Caminhos sem Volta
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Quando acordo, olho o relógio e vejo que são 05:10 da manhã. Eu ainda tinha uma hora para me arrumar antes de ir para o colégio.
Levanto-me e vou direto para o banheiro tomar banho.
Enquanto tomo banho, eu faço os planos do meu dia. Tenho que ligar para minha tia para ela levar Amanda para a escola, tenho que comer alguma coisa antes de ir e Andrew... Preciso conversar com Andrew.
Saio do banho, me arrumo e vou em direção ao quarto de Amanda para acorda-la.
—Amanda. — Chamo. — Amanda, está na hora.
—Hora de quê? — Pergunta ela.
—De se arrumar para ir para a escola. — Respondo.
—Ah, ok. Já vou. — Disse ela, sentando-se na cama.
Saio do quarto e desço as escadas, em direção a cozinha.
Abro o armário e tiro de lá um cereal sem açúcar. Despejo o cereal em uma tigela, pego uma colher e começo a come-lo. Eu não gostava de cereal com leite, na verdade, nunca gostei.
Acabo de comer o cereal e subo as escadas para arrumar minha mochila.
Pego uma mochila preta jogada no chão do meu quarto. Confiro dentro para ver se há alguma coisa faltando, mas está tudo em ordem.
—Clem! — Ouço Amanda me chamar. Ela deve estar precisando de ajuda para se vestir.
—Já vou! — Grito em resposta. Corro até o banheiro.
Quando chego lá, encontro Amanda se enxugando com sua toalha rosa. Eu a ajudo a se vestir e desço com ela até a cozinha. Encho a tigela dela com um pouco de cereal e um pouco de leite.
Enquanto ela comia, liguei para a minha tia.
—Alguma problema, Clem? — Perguntou ela com a sua voz rouca.
—Não. — respondi. — Eu só queria que a senhora levasse Amanda para a escola hoje.
—Claro, levarei sim.
—Obrigada tia. Eu a levarei até ai.
—Tudo bem. — E a chamada foi finalizada.
Subi as escadas para pegar a mochila de Amanda em seu quarto. Uma mochila rosa de rodinhas com desenho de gatinhos. Pego a mochila e desço novamente as escadas.
Quando volto para a cozinha, Amanda havia acabado de comer o cereal. Ela deu um sorriso para mim e disse:
—Vou escovar os dentes. — Ela se levantou e subiu as escadas.
Quando ela voltou, saímos para a casa da minha tia. Ela estava esperando na porta.
—Tia! — Amanda correu até ela e a abraçou.
—Ah querida! — Disse minha tia retribuindo o abraço. — Vamos nos atrasar.
—Ok. Tchau Clem. — Amanda me beijou na bochecha.
—Se houver alguma coisa me ligue. — Falei para a minha tia.
—Pode deixar. — Disse ela.
Voltei para casa para pegar a mochila e o celular. Eram 06:30.
Quando sai de casa, tranquei a porta. O dia estava melhor que os outros. Estava sol, não estava tipo todas as manhãs que eram frias. Havia uma brisa suave e não ventanias de fazer furacões. Tinha até me arrependido de ter vestido calça comprida.
Quando me virei estava cara a cara com Andrew.
—Oi. — Cumprimentou ele.
—Oi. Então, animado? — Perguntei.
—Não muito. — Respondeu ele.
Começamos a andar sem dizer nada.
Essa era a hora. Eu tinha que falar para Andrew o que havia acontecido.
—Andrew. Eu quero te contar uma coisa. — Disse segurando o braço dele e parando.
—Bom, pode falar. — Disse ele.
Respirei fundo.
—Meus pais morreram ontem a noite. — Dava um alívio dizer aquilo, mas também me deixava triste. Eu estava torcendo para não chorar.
—E você está bem? — perguntou ele.
Tentei controlar o choro mas não consegui.
—Não! — Sem pensar muito eu o abracei. Como se fosse só eu e ele neste mundo.
Lágrimas caíam de meus olhos. Elas eram quentes. Eu não gostava de chorar, eu fico feia quando choro.
—Não chore, por favor. — Pediu ele, retribuindo o abraço.
Depois de um tempo, eu o soltei.
—Acho melhor a gente ir. Vamos nos atrasar. — Falei.
Continuamos nosso caminho até o colégio.
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