corte na minha testa, e logo depois outro em meu braço, aquilo doía mas não conseguia fazer nada, ele pareceu não gostar muito de eu não ter tido nenhuma reação e enfiou a faca dele na minha coxa, gruni de dor e abaixei a cabeça, levei minha mão até onde a faca dele ainda estava, passei meus gélidos dedos pela lâmina que estava para fora da minha pele até chegar em contato com seus dedos, segurei a faca ainda com a mão dele a segurando e atirei da minha coxa, levanto a cabeça, olho diretamente em seus olhos e dou um sorriso.
–tsc... por que não fica desesperada? — Ele parecia aborrecido
–Não tenho motivos... e nem medo de você. — ele arqueou a sombrancelha olhando com um sorriso sarcástico para mim.
–Pois devia ter, não sou do tipo que recua apenas com palavras bem ditas... Senhorita Cass.
–Como sabe meu nome?. — ele no mesmo instante pega minha carteira em cima da mesa e arremessa em meus braços.
–Interessante você não ter medo de coisas assim... — Após dizer isso ele transfere um outro corte na maçã do meu rosto, aquilo doía, mas nada se comparava ao que eu vivi no passado. novamente enfurecido por não ter tido qualquer reação ao que ele fez ele questiona.
–Faça pelo menos um pedido de socorro...
–Não tem porquê.
–Como assim não tem porquê? quer morrer?
–Algo do tipo... — disse iônicamente. No mesmo instante ele me encurralou na parede enquanto apertava meu pulso, ele ria descontroladamente, cheguei a rir também menos eufórica que ele, ele para de rir então e olha pra mim, rasga varias partes das minhas roupas junto com minha pele por de baixo delas. Ele afrouxou um pouco sua mão do meu pulso, colocou a faca ao canto da minha boca e fez um corte lento e grande até o final da minha bochecha, fez o mesmo com o outrro lado, agora eu parecia ele. — Lembre-se, sorria sempre para não ser julgada. — Passo a mão pelo sangue que saia da minha face, olho meus dedos cheios de sangue e então olho para ele, levo meus dedos ate seu corte e passo meus dedos ali deixando meu sangue e sentindo a carne viva dele, algo em mim me fez agir e em um momento rápido pegue a faca dele derrubando-o no chão.
–Não é porque você é um mimadinho que tem que sair por ai fazendo o que bem quer com as pessoas. — após dizer isso transfiro varios cortes pelo seu rosto e corpo. tudo vai ficando embaçado e logo depois tudo ficou preto.
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