Can I help you, Miss Stark?
4 Capítulo 3 - Proposta
Notas iniciais
:3 oioi, comentem, quero saber oque estão achando. ^^
Tony já estava acostumado com isso. Eram as consequências, tinha feito algumas escolhas e cedo ou tarde seria cobrado por elas. Mas isso devia ser só mais uma coincidência, nada ligado a ele ou a Las Vegas. Fitou a garota, ela se parecia com Gustine. Gustine, tão encantadora. A cor dos cabelos, o sorriso...não, talvez fosse só uma característica das mulheres desse estado.
– É incrível poder conhecê-lo, acho que falarei em nome de todo o país e de todo o mundo se agradecer por Nova York– Disse, despertando Stark.– Desculpe, o que disse?– Ele disse, esbarrando em um dos garçons que começavam a distribuir bebidas e petiscos. – Nova York, Tony.– Respondeu Pepper, questionando-o silenciosamente.– Ah, ah. Sim, er...temos uma boa equipe, com alguns babacas, mas ainda assim uma boa equipe. — Disse, soltando um sorriso leve. — Então, gostaria de saber mais sobre o projeto que deu base ao TINE, se não for um incômodo. – Incômodo nenhum, eu sempre tenho comigo algumas anotações sobre ele.– Disse, se enchendo de esperança a cerca de um possível patrocínio. — Ele é ambicioso, não vou negar, mas acredito que o senhor entenda isso já que construiu um traje que beira a perfeição. – Ambição é meu terceiro nome, logo depois de Inteligência.– Ele disse, enquanto um fotógrafo tirava as primeiras fotos da família Stark.– Logo depois de Humildade.– Declarou Pepper tentando esconder o rosto do pequeno herdeiro. – Ei, amigo, você pode conseguir uma sala para nós?– Perguntou Stark ao primeiro engravatado que encontrou. — Srta. Hummels, sera que teria tempo para mais uma pequena palestra? Imagino que os seus professores não se incomodem. – Ah, não tenho professores aqui, vim especialmente para a feira, represento a área de ciências da Western Nevada College.– Explicou Clarence, enquanto já abriam caminho pela multidão. – Western? Preferiu uma faculdade local?– Questionou Pepper. — Tenho certeza de que seria aceita no Instituto de Tecnologia da Califórnia. – Bem, Sra. Stark, minha antiga família não se encaixa na classificação de ’'preocupados com o futuro.’’ Eu me empreguei na Western quando ainda estava no colegial, me ofereceram uma bolsa que eu não pude recusar. – Explicou Clarence.– Entendo. – Pepper murmurou compadecida.Eles foram conduzidos até o andar superior, alguns professores encheram o Homem de Ferro de perguntas, ele considerou a maior parte delas sem fundamento, e outras pareciam bobas demais. Porém, ele falou sobre como a pressão do ar afetava a armadura e outros pequenos detalhes. Clarence seguiu agarrada a sua pasta. Talvez ele risse do seu projeto, talvez achasse loucura. Mas havia as boas possibilidades, os bons desfechos para a situação. Não era segredo para ninguém que Tony Stark era um grande financiador de boas ideias . Enquanto subiam as escadas, perguntou-se como conseguia se manter tão calma na presença de um dos maiores nomes da mecânica mundial, um dos heróis que tinham salvo a humanidade, uma lenda. Mas algo nele lhe passava segurança, sua presença não era intimidadora como as dos reitores, alunos mais velhos, professores, pesquisadores e demais figurões. Ele era suave, casual. Pepper lhe fez perguntas sobre Carson City e sobre como tinha se inscrito na feira. Foi a mais longa e agradável conversa de dois minutos, sobre uma cidade que ela não amava, que ela teve com uma quase desconhecida. Quando chegaram a porta indicada a eles, Tony empurrou a porta e Pepper foi a primeira a entrar, brincando com as bochechas do filho. A sala era uma espécie de escritório improvisado, Pepper se acomodou em uma poltrona. Clarence criou coragem e começou a desdobrar alguns papéis. – Bem, eu me orientei pelos sistemas mais básicos, como celulares, só que eu aprimorei os comandos. – Disse, puxando o desenho do que Tony imediatamente reconheceu como um crânio. – Um Android, quase tão perfeito quanto os humanos. Um cérebro capaz de realizar quase tudo, ele poderia ser um enfermeiro, um segurança e até um professor. – Explicou. Tony analisou minuciosamente cada folha amassada, seus olhos corriam de linha em linha como se estivessem vendo uma mina de diamantes. – Isso é espetacular, quero dizer, ainda é prematuro, mas...seria impossível não sentir o cheiro da inovação. Você já teve contato com um sistema como esse?– Não, não, temos alguns registros na biblioteca da Western, mas nada esclarecedor. Eles falam do senhor, inclusive. – Disse a garota, ruborizando com os elogios. – Sobre mim? Ah, sim, JARVIS. – Disse, sorrindo. – Mas, a diferença entre os dois é gritante e essencial, JARVIS tem funções específicas, e o seu...qual mesmo o nome dele?– ULTRON. – Clarence respondeu orgulhosa.– Isso, bom nome. – Ele disse, e pensou por alguns segundos, colocando as mãos na cintura e olhando ao redor da sala. – Srta. Hummels, eu tenho uma proposta a lhe fazer, eu tenho interesse em lhe ajudar , se quiser, a terminar o projeto.
Clarence ficou sem palavras por um tempo, a boca seca.– Certo, mas...o senhor viu tão pouco, eu tenho mais a respeito em Carson. – Disse ela, não conseguindo disfarçar o brilho nos olhos. – O que eu vi é suficiente, acredite. Sua palestra, seu comportamento e suas anotações. Eu preciso dizer que estão desorganizadas, mas são incríveis. – Disse ele, lhe devolvendo os papéis. – Pepper, pode pegar meu telefone pra mim? Ela respondeu com um aceno de cabeça e lhe entregou o aparelho. – Se vocês me derem dois minutos, eu as alcanço e vamos a Carson agora mesmo, só preciso fazer uma ligação. – Disse, Clarence se assustou com o anúncio da viagem. Pepper sorriu para ela, e as duas voltaram para o auditório. Tony esperou para ter certeza de que as duas tinham se afastado o suficiente, para discar um número em seu aparelho.Só foi preciso dois toques e uma voz firme e suave atendeu.– Bruce, eu tenho uma novidade que vai fazer você ficar verde.
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