Caminhos para o meu coração
3 Filipe
Tem uma história, que foi o auge da minha burrice.
Depois do Lelo, teve Filipe.
Nome de príncipe... Ele me fez esquecer do Lelo pelas duas semanas que duramos. Eu estava revoltada com tudo, tinha me afastado dos meus antigos amigos, comecei a fumar, mais para me mostrar do que por vontade. Conheci Lipe, um príncipe, lindo, pele morena, olhos verdes, cabelos um pouco compridos. Ele parecia completamente apaixonado por mim, era carinhoso... Era perfeito.
Nas primeiras vezes que saíamos, ele deixou claro que queria algo sério comigo, e eu também queria, via Filipe como uma nova oportunidade de ser feliz com algum garoto. De voltar a ter momentos bons, que me fazem sorrir sozinha só de lembrar! Queria romance, e ele parecia querer me amar.
Foi então num dia, quando eu lhe disse que fumava, ele não gostava por causa de um problema com o pai e me pediu para parar, e eu disse que por ele pararia. E realmente não menti. Mas, no último dia do nosso curto relacionamento, eu havia fumado um cigarro, e mais tarde ele me perguntou.
— Amor, você fumou?
Não respondi. O abracei e pedi desculpas. Ele acariciou meu cabelo e disse que estava tudo bem. Mas eu sabia que não estava. Nunca está tudo bem. Ele tinha colocado na cabeça dele que eu preferia um cigarro ao nosso relacionamento. Eu via isso em seus olhos que me acusavam, mesmo sem querer.
Eu tinha que ir embora cedo naquele dia, mas tinha esfriado muito então ele me deu seu casaco.
— Olha que eu não devolvo. — Brinco com ele.
— Não precisa, tudo que é meu, é seu. — Ele sorri e me dá um beijo. — Eu te amo.
Eu o abraço, escondendo meu rosto em seu ombro.
— Não precisa responder se não quiser. — Ele ri.
Volto a olhar em seus olhos e digo.
— Mas eu quero. Eu também te amo. — E disse a verdade naquele dia. Eu o amava, segundo minha concepção imatura do amor, eu o amava. E foi um sentimento intenso de duas semanas.
Lipe me deixou em casa naquele dia, eu estava tão feliz que naquela noite eu dormi com o seu casaco. O dia seguinte seria um sábado e nos veríamos de novo. Estava realmente muito feliz, eu me sentia amando-o, mas eu não sabia o que era amor.
No dia seguinte eu acordo com uma mensagem dele.
"July, acho melhor nós sermos apenas amigos..."
"O que? como assim?" Minhas mãos tremem, não tem como compreender essa sequência de fatos.
"Você quebrou sua promessa... Disse que não ia fumar, mas fumou. Você não mantém sua palavra"
"Mas foi um cigarro só! E eu juro que paro agora, só não termine comigo por causa disso!!!"
"Como vou saber se vai cumprir? Me desculpe, não tem como continuar com isso. Devia ter parado pra pensar nisso antes. A culpa é sua"
"Não faz isso" Eu imploro com lágrimas nos olhos.
"Já fiz. Vamos manter uma amizade"
Não respondi mais. Não vou narrar toda a parte dos dias que passei chorando, só vou deixar claro que eu me humilhei por ele. Várias vezes eu fui pedir para voltar comigo. Ele negou todas. Foi aí que eu resolvi me dedicar apenas aos estudos. Não com o pensamento de que "homens não prestam" mas com o pensamento de que "o amor não presta" e não sei qual generalização é a pior e a mais errônea.
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