Canção da Primavera - A noite da Princesa
1 Depois da caçada
Notas iniciais
Partimos por um dia inteiro atrás do monge com setas na cabeça, Azula estava convicta de o pegaria. Enfrentamos todo tipo de terreno dentro daquele tanque militar da Nação do Fogo. Era uma caçada, e a princesa estava decidida, nos reuniu com esse propósito. “Ah se eu tivesse a frieza que tem a Mai, talvez não me preocupasse tanto”.
A cada distância que perdíamos em relação ao nosso alvo, pudia sentir a ira dentro dela explodir, como os vulcões das ilhas de fogo. Ela era um vulcão. Me preocupava demais, a perseguição era constante, incessante e implacável, o objetivo estava colocando mais dificuldades. O resultado disso era alguém ferido, ou punido. “Cuidado, Zula”.
Quando tivemos que nos dividir, evitei discordar das ordens dela, mas no fundo sabíamos que o desafio que a esperava era pior do que o nosso. Nos bastava fazer a nossa parte, então eu e Mai partimos com os lagartos atrás do bisão. Tínhamos a situação controlada, só que não contamos com um ataque surpresa daquele animal gigantesco. “A princesa não admitiria uma falha como essa”.
E mais uma vez o sol tinha ido embora. Esperávamos próximos ao tanque, onde tínhamos um acampamento montado para partimos pela manhã seguinte. Só o barulho da natureza seguida pelo ritmo corrente das águas de um riacho que passava ali por perto preenchiam o ambiente. Desde que Azula retornou, não falou uma palavra, porém eu sentia o olhar ódio e frustração. “O vulcão está prestes a entrar em erupção”
Não conseguia dormir. A apreensão só aumentava, escutava passos firmes e ritmados pisando na grama, se aproximando da minha barraca. Rolei de um lado para o outro no colchão e não consegui relaxar. Prendi a respiração quando vi dois dedos abrindo passagem para aqui adentrar. “Aqueles olhos, âmbar, estavam flamejando”.
–- Zula?! — foi o que eu consegui dizer.
–- Vocês falharam — a voz dela era de uma suavidade assustadora.
–- Eu… não, nós…
–- Está com medo? — ela parecia se divertir me vendo desse jeito.
A princesa se abaixou e deitou sobre mim. Tirou minha franja dos olhos e ficou me encarando. “Zula?! O que você quer?” pensei e ela parecia ter ouvido. Sorriu e maliciosamente começou a passar a mão sobre minha barriga. Estava arrepiando. Aqueles olhos se aproximaram e então ouvi um murmurio:
–- Você sabe o que eu quero, tolinha — a voz dela me causou uma sensação parecida com arrepios. Meu corpo estava diferente, inebriado. Eu tentava falar, só suspirava.
Azula beijou meu pescoço, enquanto uma de suas mãos levantava minha blusa. Não consegui ficar tensa, pois as mãos da princesa estavam quentes e relaxantes. Arfei. Me sentei de frente para ela e tirei a parte de cima do meu pijama. Estava quase nua.
Meu rosto era refletido naqueles olhos, nele vi meu corpo envolto por chamas, labaredas laranjas que dançavam sensualmente. Uma sensação gostosa passava pela minha espinha, desde que a língua de Azula brincava com meus seios. Dessa vez, um gemido mais alto, não consegui evitar. Usei minhas mãos para despi-la, mas fui impedida. Outro sussurro:
–- Eu mando — disse enquanto pressionava um dos meus peitos.
–- Sim, princesa — foi o que eu consegui responder.
Então ela começou a beijar a minha barriga, com um puxão, retirou minha saia. Eu estava entregue. Azula se despiu, revelando um corpo digno de uma princesa. Uma silhueta curvilínea, com as chamas que dominava, seios firmes, médios. Tudo nela era perfeito.
As unhas pontiagudas arranhavam minha perna, na parte interna da coxa. Carícias, e beijos, chegavam até a virilha. “Eu não aguento”, aquilo parecia uma tortura. Boa, quente e prazerosa. Fez contato visual, sorriu com maldade e então eu fechei os olhos, instantâneamente. Senti algo que nunca tinha passado perto de experimentar. Era uma sensação que fazia meus músculos se contorcerem. Meus braços e pernas ganharam movimentos próprios. Não conseguia pensar, soltava uns guinchos agudos, baixinhos. Sentia Azula brincar dentro de mim, a língua dela era como uma batuta de um maestro orquestral, conduzindo todos os meus movimentos. “Ah! zu la”, ela adorava o som de seu nome.
Então perdi o controle. Ela era experiente e um movimento certeiro, me transportou, por segundos, para um outro lugar. Retesei meus músculos, gritei. Senti que havia deixado Azula satisfeita. Com os olhos entreabertos pude observar que estava com a boca umedecida, passando a língua pelos lábios. “Princesa” soou como um chamado esse pensamento que mais uma vez foi atendido. Ganhei um beijo, com gosto, o meu gosto, molhado que foi correspondido.
Azula pegou minhas mãos e colocou em seu peito, pressionei e puxei e pude ouvir um gemido baixo. A pele dela era lisa, seda, nobre, digna. Estava com os olhos fechados, novamente e senti que ela estava montada em mim, como montava os lagartos, minha mão estava em baixo, então acariciei e fiz movimentos circulares, em oito, usava os dedos e então invadi a princesa. Ouvi um gemido. Naquele momento, toda a frieza estava de lado. Quente. E esquentava mais até que senti minhas mãos banhadas pelo prazer de Azula.
Ainda não me movia completamente, estava embriagada, senti o cheiro do nosso momento pairando no ar. Um perfume obsceno. Tinha a mente esvaziada. E o único som que ouvi antes de pegar no sono, foi a despedida da princesa que havia terminado de me punir pela derrota que tivemos.
–- Boa noite, Ty Lee!
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