Caminhos Traçados

18 Segundo dia de aula


Notas iniciais
Oiii meus doces :3 Tudo legal U-u Bom, vamos começar as explicações por não ter postado na sexta feira: Eu tive um problema familiar e acabei tendo que ir para casa da minha tia (Onde infelizmente não tem internet) e acabei passando o final de semana todinho lá -_- Pois é, foi isso, mas eu aproveitei e escrevi alguns capítulo de CT :D

Saímos do dormitório, estávamos a caminho da sala, um frio tomava conta da minha barriga, algo me dizia que hoje seria um longo dia. No meio do corredor Bruno entrelaçou os dedos dele com os meus, ficamos de mãos dadas.

Olhei para ele e sorri. Desde que eu era pequena eu sonhava como todas as garotas no dia em que eu iria achar meu príncipe encantado e ele iria segurar minha mão e andar comigo por aí. Ter Bruno ali comigo era como um sonho, mas eu me sentia vazia, o amor que eu sentia por Bruno me preenchia, mas o vazio que Harry causou ainda estava lá.

Algo em mim dizia que as coisas seriam sempre assim, uma vez que eu ficasse com Bruno, Harry seria esquecido, e uma vez que eu ficasse com Harry, Bruno seria esquecido. Eu não queria esquecer ninguém, mas também não queria sofrer pelos dois. Eu nunca soube fazer escolhas, nunca soube coordenar emoções, sentia as mesmas coisas por duas pessoas. Era uma granada e sempre acabaria machucando alguém.

Harry tinha me magoado, mas eu também nunca vou esquecer que já chorei por Bruno, por mais que tudo estivesse sendo mentira eu já chorei por Bruno, e em meio á tantas mentiras, minhas lágrimas foram verdadeiras, tanto minhas lágrimas pelo Harry, quanto pelo Bruno.

Adentramos a sala e eu suspirei aliviada, todos estavam concentrados demais conversando para notar nós quatro entrando na sala. O que eu menos queria hoje era ser notada, queria passar despercebida por todos, já chega de confusões por hoje. Ultimamente minha vida tem tido muitas confusões.

Sentei no mesmo lugar que o primeiro dia de aula e Bruno sentou na minha frente. Sofia atrás de mim e Jason do lado dela.

Não consegui conter meu olhar, olhei para o lugar que Harry senta, e lá estava ele. Os meninos do lado dele falavam várias coisas animadas e ele fitava o chão, como o olhar petrificado, o par de olhos azuis estava sem brilho algum e uma pontada de dor se fez presente no meu coração.

Eu tinha acreditado nele... Eu tinha chorado e deixado ele me abraçar e tudo aquilo era uma mentira... E pensar que talvez bem no fundo do meu coração eu tivesse chegado a concluir que estava me apaixonando por ele, eu pensei que tinha julgado ele errado e que ele não era assim... Eu me enganei, de todas as formas.

Flashback on

— Acho que você vai gostar – ele falou – Já pode abrir os olhos – ele completou e eu abri meus olhos lentamente, me deparei com uma vitrine cinza, de dois andares, em um porte médio, cheia de jóias.

Estávamos em uma loja de jóias era isso.

Senti algo gélido no meu pescoço e logo percebi, ele colocou um tipo de colar no meu pescoço.

— Ah meu deus Harry! Um cordão! – falei e passei a mão pelo meu pescoço puxando o colar prateado que tinha como gargantilha um coração também prateado com umas pedrinhas na borda. – É lindo Harry! – exclamei e olhei para ele que sorria. – Obrigada! – sorri largamente e abracei ele.

— De nada – ele falou e correspondeu o abraço. – Queria te dar algo que fizesse você se lembrar de mim – ele falou e eu passei a mão lentamente pelo o colar e olhei para ele.

— Eu vou lembrar Harry, eu vou. – falei e sorri para ele.

Flashback off

O pior erro que ele cometeu foi me enganar, eu poderia perdoar ele por ter feito eu me separar do Bruno, poderia perdoar ele por não ter me dito que namorava Geovanna, eu até mesmo poderia perdoar ele pela confusão de hoje, mas eu jamais vou esquecer que ele me enganou.

Flashback on

Uma lágrima escorreu pelo meu rosto, uma lágrima que eu tentei reprimir, mas insistiu em descer, uma lágrima fria.

Talvez eu realmente seja fraca, fraca como a Geovanna disse. Fraca! Fraca! Fraca! Como eu podia nutrir algo por alguém assim tão rápido... Talvez a forma como ele me beijou... Eu não sei, mas eu sei que aquele Emo me encantou, me encantou e me deixou depois.

— Hey, para chorar... Eu já disse que ver você chorando por ele me perfura o coração não é mesmo... – Harry falou passando o polegar pela minha bochecha, limpando a lágrima que escorria. Sorri calmamente para Harry e ele retribuiu o sorriso – Você fica mais bonita ainda sorrindo, não chore por ele, ele fez isso porque quis. Ele mentiu você, ele mentiu todo esse tempo. – ele falou e me encarou

Flashback off

Ajeitei-me na cadeira que eu estava sentada e suspirei.

Essas lembranças eu nunca vou esquecer. Olhei para Bruno e ele me encarou e sorriu.

— Hey, olha só. – ele disse e me estendeu o celular dele.

Peguei o celular da mão dele e li uma mensagem da Laura.

* Emozinho avisa para a Fê que eu escrevi ela para o teste da peça de teatro, o teste começa amanhã depois da aula, diz pra ela ir se não eu empurro ela da janela, beijinho :) – Laura. *

Sorri para ele e devolvi o celular.

— A Laura e o jeito ameaçadoramente motivador dela. – falei e ele sorriu.

— Acho que você vai passar no teste. – ele disse.

— Eu não sei. – falei

— Vai sim. – ele disse e piscou para mim.

Mandei um beijinho com a boca para ele e ele sorriu e se virou para frente. Por mais que eu tivesse medo de não conseguir passar no teste da peça, eu tinha vontade de me vingar da Geovanna, por tudo que ela fez, o plano foi dela afinal. Harry ajudou, mas o plano foi dela, e sabe... Dessa vez eu não quero ficar para trás.

Olhei para Geovanna e ela estava sentada no mesmo lugar com várias meninas ao redor dela, ela sorria cinicamente e mostrava as unhas dela para uma das meninas, a menina que olhava as unhas dela falou algo que a fez sorrir e jogar uma mecha do cabelo loiro para trás.

Geovanna Ritsen que me espere, eu não vou mais chorar, não vou mais ser fraca como ela diz, ela começou essa guerra, mas agora eu já me decidi, não vai ser ela que vai terminar.

Levantei-me da cadeira e Bruno me encarou.

— Eu vou ao banheiro. – falei e Bruno assentiu.

— Eu vou com ela. – Sofia disse se levantando também.

Sai da sala com Sofia e adentrei o banheiro do corredor.

— Eu vi como você olhou para Geovanna. – Sofia disse

— Eu olhei normalmente – falei e dei de ombros.

— Fê. – Sofia chamou – Você olhou para ela determinada. –

— Eu só não vou perder mais para ela – falei.– Cansei de sempre acabar chorando e me lamentando. –

— É isso aí Fê. – Sofia disse

— Dessa vez eu quero vencer dela, quero mostrar que eu não sou fraca. – falei.

— Você não é fraca Fê, você tem muito mais capacidade para qualquer coisa do que ela. – Sofia começou. – Ela te odeia porque logo no primeiro dia de aula você já conseguiu o Lancaster sem precisar de nada, sem precisar passar o dia todo no salão de beleza e nem fazer as unhas, você só foi você mesma e ele gostou, enquanto ela já tenta isso há três anos e nunca conseguiu nada. – Sofia completou.

— Ela já conseguiu me deixar assim duas vezes. – falei e Sofia assentiu.

— Tá na hora de mudar esse jogo, ela merece saber quem é você agora. – Sofia disse.

— Mas como? – indaguei e fitei o chão, pensativa.

— Fácil. – Sofia disse – A peça de teatro, todos os anos ela é sempre a personagem principal. –

— Pode ser... Mas eu não sei se consigo. – falei

— Pode ser não! É! – Sofia exclamou. – Fê, todos dessa escola estão surpreendidos com você. Você foi a primeira que o Lancaster correu atrás e que já brigou com ele, você foi a primeira que já confrontou a Geovanna e nunca se importou com popularidade, você é diferente, é algo que a maioria já quis ser, mas nunca conseguiu, você consegue!. – Sofia completou Sorri para ela e ela me abraçou e continuou: — Todos te admiram e eu também, você tem uma confiança que eu não tinha no meu primeiro ano nessa escola. – disse.

— Obrigada. – falei

— Nunca mais chore por ninguém, garotas legais não deveriam chorar por idiotas. – Sofia falou e eu assenti – Sinto que até o final do ano você vira essa escola de cabeça para baixo.– falou e eu sorri.

— Vamos ver oque eu consigo fazer né. – falei e Sofia soltou uma risada.

— Vem, vamos para a sala minha pandinha. – Sofia disse.

— Vamos minha lutadora de Kung Fu. – falei e eu e Sofia começamos a rir. Adentramos a sala e sentamos nos nossos lugares.

Bruno me encarou divertido.

— O que aconteceu para vocês duas entrarem tão sorridentes assim? – Bruno perguntou.

— Eu acho que amar você já é razão suficiente né! – falei e ele sorriu.

— Aham. – ele corcordou e eu revirei os olhos fazendo ele sorrir.

— Para de falar “aham” para tudo! – repreendi

— Aham – ele concordou e eu o encarei irritada e ele começou a rir.

Alguns minutos depois a professora entrou e começou a aula, ao passar do tempo as aulas iam passando e eu prestava atenção, afinal eu já tinha faltado o primeiro dia e não podia bobear, apesar de todos os pesares eu não posso esquecer o real motivo de eu estar aqui, vim aqui para estudar e conseguir uma boa faculdade, e é isso que eu vou fazer. Bruno também prestava atenção na aula e não tinha dificuldade para resolver os exercícios, eu também não achei nada muito difícil, as coisas pela primeira vez tinham começado a ser como eu pensei.

— E depois de isolarmos a variável X temos um primeiro resultado – falava a professora de Álgebra, que era a última matéria do dia. – E agora... – antes que ela pudesse terminar a frase a campa bateu sinalizando o fim das aulas por hoje.

Todos começaram a ser arrumar para sair da sala. – Até amanhã turma. – ela falou e começou a arrumar os papéis dela dentro da bolsa.

— Fê... – Sofia chamou e eu olhei ela. – Eu bom... Eu vou ficar no dormitório com o Jason, estávamos querendo assistir um filme mas eu não tenho filme então... Eu queria saber se você pode me emprestar algum... – ela falou e eu sorri.

— Claro que sim! – falei

— Obrigado. – ela disse.

— Mas... – falei

— Mas... – ela repetiu

— Eu quero saber de tudo depois! – cochichei e ela sorriu.

— Pode deixar. – ela falou.

Olhei para Bruno e ele estava arrumando a mochila.

— Acho que vamos ter que passar um bom tempo no seu dormitório, Sofia vai ver um filme com Jason e eu não quero ficar de vela lá no meio. – sussurrei para Bruno e ele sorriu.

— Você não quer ficar de vela ou você quer ficar sozinha comigo... – ele perguntou e eu depositei um tapa no braço dele.

— Então vamos assistir o filme com eles. – falei.

— Não!Não! Tá ótimo! Meu dormitório, eu e você. – ele falou.

— Sabe Bru... Você me lembra um amigo que eu tinha quando eu devia ter uns 12 anos – falei

— Sério... Como ele era? – Bruno perguntou parecendo não muito interessado e colocou a mochila nas costas.

— Emo. – falei e escutei ele dar uma risada

— Só Emo? – ele perguntou

— Na verdade não, ele parece muito com você os cabelos em um tom meio amarronzado e os olhos negros. – falei e ele me encarou.

— Que estranho. – ele disse. – Não sabia que existia alguém tão parecido comigo – ele falou e eu assenti.

— Pena que eu não me lembro do nome dele, faz tanto tempo que eu não vejo ele... – falei.

— Ele deve ter sido importante. – Bruno falou.

— Na verdade ele foi meu amor de infância – falei e Bruno sorriu.

— É bom saber que eu lembro seu amor de infância. – ele disse.

Caminhei com ele até o corredor e fomos para o quarto dele.

— Aqui ta quente. – falei e liguei o ar condicionado assim que entramos no quarto.

— Sempre folgada. — ele falou e sorriu, aproximou se de mim e passou um de seus braços pela minha cintura me beijando, sua mão deslizava pela minha cintura e eu arfava baixinho. Ele parou de me beijar e depositou alguns beijos no meu pescoço fazendo minha pele arrepiar, voltou o a me beijar e mordeu meu lábio inferior suavemente.

— Agora sim estamos quites. – ele falou e me deu um selinho.

— Não estamos não. – falei e ele sorriu e voltou a me beijar.

Depois de alguns minutos resolvemos jogar um jogo de tabuleiro, Bruno estava procurando um que ele dizia estar no guarda roupa enquanto eu estava olhando uns livros que tinha em uma estante pequenininha do lado do guarda roupa. Um dos livros me chamou atenção, era um álbum de fotos, abri a primeira página e era uma foto do Bruno quando bebê.

— Own – murmurrei baixinho.

— O que foi? – Bruno perguntou

— Suas fotos – falei e mostrei o álbum para ele que revirou os olhos.

Me sentei na cama dele e comecei a passar as páginas do álbum, a cada página que passava eu via o quanto Bruno era fofinho quando era pequeno.

Separei uma foto dele com aproximadamente uns 8 anos de idade e coloquei na minha mochila, eu tinha certeza que já tinha visto aquela foto em algum lugar, ou poderia ser só paranoia mesmo, sei lá.

Devolvi o álbum novamente para a estante e fiquei olhando ele procurar o jogo. Me levantei da cama e caminhei até a janela do quarto, abri a janela e um ar gélido invadiu o quarto.

— Essa janela esfria mais rápido que esse ar-condicionado de vocês. – resmunguei e Bruno sorriu.

— Claro, você tentou ligar o ar-condicionado com o controle do DVD – ele falou e eu olhei para o controle branco que eu havia tentado ligar o ar e praguejei, Bruno pegou um controle preto e ligou o ar.

— Ah sabe, é que na minha casa o controle do ar-condicionado era branco. – falei e ele sorriu.

Fechei a janela e me joguei na cama dele, olhei para o teto branco e fiquei imaginando quantas vezes Bruno ou Jason ficaram olhando para esse teto imaginando quando iria cair a resposta para os problemas deles, provavelmente muitas vezes.

— Amor – ele chamou

— Oi – respondi

— Eu achei o jogo de tabuleiro. – ele falou.

Sorri e levantei da cama.

Fui até o guarda roupa dele e peguei uma camisa preta dele, ele me encarou confuso e eu sorri.

Adentrei o banheiro e retirei minha farda, coloquei a camisa do Bruno que ficou a dois palmos á cima do joelho, coloquei um short que eu havia trazido, por baixo da camisa e prendi o cabelo em um coque frouxo e sai do banheiro, Bruno me olhou da cabeça aos pés e sorriu.

— Já, vamos jogar o jogo de tabuleiro. – falei e me sentei no chão.

— Vamos – ele falou e retirou a camisa da farda.

— Sabe, você poderia usar o banheiro. – falei e ele sorriu

— Sou prático. – ele disse e sentou do meu lado, puxando o jogo de tabuleiro.

Três horas depois...

— Ganhei... – Bruno falou sonolento

— Marca ponto aí – eu falei mais sonolenta do que ele.

— Ok, 73 á 2 – ele falou

— Estou ganhando de 71 pontos na sua frente — ele disse.

— Bru... Eu estou com sono. – falei e me levantei do chão

— Vamos, eu vou te deixar no seu quarto. – ele falou mas não consegui terminar de escutar oque ele estava falando, pois já tinha deitado na cama dele. — Ou você pode se deitar na minha cama e dormir – escutei ele falar ironicamente e esbocei um sorriso .

Senti meu corpo sendo levantado e abri os olhos lentamente, Bruno estava me carregando.

Ele usava uma camisa azul e minhas pernas estavam em volta da cintura dele, meu rosto encaixado na curva do pescoço dele e ele segurava minas pernas.

Ele abriu a porta do quarto dele e começou a caminhar até o meu dormitório, mas no meio do caminho eu acabei dormindo com o cheiro que o a roupa dele exalava, era o perfume dele, uma fragrância leve e ao mesmo tempo viciante.

Notas finais
Próximo capítulo sai amanhã (Terça-Feira dia de dois capítulos TUTS TUTS) Comentem meus doces :D