Camouflage

2 Capitulo 1


Notas iniciais
Olá pessoas, mais um capitulo da historia original. Espero que vocês gostem! Beijos! :)

Já tinha revisado meus argumentos várias vezes e nunca parecia que estava bom o suficiente para convencer meus pais a sair de Pennsylvania e experimentar coisas novas, saber o meu “eu” verdadeiro e o que eu vou fazer realmente da minha vida. Bom, eu não tinha planos de cursar uma boa faculdade em outro país, mais pelo menos experimentar a vida que tem por ae. Isso me fez lembrar no Colin, meu único e ex–melhor amigo deste criança, deste que nós brigamos no colegial nunca mais ouvi falar dele, a última vez que eu soube dele foi pela sua mãe, a senhora Mills que é melhor amiga da minha mãe e escutei que ele estava vivendo a vida como sempre quis e que finalmente tinha se descoberto para fazer faculdade de gastronomia.

Tudo que eu tinha era tentar a sorte e vê se minha mãe estava de bom humor, desci as escadas com os meus argumentos em um papel, eu tinha falado para ambos que queria conversa com eles depois do jantar pois assim estaria mais preparada para receber um não na minha cara e eu poderia ir logo para o meu quarto e bolar um plano para fugir, realmente esse plano é a minha última opção. Assim, quando entrei na sala de jantar, vi a senhora Mills conversando com a minha mãe, ambas não notaram minha presença, então tudo que eu fiz foi subi alguns degraus para escutar a conversa delas.

—Michelle, porque você não falou para Emma que está pensando em levá-la para outro país?- abro a minha boca com a notícia que acabei de ouvir pela boca da senhora Mills.

—Ah Lara, não é bem assim, tenho que me preparar primeiro para deixar minha filha ir, sei que com o Colin foi a mesma coisa.- desço mais um degrau para ouvir melhor a conversa.

—Sim, foi desse mesmo jeito, mais já imaginou se eu empatasse meu filho de ver as coisas do mundo, de colecionar experiências e entre outros para viver aqui, ele seria um garoto infeliz.- vejo a senhora Mills comendo um pouco de cookie e se endireitando na cadeira.

—Verdade Lara… Falando nesse assunto, Emma quer falar tanto comigo quanto com o pai dela, pois diz ela que tem um comunicado importante. Se ela for falar por causa do emprego eu já sabia que ela não conseguiria, tudo bem, só que eu já sei qual é a noção do que ela quer falar.- mamãe sorri para Lara, que só faz balançar a cabeça.

—Bom Michelle, estou indo embora. Tenho que falar com o Colin, todos os dias nos falamos.

Lara sai da cadeira, pega sua bolsa e anda tranquilamente até a porta, falando algumas coisas baixinhas para mamãe, já que a mesma estava abrindo a porta e na mesma hora meu pai chega todo sorridente cumprimentando Lara e dando um beijo na testa da minha mãe e eu desço correndo das escadas como se nada tivesse acontecido, que eu nunca estivesse escutado aquela pequena conversa entre as duas.

[…]

Não sei bem a palavra para encaixar durante a jantar, silêncio constrangedor? Isso, essa seria a palavra certa. Enquanto eu comia, só pensava em uma única coisa, que eu realmente vou sair daqui, ganhar a liberdade que eu sempre quis e a cada minuto que passasse, eu imaginava aquilo e dava um pequeno sorriso de leve nos lábios, fazendo minha mãe voltar a atenção sobre mim. Quando terminamos de jantar juntos, peguei os pratos que estavam na mesa e levei ate a cozinha, onde minha mãe já estava me esperando e essa seria a oportunidade perfeita de fazer várias perguntas.

—Mãe, eu poderia fazer algumas perguntas? — Me encosto no balcão no centro da cozinha.

—Pode fazer várias perguntas, Emma!- ela sorri de lado e isso me animou um pouco.

—Bom, eu vou ser direta no assunto e você sabe muito bem que eu não gosto de ficar dando voltas e voltas, mais enfim, eu posso ir para Dublin?

Olho para baixo sorrindo e escuto alguns pratos caírem na pia e isso me fez olhar rapidamente em direção a minha mãe e vejo ela de frente para mim, com os olhos confusos e sua expressão a mais misteriosa possível. No mesmo momento, me arrependo amargamente de ter feito aquela pergunta e eu já sabia a resposta, estava tão claro…

—Emma... Filha... Eu.... e seu pai...- ela suspira e me encara- Querida, é tão complicado ir para outra cidade que...

—Não mãe, não precisa continuar seu longe discuso para não deixar eu ir e ficar aqui nesse fim de mundo com você e o papai.- suspiro e olho para o lado- Boa noite, vou para o meu quarto.

E assim eu deixo ela lá, parada, imóvel. Falo com meu pai que estava vendo tevê e vou direto para o meu quarto, esfriar a cabeça um pouco e dormir, fecho a porta do meu quarto e tranco a mesma, deito na cama e olho fixamente no teto, tentando apenas esquecer aquela tentativa de conversa…

[…]

Sabe quanto você tem uma brilhante ideia e coloca ela em prática, mais acaba tento um pouco de culpa, pois vai deixar pessoas desesperadas loucas atrás de ti. Pois bem, eu estou aqui no aeroporto esperando meu voo de madrugada para Dublin, indo atrás do meu ex-melhor amigo e tentar a sorte dele não ter mais magoa da minha cara, se ele tiver, eu só vou ter o dinheiro de um dia em uma hospedagem e nada mais. Sorrio comigo mesma, sabendo que todo aquele meu sacrifício esta servindo para algo, simplesmente parei de comer na escola para juntar dinheiro para sair daqui e está quase dando certo.

A cada minuto que se passa, eu fico aflita olhando para todos os lados para ver se vem alguém conhecido e me ver aqui fugindo de casa, fugindo desse fim de mundo, olho para a minha pequena mala e minha mala de mão em cima do meu colo, só peguei coisas essenciais de sobrevivência básica, olhei novamente na minha mala de mão se realmente o dinheiro estava la, e sim estava la junto com o bilhete da casa onde ele mora, sorrio entre os lábios lembrando daquele dia louco para conseguir o endereço dele, eu simplesmente dei cem reais para a irmã mais nova dele para me dá o endereço, os horários que ele entra e sai de casa e a localidade de la e bang, sei mais ou menos da rotina dele.

Olho para o relógio no qual esta marcando 1:50 da madrugada e escuto a voz de uma mulher chamando meu voo, me levanto rapidamente e vou logo para o portão de embarque sem olhar para trás, entrego minhas coisas para a aeromoça ela olha tudo rapidamente e me entrega e entro no avião, fico perto da janela, sinto a adrenalina correr nas minhas veias deste que sai de casa, e só consigo respirar tranquilamente quando vejo a minha cidade pequenininha nos meus olhos.

Notas finais
Gostou? Não gostou? Foi mais ou menos? Amou? Que tal deixar um comentário bem legal, assim motiva ainda mais a autora escrever essa historia e varias outras! Beijos e ate a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.