Can I help you?

1 I - Oportunidade


A recepção parecia um lugar sombrio, o silêncio extremamente desconfortável fazia com que a jovem moça mexesse os dedos indicadores sem parar, era uma mania de fato, mas ali estava bem frequente. Naquele lugar estavam apenas Hinata e a secretária, que pelo crachá chamava-se Shizune.

Hinata Hyuuga é uma jovem adulta de 21 anos de idade, cabelos negros que quando expostos ao sol parecem azuis e olhos estranhamente lilases. Recém-formada em história, está ingressando numa pós-graduação em psicologia educacional. Ela é filha de Hiashi Hyuuga, uma figura importante no ramo automobilístico, prima de Neji Hyuuga, outra pessoa influente dentro da empresa de seu pai e irmã de Hanabi Hyuuga, uma adolescente de 16 que se mostrou prodígio desde pequena para o ramo do entretenimento. A mãe morrera dois anos depois do nascimento de Hanabi devido à saúde frágil, e por conta disso seu pai tornou-se mais frio do que era.

A moça sempre fora tímida e insegura, porque para o pai ela não era a pessoa para lá de forte e ele mostrava, mesmo que inconscientemente, que preferia a mais nova ou até mesmo o sobrinho. Cresceu assim, sem muito amor ou atenção. Hinata como uma boa pessoa, nunca sentiu ciumes da irmã ou do primo, aliás, era muito difícil ela ter um sentimento ruim. Amava a irmã com todas as forças e poderia dizer que é como se uma mãe ama o filho, Hanabi fora uma das melhores coisas que acontecera na vida dela.

— Hinata Hyuuga? — A secretaria chamou a moça que estava perdida em pensamentos.
— Ah, sim? — Respondeu de um jeito quase inaudível.
— Tsunade-sama lhe aguarda. Venha, irei acompanhá-la. — Hinata levantou da cadeira, arrumou o vestido e pegou as pastas que carregava consigo. Seguiu a mulher a sua frente e pouco tempo depois chegaram a sala de Tsunade Senju.

Ao entrar na sala, deparou-se com uma mulher loira, olhos verdes, que possuia um sinal em forma de losango na testa e muito, diga-se muito mesmo, turbinada.

— Olá! Sente-se, por favor. Acho que temos muito que conversar. — Hinata assentiu e sentou na cadeira em frete a Tsunade, Shizune saiu e deixou as duas a sós.
— B-Bom dia, Tsunade-sama.
— Bom dia, Hinata-chan. Seja bem-vinda ao Colégio Konoha, acredito que irá gostar daqui. Olhei seu currículo e me interessei muito por seu perfil profissional, você será a pessoa perfeita para o cargo.
— Espero que sim, irei me empenhar ao máximo para atender suas expectativas.
— Ora, é claro que vai! Assim que vi seu e-mail interessada na vaga já gostei muito de você. Começará a trabalhar segunda-feira, tudo bem?
- Sim, claro!
— Seus horários estão nessa planilha e você deverá me passar os assuntos que lecionará para cada turma até sexta-feira.
— Duas turmas de ensino médio e três de ensino fundamental, hmm, tudo bem.
— Obrigada, Hinata! Vemos-nos semana que vem.
— Eu quem agradeço. Até o logo, Tsunade-sama.

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O colégio Konoha é conhecido na região por ser o lugar que ensina filhinhos de papai, lá só estudam os filhos de grandes empresários, de atores muitos famosos, resumindo, de pessoas com um poder aquisitivo absurdo. A educação é diferenciada, possui uma estrutura exuberante e oferece tudo do bom e do melhor para os alunos.

Hinata simplesmente achava tudo muito exagerado e que aquilo não era nada bom para as crianças, mas nada poderia fazer, pois depois que resolveu fugir de casa para seguir um sonho teve que se virar da maneira que pôde e o colégio Konoha oferecia o melhor salário da região. Com o dinheiro que receberia poderia pagar o aluguel do apartamento que mora, fazer as compras do mês e juntar um bocado para possíveis emergências.

A Hyuuga voltou para casa de metrô, já que o lugar em que mora e local de trabalho são um pouco distantes. Chegou a frente de um prédio antigo e com a pintura desgastada, subiu três lances de escada e finamente estava em seu lar doce lar. Largou a bolsa no sofá e foi para o quarto, onde era também seu ambiente de trabalho, lá ela pegou alguns livros e começou a formular suas ementas para entregar à Tsunade. Quanto a esse ponto, e mais alguns outros, Hinata é muito responsável e procurar fazer tudo dentro do prazo e faz de tudo para não deixar as coisas para última hora. Ela abriu seu notebook e começou a fazer o planejamento e junto a isso um sentimento de ansiedade crescia em seu peito, ela gostaria de ser aquela professora amável e que transmitisse o amor pelo que faz aos alunos, assim como foi sua falecida mãe.