Can I help you?
4 IV - Objetivo
Notas iniciais
Hinata voltou para casa com o objetivo que iria ajudar o aluno, ela já passou por uma situação parecida, então iria fazer de tudo para amenizar a dor do menino. Porém, antes que pudesse colocar os planos em prática iria montar as provas logo, Shizune pediu que estivessem prontas imediatamente!
A primeira prova seria de um nível médio a fácil, cobraria somente sobre o período Sengoku para a turma do 6º ano, império turco-otomano para o 8º, imperialismo para o 9º, primeira guerra para o 1º ano do ensino médio e por fim a crise do petróleo para o 3º do ensino médio. É, seria uma noite a base de muito café, que apesar de não gostar da bebida, conseguia ficar bem ligada quando tomava.
O dia amanheceu e ela acordou debruçada sobre a mesa e alguns papéis grudaram em seu rosto. Olhou para o relógio, seis e meia.
– Merda! — Gritou a Hyuuga.– Estou atrasadíssima, meu Kami, vão me engolir viva! — Hinata salvou os arquivos da prova num pen drive, colocou na bolsa e correu para o banheiro.
Aquele foi o banho mais rápido que tomou em toda sua vida, se arrumou na velocidade da luz e correu como nunca até a estação do metrô. Lá estava lotado, era horário de pico, por isso evitava sair aquele horário e preferia muito mais acordar cedo e ter o conforto de ir sentada. Pouco antes de o metrô chegar ela parou num quiosque e comprou um pão junto com um enorme copo de chocolate quente, comeu tudo apressada e seguiu até o colégio.
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– Merdaaa! — O relógio marcava sete e vinte, estava ferrada.– Tsunade vai me estraçalhar, preciso ligar para ela. — O nervosismo estava evidente no rosto da jovem, tudo porque um maldito trecho do trilho estava enferrujado e isso impediria que prosseguisse viagem.
Caminhava de um lado ao outro, pensando no que faria. Um ônibus seria uma boa opção, mas não chegaria rápido. "Terei que morrer em um bom dinheiro", pensou a Hyuuga que optou por um táxi. Foi até a avenida principal e fez sinal para um, que parou logo e Hinata já saiu entrando sem saber se podia.
– Colégio Konoha, por favor, e rápido! — Sua voz era doce como sempre, mas estava um pouco mais alta. Ela pegou o celular na bolsa.– Alô, Shizune-san? Sim, é a Hinata, por favor, não me demita, estou chegando aí em instantes e explico o que aconteceu, sim, sim. Até logo. — Jogou o celular na bolsa e suspirou aliviada, não seria demitida, isso já era bom.
Chegou finalmente ao seu destino e pagou o motorista, fechou a porta do carro que quando entrou em movimento percebeu que tinha um homem no banco de trás e ela teve a impressão de que já tinha visto o homem em algum lugar.
– Por Kami, para de viajar! — Ela correu e chegou ofegante na recepção, pediu mil desculpas para Shizune e voltou aos eixos. Continuou o trabalho tranquilamente.
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A noite caiu, todos os alunos tinham ido embora, exceto um. Estava sentado no sofá da recepção e encarava os sapatos devidamente polidos. Sua expressão de irritação estava estampada no rosto como sempre, mais uma vez o pai se atrasara. Hinata surgiu lá para entregar o pen drive com as provas, tinha esquecido devido a correria, só percebeu que o moleque encrenqueiro estava lá depois.
– Ainda está aqui? Puxa, seu pai merece um bom puxão de orelha. Deixar uma criança aqui até esse hora da noite é algo inadmissível. — Hinata estava falando com as paredes, porque o menino nem ligava para o que ela dizia.
A Hyuuga olhou o relógio e calculou que deveria ir para casa logo, os noticiários sempre diziam que tinha um tarado ou outro a solta, um frio na espinha tomava conta só de pensar nisso. Hinata saiu da recepção e acabou tombando em alguém, quase caiu... quase.
– Ai, estou bem desorientada hoje, muito café está prejudicando minha saúde mental. — Ela recolheu a pasta que caiu no chão e logo em seguida se desculpou com a pessoa.
– Eu quem devo pedir desculpas. — A voz máscula e grave respondeu a Hyuuga que olhava para o chão até o momento, mas a voz da pessoa era tão... tão... forte (?), que Hinata olhou imediatamente para a pessoa.
Oh não, ela deveria estar num pesadelo, dos brabos ainda por cima. Se já não bastasse o desespero da manhã ainda encararia aquela pessoa, justamente ELE! Ah, talvez não se lembrasse dela, é, realmente, aquilo fazia muito tempo.
– Não, o que é isso, a única distraída aqui sou eu. — Hinata deu uma risada de nervosismo.
– Velho idiota demorou de novo!!
– Desculpa aí filhão, seu avô me fez trabalhar em dobro hoje. — Era isso, aquele olhar de ódio que recebera do Yuuta era realmente familiar, muito ainda por cima... mas... como? Yuuta era um... Uchiha e filho de ninguém menos que, Sasuke Uchiha!
FLASHBACK
"- Se você fizer isso, contarei para Naruto da sua estranha obsessão por ele.
– V-Você não seria capaz.
– Está duvidando de mim, pirralha?
– Ao menos não repeti duas vezes a mesma série. — A mais nova falava num tom de provocação. — Vá em frente, desgrace mais ainda com minha vida. Não ligo mesmo, eu já estou tão desgastada que isso não faria cócegas em mim. — O mais velho prensou a morena na parede.
– Você me conhece muito bem Hinata, vai se arrepender de me desafiar!”
Hinata gelou. Estava difícil sair daquele lugar, suas pernas pareciam que tinham adquirido algumas toneladas, sua respiração pesou e sentia que se falasse qualquer coisa seria inútil, pois gaguejaria demais.
– Você está bem... Hyuuga? — "Puta merda", pensou ela, "ele se lembra de mim, droga!"
– T-T-Tô ótima, melhor impossível. Cuide- se Yuuta, não arrume mais confusão por aí.
– De onde se conhecem? — Perguntou o menino, Hinata parou no mesmo instante... o que ELE falaria?
– Somos amigos de infância. — Respondeu Sasuke, um sorriso malicioso formou-se em seus lábios. Claro, amigos de infância.
Não deixava de ser mentira, Hinata conheceu Sasuke quando ela ainda usava fraldas, sua mãe costumava ser amiga de Mikoto, mãe dele, mas após a morte da dona Hyuuga, Hinata e sua família mudaram-se para Tóquio, onde viveu lá por uns anos. Somente quando ingressou no ensino médio voltou para sua cidade natal Konoha e Mikoto fazia questão de que Hinata fosse à mansão dos Uchiha para uma conversa agradável, para fazerem um bolo ou algo do tipo. Hinata é muito grata à matriarca Uchiha, pois ela era a única figura feminina que ela se apoiava e acontecia o mesmo com Mikoto, ela só teve filhos homens.
Não iria estender a conversa ou ficar ali repassando em sua mente os momentos difíceis de ensino médio, tinha muito que resolver, apenas concordou com a fala do Uchiha mais velho e foi embora. Oh Kami, por que a vida era tão cruel com alguém tão dócil?
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A semana de provas passou, era época de corrigir as pilhas de testes, fazia aquilo com rapidez, porque durante a faculdade pegava bicos como corretora. Já estava no último bloco quando resolveu sair um pouco, era sábado afinal. Vestiu uma blusa de mangas longas, calça jeans e um mocassim, pegou sua bolsa e o cachecol. O final do inverno ainda estava no ar e o vento estava bem acentuado, mas nada comparado a nevasca de dezembro, que congelava qualquer um. Hinata optou por ir ao centro, iria passar em uma papelaria para comprar os objetos necessários para colocar seu plano em prática, passaria também na confeitaria para comprar um croissant de chocolate e tomar um chá de camomila.
– Obrigada pela preferência, volte sempre. — Saiu da papelaria com uma sacola cheia, as brincadeiras que faria ao longo do ano exigiriam bastante papel, lápis de cor e outras coisas mais.
Ela reuniria a turma em grupos de quatro a cada duas semanas, se não tivesse provas, claro, e iria fazer com que todos tentassem conhecer cada um e largassem de olhar para o próprio umbigo, isso era bom para que a turma interagisse mais e para que o Yuuta não fique isolado, resumindo, seria a oportunidade perfeita para ganhar novos amigos!
Saindo da papelaria, andou mais alguns metros antes de chegar à Confeitaria Flor de Lis, um lugar aconchegante e bem rústico. O local atraía muitas pessoas, pois além do ambiente confortável tinha preços acessíveis. Entrou na loja e sino da porta soou, uma das atendentes se prontificou em arrumar uma mesa para a jovem e anotar seu pedido.
– Um croissant de chocolate e um chá de camomila, por favor.
– Okay, ficará pronto em alguns minutos. — A atendente saiu e Hinata relaxou os ombros, estava tensa há alguns dias, na verdade, desde que encontrou Sasuke Uchiha, seu demônio do ensino médio.
– Ora, — Todos os músculos de Hinata se enrijeceram, nem mesmo milhões de xícara de chá de camomila iriam ajudá-la.– você por aqui também?- Hinata soltou uma risada debochada, mas logo depois respondeu.
– Que surpresa desagradável, Uchiha.
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