Can I Have This Dance?
5 Did I Screwed Up Everything?
Notas iniciais
POV Stefan
Ouvi batidas na porta. Era ela.
-Eu abro! – gritei para Peter, o cara com quem eu dividia a casa e que como sempre estava jogado no sofá assistindo algum programa idiota.
-Olá, Rebekah. O que a trás aqui? – sorri de maneira contida. Estava muito contente por tê-la ali, na soleira de minha porta.
-Você está sozinho? – ela perguntou. Estranhei um pouco a pergunta mas mantive a expressão neutra.
-Não, por quê? – lancei-lhe um olhar confuso.
-Eu preciso conversar algo sério com você. Podemos ir até o seu quarto? – conversar sério? Meu quarto?! Comecei a me sentir agitado.
-Entre, eu lhe mostro o caminho. – enquanto guiava Rebekah pela casa, tomando o cuidado de não chamar a atenção de Peter, fui pego pelo mesmo que apareceu no corredor perguntando:
-E aí, Tef, quem era? – Calou-se. Ele esquece até que tem língua nessas horas. Ou faz isso só pra me irritar. – WOW! Quem é a bela donzela? – Não te interessa! Mas não podia ser tão grosseiro assim na frente da Rebekah, então apresentei os dois rapidamente, desesperado para sair dali.
-Rebekah, Peter. Peter, Rebekah. – sorrindo perguntei à Rebekah: — Vamos?
-Vamos. – estendi a mão pra ela, que atendeu prontamente ao meu convite silencioso. – Tchau, Peter. – Ah, por favor, apenas ignore-o!
Subimos as escadas e entramos na última porta do corredor, onde ficava meu quarto.
-Bem vinda ao meu quarto. Sinta-se a vontade. – disse, expondo cada canto de minha ‘fortaleza’, como eu costumava dizer.
-Obrigada, mas preciso dizer logo. Há perigos os quais você desconhece e dos quais eu gostaria de te proteger. Não posso te dar muitas respostas, mas você precisa acreditar em mim.
-Rebekah, devagar. Sei que nos conhecemos há alguns dias, e estranhamente eu sinto que posso confiar em você, mas não dá exatamente pra fazê-lo sem algumas respostas. – tentei ser extremamente sincero, mas suas palavras me deixavam um tanto confuso.
-Se eu te der as respostas, coisas ruins podem acontecer. O que eu quero que você faça é simples e não vai mudar muita coisa. É só você acrescentar um pouco de uma planta chamada verbena a sua rotina.
-O que é verbena? Pra que ela serve? Que perigos são esses que eu corro? – realmente parecia ser simples, mas eu queria saber mais.
-Eu já disse Stefan. Não posso te contar muito. Agora é importante que use essa confiança que você diz sentir comigo. Estou tentando, de verdade, salvar a sua vida.
-Onde eu consigo essa tal verbena? – Rebekah ficou um tanto reflexiva com a minha pergunta. Talvez ela ainda não tenha a resposta! Dei a ela todo o tempo para que pensasse.
-Eu tenho. Posso te entregar amanhã. Só preciso que não abra a porta para mais ninguém hoje. Me promete? – Deus! Essa garota realmente sabe ser misteriosa! Não sabia seus motivos, mas sua preocupação era palpável e resolvi concordar.
-Agora preciso ir.
-Eu a levo até a porta.
Descemos as escadas de mãos dadas e eu me lembro do urso de pelúcia que comprei hoje à tarde para lhe dar de presente. Sei que nos conhecemos há alguns dias, mas olhar para o pequeno urso me fez pensar nela. Escondi o braço que segurava o bicho de pelúcia atrás do corpo. Quando voltei, Rebekah ainda me esperava pacientemente em frente à porta. Eu sorria como uma criança no parque.
Ao chegar perto dela, mantive meu braço para trás, de maneira que ela não visse o que tinha em mãos.
Abri a porta e fiz sinal para que ela passasse na minha frente.
-Tenho um presente pra você. – pontuei a frase mostrando-lhe o presente.
-Ah, Ste, não precisava! – Ela acabou de me chamar de Ste! Talvez isso seja um bom sinal! Olhava para seu rosto um tanto embasbacado – O quê?
-Você me chamou de Ste. Só minha irmãzinha me chamava assim. Mas ela mora com a minha mãe no Canadá. – sorrindo, permiti que as memórias momentaneamente invadissem meus pensamentos.
-Minha irmãzinha me chamava de Bekah. Mas ela morreu em um acidente e eu não permiti que ninguém mais me chamasse assim. – seu olhar era triste. Não sabia o que fazer. Sentia uma necessidade inexplicável de dizer algo que a reconfortasse.
-Eu sinto muito, Rebekah. – Idiota, isso é o melhor que você pode fazer?
-Eu também. – notei que seus olhos continham lágrimas prestes a cair. Diga alguma coisa, Stefan!
-Bom, mas já passou. Não foi culpa sua. E já é tarde. Se não vai me deixar acompanhá-la, então vá logo para não demorar a chegar a casa. E me mande um sms. – consegui distraí-la de sua tristeza com minha preocupação.
-Justo. Boa noite, Ste. – seu sorriso era doce.
-Boa noite, Rebekah. – disse, e comecei a aproximar meu rosto do seu.
Justo quando minha boca estava próxima da sua, ela virou o rosto de forma que me fez pousar os lábios em sua bochecha. Ao me afastar, seu sorriso era tímido e eu não sabia o que fazer.
-Sinto muito, isso não deveria ter acontecido. – tentei me desculpar, mas ela balançava a cabeça.
-Tudo bem, Ste. Não foi nada demais. Só estamos indo um pouco rápido demais. – ela piscou pra mim e se virou pra ir embora. – Tchau, Ste! Até amanhã.
Fiquei na porta até que ela desaparecesse na rua. Fechei a porta, trancando-a e fui até a sala, onde Pete continuava jogado da mesma maneira no sofá. A única mudança no quadro era que meu amigo dormia profundamente. Sem fazer barulho, fui até a grande TV e desliguei-a. Virei nos calcanhares e fui para o meu quarto. Subindo as escadas, a recente memória de ter a mão de Rebekah na minha não saía da minha cabeça. Uma sugestão de sorriso surgiu em minha boca.
Ao entrar em meu quarto, tranquei a porta. Precisava de uma noite só pra mim. Peter tem uma mania idiota de invadir meu quarto e me perturbar durante o sono. Tomei um banho em minha suíte, vesti uma calça de moletom e fui deitar. Meu celular me distraiu tocando, sinal de que eu recebera uma mensagem.
*Cheguei a casa e estou bem. Não precisa se preocupar comigo, Ste! Beijos e boa noite. ;)*
Meus sonhos foram todos com Rebekah. Nós dois juntos no shopping, andando de bicicleta pela cidade, nos beijando, indo a festas. É, acho que me apaixonei pela loira.
Acordei antes mesmo que o despertador tocasse. Arrumei-me para ir ao colégio de forma contida. Precisava vê-la. Saber que o clima entre nós não ficou estranho depois do que eu fiz ontem à noite.
Cheguei cedo à escola. Poucos alunos além de mim estavam lá. Como ainda tinha muito tempo antes do início da aula, peguei meu celular e comecei a mexer nele. E repentinamente, tive uma ideia. Peguei meu caderno e arranquei um pedaço de uma das folhas. Peguei uma caneta e escrevi algumas palavras. Fui até o armário da Rebekah e fixei o papel com um pedaço de fita adesiva. Quando ela chegar, terá uma surpresa esperando-a! Sorri ao admirar meu trabalho e voltei para perto dos outros alunos.
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