Can I Have This Dance?
17 Maybe That's The Best Decision
Notas iniciais
Boa leitura!
POV Stefan
–Ele está em transição. — diz, parecendo relutante em me contar aquilo.
–Isso quer dizer que...? — eu já imaginava, mas precisava ter certeza.
Henry me encara incrédulo antes de dizer:
–Sei que você entendeu, mas se prefere que eu confirme, sim, ele está virando um vampiro. E vai morrer caso não beba sangue humano, devo acrescentar.
Fecho os olhos e abaixo a cabeça. Preciso sair daqui antes que aconteça algo pior. Torno a olhar para Henry e pergunto:
–Você pode cuidar dele para que não mate ninguém, certo?
–Vou levá-lo para casa e ensinarei o que puder, mas depois as escolhas serão exclusivamente dele. Sinto muito. — e dava pra ver que sentia mesmo. Minha irmã realmente fazia bem a ele.
–Ah não! Melissa está...
–Bem. Liguei pra ela antes de sair a sua procura. Pedi a ela que trancasse tudo. E que não abrisse a porta pra ninguém. Acho melhor você ir para casa e ficar com ela.
–Se não se importar, acredito que há uma situação a ser resolvida. — levantei do chão e sacudi minhas roupas sujas de terra. — Poderia me levar até Rebekah? Não sei onde moram.
Meu pedido pareceu surpreendê-lo. Acho que ele não esperava que eu fosse tomar uma atitude tão cedo.
–Ela já fez isso comigo e sei como é ruim. Quando Melissa chegou, não tive chance de explicar e sei que ficar sem saber o que uma pessoa importante pra você pensa ou deixa de pensar dá uma sensação angustiante. Amo sua irmã e vou dar a ela essa chance. Não direi a você que ter uma namorada vampira me agrada, mas acima disso, ela é a Rebekah. E eu gostei dela do jeito que ela é. Talvez seja esse o motivo de... — paro e penso na festa, quando ela 'passou mal' por causa do sangue, quando ela me abraçou com uma força anormal para uma garota como ela. Henry está me encarando, esperando que eu conclua o pensamento. — Na noite da nossa festa, Rebekah não se sentiu bem diante do sangue. Na mesma noite, algum tempo antes, ela me abraçou um tanto apertado demais, o que achei curioso. Mas agora tudo faz sentido.
–Desculpe-me pela festa, aliás.
–Foi você?! — era pra ser uma acusação, mas pareceu uma pergunta.
–Sim, fui eu. E peço as mais sinceras desculpas. Na época tudo o que queria era arruinar a vida de Bekah, fazer com que ela vivesse um inferno pela eternidade. Mas aí conheci Mel e o restante você já sabe...
–Então quando me diz que nunca fará nada para magoar minha irmã você quer que eu acredite? Sendo que fez o que fez com a Rebekah, que é sangue do seu sangue... Estou realmente ficando confuso.
–Meu problema com Rebekah vinha de outra história. Que simplesmente foi esquecida quando conheci a pessoa que me faz feliz. Peço que confie em mim.
–Só depois que eu entender seus motivos para magoar sua própria irmã.
–Stefan, sei que preza a felicidade daqueles que ama, mas sinceramente, não me sinto a vontade para revisitar lembranças tão dolorosas. O máximo que posso lhe dizer é que tem algo a ver com o acidente que matou — fez aspas com os dedos — Stella.
Rebekah me contou a respeito. Disse que sua irmã caçula fora viajar com uma amiga e ela preferiu não ir. Até pouco tempo atrás se culpava pela suposta morte das garotas.
–Você também a culpava. — Henry me encarou confuso. — Pelo acidente de Stella.
Seu rosto se contorceu de desgosto ao ouvir o nome da irmã.
–Já disse que não quero falar sobre isso. Agora vamos antes que Stella resolva ir até Rebekah e me dê mais trabalho. Mas antes, preciso de cinco minutos para levar este garoto até lá e prendê-lo a fim de evitar que ele saia por aí matando alguém. Não saia daqui.
O vampiro jogou o corpo inerte sobre os ombros e em um piscar de olhos não estava mais lá. Não me senti seguro ali, já que a Mikaelson assassina poderia voltar e eu estaria aqui sozinho e já está escurecendo. Entretanto, antes que pudesse pensar em alguma maneira de possivelmente me proteger, Henry está de volta.
–Desculpe-me por deixá-lo aqui sozinho com Stella à solta, mas eu não podia andar pela cidade com um garoto em transição pendurado no meu ombro.
–Tudo bem. Acho que Stella não pretende me atacar novamente. Vamos?
–Sim, claro. E não se preocupe, deixarei vocês a sós. Levarei o garoto até o bosque atrás da casa para que todos nós possamos cumprir nossos objetivos.
–Não quero que se incomode comigo.
–Não é um incômodo. Realmente preciso ensinar algumas coisas àquele menino.
Começamos a caminhar lado a lado por toda a cidade. Na minha cabeça fervilhavam perguntas e estava começando a me assustar. Quero resolver as coisas com Rebekah, mas não me sinto mais tão a vontade assim, sabendo que ela é uma vampira. Porém tentarei ao máximo não ir embora nem fugir.
Mantenho em mente o fato de que quando minha namorada me encontrou deitado ao lado de minha irmã, ela surtou, mas esfriou a cabeça e foi me procurar para que conversássemos. Inclusive me pediu desculpas por sua atitude. E, no entanto ela me faz uma revelação a seu respeito e eu expulso-a de minha casa. Pensando por esse lado consigo ver o quanto fui insensível e grosseiro com ela. E é por isso que resolvi vir conversar e acertar, ou pelo menos tentar, a situação.
A caminhada é mais longa do que eu imaginava e noto que Henry está me levando pelo que parece ser o caminho da saída da cidade. Começo a estranhar e decido perguntar:
–Vocês não moram em Mystic Falls?
–Moramos sim. Logo naquela casa ali, próxima ao bosque. Espero que entenda: é melhor para vampiros morar em locais mais afastados para não haver suspeitas. Acredite, com Rebekah o motivo é um tanto diferente. No dia em que apareci, ela tinha acabado de voltar da sorveteria e quando chegou, ligou o rádio no último volume e ficou dançando como uma adolescente louca.
Comecei a rir bem baixinho. Henry fez uma careta e depois murmurou um ‘Desculpe, irmãzinha’ que me fez encará-lo estranhando a atitude.
–Ela consegue nos escutar daqui. – estávamos cada vez mais próximos da casa. – E acabou de me repreender pelo comentário. Logo, concluímos que ela já acordou.
–Isso é bom. E sabemos também que ela está ciente da minha presença.
–Sim, está. E está me agradecendo por ter trazido você.
Nesse momento, ouvimos um grunhido vindo de trás da casa.
–Acho que o garoto acordou. Aproveitem a conversa e, por favor, não quebrem nada. E não façam nada que eu não faria. – e saiu rindo baixinho e dirigindo-se à parte detrás da casa.
Nesse momento Rebekah abriu a porta e sorriu fraco para mim. Não estava muito certa sobre meus motivos para estar ali. Com razão. Provoquei toda essa situação. Agora preciso consertá-la.
–Entra Ste. – saiu da frente, dando-me espaço para entrar.
–Acho que precisamos conversar, não é? — Ela encarava o chão. – Olha pra mim. Eu juro que não vim para brigar. Quero resolver as coisas entre nós dois.
–Não tiro sua razão de ter me expulsado da sua casa. Sou um monstro. Não fui sincera com você. Na verdade eu tentei, mas falhei. A verdade é que eu tive medo de que acontecesse justamente o que aconteceu. Que você pedisse pra eu sair da sua vida sem ao menos permitir que explicasse as coisas. Não é tão simples amar alguém e esconder um segredo tão grande dessa pessoa. Pensava a todo instante como faria isso e procurava por um momento propício. Não pretendia que fosse assim tão repentinamente. Ainda mais no mesmo instante em que recebi a notícia de que a irmã que eu pensava que estava morta na verdade não está e ainda por cima vem matando muitas pessoas inocentes.
–Ela quase me matou hoje. – a interrompi.
–O QUÊ? – seus olhos estavam arregalados agora. – Onde e como? Eu vou matá-la. Nem que seja a última coisa que eu faça.
–EI! Você não vai a lugar algum. Seu irmão me salvou. Aliás, ele está lá fora com o garoto que sua irmã transformou. Acho que o nome dele é Ryan, ou algo assim.
–Stella está definitivamente fora de si. Não entendo o motivo de tanta ira. Você está realmente bem? — encarava-me preocupada. Abri os braços e girei ao meu redor.
–Inteiro, viu? — seus olhos me examinavam com perspicácia.
Pisquei os olhos e seus braços estavam ao meu redor, sua cabeça em meu ombro e de seus olhos escorriam lágrimas silenciosas que me ensopavam a camisa.
–Tenho tanto medo de perder.
–Shhh... Está tudo bem. Eu estou bem. Na verdade, estava. Agora não consigo respirar.
Rebekah afrouxou os braços ao meu redor e nos encaramos até que ela sorriu timidamente.
–Desculpe-me.
–Acho que agora devemos nos sentar e conversar antes que mais alguma coisa ou alguém nos interrompa.
–Sente-se e sinta-se à vontade.
Ela escolheu seu lugar e eu optei por sentar-me a sua frente no outro sofá. Preciso expressar tudo o que vem me incomodando, e com ela tão próxima, não vou conseguir. Tomo fôlego para começar a falar, mas antes que pronuncie alguma palavra, Rebekah se manifesta.
–Acho que lhe devo desculpa. Só quero que saiba que todo esse segredo me incomodou desde o princípio. Eu não pretendia me relacionar, mas com você eu perco o controle. Nunca contei a ninguém o que sou. Até tentei me abrir com você, mas tudo que aconteceu na época serviu para me mostrar que ainda não era o momento. E quando eu finalmente me abri, aconteceu exatamente o que eu temia. Você me mandou embora e isso acabou comigo. Embora tenha acontecido ontem, foram muitas coisas ao mesmo tempo e me deixou esgotada. Minha irmã morta — fez aspas com os dedos — a verdade finalmente sendo contada a você, que prontamente me expulsou. Não lhe culpo, mas foi a primeira vez que passei por essas situações.
–Espera... Eu fui seu primeiro namorado?
–Tenho esperança de que continue sendo. E não é como se eu nunca tivesse me relacionado com ninguém. Já aconteceu, mas não era nada sério a ponto de contar que eu sou uma vampira. E sim, eu ainda sou virgem. – arregalo os olhos e encaro a garota a minha frente, mas ela está olhando fixamente para o chão. – Amo você e acredito que vou continuar amando por um bom tempo. Se não quiser me aceitar, tudo bem. Eu me afastarei por alguns dias até que consiga me aproximar novamente sem precisar estar perto de você. Porém ficarei feliz se pudermos finalmente nos acertar.
–Olha, Rebekah, não posso lhe dizer que é algo incrível ter uma namorada vampira, porque estaria mentindo e meu objetivo é ser tão sincero quanto possível. Não me sinto confortável nessa situação.
Ela me encara com os olhos marejados. Você a está magoando novamente, idiota! Diz de uma vez que ainda a ama!
–Apesar disso, passei algum tempo pensando. E também conversei com seu irmão hoje. – ela sacudia a cabeça como se tivesse medo de imaginar sobre o que conversamos. – Tudo isso me fez chegar a algumas conclusões. Uma delas é que eu amo você. – ela me encarava fixamente. Parecia não ter ouvido o que eu dissera. – Outra é que quando nos conhecemos, você já era uma vampira, mas nada me fez deixar de gostar de você. E seu irmão me contou que, ao contrário dele, você nunca foi capaz de matar nenhum humano e que nem cogita a possibilidade de machucar ninguém. E isso me fez pensar no quanto você se culpava por um acidente que nem fora sua culpa. Aí tudo o que ele me disse fez perfeito sentido.
Terminei de falar e deixei que ela absorvesse com calma todas aquelas informações. Porém, mais rápido do que eu imaginei, Rebekah estava no meu colo, me beijando e me abraçando. Quando afastou o rosto de mim, o sorriso em sua boca era enorme.
–Você não faz ideia do quanto eu estou feliz nesse momento. Eu amo muito meu namorado. – enfatizou o muito.
–Também te amo, princesa.
–Uma princesa esquisita, não acha?
–Não importa. É a minha princesa e estou cada vez mais apaixonado por você.
–Bom, ficaria muito feliz de continuar aqui com você, mas pelo que estou ouvindo, Henry precisa de mim. E vamos lá pra fora juntos. Do novato eu e meu irmão podemos te defender, da Stella, não tenho certeza. Ainda mais se eu estiver a cômodos de distância.
–Bekah, depois podemos ir para minha casa? Mel está sozinha com Peter.
–Quanto a Peter, desculpe-me, mas eu o hipnotizei para que não abrisse a porta pra ninguém. Ele só pode abri-la pra mim. E acredito que Mel não vá abrir também, não é?
–Seu irmão...
–Eu imaginei. Vamos? – ela levanta do meu como e me estende a mão. Seguro-a e Rebekah me puxa pra junto dela. Conseguimos nos acertar, mas sei que ainda não está nem perto do fim. Nosso desentendimento foi apenas um ponto. Ainda há a questão da Stella, do vampiro novato a quem estamos indo encontrar lá fora, Henry e Mel... Mas tudo isso vai ficar para uma outra hora, porque agora tudo o que importa é minha mão na de minha namorada e o lindo sorriso em seu rosto.
Notas finais
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Gente, fic nova na área:
http://fanfiction.com.br/historia/402527/Love_Always_Shows_In_The_Wrong_Place
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