Camp Half Blood O Resgate

1 Aisla-sequestrada por uma menina e seu cachorro


folhas secas quebravam aos meus pés, a cerca de meia hora esse é o único som que se ouvi além do barulho que a barriga da gabi faz, nós 5 estamos caminhando a de algo que parece ser uma espécie de acampamento meio.. meio..

-qual o nome do local que está nos levado mesmo ein?_ Disse a felipe que ia na frente do grupo nos guiando_

-acampamento meio sangue- disse ele em sua voz baixa e tremula_

-e lá tem perigo de ter mais benevo” –não diga esse nome!

Ele me interrompeu antes que pudesse terminar, fiquei esperando por mais palavras mais ele se calou e continuou andando com suas pernas tortas e suas muletas, poderia ser engraçado se eu não estivesse apavorada, estou tremendo, meu coração bate tão rápido que parece que vai sair correndo. João está do lado de Felipe empunhando seu taco improvisado de galho, seu uniforme de camisa vermelha da com o emblema da escola Comeia Vitoriosa estampado em suas costas, seu short cinza de ginástica e de meias brancas , ele perdeu o sapato ao lutar com grandes morcegos chamados Benevolentes, olhei para o lado e vi Laura agarrada em seu braço, ela estava fungando, estava muito assustada, com seu uniforme 3 vezes maior do que ela e as calças que cobriam o calcanhar, também descalça, as mulheres morcegos tentara agarrar os dois e ao invés disso ganharam apenas 2 pares de sapatos novos, seus cabelos castanhos escuros estavam esvoaçados totalmente rebeldes, não reparei muito dela, olhei pra traz e pude ver Guilherme, com sua jaqueta de couro cobrindo parte de seu uniforme, suas calças rasgadas estilo bad boy, seu cabelo curto com mechas loiras, ele segurava um taco de beisebol que pegou na escola. Toda vez que cruzo os olhos com ele sobe borboletas dentro de meu estomago e além de assustada fico tremula, por isso não costumo olhar muito para ele... bem, não deixo que ele perceba que estou olhando e pelo menos, mas de qualquer jeito minha atenção foi voltada para Gabi que estava do meu lado, com seu uniforme totalmente intacto, e a mão na barriga ela resmungou.

-estamos chegando? To com fome..

-como pode pensar em comida quando quase fomos mortos? _Disse eu irritada, ela fala que está com fome em 10 e 10 segundos_

-é que ver todas essas frutas está me deixando com fome, muita fome, tipo muita mesmo.. tipo muita fome... muita muita mui” –Ta já chega!

Não deixei ela continuar e a interrompi.

-calma falta só alguns quilômetros agora fiquem calados por favor. Disse Felipe arrancando uma manga e dando a Gabi.

Durante mais 2 horas continuamos caminhando floresta a dentro, minhas pernas estavam no seu limite até que Felipe nos fez sentar embaixo de um arvore baixa porem larga.

-E agora? _Disse João

-Agora esperamos a outra equipe pelos meus cálculos Arthur deve tá chegando dentro de meia hora aqui no ponto de encontro.

Esperamos por cerca de 1 hora, Gabi estava se empanturrando com frutas e mais frutas, eu estava descansando sobre uma moita de folhas quando percebi que João vinha em minha direção, ele se sentou do meu lado e eu me afastei, ele tem uma leve queda por min, e por isso eu não fico muito perto dele, afinal eu ainda me sito muita insegura com meus sentimentos.

-sabe... eu fico feliz por estar aqui com você-disse ele se aproximando e eu me afastando- Eu acho que não podia ser melhor- disse ele levando sua mão até a minha, mas antes que a tocasse eu a levei para traz da minha orelha fingindo uma coceira de ultima hora-

Ele me olhou e começou a se aproximar mais até que eu não tinha espaço para recuar, ele começou a aproximar o rosto do meu , tinha um formigamento estranho na minha barriga, meu rosto esquentou e de repente eu estava completamente sem saber o que fazer, um tapa? Um empurrão? Ou um grito? Oque fazer?? Por sorte na hora ouvimos um galho quebrar a alguns metros, empurrei ele e levantei rapidamente, antes que eu pudesse soltar algum suspiro de alivio, fui tomada por um medo, corri para traz de Guilherme, ele estava empunhando seu taco enquanto João se levantava, logo um garoto saiu da floresta empunhando uma espada, era Arthur, ele estava com as roupas chamuscadas, mas mesmo assim corri para abraça-lo, era bom ver, que mais alguém tinha sobrevivido, mais antes que eu pudesse abraça-lo ele me deu um empurrão e eu cai sobre o João que tentava se levantar, derrubei ele de novo, mais isso não importa, oque importa é que um dragão de pelo menos 5 cabeças, foi oque eu consegui contar pelo menos, saiu cuspindo fogo das três cabeças que tentavam devorar ele, uma das cabeças tentou devorar Laura e com uma rapidez surpreendente ela subiu em uma arvore, oque não adiantou muito já que ela derrubou a arvore.

-aaaaaaaaaaaah!! LAURA CAINDO! LAURA CAINDO!-grita Laura enquanto cai-

De repente um garoto saltou e agarrou Laura no ar, se lançou ao chão protegendo ela contra seu peito lançando as costas no chão, ela se levantou e antes que eu pudesse ver ele estava empunhando duas facas grandes, uma em cada mão, contra duas cabeças da hidra. Não pude ver muita coisa logo um rugido me congelou o sangue, eu estava sendo encurralada por uma das cabeças, tentei correr mas dei de costas com a arvore, a única coisa que passou pela minha pela minha cabeça foi que já era eu iria morrer aqui agora antes que pudesse ao menos terminar o fundamental, A cabeça de dragão misturada com pitbul imensa abriu sua boca, seu bafo quente e horrível tinha cheiro de um esgoto cheio de lixo insuportável, minhas sobrancelhas já deviam ter tostado e meus olhos estavam lagrimando e eu suando com o calor que saia daquela grande imensa boca, uma pequena labareda de fogo se formou no fundo da garganta da coisa, estava simplesmente paralisada e conformada que esse era meu fim quando de repente vulto de uma jaqueta de couro me empurrou de encontro a uma pedra..

Agora a única coisa que consigo enxergar são visões dançando e fazendo ondas a minha frente, consegui identificar Guilherme lutando com a cabeça que a pouco tentara me transformar em churrasco, minha cabeça dói, meus olhos estão pesando e a sensação de areia no meu olho não ajuda, já não sei se a mão com qual toco tinha cabeça é a direita ou a esquerda, tudo está escurecendo, a enxaqueca vai aumentando e latejando cada vez mais até que eu me encontro inconsciente

No sonho eu estava em um belo jardim com grama bem aparada e belos ramos de flores crescendo em volta da mesinha onde eu estava tomando chá, a paisagem era tão bela que nem me toquei que eu não gosto de chá. Mas logo a paisagem mudou, primeiro os coelhos que me circulavam viraram imenso cães ferozes com baba e sangue por todos os lados, depois o belo dia foi encoberto por uma escuridão total, só conseguia enxergar as feras pelo brilho dos olhos. Logo uma voz sussurrou no meu ouvido, “então aqui está você sobre meus dominiossss”

A voz com um sotaque de cascavel me fez um calafrio do pescoço ao coqx- quem estão ai- perguntei gritando com o nada, nem percebi que os cães haviam sumido quando a vós retornou “logo você saberá poderosa filha da deusa bela, logo saberá o quão é porerosssssssa”

E de repente eu acordo ofegando e respirando pesadamente, olho para um lado e imagens começam a dançar sobre meus olhos, identifico uma garota com uma perna engessada, sento, e sinto uma pressão na minha cabeça que causa uma dor como se o sangue tivesse ido dar uma voltinha e agora estivesse voltando todo de uma vez, mãos me colocaram deitada de novo, Não pude identificar quem era de primeira mais logo avistei o rosto que agora tinha duas cicatrizes novas na face de Arthur, uma na bochecha e outra no queixo.

-descanse, vai precisar. Disse ele calmamente com um sorriso diferente, mais caloroso, eu queria hesitar mas meus lábios não tinham forças o suficiente para discutir, percebi João e Guilherme deitados encostados na minha cama, Arthur percebeu que eu estava olhando e sem precisar perguntar nada ele falou.

-Você dormiu por 2 dias, eles ficaram aqui ao seu lado 24 horas, Guilherme ficou muito preocupado afinal ele é o causador da dor na sua cabeça.

Eu apenas sorri, mesmo com a dificuldade dos meus braços parecendo pedras, deslizei minha mão pelo cabelo de gui, logo meus olhos se fecharam e eu adormeci.

Abri meus olhos devagar.. imagens estão se formando a minha frente, Ouço risadas e gargalhadas, agora que tudo está nítido identifico Vitória e Julia rindo, olho pro meu lado e vejo a garota com o pé quebrado, é Gabi, me pergunto oque aconteceu, Laura está do lado dela, parece estar tudo bem com ela, avisto Guilherme dando pequenos risinhos não muito animados, João não está, sento devagar, nada mais em min dói, um gosto de chocolate quente está na minha boca.

-Olha só ela acordou. Diz Felipe que está escorado na parede.

-Bateu o recorde da Amanda. Diz Ana Vitória, com um espécie de uniforme cuja a camisa é laranja e tem escrito nela “acampamento meio sangue” ela tem alguns arranhões nas pernas e nos braços mas da onde veio esse uniforme? Ou melhor onde estão Amanda, João, Arthur e aquele menino que vi saltar? Me viro para felipe ao tempo de soltar um grito ..ele ..ele.. suas pernas.. não são pernas.. ahhh.. outro grito..

-Oque é você? .Digo indignada, Gabi se vira para Amanda que eu ainda não havia a percebido atrás da Laura.

-E ai quem vai explicar? Ela diz olhando para todos na sala- Eu explico, é meu dever- Diz Felipe.. ou seja lá o que aquilo for, ele trota para perto de min o que é agonizante, pede para todos se retirarem, mas antes de Guilherme sair eu seguro seu braço e digo obrigada. Bem apenas ficou eu Gabi que não pode ir a lugar nenhum e o coisa.

-Então Aisla, primeiramente eu não sou um coisa e sim um sátiro ok?

-Como você as” –Ele lê emoções e praticamente pensamentos- Diz Gabi me interrompendo.

-Isso mesmo, Bem Aisla vou ser direto, sabe aquelas histórias sobre Deuses gregos mitologias e tudo mais?

-Quer dizer ao 12”- 12 Deuses do Olimpo- Diz Gabi me interrompendo de novo.

-Isso mesmo... São todas reais.

Ok tem um menino bode na minha cama falando que Deuses são reais... o choque não é tão grande como uma hidra mas sim é muito grande para alguma reação.

-então...qu..quer dizer . que De”- Que Deuses existem? Isso mesmo- Diz Gabi me interrompendo de novo.

-E este é um acampamento feito para abrigar e proteger os filhos que esses Deuses tem com humanos, os chamados Meios Sangue.

-Em.. em.. então quer dizer... que eu”- Que você é filha de um deus ou uma deusa? sim sim sim- Diz Gabi me interrompendo de novo pra variar, aquela quatro olhos já ta enchendo.

-Isso mesmo, e estamos aqui para treinar vocês para se defenderem contra monstros como aquela Hidra que nos atacou, o acampamento tem uma barreira que não pode ser penetrada nem por humanos nem por monstros.

-Então tem.. tem mais daque”- Daqueles monstros por ai? Si..- Cala boca Gabriella !!!!!!- Gritei enquanto ela me interrompia mais uma vez.

.-Então eu sou uma meio sangue e tudo que eu vivia de igreja e outras coisas era mentia?- Disse eu em um tom alterado. -Não, bem essa parte é complicada de falar, mais para facilitar digamos que nada que você viveu e completamente mentira ok? Como assim? Agora não entendo nada do que aquele menino bode está falando, deuses existem e o catolicismo também? -Eu sei que você está cheia de duvidas mas com um tempo as coisas se esclarecem- Disse ele trotando para fora do acampamento. -Que legal Né?. Disse Gabi em um entusiasmo grande. -Legal? Namm. Disse a ela levantando e a deixando sozinha, sai do local que parecia uma enfermaria de velho oeste que era ocupado por Gabi e mais 3 crianças, desci uma escada pequena, e me vi em uma casa grande cheia de quadros mitológicos, sofás e cadeiras, com lareiras por todos os lados, vidreiras cresciam nas janelas, na varanda dois homens sentados jogavam algum jogo de tabuleiro, iria até eles se um deles não fosse um centauro o que só me assustou mais ainda. A luz da varanda ardeu em meus olhos, decidi não sair da casa, vai que outras coisas bizarras estavam la né, logo andei um pouco mais e achei uma sala do que parecia ser de jogos, mesas de pebolim e tênis de mesa por todos os lados, e lá estavam, Vitória e Julia jogando em uma mesa de tênis, Arthur conversava com Felipe e mais um homem bode, Amanda estava sentada observava em uma cadeira conversando com Laura que estava sentada no chão, João jogava pebolim com Guilherme....João, me toquei que é a primeira vez que vejo ele depois que acordo, ele também está com um uniforme laranja porém ainda usa se short que agora tem pontas chamuscadas, quando me viu correu e me abraçou deixando Guilherme reclamando de como ele fugiu quando ele estava prestes a dá cheque mate final, resolvi deixar ele me abraçar e não recuar achei o certo a fazer, logo que me soltou disse alguma coisa como “que bom que está viva” e saiu, nossa, eu quase morro e o máximo que ele diz é “que bom que está viva” ? affs isso que é amor, se eu ficar com raiva ele não gosta mais, arg.. Resolvi voltar pra enfermaria e me isolar, ninguém deu a mínima pra min ali então não vão sentir minha falta. Chego na porta da enfermaria, e ouço vozes baixas, Gabriela estava conversando com um menino magro, meio alto, de aparelho e cabelo um pouco grande, era familiar, era o menino magro que salvou Laura da queda, ele segurava a mão de Gabi enquanto conversavam.. A legal, alguém se dá o trabalho de visitar ela mais ninguém vem me ver, super xatiada#. -Eai dorminhoca. Diz Gabi- Esse é o Bernardo, ele era do segundo ano da escola, deve já ter visto ele, mais ele só tem 14 anos oque é louco, mais pois é ele estava na equipe do Arthur quando”-Cala a boca Gabi- As vezes a Gabi fala demais e isso dá nos nervos, agora reconheci o garoto, realente já o tinha visto na escola. -eai conquistadora. Disse ele se levantando e indo até min. -conquistadora? -É a Gabi estava me contando umas historinhas ai.. quer saber minha opinião? Fica com o Arthur. Disse ele rindo, como assim, o que a Gabi falou? Aquela menina é uma menina morta arg.. -Gabiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... Disse eu a ela. -Se eu morrer a culpa é sua Beh, sabe eu não corro com a perna assim sou uma presa fácil pra ela. -hahahha..relaxa pequena. Disse ele dando um tapa na minha testa e saindo da enfermaria. -ai! Seu grosso. Eu não tinha dado permissão pra ele me bater rum. Logo quem apareceu antes do menino sair foi Lura, ela vinha saltitando quando viu ele apenas congelou e ficou ali parada olhando enquanto ele ia embora. -Cuidado a Gabi já ta botando as garras nele. Disse entre risos. -Gabi ta fazendo oque?. Disse Gabi em uma voz baixa. -AH...eu.. eu não.. eh.. Disse Laura se enrolando toda, seu rosto estava mais corado do que o sangue que escorria de sua mão -Oque aconteceu?. Indaguei a ela. -Amanda me cortou sem querer com uma garrafa de vinho, vim buscar atadura-Disse ela enquanto enrolava sua mão com uma atadura que estava em cima de um criado mudo. -Faz sentido- Disse Gabi. De repente começamos a ouvir gritos vindos da sala, nos perguntamos oque estava acontecendo e corremos para ver, eu desci as escadas rápido enquanto Laura ajudava Gabi a descer degrau por degrau até que as duas caíram e rolaram escada a baixo oque seria engraçado se os gritos não estivessem me deixando nervosa, corri e ao entrar na sala de jogos havia uma roda no meio da sala, logo dei alguns empurrões e pude ver Julia e Vitória no meio de todos, luzes verdes brilhavam em suas cabeças, na de Julia um pequeno tridente na de Vitória uma pequena arma que não conseguia ver oque era, espada ou uma lança seila. -O que ta acontecendo?- Disse esperando que alguém pudesse explicar mais vi que estavam mais perdidos do que eu. -Os Deuses estão reclamando seus filhos- Disse Felipe tremulamente e se curvando e reverenciando as duas meninas. Se tem alguma coisa mais do que odeio do que ser ignorada é alguém ter mais atenção do que eu, e definitivamente aquele era um momento para ser odiado. Logo um homem vestido em vestes havaianas apareceu na sala e todos se calaram “sr D” disse um dos meninos bodes, Julia estava assustada e Vitoria estava tranquila... Mas continuavam sendo o centro das atenções. -Assim eles falaram que fariam a essa hora- Disse o homem fazendo pausa para um bocejo, ele pegou um papel dobrado e o desdobrou e começou a ler. -Maria juli Molares é filha de Poseidon- Disse ele apontando para Julia, alguns soltaram risos por ele ter errado o nome. -É Maria Julia Moares!. Ela disse a ele. -tanto faz, e você é filha de ares Ana Vitória Comsalmes Limão- Eu mesmo não aguentei do que ele acabou de dizer, todos riram, Vitória lhe lançou um olhar fulminante. -É Gonçalves Lima! -Tanto faz, bem essas são as únicas até agora se houver mais reclamações me avisem. Assim ele se retirou enquanto um dos meninos bodes lhe carregava uma bandeja de frutas... Por isso que ele era gordo ficava se empanturrando affs

Todos correm e parabenizam elas, eu fico quieta no meu local só observando. Minha raiva sobe quando Guilherme vai e abraça Vitória e começar a baba no fato de ela ser filha de Ares, aquilo me deu tanto nos nervos que sai bufando daquela casa, não percebi nada, apenas o cheiro de morango e algumas construções mitológicas, homens bodes passavam por min e algumas mulheres com galhos nas cabeças também, nada para min era muito estranho; Avistei um lago com os olhos se espreitando para enxergar além das árvores, mas nem morta que entro em um lugar assim , Achei uma espécie de arena de tourada e entrei, sentei embaixo da arquibancada e esperei, não sei bem pelo que estou esperando, acho que por alguém vim me procurar, ver se alguém sente minha falta, ou só quero ver se o João ou o Guilherme realmente me amam como tanto dizem. Agora também é um bom momento para entender tudo que está acontecendo, mas então uma voz ecoa a arena.

-Aisla? Ta ai?

Era Gabi, não era quem eu queria que aparecesse, sabe ela não é um menino, isso realmente me deixou frustrada. Quase não notei o desespero na voz da Gabi, até que ela veio correndo até min deslizando pela areia para poder parar.

-Socorro! Eu.... ela.. Atrás de min socorro!!

-Calma Gabi me fala direito.

-Não da ela” Um grito interrompeu oque ela ia falar- Venha cá ladra de frutas!- era oque dizia a voz aparentemente de mulher, e então zummm” um espinho passou zumbindo entre nós duas.

-aaaaaaah- foi a única coisa que concegui falar, de novo quase fui morta, Gabi me puxou pelo braço já que eu estava tão distraída que esqueci de correr, os: odeio correr, então saímos correndo da arena e Gabi me empurrou para dentro da floresta, eca, aiii, odeio esse local, floresta nammm, foi a única coisa que pude pensar, mas quando me virei para voltar, zummmmmmm” outro espinho passou zunindo na minha orelha de raspão, logo percebi que a floresta até que não era tão ruim, Gabi já estava sumindo na mata quando resolvi voltar, engraçado como o desespero faz uma pessoa com o pé engessado correr rápido, tentei seguir ela o máximo que pude, olhei de relance para trás e vi que oque nos atacava era uma daquelas mulher-galho, por que ela nos desejava a morte? Não tinha tempo para pensar, saltitando entre folhas e galhos alcancei Gabi oque não foi difícil já que ela corria com uma perna só.

-oque.. acon..teceu?- Disse a ela pausando para respirar.

-eu não sabia que as frutas eram da árvore dela.

Pronto Gabi rouba comida e agora me bota em uma situação de risco, Gabi não demorou muito e tropeçou, seria bom se ela não tivesse me levado junto, rolamos por folhas molhadas e grama e lama, ahhhhh da agonia só de pensar, paramos quando atingimos o lago que eu tinha visto antes, enquanto eu me levantava e tentava tirar as formigas de meu corpo aguniadamente, zummm! Um espinho passou por min rasgando parte de minha manga da camisa e fincando na pedra atrás de min.

-Ahhhhhhhh- sai apressadamente da água e me escondi atrás de uma árvore, Gabi continuou no chão acho que sua perna devia estar estraçalhada agora, a única coisa que ela teve tempo de fazer antes que a mulher-arvore pulasse na sua frente foi se levantar.

-Agora você vai aprender a não roubar partes da minha casa sem permissão!

-Mas eu só estava com fome.. não machuque alguém que só estava querendo um café da manhã.

Não era uma boa hora para o senso de humor dela agir, Gabi juntou a mão e começou a rezar enquanto a mulher-coisada retirou galhos pontudos de uma bolsa e atirou contra ela, pensei “foi bom te ter aqui comigo Gabriella” mas então algo estranho aconteceu, bem eu não tenho mais esperanças que nesse meu dia ocorra algo normal, um menino bode me disse que deuses existem, luzes brilharam na cabeça de meninas, um dragão estranho me fez desmaiar, e agora uma mulher-galho está nos caçando, mais aconteceu, uma parede de água se formou a frente de Gabi como um escudo o que fez os espinhos pararem e caírem antes que pudessem tocala, Gabriella continuou agachada se protegendo com os braços enquanto a mulher chutava jogava espinhos e dava socos na parede de água, então de repente o Centauro apareceu agarrando mulher árvore e a jogando para longe, a parede de água se desfez, o homem com cabelos nos ombros e grisalhos fios castanhos, era definido da cintura para cima, da cintura para baixo era um bonito alazão branco sua pele reluzia contra o sol.

-Já disse deixe-os em paz, não tem problema doar alguns frutos ok? Agora vá, mais tarde lido com você.Disse o Alazão.

-isso ainda não acabou- Disse a mulher se desfazendo em névoa verde.

-oque é isso?- disse o menino bode que estava montado no alazão, ele apontava para cabeça de Gabi onde uma luz verde brilhava, ok agora estou p da vida todo mundo tá brilhando menos eu!!!!

-Parece que Poseidon anda tendo muitos casos- Disse o centauro entre risos.

-ah...legal- Disse Gabi e logo depois desmaiou na água.

Depois nos levaram nas costas do alazão de volta até a casa.

Desci meio tonta, torpecei antes de subir para a varanda da casa, Gabi já estava acordada e de alguma forma ela me ajudava a andar mesmo com um uma perna engessada, sentei-me na primeira cadeira que avistei, o Alazão atrás de nós disse que ia pegar, ambroxia..ambrodia.. alguma coisa assim, toquei minha orelha com minha mão, estava molhada de sangue, limpei na camisa da Gabriela.

-Ei essa camisa era nova!

-creio.. que meu sangue.. não é pior do que os buracos que a hidra fez- Disse eu sorrindo, ou tentando sorrir, não suporto dor mais acho que já fui fresca demais por um dia só acho...

-Aqui tome isto enquanto Lenon cuida de você.

Não observei muito oque o centauro me deu mas quando tocou minha língua, tinha um gosto caseiro, as melhores coisas que eu amo passaram na minha mente, na minha cabeça passaram as melhores sensações: minhas bagunças com minha irmã, as brincadeiras com as amigas, os tempos tirando foto. Então um garoto loiro de cabelos longos na cintura e pele clara olhos azuis, se aproximou e começou a limpar minha orelha com algodão molhado em álcool, o que devia ter ardido, porém não ardeu, antes que percebesse tinha esvaziado o copo de ambrosia, pedi outro mais me negaram.. bando de gente chata, dali Guilherme, João e Bernardo observavam a cena, só para causar ciúmes comecei a me derreter nas mãos de Lenon que até que não era feio, quando ele terminou o curativo ele se virou e foi embora.

-Mas foi tão sedo- disse tendo certeza que eles ouviram.

-a...en..então vai lá e chupa ele lá, casa com ele affs- Disse Guilherme na sua forma gaga e grossa de falar, tudo bem que o que não fiz foi legal mas pra que tanta arrogância!

-Que como assim?- Disse João.

-hahahaha... vocês dois são engraçados- Disse Bernardo se aproximando, ele se abaixou até ficar da altura da cadeira que eu estava sentada e alisou meu cabelo para trás da orelha.

-você se sente melhor?- Disse ele a min em um tom baixo.

-Humrum bem melhor.

-é oque importa, vou lá ver a Gabi- Disse ele dando um beijo na minha testa e subindo as escadas, bem um beijo é melhor do que um tapa. Logo depois João vei me abraçou e me beijou, no rosto claro, se abaixou, abraçou minhas pernas e disse.

-é bom te ver viva- Guilherme disse “affs” e saiu da sala.

-Cadê o pessoal?

-estão fazendo um tour pelo acampamento, menos Bernardo, que está andando pela casa e ficando com a Gabi para caso que ela precise de algo, eu que bem estou preocupado com você, e Guilherme que não sai dos videogames.. Ah e a Laura que por algum motivo não sai da enfermaria.

-Acho que o motivo dela tem nome e idade.

-Oque quer dizer?

-nada não- Disse eu enquanto prendia a respiração ao ver uma garota de aproximadamente uns 20 anos me olhando com os olhos arregalados, aquilo realmente me assustou parecia insana, ela se aproximou e eu pedi para que João me protegesse, ele tentou fazer ela parar de andar mais a ruiva insana não dava sinal de vida, ela se contorceu e em uma voz quadruplicada disse.

-A filha de Afrodite que diante de min está, fará a escolha, o destino do apaixonado, será traçado por sua preferencia, um aliado forte será entregue a concorrência”

Acordei e ao abrir meus olhos ,avistei alguns irmãos arrumado suas camas, bem não sei se posso chama-los de irmãos e além de tudo, para min só existe uma irmã, mesmo sendo reclamada como filha de Afrodite pelo oráculo semana passada, para min isso não vale muita coisa, mas bem sou filha da Deusa bela 2 bjs pro seu recalque :*. Levantei e não arruemei minha cama, afinal não quero, deixei meus olhos se acostumarem com a luz do dia, até ver Guilherme e Bernardo saindo da casa de para semideuses não reclamados, os dois eram os únicos entre nós que não haviam sido reclamados ainda, Amanda foi reclamada em um sonho, e ela era filha de Hipinos, Laura recebeu um presente de seu pai, uma pulseira com um pingente de caduceu, indicando que ela era filha de Hermes, João recebeu a visita da luz verde indicando que ele era filho de Zeus, Arthur tinha ido em uma espécie de missão a dois dias com o sátiro Felipe, em uma semana aprendi muita coisa sobre o acampamento, nada mais é estranho, mais as meninas me olham torto aqui dentro oque me deixa com raiva. Voltei para minha cama tirei um espelho e uma escova de minha mala, logo depois de ajeitar meus cabelos fui para o café da manhã no refeitório, um loca feito completamente de mármore branco e cheio de mesas e cadeiras, uma para cada chalé, as mesas do chalé de Afrodite de manhã não eram muito lotadas, cumprimentei Júlia que estava com Gabi e mais um garoto de pelo menos 20 e poucos anos que chamavam de Percy, Vitória desenhava em seu prato com o garfo, de longe via que não estava em um dia de animo, Laura estava conversando com Bernardo, isso me interessou, fui até eles.

-Eai bom dia- Disse ele me dando um beijo na bochecha, fiquei imaginando se isso a deixará com ciúme, acho que ela gosta desse menino e se eu atrapalhar, bem posso ser oque for, mas não gosto de magoar as pessoas.

-bom dia- Disse piscando os olhinhos e dando um sorriso lindo.

-bom dia- Disse Laura baixinho e sorrindo.

-e ai tão falando do que?- Disse eu aos dois

-sobre o acampamento, ela “tava” falando de como é lá no chalé de Hermes- Disse Beh.

-A é você ainda não foi reclamado né- Disse mesmo que já soubesse a resposta.

-É acho que fui esquecido hahaha- disse ele entre sorrisos.

-eu sou filha da deusa bonita isso quer dizer que eu também sou bonita- Disse piscando e sorrindo enquanto fingia fazer pose de princesa, porque eu sou uma princesa.

-hahaha- Foi a única coisa que a Laura disse.

-A to estragando o clima néh? Tudo bem eu saio- Bernardo ergueu uma sobrancelha.

-Hã? Ah olha pizza de filé com fritas, tchau gente- Disse ele dando um beijo na minha bochecha e na bochecha dela, e saindo para o banquete.

-tu gosta dele!- coloquei ela contra a parede, ela abaixou a cabeça e começou encostar e desencostar os dedos indicadores um com o outro.

-Eu sabia, eu sabia que tu gostava dele!- Agora ela estava mais vermelha que um tomate.

-Eu.. eu nã.. ah.. eu..- “ Não precisa dizer nada, eu sou foda, eu percebo tudo” Disse eu interrompendo ela.

-Eu não disse nada, ele só me salvou e tals, eu... eu nunca sabe..- ela estava se enrolando.

-Não precisa terminar.. eu te entendo- Coloquei minha mão no ombro dela, e sorri ela continuava de cabeça baixa, Beh apareceu com um copo de suco em uma das mãos.

-Oque foi com ela?- Disse ele.

-Coisa de menina- ele deslizou o cabelo dela para atrás de sua orelha com a ponta dos dedos assim como fez comigo, eu sabia que o carinho era bom, mais tinha certeza que para Laura era mais do que bom, ele continuou acariciando até que nenhum fio estivesse em seu rosto, com a ponta do dedo ele levantou sua cabeça pelo queixo a beijou na testa e disse.

-ta bem?

-si..sim- disse ela em um suspiro.

-Que fofinho- Não aguentei, e acho que acabei estragando a cena, ele parou imediatamente, deu tchau e se foi pelas escadas, Laura com um brilho no olho ficou ali parada o vendo ir embora.

-Asila...- Disse ela em uma espécie de grunhido.

-A foi mal ai- Disse a ela indo para a mesa de banquete, peguei um bolinho e um suco, sabe não preciso ser mais gorda do que já sou.

-Só isso?- Disse Bernardo com seu prato cheio de pizza, bolo e refrigerante.

-Claro preciso emagrecer e perder essas banhas- Disse apertando minhas próprias banhas.

-O que? Menina seu corpo é perfeito- Disse ele batendo em minha bunda, mas..mas mas que ousadia. Pá! Um tapa em sua cara, ele apenas riu e bem eu ri junto.

-E ai e a Laura?- Disse eu abaixando a voz

-Ela já ta bem melhor, se deu bem com o acampamento não surtou nem nad”- Você sabe oque quero dizer” Disse eu o interrompendo.

-E oque você quer dizer?- Ai meu deus como ele era lento talvez deveria ter benção de Poseidon.

-Quero dizer” Bummm! Uma grande explosão atingiu o lado de fora do refeitório, todos se levantaram e correram para fora, a surpresa era que algo estava em frente ao refeitório, um rotwallier do tamanho de um prédio de três andares estava latindo, seus ladidos ecoavam nos meus ouvidos fazendo uma pressão que me fazia querer explodir, logo todos estavam gritando, Quiron o centauro gritou “Um cão infernal, guerreiros atacaaar” todos empunharam lanças e escudos e partiram para cima da fera, eu e Laura corremos e nos escondemos atrás de uma pedra, guerreiros eram lançados pelas patas do cão, vi Vitória tentando cravar uma lança na pata do cachorro, a lança de bronze se partiu em pedaços, Júlia tentou fincar uma espada no trazeiro dela mas foi arremessada para longe pelo rabo. Guilherme estava la linha de frente com os filhos de ares tentando atacar o cachorro, tudo em vão, Bernardo estava na linha das crianças de apolo tentando fincar flechas no rosto do cão, elas apenas rebatiam, Gabriella jogava jatos e mais jatos com o pouco que aprendeu de controlar a água, nada funcionava, o cachorro lançou uma pata contra o chalé de Afrodite que em poucos segundos foi ao chão, três meios sangues mais velhos lançaram-se ao cão, era percy Anabeth e algum outro que eu não conhecia, seus ataques feriram um pouco o cão mais também foram lançados longe.

-É Laura se eles não conseguiram ningu” parei de falar quando vi que estava falando sozinha, seja lá onde ela se escondeu me deixou sozinha, as pessoas aqui não se importam com a minha morte, olhei para o cão que soltava um rugido arrepiante, então percebi uma coisa... o sol não me deixava enxergar direito, mas em cima do cão havia uma garota, o sol tornava seu rosto impossível de ver, ela usava uma armadura negra, vi todos os meios sangues recuando, ou os poucos que restaram, a maioria estava no chão, o cachorro parou de atacar e ficou olhando e cheirando como se procurasse algo, Guilherme estava no chão desmaiado, Bernardo pulou de cima do telhado da casa grande e empurrou Gabi antes de ser pisoteada, oque não foi bom já que a pata do cão caiu sobre ele, o silêncio estava totalmente dominando o campo, Vitória tentava se arrastar para longe do cão, Julia estava caída, Amanda estava com Laura atrás de colunas do chalé de Poseidon. Então a foz da menina montada na fera ecoou la de cima,” entreguem-me a filha de Afrodite”.

-Nunca! Protejam a Aislaaaa!- Gritou Quiron, como assim?!! Ela me queria?!! Estava tão paralisada quando os poucos meios sangues que restaram fizeram uma linha de defesa a minha frente e a pedra onde eu estava não era mais segura.

-Ah então é ai que você tá- Disse a menina lá de cima.

-Não vamos deixar você fazer mal a ela!- Disse Júlia empunhando sua espada do meu lado.

-tsc- Foi o único som que a garota fez antes de esticar seu braço, uma espécie de buraco negro se abriu no meio do ar ao seu lado engolindo parte de seu braço, logo senti o colarinho da minha camisa sendo puxado e quando me vi estava mergulhando em um buraco negro. Era frio mas logo me vi no lombo do cachorro, de alguma forma vim parar aqui, olhei para baixo e tapei meus olhos, era muito alto.

-Vamos- Disse a menina batendo os tornozelos no lombo do cão que partiu para um buraco negro que nos engoliu. A última coisa que escultei antes de partir foi a voz de um menino bode gritando “ela está sequestrando a filha de Afrodite!!”.

Notas finais
O capitulo está meio grande mas prometo que será apenas os 2 primeiros.