Camp Half Blood O Resgate

6 Julia- Papai me dá uma missão


Corri para abrasa-lo, ele tinha cheiro de algas e mariscos, seu abraço era especial, nos dava a sensação de estarmos sendo abraçados por um mar inteiro, mas mesmo assim era aconchegante, mas logo me afastei quando lembrei que além de meu pai ele era um Deus, me afastei ajeitei a blusa, limpei a garganta e sem jeito pedi desculpas, meu rosto estava começando a esquentar quando ele me lançou um sorriso, seu sorriso era relaxante, mesmo estando no meio de uma floresta parecia que a brisa do mar estava invadindo fazendo-nos sentir em uma praia.

-Que bom que me reconheceu- Disse Posseidon.

-Pai.. eu sabia que era você.. não sei como mas eu sabia- Disse eu- Gabi adoraria lhe conhecer.

-Creio que ela já me conhece minha filha- Disse ele enquanto, Gabriella, Laura e Felipe saiam de trás das árvores, fiquei boquiaberta, corri e abracei Gabi, sei que só fazia 1 dias que não via ela, mas mesmo assim, quase morri duas vezes, realmente era bom vê ela aqui perto de min, logo recuei, percebi que todos estavam se cumprimentando, aproveitei para conversar rapidamente com Gabi.

-Como e por que estão aqui?- Perguntei para ela.

- Felipe chegou apavorado e assustado no acampamento disse algo como monstros sombrios e cobra grande, teve que ser carregado em uma maca para dentro do acampamento- Logo pensei naquele sátiro que vi no acampamento sendo carregado em uma maca, era Felipe!- Logo que ele acordou ele ficou atordoado a saber que vocês vieram nessa missão, ficou falando que estavam em perigo e logo algumas horas depois que saíram ele resolveu fugir, eu vim com ele, Laura veio bem... Bernardo sumiu e ela acha que pode encontra-lo no mesmo lugar onde Aisla está- Nessa ultima parte Gabi abaixou a voz, eu olhei para o chão buscando algo para me distrair do pensamento de Laura estar procurando por Bernardo sendo que ele está morto.

-Ok chega de jogar conversa fora, sentem-se por favor- Disse Poseidon, nos sentamos imediatamente formando um circulo, Poseidon ficou no meio.

-Eu sei que estão querendo resgatar sua amiga o quão mais cedo possível, mas eu tenho uma missão para vocês- Disse Poseidon abrindo uma sessão de cochichos, mas logo ele sessou os argumentos.- Se!- Disse ele dando ênfase no “se”- Se me ajudarem.. eu dou carona pra vocês até o Kansas, de lá pegaram um avião até Nevada, e então terminaram sua viagem para São Francisco- Disse ele, eu fui a primeira a assentir, Vitória, Brad e Guilherme demoraram um pouco para aceitar mas aceitaram assim como os outros, sabíamos que era meio perigoso e ia tomar nosso tempo, mas não tínhamos escolha, não tínhamos outro jeito de chegar a São Francisco.

-Qual a missão?- perguntou Guilherme que estava de braços cruzados encostado em uma arvore, só pelo seu jeito de agir percebi que ele não confiava em meu pai.

-É algo simples... Bem eu mesmo não posso fazer porque tenho o Solistico de verão agora, há um criado meu do reino do oceano pacifico, que se revoltou, ele ficou irado comigo e resolveu dominar um rio aqui perto, onde eu guardava um depósito de armas, aprisionou vários de meus criados. Inclusive dois amigos de vocês- Logo todos ficaram tensos, entre nós nos perguntávamos quem podiam ser enquanto papai continuava gesticulando- Bem é simples o que eu peço, tirem ele dali, salvem seus amigos, e depois voltem a cumprir sua missão- Disse ele.

-Como é que a gente vai fazer isso mano? Eu tenho um taco de beisebol e o maluco lá tem um “bagui” de armas” véi”- Disse Guilherme batendo os braços ao lado do corpo.

- Calma, eu darei armas a todos- Então um corcel branco assim como o que Quiron tinha abaixo da cintura entrou no local onde estávamos, a diferença é que esse era completo e não tinha homem no local de sua cabeça, era realmente lindo, Laura levantou e começou a acaricia-lo, ela era apaixonada por cavalos.. Embora ela já tivesse 14 anos, aquela grota era uma manteiga que derretia até com a luz da lua. Ao lado do cavalo havia um sexto amarrado em seu lombo, estava cheia de armas , o brilho de todas juntas ardia aos meus olhos, o cavalo andou até o meio de nós onde estava Poseidon, e então ele começou a retira-las de lá e nos entregar uma por uma, mas enquanto ele as retirava do sexto e as colocava em fileira no chão percebi que não eram armas.. eram .. eram ferramentas!!

-A legal vamos lutar.co..com...com utensílios de cozinha- Disse Guilherme gaguejando.

-Calma garoto-disse Poseidon enquanto acabava de colocar a última ferramenta no chão, ele pegou um isqueiro dourado com um desenho de javali nas bordas e entregou para vitória.

-Foi mal eu não fumo- Disse ela analisando o isqueiro, ela o abriu e como um isqueiro normal ele ascendeu, o fogo era comum a não ser por ser mais quente, mais vermelho, mesmo estando a alguns passos dela eu consegui um ar quente que a pequena chama soprou, oque me deixou com medo daquele simples instrumento.

-Bem, ele vai servir muito pra vocês, como foi a própria Hestia que fez pra você, a deusa das chamas, eu a pedi que fizesse um isqueiro que o fogo nunca sumisse, tem gás infinito ai dentro, mas isso não é um simples isqueiro.. Balance ele rapidamente da esquerda para a direita- Disse Poseidon, logo ela fez oque ele mandou, então o que aconteceu foi esquisito mais muito legal, o isqueiro pulou da mão dela e se desmontou, era possível ver os parafusos flutuando, mais tudo muito rápido, logo ele se montou de novo, mas as peças aumentaram de tamanho, e pouco a pouco formaram uma lança de no mínimo 1 metro e 10 centímetros, Vitória a agarrou no ar, era possível ver pequenos raios que se formavam na ponta da lança, a ponta devia ter uns 15 centímetros.

-Uma lança elétrica de bronze celestial, e para fazer voltar ao normal é só bater a parte do cabo no chão, é importante dizer que ela só vai voltar ao normal se você estiver conduzindo ela na hora que ela bater, caso arremesse-a e ela bata no chão ela não vai voltar ao normal- Disse ele, Vitória que estava boque-a-aberta fez como ele disse, bateu o cabo no chão e logo a lança se desmontou e as peças formaram o isqueiro de novo em sua mão, o ascendeu e balançou de novo, segurou a lança, disse obrigado, e ficou babando em sua arma nova. Logo ele pegou um anel e deu a Guilherme, era um anel com desenhos de cobras cravadas no bronze, não sei como mais eu sabia que era feito de bronze.

-E isso aqui se transforma em que?- Disse ele educadamente oque me surpreendeu.

-Coloque-o no dedo e gire-o- Disse Poseidon, e assim Guilherme fez, logo o anel se partiu em dois e a partir de suas bordas surgiu um bastão de beisebol do tamanho de um oficial, a diferença era que em suas bordas ele tinha laminas afiadas, e na pontas vários espinhos.

-Um bastão de bronze celestial, para voltar a ser anel basta rodar a parte do cabo onde você segura ele- Assim Guilherme fez, então o bastão voltou a ser um anel e se prendeu em seu dedo, ele agradeceu e ficou mexendo no anel o analisando. Logo ele pegou uma pulseira com pingentes de pequeninas asas, arco-íris e pandas e entregou para Laura.

-Bem Laura essa não é que nem as outras, como é uma pulseira não tem que balançar ou girar, você te que pensar!- Disse ele.

-Pensar?, pensar em que?- Disse Laura confusa.

- Como esse foi um presente de Athenas e não foi feito por Hefesto, bem, é mais complicado, você tem que pensar em uma palavra , a palavra é “ Alcanturos” ou você pode falar ou pensar com concentração, para voltar ao normal é só fazer a mesma coisa, mas apenas sua voz é que pode ativa-la e desativa-la- Assim Laura fez, ela disse em voz alta “Alcanturos” E a pulseira começou a cobrir sua mão com um metal, Laura se assustou e deu um gritinho, ela esticou o braço tentando afastar a própria mão de si, logo a pulseira era uma luva, com o diferencial que na ponta se formava uma ponta afiada com pelo menos 1 metro e 30 centímetros, aos poucos ela deixou o medo de lado e tocou lamina, um simples toque leve foi o suficiente para ela se cortar, ela soltou um gritinho e levou o dedo a boca, isso mostrava o quanto era afiada aquela lamina, logo com raiva ela disse “Alcanturos” transformando a luva em pulseira de novo.

-Assim é melhor- Disse ela chupando dedo.

-Uma luva com uma lamina extremamente afiada de bronze celestial, só me pergunto como Athenas transformou o bronze em cinza... Bem continuemos- Ele pegou um canivete e entregou a Gabriella, ela apertou o canivete e ele mostrou uma lamina afiada do que imaginei ser bronze celestial também, nada de mais, desenhos gregos de deuses enfeitavam o canivete.

-Aperte este botão perto da lamina- Disse Posseidon, ela fez e o canivete se transformou em um Shakran, uma espécie de circulo com várias laminas.

-Um canivete suíço que se transforma em um shakran- Disse Poseidon- E para votar ao normal basta apertar este outro botão- E assim ela fez e então ficou analisando os desenhos do canivete. Logo ele entregou uma gaita para Felipe, sem surpresas, como ele era um sátiro música era sua arma, então agora faltava Brad e eu, ele deu a Brad um par de botas pretas, esperamos ele calçar e logo que ele calçou meu pai disse pra ele bater os calcanhares, logo uma espécie de prancha se formou em baixo de seus pés, ela flutuou uns 50 centímetros do chão, era uma prancha de mais ou menos 1 metro de comprimento, dourada parecia ser de ouro, logo um Nutchaco se lançou da prancha e Brad apanhou ele no ar.

-Uma prancha de ouro que flutua, e um nutchaco, como você já tem sua espada não precisei me preocupar com uma arma, para voltar ao normal basta bater os calcanhares de novo, a prancha tem aderência o suficiente para não te deixar cair- Brad ficou flutuando por ai com sua prancha, então chegou minha vez, Poseidon entregou a min duas alças, duas tiras de alças que prendi no meu corpo, prendi de forma que elas passavam uma pela outra formando um “X” na no meu peito e um “X” nas minhas costas, parecia apenas mais um acessório, mas quando soltei elas de novo apertando no meio onde as duas se encontravam, elas se soltaram, mas uma se transformou em um escudo de bronze celestial que se prendeu ao meu braço esquerdo, devia ter 1 metro de comprimento e 1 metro e 10 centímetros de largura, tinha lindos desenhos cravados na frente dele, desenhos gregos de deuses e armas, logo a outra alça se transformou em uma espada de 1 metro de comprimento, o cabo parecia se moldar a minha mão, e para min era bem leve, era como se tivesse feita na medida para min.

-Para voltar basta enfiar a espada nessas alças atrás do escudo- Assim que ele disse eu fiz e as armas se transformaram de novo em alças que se prenderam em meu corpo.

-Bem com isso encerro os presentes- disse Poseidon- Agora as instruções.. meus alados vão levar vocês até o rio, de cima deles saltaram, eles se posicionaram no local certo, apenas tem que comer isso- Disse ele entregando uma alga verde porem parecia uma espécie de alface dos oceanos- E terão 48 horas de ar em baixo d’água, o nome disso é “Astus” é muito difícil de fazer, até pra min, então não desperdicem, ao chegar nas profundezas pelos meus cálculos se depararam com o palácio de Mathy, expulsem ele de lá, logo que conseguirem eu parecerei- Disse ele enquanto mais cavalos entravam no local, esses eram diferentes, tinham asas, e lindas por sinal.

-Por que tanta certeza que vamos conseguir?- Disse Guilherme.

-Porque têm minha benção- Disse Poseidon, logo que ele disse luzes verdes brilharam dentro de nós rapidamente como se fossemos vagalumes. Cada um montou em um cavalo, meu pai veio até a min depois de ter se despedido de Gabi, me deu um beijo na testa olhou em meus olhos e disse.

-Eu confio em você sei que vai conseguir- Disse ele, não sei se vocês sabem, mas um Deus agir como Poseidon está agindo agora é muito raro.

-Eu to com medo- Disse em voz baixa, eu não queria que ninguém soubesse disso mas se tinha alguém pra quem pudesse me abrir era ele.

-Não se preocupe.. é água, estará cercada de poder- Disse ele dando um sorrisinho no final o que me tranquilizou um pouco- E outra coisa Julia..- Disse ele, eu fiquei atenta para escutar oque ele ia falar- Não confie em Guilherme- Disse ele sussurrando, antes que eu pudesse o questionar ele afagou minha cabeça, deu uns tapinhas no lombo do meu cavalo e então os alados partiram rumo ao céu, todos de uma vez.

Não sabia por que ele tinha dito aquilo mas preferi não pensar nisso.. Ainda mais porque é difícil pensar em algo quando se está voando a cima das nuvens em cavalos alados, alguns aviões passavam por nós, acho que os humanos viam algo como uma esquadrilha de aviões ao invés de cavalos voando, a névoa era algo poderoso; Logo pelos meus cálculos já estávamos no ar a mais ou menos 2 horas, então foi quando os animais pararam de seguir em frente e começaram a descer, logo estávamos acima de um rio de água escura, não odia ver nada lá dentro, os cavalos tocavam seus cascos na superfície da água, agora tínhamos que pular e afundar assim como meu pai disse, dei a ordem e todos comeram as “Astus”, logo fiz uns carinhos na cabeça do meu cavalo, agradeci, e então me joguei no rio, oque aconteceu as seguir foi estranho, não foi como das outras vezes que entrei em um rio, dessa vez eu literalmente afundei como uma pedra, olhei ao meu redor enquanto eu descia e vi que o mesmo acontecia com os outros, mas o mais intrigante é que eu podia respirar normalmente, e enxergar também, era como se eu estivesse lá fora na superfície com a diferença de tudo ter um tom mais azul, logo que senti meus pés pousarem delicadamente na areia do fundo do rio, um palácio se formou a minha frente, nele havia umas estatuas de meu pai, porém todas sem cabeça, estava bem desgastado, dava a sensação de abandonado, não tive nem tempo de pensar em andar quando um garoto de no mínimo 18 anos saiu gritando do palácio

-Oque vocês querem aqui?- Disse ele empunhando a sua espada no pescoço de Vitória que estava na frente de nosso grupo, mas antes que qualquer um dissesse algo, Brad entrou na frente empurrando o garoto para longe de nós.

-Então cara sinto muito.. mas seu aluguel venceu você foi despejado- Disse Guilherme girando seu anel, que logo se partiu em dois e se transformou em seu taco celestial, ele o pegou em sua mão e correu em direção ao garoto, em um movimento acertou o queixo do garoto, mesmo estando dentro da água, o menino foi lançado para cima e logo caiu no chão como se aqui a gravidade também agisse.

-RUM... era desse garoto que Posseidon estava com medo?- Disse Guilherme dando um risinho sarcástico no final.

-Não não não... você.. você sabe quem sou?- Disse o menino que se levantava com dificuldade- Eu sou Mathynis, aquele que guarda os monstros de Poseidon, aquele que os doma.. ele não estava comigo.. ele estava com medo disso.. VENHAM MENINOS- Gritou o garoto, e então algo fez meu sangue ir dar um passeio pela Europa.. Uma lula de pelo menos 5 metros de comprimento saiu do chão, junto a ela estava um tubarão martelo menor de 3 metros, ambos com olhos insanos, e belas presas que no mínimo mediam o dobro do meu tamanho cada, eles começaram a se mover em minha direção oque foi assustador, mas não importava o quanto eu tentasse, minhas pernas haviam congelado.

-E.. e agora.. oque a gente faz?- Disse Gabi, Laura se escondia atrás dela roendo as unhas, Felipe havia se jogado no colo de Vitória quando as criaturas apareceram.

-Agora?.. tssc- Disse Guilherme ajeitando o bastão em suas mãos.- Agora, agora vamos fazer sushi- Disse ele correndo em direção ao tubarão martelo que logo tentou abocanha-lo.

Notas finais
Obrigado por ler proxima quarta tem o capitulo 7