Notas iniciais
Não tem mt gente lendo essa história, mais vamos ver no que vai dar. Resolvi escrever esse em primeira pessoa. Comentem ai o que vocês acharam e o que preferem. Mais ta ai outro cap. Espero que gostem...

Visão Percy:

Eu estava ali sentado ao lado da moça loira. Ela olha ao seu redor sem entender o que estava acontecendo, porém ainda tinha uma das mãos apoiada em seu braço. Parecia que ainda estava bem cansada. Não era para menos, pois ela tinha perdido muito sangue. Depois dessa analise ela resolve se sentar na cama da forma mais confortável possível.

–-- Como você está? Pergunto de forma rápida. Estava curioso para saber mais sobre ela.

–-- Bem, eu acho. Ela responde timidamente. Segurando um grito de dor. Dava para ver que ela disfarçava o que estava sentindo. Eu não queria incomoda-la, mais ainda ia investigar isso.

–-- Posso saber seu nome?

–-- A me desculpe à indelicadeza. Meu nome é Annabeth Chase, prazer em conhecê-lo.

–-- Tudo bem, você não teve oportunidade de se apresentar devido aos fatos ocorridos. Bem acredito que você deva me conhecer, mais meu nome Percy Jasckson.

Ela parou para pensar alguns segundos e tornou a falar.

–-- Porque você me salvou? Eu achei que você dizimasse todos os seus inimigos.

–-- Porque a pergunta??

–-- Bem, você é líder do exercito Grego sendo famoso por não desistir de suas batalhas e por sua brutalidade.

–-- È verdade, mais eu resolvi mudar. Vendo todo mal que estou causando, só por seguir ordens sem sentido. Ver você caindo no chão, quase perdendo o braço. Me fez parar para pensar, refletir em tudo o que eu estava fazendo. Cheguei à conclusão de que não ganhava nada com isso. Você é a primeira vitima que eu ajudo.

–-- Obrigado, por me salvar. Eu não sei como te agradecer. Ela fala olhando para si mesmo, mais precisamente para o curativo improvisado que eu tinha feito.

–-- Você não tem que agradecer em nada. Fui eu quem te machuquei e é minha obrigação cuidar para que você se recupere logo.

–-- Mesmo assim eu sou grata. Não sei o que podia acontecer se você estivesse me deixado no campo de batalha.

Annabeth era realmente incrível, mesmo eu tendo a ferido seriamente ela agradecia de forma tão amigável e compreensiva que por alguns segundos fez meu coração amolecer por dentro. Me fez perceber que ainda existem pessoas boas nesse mundo. E ela era realmente uma delas, vendo o lado bom em pessoas amargas e destrutivas como eu. Em seguida ela tenta se levantar, mais logo percebe a besteira que tinha feito. Ela estava sem forças e tinha que segurar o braço o tempo inteiro para aliviar um pouco a dor.

–-- Ei Annabeth, é melhor não se levantar. Vai gastar muita energia e ainda não tem condições de andar por ai sozinha. Disse em um tom preocupado.

–-- È verdade, mais eu tenho que sair. Eu...

–-- Você não esta pensando em voltar pra guerra está? Perguntei apreensivo, já que ela estava de cama e mal consegui se levantar.

–-- Não, mais eu tenho outras coisas para fazer. Na verdade eu nunca quis entrar nessa guerra, sou contra a violência. E essa guerra com certeza está sendo a pior de todas.

–-- O aconteceu para que você entrasse nela? Faço essa pergunta, mais percebo seu olhar se encher medo e angustia. Percebi que ela estava apreensiva em responder. Logo em seguida me arrependo de ter feito tal pergunta. Não queria constrange-la nem nada parecido.

–-- Bem eu... Fui obrigada e entrar na guerra. Digamos que o acampamento Júpiter não vive nos seus melhores dias. Boa parte dos guerreiros morreram no ultimo embate e agora eles estão recrutando civis para guerra.

–-- Então, você tem outra profissão?

–-- Na verdade não mais. Eles me obrigaram a largar meu emprego para servir na guerra. Eu tentei resistir mais, os pretores usaram a força e a soberania que eles têm e me obrigaram a participar da guerra. Na época eles estavam enforcando quem não fosse para guerra, ainda deve ser assim.

Eu fiquei realmente assustado com o que ela me contava. O acampamento Júpiter era bem diferente do Grego. Eles eram bem mais severos, disciplinados e brutais. Eles iam executa-lá só por não participar da guerra. Era realmente uma história complexa e delicada. Isso interferia nos direitos humanos e privados das pessoas, mais em Roma não existiam regras quanto a isso.

–-- Mais você sabe lutar? Falei continuando a conversa.

–-- Em Roma, todas as crianças aprendem a lutar muito cedo. Mais quando completam a maior idade podem escolher o que vão ser no futuro. Quando se faz cinco anos começa o treinamento junto com a escola, mais aos dezoito como eu sempre digo ficamos livres para escolher o nosso futuro. Eu até sei lutar, mais estou há algum tempo sem praticar. Por isso acho que vamos perder a guerra, muitos civis foram convocados.

–-- O que você fazia antes de ir para guerra?

–-- Eu trabalhava como arquiteta em um escritório na cidade. Ela fala com um brilho nos olhos. Algo que eu nunca tinha visto antes, nem mesmo eu ficava assim quando liderava o meu exercito.

–-- Enquanto descansa, vou preparar algo para você comer. Certo?

–-- Não precisa se preocupar Jasckson, eu estou sem fome.

–-- Não mesmo, você precisa se alimentar. Está fraca e mal consegue sair da cama.

–-- Será?? Ela fala em tom desafiador. Mais logo que ela tenta se levantar, da indícios que ia cair no chão. Já sabendo disso pela minha experiência, a seguro com firmeza pela cintura colocando-a com delicadeza sobre a cama. Percebo que ela era leve e com uma mão consigo realizar asse ato. Ao vê-la deitar sobre a cama percebo que ela fica vermelha, talvez por não ter conseguido se levantar, mais ela ficava linda desse jeito, descontraída menos séria. Talvez mais Grega do que Romana. O que?? Eu não devia pensar nisso Gregos e Romanos jamais podem ficar juntos, eles tem uma rixa secular e um detesta o outro.

–-- Acho que sua pergunta foi respondida Annie. Falei em um tom debochado.

–-- Ei, meu nome não é esse? Ela fala indignada.

–-- Algum problema senhora seriedade?? Digo brincando.

–-- Não é só que ninguém nunca me chamou assim. Na verdade a maioria só me chama pelo sobrenome aqui. Ela fala meio triste.

–-- Por quê??

–-- Não sei todo mundo aqui é sempre bastante formal.

–-- Então é por isso que me chamou de Jackson?

–-- Sim, eu acho...

–-- Então, a partir de agora só me chame de Percy ok?? E nada de comandante, eu detesto esse termo. Mais posso te chamar de Annie então??

–-- Tudo bem. Ela fala meio desconfiada.

–-- Voltando ao assunto anterior. Agora a senhorita percebeu que precisa se alimentar e ficar forte, não é?

–-- Sim Jackson, quer dizer Percy. Eu me rendo, vou comer alguma coisa.

Estava a caminho da cozinha da casa de Annie a fim de preparar uma sopa para ela. Eu nunca fora bom na cozinha, mais tinha que fazer alguma coisa comestível. Abri a geladeira, porém tinha pouca coisa, na verdade ela estava praticamente sem suprimentos e se ficasse em casa não ia durar muito tempo. Peguei os poucos legumes que achei fui direto para o fogão cozinhar uma sopa.

–-- O que aconteceu por aqui Annie me parece que não tem nada em sua casa?

–-- Estamos sofrendo um racionamento. No dia em que me alistei para guerra os pretores pegaram quase tudo o que as pessoas tinham em casa, principalmente caixas de primeiros socorros. E muitas vendas e lugares estão fechados por causa da guerra, o medo está eminente em nova Roma. Eu não sei até que ponto as pessoas vão aguentar.

–-- Está aqui a sua sopa, espero que goste. Eu não sou bom em cozinhar.

–-- Tudo bem eu não me importo. Pra mim você nem precisava ter cozinhado. Bastava um pedaço de pão.

Eu realmente estava impressionado com sua simplicidade. Ela se contentava com pouco e tentava ao máximo não dar preocupação para os outros, mesmo estando na cama.

–-- Então, está comestível?

–-- A sim, ficou ótimo. Você deveria comer também. Deve estar precisando.

–-- Bem lembrado, vou ver se da para comer. Você ainda está bem, então não deve estar ruim.

–-- Ei, pare de se menosprezar ficou bom. È a melhor comida que eu como em dias.

–-- Sério?

–-- Sim, em campo de batalha é praticamente proibido fazer pausas para comer. E a comida é restrita tem que durar dias.

–-- Você comia escondida? Perguntei indignado. Cada vez que conhecia mais, dos Romanos fica indignado com a forma como eles tratam seus combates em uma batalha.

–-- Quase isso. Mais isso não importa agora. Eu estou comendo algo muito gostoso e vou aproveitar. Você devia fazer o mesmo.

–-- Com essa propaganda vou mesmo.

Peguei uma tigela pra mim. Ao dar a primeira colherada percebo que a comida não estava tão ruim assim. E como era uma canja ia ajudar a nos deixar com os ossos fortes. Eu sabia que ela precisava então fiz questão de preparar uma.

–-- Você sabe que precisa ir ao médico não é? Acredito que seu braço tenha sofrido uma fratura exposta e isso não é nada bom.

–-- Eu? Já estou bem, você me ajudou.

–-- Não, não está. È que você não viu o estado em que está seu braço.

–-- Sério? Ela fala surpresa.

–-- Sim, eu apenas evitei que perdesse o braço. Vou te levar ao médico assim que conseguir ao menos ficar em pé.

–-- Eu to bem. Quer ver? Ela falou fazendo uma careta de dor, mais era óbvio que ela não estava nada bem.

–-- Não, você já mostrou o suficiente por hoje. È meio perigoso você fazer movimentos bruscos.

–-- Tudo bem. Ela falou emburrada tentando cruzar os braços em forma de protesto. Annie era uma pessoa bem legal, mais conseguia ser bem teimosa e cabeça dura. Pelo jeito detestava ficar dependendo dos outros.

–-- Annie se importa se eu medir sua temperatura?

–-- Não por quê?

–-- Você estava ardendo em febre hoje mais cedo. E eu não pude te medicar. È bom prevenir que algo mais sério aconteça.

Aproximo-me de vagar de Annie para medir sua temperatura. Levanto lentamente seu braço que não está machucado e coloco o termômetro. Abaixo seu braço e percebo que ela estremece logo em seguida. Provavelmente ainda está com febre, pois reagiu ao gelado do termômetro. Mais após alguns segundos vai se acostumando com a situação. Já imaginando o resultado vou à procura de um antitérmico.

–-- Bem está na hora de ver o resultado. Levanto seu braço novamente e pego o termômetro.

Minha reação é a mesma de antes. Ali estava à explicação do porque ela andava tão fraca e indisposta. È lógico que o ferimento também causara isso, mais a febre só ajudavam a piorar a situação.

–-- Sua temperatura é de 38,5. Digamos que subiu meio grau da ultima vez que eu medi.

–-- Isso é muito ruim?

–-- Febre nunca é uma coisa boa. O seu estado já de alarde, porém o que podemos fazer é tentar baixar a febre com o que temos. Sair essa hora é perigoso.

Vou à cozinha e pego um copo com água para que ela possa tomar o remédio. Junto levo uma bacia com água e um pano para fazer uma compressa.

–-- Prontinho tome esse comprimido. E vamos esperar pela reação, mais acredito que água seja relaxante. Vou fazer uma compressa com água para ajudar na recuperação.

Logo depois que ela toma o remédio eu inicio com a compressa de água. Afundo o pano dentro da panela. Dou uma exprimida no pano e passo levemente pela testa de Annie. Ela vagamente fecha os olhos e enquanto vou fazendo a compressa ela pega no sono novamente. Vejo a dormindo calma e tranquilamente, uma coisa que não devia ser muito comum pra ela. A água sempre fora uma fonte de energia para mim, mais eu era filho do poderoso deus Poseidon então sempre que podia ficava perto dela.

Ela já dormia quase que profundamente quando reparei que ela usava um colar de coruja pequeno e delicado que não sabia se ficava dentro ou fora do decote de sua camisa. A cada hora que ela respirava ele mudava de posição. De um lado estava escrito o nome da deusa e do outro o nome de Annie. Era bem bonito e parecia que ela não desgrudava nunca dele. Como se fosse uma velha lembrança, que nunca fosse esquecida. Com isso deduzi que ela devia ser filha de Atena ou no caso Minerva. Porém isso pouco importava no momento eu só queria que ela relaxasse. Depois de terminar a compressa decidi tomar um banho para relaxar, eu não sabia o que podia acontecer, então tinha optado por fica acordado de sentinela.

Notas finais
Obrigado a todos que acompanharam até aqui. Acho que se leram podem dar uma comentada, eu agradeço muito. Até a próxima.