Camp Meio Sangue x Camp Júpiter
6 Conversa na Àrvore.
Notas iniciais
Visão Annabeth:
Eu estava dormindo, mais precisamente sonhado. Sonhando com o meu meio beijo com Percy se é que isso existe, não vou negar tinha sido algo mágico. Realmente eu tinha estragado tudo ele devia me odiar agora. Eu não sabia o que fazer e como reagir perto dele. Eu já era extremamente tímida, perto dele minha timidez só ficava mais aflorada e descontrolada, talvez isso também tenha atrapalhado. Tinha também o fato de Jason ter aparecido no momento errado o que deixou Percy furioso e com razão. Sua cara no momento em que ele passou pela janela era ameaçadora. No meu sonho tudo dava certo, a ocasião estava perfeita.
Nesse momento do sonho ele me abraçava e dizia que nada podia dar errado, porque ele estava comigo agora. Eu sabia que isso ia ser muito difícil de acontecer. Ele era Grego e eu Romana e minha vida era um caos total eu não queria prende-lo a uma vida desorganizada e perigosa feito a minha. Não ia aceitar o fato de machucar mais uma pessoa por conta de problemas meus. Eu era adulta e tinha que encarar os fatos, ele tinha uma vida em outro lugar e mais cedo ou mais tarde ia embora para nunca mais voltar. Tinha emprego, família e amigos no outro acampamento. Eu não podia ser egoísta e pedir para que ele largasse tudo o que tinha construído. Apesar de tudo isso eu tinha que admitir que aqueles cabelos sempre rebeldes e seus olhos verdes me tiravam de orbita, era o único momento que minha razão ia para o espaço e parecia não voltar mais.
Acordo de meu sonho com os raios de sol invadindo meus olhos. Parecia que ia ficar cega. Olho para meu lado esquerdo e vejo Percy ele estava com seus cabelos bagunçados e estava com uma cara pensativa o que nunca tinha visto acontecer vindo dele. Essa havia sido uma das melhores noites que eu tive em dias. Dormir nos seus braços me trazia uma paz e segurança inexplicável. Porém eu não queria abusar de sua boa vontade, ele já feito muito por mim me acompanhando no hospital isso nem era sua obrigação. Ao acordar o me chamou atenção foi o fato de eu estar com o braço envolto no seu corpo, mais precisamente segurando um de seus músculos. Tento tirar cautelosamente meu braço de seu corpo para que ele não veja, porém ele olha pra mim com um sorriso vencedor. Eu não queria que ele tivesse visto, mais tinha sido tarde de mais.
–-- Algum problema Annie? Ele pergunta provavelmente se referindo ao ato de antes. Seu rosto estava com ar brincalhão e ao mesmo tempo malicioso. Não sabia o que ele ia fazer, mais o mínimo que ia rolar era ele tirando saro com a minha cara. Pelo menos eu achava isso.
–-- Não, nenhum. Falo alisando uma mexa de meu cabelo. Há essas horas não sabia para onde olhar.
–-- Eu te conheço Annie, não precisa ficar nervosa. Se acha que eu não vi? Ou melhor, que eu não senti suas pequenas mãozinhas segurando meu braço como seu eu fosse fugir. Olha eu juro que não conto pra ninguém. E eu não vou sair do seu lado, pode confiar em mim. Senhora seriedade. Ele fala de forma carinhosa e compreensiva, como nunca tinha imaginado. Achei que ele fosse debochar de mim, mais não foi o caso. A única coisa que passou pela minha cabeça foi pedir desculpas para ele.
–-- Me desculpe Percy não era minha intenção. Eu juro que não vai se repetir. Falei mais corada do imaginava.
–-- Que isso Annie, não precisa se desculpar. Na verdade achei isso muito fofo e significa que você esta confiando mais em mim agora. Não estou certo? Ele disse se aproximando de mim. Eu não sabia o que fazer, minha timidez estava em alerta e há essas horas tomando conta de mim. A como eu odiava isso. Ele conseguia derrubar toda proteção que eu fazia para não me aproximar das pessoas, ele tinha um poder incrível sobre mim. Ele coloca uma de suas mãos em minha cintura de forma calma e tranquila, porém indicando posse. Em seguida ele começa a acariciar meu rosto da forma mais terna possível diminuindo a nossa distância. Nesse momento estava a milímetros de Percy e não tinha nada para atrapalhar.
–-- Annie vamos continuar de onde paramos? Ele sussurra de forma quase inaudível.
Eu estava completamente confusa. Meu coração já estava palpitando pedindo por esse momento, mais por outro lado minha mente sabia que era um completo erro estar fazendo isso.
–-- Não sei se é uma boa ideia Percy... Eu... Falei um pouco insegura.
–--- Shiii Annie. Só me responde uma coisa. Você confia em mim não? Ele fala encostando um de seus dedos seu em meus lábios me pedindo silêncio.
–-- Sim. Falo abaixando um pouco a cabeça.
Percebo ele descer seu rosto em direção ao meu. Seu sorriso estava me deixando maluca. Já não estava mais usando a razão como de costume, tinha perdido total o meu senso de direção. Ele resolve me beijar subindo minha cabeça nos deixando na altura adequada. De inicio eu hesito ao beijo minha mente estava muito confusa e conturbada. Percebendo isso Percy continua segurando minha cintura, mas agora com mais voracidade e posse do antes provavelmente com medo que eu escapasse. Devo admitir que não tinha gostado desse ato, memórias de quando tinha sido torturada invadem a minha mente. Eu tinha vergonha de admitir, mais tinham abusado de minha integridade física. E alguns gestos ainda me provocavam certo medo e insegurança. Em seguida olho em seus olhos e vejo que suas intenções eram as melhores possíveis e resolvo ceder ao beijo de forma mais calma, porém sem perder desejo e a vontade de tê-lo por perto. Seguro sua nuca com uma das mãos e mostro um pouco de controle da situação, mesmo que timidamente.
Vamos aos poucos nos separando devagar ainda sentindo e aproveitando o calor que cada um emanava da situação. Eu podia nunca mais vê-lo em minha vida, mas jamais ia esquecer tudo que ele tinha feito por mim. Percy era carinhoso e sabia respeitar meu espaço, às vezes era um pouco descarado de mais me deixando constrangida. Porém ele era de mais, mesmo tendo sido cruel no passado. O passado é uma coisa de que ele pouco falava, o que era estranho, mais eu respeitava isso. Ficamos alguns minutos um encarando o outro até que eu resolvo me pronunciar.
–-- Achei que você estivesse com raiva de mim por causa de ontem.
–-- Annie não foi sua culpa, e devo admitir que esse momento foi muito melhor. Ele fala me abraçando de lado. Sentada ao seu lado eu era bem menor que ele. Em seguida Percy começa a fazer cafuné na minha cabeça. O que estava me dando vontade de voltar a dormir, principalmente envolta em seus braços. Encosto minha cabeça em seu peito fico ali encarando o céu nebuloso.
–-- Pecy posso te perguntar uma coisa? Pergunto receosa.
–-- O que? Ele fala com um tom de surpresa.
–-- Me conte sobre sua vida no outro acampamento, me fale mais sobre você.
Vejo seu olhar ficar meio distante, eu não sabia se ele prestava atenção no que eu falava. Mais ia esperar o tempo que fosse para ele me responder.
–-- Bem, eu não nasci no acampamento. Fui mandado pra lá aos doze anos quando monstros e pessoas começaram e me perseguir. Descobri que era filho de Poseidon o deus dos mares. Ao longo do tempo me destaquei como um dos melhores espadas shins de lá e resolvi que queria liderar um exercito em uma grande guerra. Tudo isso aconteceu, mais não é como eu imaginava e não me sinto melhor por isso. Eu visito meu pai de vez em quando em seu reino e aproveito para ver meu irmão Tayson. Minha mãe é uma escritora divorciada que às vezes liga desesperada pra mim achando que eu estou morto. Em resumo é isso.
–-- Poxa, até que você tem uma vida agitada.
–-- Por quê? Como é a sua vida em Nova Roma?
–-- Bom eu sou filha de Minerva ou Atena para os gregos. Meu pai é professor de história em uma universidade, atualmente está divorciado. Só vi minha mãe biológica duas vezes na vida e nem sem onde ela mora. Eu tinha dois irmãos gêmeos do segundo relacionamento do meu pai, mais eles morreram ao completarem seis anos. Fiz faculdade de arquitetura e trabalhava na cidade até ser convocada para guerra. Resumindo agora são só eu e meu pai na vida.
–-- Caramba, agora entendo o porquê tema família ser tão complicado pra você.
–-- Tudo bem Percy eu já estou acostumada. Mais e agora, você desistiu de ser líder do seu exército?
–-- Acho que sim, eu cansei de dar ordens e fazer coisas brutais com pessoas inocentes. Sei lá talvez essa profissão não fosse pra mim. To pensando em fazer aquilo sempre quis, porém meu pai não deixou.
–-- Provavelmente não dava dinheiro, estou certa? Então o que seria?
–-- Sim, mais ajuda as pessoas e vai me fazer mais feliz. Eu quero voltar a estudar e fazer faculdade de Biologia. Quero ser um ecólogo. Ajudar o meio ambiente, a natureza. Sinto-me bem quando estou em contato com os animais. Quem sabe posso até dar aulas para crianças.
–-- Você gosta de crianças?
–-- É como dizem, bobão do jeito que eu sou ainda não deixei de ser uma. E você também gosta? Não pude deixar de rir com esse comentário. E o pior é que parecia ser verdade.
–-- Sim eu até gosto, mais sendo muito séria como as pessoas dizem não faço muito sucesso com elas.
–-- Eu tenho que admitir que a primeira vista se parece mesmo. Só que depois que se conhece você descobrem a pessoa incrível que é.
–-- Percy o papo tá bom, mais eu tenho que ir. Falei me levantando para ir embora.
–-- Como assim você? Achei que estávamos juntos até o final da guerra. Agora é ele que se levanta ficando na minha frente.
–-- Olha Percy você já fez muito por mim. Agora pode seguir com sua vida sem se atrapalhar.
Percebo ele se aproximar de mim. Eu não entendia o que ele queria. Também não conseguia saber o que ele tinha visto em mim sabendo que ele era famoso e podia ficar com várias das filhas de Afrodite e se divertir pacas. Quando falo que tenho uma vida muito complicada não estou brincando. Ele podia fugir em quanto é tempo e sair ileso dessa guerra. O acampamento inteiro acho que só tirando eu estava atrás dele. Esse era o momento perfeito para ele fugir e garantir seu futuro. Em seguida ele segura meu rosto com delicadeza nos dando uma leve aproximada e volta a falar.
–-- Porque você está me dispensando? Ele fala num tom meio entristecido.
–-- Não é isso Percy. Eu.... Eu só não quero te meter em problemas. Minha vida é muito instável. Uma hora está tudo bem e outra estou correndo risco de vida. Eu não quero ser responsável por perder outra pessoa na minha vida. Seja por coisas mais sérias ou por outra coisa sei lá... Você pode fugir em quanto é tempo.
–-- Sim Annabeth eu posso fugir, mais o problema é que eu sempre cumpro com minhas promessas. Se lembra do que falei pra você?
–-- Você disse que estaria comigo até o fim da guerra.
–-- E é isso que vou fazer. Ele falou me abraçando com força. Era tudo que eu precisava. Sentir que não estava sozinha e que podia contar com ele. Realmente Percy tinha um parafuso a menos. Ele podia escapar, mais preferiu se arriscar e ficar ao meu lado. Eu só tinha a agradecer por ele ter aparecido na minha vida.
Seguimos fomos em direção à trilha. Minha ideia era ir ao centro do poder de Roma era lá que meu pai estava. Eu não sabia o que estavam fazendo com ele, porém não podia mais marcar bobeira e perder tempo. Com isso já estávamos a caminho do nosso objetivo, tentar salvar meu pai e acabar com essa guerra. Percy tinha me dito que falou com Reyna que contou sobre meu pai, então ela devia estar disposta a ajudar. Será que ela tinha mudado? Será que tinha voltado a ser a minha amiga de sempre? Muitas duvidas ecoavam sobre minha cabeça. Eu queria muito que tudo isso fosse verdade, éramos os três grandes amigos inseparáveis. Eu sentia muita falta da companhia deles e sabia que lá no fundo eles se lembravam de tudo que passamos juntos. Eu acreditava que tudo podia voltar ao normal só que não dependia só de mim, então só restava tentar acabar com a guerra para ver se eles caiam na real.
Toda essa ideia de fazer história tinha subido a cabeça deles e isso era o que tinha os deixado dessa forma. Mais isso um dia podia mudar, mesmo que demore não será tarde. Nunca é tarde para fazer o que sonha ou para mudar uma vida. Eu acreditava e era isso que importava e me motivava a continuar acreditando em meus objetivos.
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