Camp Half Blood O Resgate
4 Julia-eu sou levada para um voo panoramico
Notas iniciais
Logo me vi voltando para perto das pessoas, meus olhos se recusavam a piscar, o embrulho em meu estomago se recusava a parar, não sabia distinguir se o que acabou de acontecer era real ou apenas uma ilusão, Quiron havia dito uma vez que é normal heróis verem, ou pelo menos pensar que viram, algo que parece ser real mas na verdade é só uma ilusão, ao chegar perto dos outros esperei parecer o menos atormentada o possível, então avistei senhor D catando pequenas frutas nos limites da barreira, Quiron passava as últimas instruções para o homem cheio de olhos que ainda não sabia quem era, muito menos me interessei em saber quem era, andei até ele, passei despercebida entre os campistas que estavam a nos desejar sorte.
-Dionisio?- Disse me aproximando dele.
-Cuidado mocinha, se eu não fosse uma pessoa muito boa poderia vaporiza-la por falar meu primeiro nome e não me tratar com um cumprimento bonito- Disse ele enquanto tentava alcançar uma cereja da árvore que catava frutas, a ideia é boba mas é verdade, deuses são sensíveis uma simples frase dita de mal jeito e podem adiquirir ódio eterno de você- Mas diga o que deseja?- Disse ele ainda tentando alcançar a fruta.
-Onde o sr estava durante a batalha com o cão?- Disse aumentando a voz ao pronunciar “ sr “
- Estava resolvendo problemas- Disse ele desistindo de tentar alcançar a fruta e batendo nas mãos para tirar a poeira.
-Que tipo de problemas?- Disse tentando parecer o menos curiosa possível.
-Problemas com pássaros- Disse ele, me segurei para não bater naquele velho em suas roupas havaianas, enquanto Aisla estava sendo sequestrada ele estava se importando com pássaros? Mas não foi preciso me conter muito, logo minha raiva foi tomada por angustia ao lembrar de Bernardo.
-Sr “D”- Disse abaixando o tom da minha voz.
-Sim ?- Disse ele enquanto crescia uma vidreira até a cereja que a pouco tentava alcançar, a vidreira se entrelaçou na fruta e a retirou lenvando-a até sua mão. Eu estava pronta para comentar sobre o acontecido quando como um flash a imagem da Amanda apareceu a minha frente fazendo o sinal de silêncio com o dedo indicador a minha frente e se foi, como um relâmpago que ilumina o céu e logo se vai, mas eu sabia que apenas eu a vi, então algo deu um nó impedindo qualquer palavra de sair a não ser:
-Nada- Foi a única coisa que concegui falar, uma parte de min queria gritar pra todos oque aconteceu, mas algo dentro de min disse que não era a hora, senhor D levantou uma sobrancelha e disse.
-Nada? Você está aprontando alguma coisa garotinha?- Disse ele se aproximando até que sua testa batesse com a minha, seus olhos fuminavam os meus, mesmo petrificada concegui falar que realmente não era nada, bem se era disse que havia me esquecido, pedi desculpa mas bem sou filha de Posseidon, isso vai me dar uma desculpa para ter esquecido algo que ia falar.
Andei até a van, me despedi de umas outras pessoas, logo entrei na van, achei um local para minha mochila em um compartimento embaixo da última cadeira da fileira da esquerda da van, dentro dela era bem espaçoso, sentei na última cadeira da direita, na poltrona que ficava na janela, a cadeira parecia modelar-se ao meu corpo, o veludo provocava um imenso conforto, oque tornaria tudo agradável se não estivesse com a imagem do peito de Bernardo sendo perfurado se repetindo em minha mente; Vitória e Brad entraram na van, Guilherme veio logo atrás, com sua jaqueta de couro, calça jeans, de sandálias, e seu óculos escuro, sentou-se na cadeira que ficava na janela do outro lado do corredor, Vitória e Brad se estapiaram pelo assento da frente, Brad puxou ela pela blusa a impedindo de se sentar antes dele, mas ela jogou sua mochila na cabeça dele, ele caiu de bunda, mas antes que ela pudesse sentar na cadeira ele puxou sua calça e Vitória se desequilibrou e caiu em cima dele, os dois começaram a rolar no chão da van se batendo, chutando e estapiando.
-A cadeira é minha eu vi primeiro!!- Gritava Brad.
-Não importa eu quero e se eu quero tem que ser meu !- Gritou Vitória.
-Mas eu vi primeiro- Gritou Brad.
-E é por isso que eu quero!- disse Vitória. Desde que conhecemos Brad na arena o objetivo de Vitória é tornar a vida ele um inferno, o homem que dirigia a van teve que sair e apartar a briga dos dois, no final das contas ninguém sentou na cadeira da frente, olhei para Guiherme, ele estava imóvel, com seus fones de ouvidos ele olhava pela janela como se nada mais importasse, realmente desde que chegamos ao acampamento ele tem ficado cada vez mais ausente, mais..mais sombrio.. Logo os sorrisos que a briga de Vitória e Brad me deu se apagou, lembrei de Amanda, como ela mudou, não! Não! Definitivamente não queria pensar na possibilidade de Guilherme também estar ficando daquele jeito. Logo que a van saiu do acampamento, em poucos segundos me vi atravessando New York, o motorista tinha ordens para nos deixar em Ohio, de lá pegaríamos um ônibus até Missouri, então um avião até Nevada, e de lá uma bela caminhada até Califórnia, e só então procurar um cara chamado Stefan Morden, um conhecido de Quiron que nos levará até o rio Aaqueronte, se esse plano já parece cansativo imagine com a ideia de ainda encontrarmos monstros por ai. Passamos para New York e chegamos na Pennsylvania, quando agudos gritos de águias começaram a zumbir a longe, paramos para fazer algumas entregas de morangos antes de entrarmos em movimento de novo, logo paramos para abastecer, os gritos de aves que vinham nos perseguindo haviam parado a um tempo, o motorista com olhos por todas as partes desceu para abastecer o carro, Quiron me disse que a névoa é uma espécie de camada que impede os humanos de ver monstros, imaginei que isso os impedia de ver todos seus olhos. Decidi esticar as pernas um pouco, levantei do meu assento, logo como instantaneamente, Brad e Vitória falaram ao mesmo tempo.
-Aonde você vai?- Os dois se fuminaram um pouco mas logo voltaram seus olhares para min.
-A só vou esticar as pernas- Disse abrindo a porta da van, logo que pus minha cabeça para fora pude sentir o cheiro de gasolina, me espreguicei um pouco e pus o pé para para fora, mas então, algo estranho aconteceu, logo que meu outro pé tocou o chão, piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiu! Não sei se realmente esse é o som que uma águia faz mas desculpe, não sei descrever, oque sei dizer é que um imenso grito de águia ecoou por todo o posto de gasolina e por que não por toda a cidade, tapei meus olhos, coisas afiadas puxaram minha camisa, quase que por um solavanco fui erguida a mais de 10 metros no ar, uma imensa águia de pelo menos 2 metros tanto de altura quanto de comprimento me suspendia em pleno ar, mas esse não era o mais surpreendente, ela era uma água, porém mesmo tendo garras, suas patas trazeiras eram pernas de leão e um rabo imenso de leão também, meus pés se balançavam buscando qualquer contato, a adrenalina que me subia era tão forte que dei o grito mais alto da minha vida, logo pude ter uma prisão de toda a Pennsylvania, pude ver Guilherme, Vitória, Brad e nosso motorista me olhando do posto perguntando-se oque fazer, o vento produzido pela velocidade da águia que rodava em círculos comigo era tão forte que mal conseguia pensar, mas mesmo assim concegui lembrar da minha pequena faquinha que escondi no tornozelo, logo tentei mecher minha mão mas o vento não deixava, de longe avistei mais 3 águias se aproximando, agora sim a coisa estava séria, se eu não me livrasse logo desse voo panorâmico, as amiguinhas dela iriam chegar e fazer sabe-se lá oque comigo, fiz um esforço tremendo para lutar contra o vento e a tontura provocada pelas voltas, então triunfei e alcancei a faca de serra, puxei ela com força e em um movimento só finquei ela na pata da grande ave, ela gritou e afroxou um ombro meu, puxei suas penas e então ela me soltou de uma pata, sem pensar direito no que estava fazendo, escalei sua segunda pata até ficar montada em suas costas, esfaquiei suas costas até que ela começasse a ceder, então ela começou a descer em direção ao posto, percebi que não iria parar, todos correram saindo do local, poucos metros antes de chegar no posto saltei, me arremessei contra um punhado de grama, a grama amorteceu um pouco a queda mas mesmo assim minhas costelas doeram bastante, logo que me joguei veio um imenso BUUUUUUUUUUUMMMMMMM ! A águia havia colidido com as bombas de gasolina explodindo tudo, cacos da nossa van voaram por minha cabeça. Logo que não havia mais explosões apenas labaredas de fogo e muita fumaça, me levantei torcindo muito, acho que a fumaça foi o suficiente para espantar as outras aves ou seja lá que forem aquilo; Andei cambaleando um pouco, não sabia para onde estava indo, só sabia que estava me distanciando do fogo, pensava onde estavam meus companheiros quando mãos puxaram minha camisa, cai de encontro a um conjunto de pés, eram Vitória, Guilherme e Brad.
-Onde está o motorista?- Perguntei a eles.
-Não sabemos mas não podemos ficar aqui as outras aves estão vindo.- Disse Guilherme me ajudando a levantar, passei meu braço através de seu ombro e nós quatro andamos em direção a um grande edificil, a pele de Guilherme estava muito fria, mas não liguei, foi um detalhe que passou despercebido, logo chegamos a frente de um hotel muito grande, com muitos andares e janelas, não reconheci de primeira mas logo que entramos eu reconheci, já havia me hospedado aqui antes era era Marriott hotel, já havia estado aqui antes com meu pai adotivo, toda vez que ele vinha para convenções nos instalávamos aqui, para minha sorte o porteiro não me reconheceu.
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