Notas iniciais
@guriadoliam
ask.fm/guriadoliam < algum anonimo dizendo que minah fic é uma bosta, por que sempre tem alguém que ama/respira um barraco.
xx
Nós entramos no quarto dele e ele logo me levou para frente da estante com fotos que eu tinha visto a tarde.Ele apresentou um leve sorriso, e suspirou baixo antes de falar.
– São meus pais. — Ele disse olhando para o retrato. — Eu sinto muita falta deles sabe. Os vejo muito pouco, por causa de tudo, dos shows, da banda, das reuniões, mas as vezes consigo um tempo para visitá-los. — Eles umedeceu os lábios e proseguiu. — Só que eu sabia o que teria de enfrentar, assim como você não? — Eu concordei. — Mas eles continuam do meu lado Alice, pois eu os amo. E não importa onde eu esteja, eles vão estar torcendo por mim. E isso vai acontecer com você também. Você tem um futuro brilhante aqui em Londres, vai ser muito feliz aqui. E vão estar torcendo por ti. E não importa onde você esteja tua família vai estar contigo. E você tem a Harry, tem a Anne. — ele pegou minha mão. — E tem a mim. Certo? — Eu concordei e reuni toda a minha coragem para abraçá-lo, a esta altura eu ja estava chorando. Chorando muito. Por tudo o que ele tinha dito, por ser tão lindo, e por... por ser ele mesmo sabe?
– Vai molhar sua roupa. — Eu disse depois de me afastar. O pijama de Liam ja tinha uma mini poça devido a eu ter ficado chorando ali.
– Já molhou seus olhos, não importa. — Ele me puxou pela mão e deitou-se em sua cama me chamando. Eu não sabia se devia, mas enfim, ele estava me fazendo bem, então por que não? — Vem cá.
Deite-me ao seu lado sobre seu peito e ele ficou fazendo carinho em meu cabelo.
– Você quer falar alguma coisa? Sobre sua família, sei lá. — Parece que ele tinha lido meus pensamentos, era agoniante ficar quieta enquanto eu queria falar pra ele milhares de coisas.
– Pode ser. Hm, meu pai... — Eu não sabia se falava ou não, era raro eu falar com pessoas que não conhecia a muito tempo, mas enfim, depois descobri que Liam seria meu refúgio. — Ele morreu a alguns anos. — Eu tentei controlar o exesso de lágrimas que insistiam em rolar sobre meu rosto, mas não consegui. E no final Liam fez isso por mim. Eu permaneci quieta por alguns instante enquanto Liam me puxou para mais perto. Eu estava chorando em silêncio, talves ele não tivesse percebido até puxar meu rosto.
– Não precisa continuar... me desculpa eu não sabia. — Está tudo bem.
– Eu até prefiro contar pra alguém, se você quiser é claro.
– Se te fizer bem. — Ele me deu a mão e ficou quieto esperando eu continuar.
– Eu era pequena na época, devia ter uns cinco anos, quase isso. Ele morreu pra me salvar, com um herói. Nós estávamos voltando de alguma festa, não lembro direito, então veio uns caras, uns assaltantes, e estavam armados. — Eu fechei os olhos me lembrando da cena. — E apontaram a arma para mim. Então meu pai, se meteu na minha frente e tomou o tiro. — Então eu parei de tentar controlar qualquer choro e desabei em lágrimas ali mesmo. — Você não imagina o quanto isso me faz mal, até hoje. Eu me culpo todo dia. Se não fosse por mim... — Eu não tinha nem mais forças para explicar. Liam me abraçou forte, um abraço como eu nunca tinha recebido antes.
Depois de minutos chorando eu levantei o rosto limpando as lágrimas e olhei para Liam. Ele estava com os olhos vermelhos e inchados.
– Você não estava chorando né? Oh meu Deus, pare, pare, eu não queria que você chorasse. — Eu ia começar a chorar novamente, por ninguém costumava se importar comigo, a ponto de chorar. Ele beijou minha testa e falou baixinho.
– Você promete, promete pra mim, que nunca mais vai se culpar por isso. — Eu não podia prometer algo que não sabia se conseguiria cumprir. Era como um hábito me culpar por aquilo. E ja fazia tanto tempo. Eu não respondi nada e ele voltou a falar. — Você não pode se culpar por isso, não pode. Só vai te fazer mais mal. Alguém sabe disso? Sobre se culpar. — Eu balancei a cabeça negando. Eu não contava aquilo pra ninguém, sobre como eu me sentia em relação a isso. — Você só contou pra mim? — Eu confirmei. — Você é maravilhosa, e obrigado por confiar em mim. Então por favor confie em mim, por mim então. Não se culpe mais.
– Mas Liam, se não fosse por mim... Ele era um pai maravilhoso, sabe, daqueles que cantavam antes de dormir... — Eu não consegui continuar.
– Alice, você era pequena. — Ele olhava pra mim com tanta súplica que eu tive que pensar em levar seu argumento em consideração. — Ele fez isso por que te amava, e você não pode se culpar por ser amada. Eu... eu faria o mesmo que ele. E se ele não tivesse feito isso? Se ele tivesse deixado você tomar o tiro? Você acha que ele conseguiria viver sabendo que deixou você morrer? Você tinha, na verdade tem, um pai maravilhoso, e onde quer que ele esteja ele ainda te ama, entendeu? — Desisti de parar de chorar. E o abracei novamente. — E se não for por você, faça isso por ele. Pare de se culpar. E por mim. Por que eu faria o mesmo.
Ele ergueu me rosto e limpou minhas lágrimas, depois deu um beijo demorado em minha testa. Por um tempo ficou me olhando, parecia estar pensando em algo. Liam puxou meu braço debaixo das cobertas e levantou a blusa de pijama que cobria meu pulso. Provavelmente estava procurando algum corte. Eu nunca tinha feito isso, em parte por que não saberia esconder e também por que sabia que um dia alguém iria me mostrar que não valia a pena. E eu teria que agradecer a Liam depois disso.
– Ele permanecerá assim certo? — Ele se referia a meu pulso, sem cortes.
– Certo. — Eu sorri rapidamente, quase imperceptível. Logo puxei as cobertas para me tapar.
– Está com frio? — Eu concordei. Ele levantou e pegou um moleton no guarda-roupa. Estendeu o mesmo para mim e logo me meti dentro do moleton de Liam que era três vezes maior. — Está linda. — Eu tive que rir dele. Querido, você é tão cego. — É sério. Você é linda Alice.
– Obrigado. — Eu agradeci sinceramente, não é sempre que Liam Payne diz que você é linda. Ele deu o travisseiro para eu me deitar ao seu lado, e ficou apoiado em seu braço, eu insisiti para ele ficar com o travesseiro dizendo que ja estava indo, mas ele disse para dormir, e que iria me levar depois. Eu concordei depois de relutar um pouco e enfim deitei ao seu lado.
– Boa noite. Durma com os anjos. — Ele disse depositando um último beijo em minha face.
– Já estou dormindo com um. — Retribui o beijo e deixei o sono me consumir lentamente. Depois de alguna minutos eu pude sentir a mão de Liam passando de leve em meu rosto, e ele cantando baixinho More Than This. Depois de treze anos, foi uma das primeiras noites que eu não me culpei. Liam foi a única pessoa que conseguiu fazer isso, me confortar por algo que eu pensei que não tinha mais volta. Graças a ele eu fiquei durante um bom tempo sem me culpar. Eu só pensei que a pessoa que teria seu coração não teria do que reclamar. Depois de um tempo descobri que era recíproco o que eu sentia por ele.
PDV LIAM
Era como se eu estivesse impossibilitado de ajudá-la. Sabe quando uma pessoa que você quer bem, está chorando nos seus braços e você não sabe como ajudar. Então. E o pior é que ela estava sofrendo mesmo. E eu me sentia um idiota. Por tudo, e ainda mais por ela estar se culpando. Então eu me culpei por não ter conhecido ela antes. Mas eu teria minha vida inteira pela frente para fazê-la feliz.
Eu prometi a mim mesmo que ela não se culparia mais, ou pelo menos eu tentaria fazer ela parar de se culpar, por que você não sabe como dói vê-la sofrendo por algo que ela não tinha como mudar. Então eu tentaria fazê-la esquecer disso, ou pelo menos tornar isso menos doloroso.
E quando vi, já estava chorando também, por tudo, por ela estar chorando, pela história de seu pai, e por que eu queria falar milhares de coisas, mas eu como sempre nunca tinha coragem.
E depois de acalmá-la, ela dormiu entre meus braços. Foi nesse dia que eu descobri que queria que isso acontecesse mais vezes. Foi nesse dia que descobri que me fazia bem ela perto.
Depois de um tempo, me levantei e peguei Alice no colo para levá-la para seu quarto. Ela não se mecheu, tinha dormido mesmo. Adentrei o quarto silenciosamente para não acordar Anne e deixei Alice em sua cama. Cobri ela, dei um beijo de leve no topo de sua cabeça e fechei a porta do quarto.
– Que cê ta fazendo aí? — Harry, por que você me ama ?
– Alice caiu no sono no meu quarto, vim trazê-la.
– Hmmmmmmmmm, e o que ela estava fazendo lá? — Ele olhou bem para mim, e proseguiu. — Cara, você estava chorando?
– Sim, estava, e Alice também, isso que ela estava fazendo lá.
– Que que aconteceu?
- O pai dela. Ele morreu a alguns anos, e ela me contou a história.
Ele indicou tristeza em seu rosto e logo se despediu e seguiu para seu quarto. Harry não é muito de falar sobre isso, ele nem parece, mas fica bastante triste quando algo acontece com alguém que gosta.
Logo entrei em meu quarto e me joguei na cama sem hesitar. Legal, onde estava Alice para ocupar o outro lado da cama? Eu fechei os olhos e tentei dormir, demorei um pouco até, tinha sido um dia longo. Mas eu ainda tinha muito tempo pela frente.
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