Caminhos Traçados

15 Escolha- Parte 1


Notas iniciais
Oii :) Tudo legal com vocês U-u Hoje é dia de dois capítulos negada :p O próximo sai de tarde Ok *-*

O despertador gritava em cima da banqueta e o ruído fez com que eu me acordasse, não abri os olhos, virei-me e falei:

— Sofia... Desliga o despertador nega... – falei e esperei alguns segundo. – Sofia desliga o despertador! Cara eu tava tendo um sonho com Bruno, desliga isso se não eu não consigo voltar a sonhar droga! – esbravejei e abri os olhos focando no despertador, dava exatamente 6:00 horas da manhã, praguejei porque o despertador estava muito adiantado, sendo que as aulas só começavam 8:30.

Vaguei meu olhar pelo quarto e me levantei da cama em um susto, aquele não era meu quarto, tão pouco meu despertador.

Tentei lembrar oque havia acontecido noite passada e quando lembrei tudo oque havia acontecido sorri abertamente, olhei para a cama e Bruno estava esticado nela.

Sentei ao lado dele e fiz um carinho em seu rosto, ele dormia como um anjo, os lábios avermelhados estavam fechados e ele tinha uma expressão serena, sorri e dei um beijinho na bochecha dele e voltei a fazer um carinho no rosto dele, aos pouco ele abriu os olhos e sorriu para mim.

— Bom dia. – ele sussurrou rouco.

— Bom dia. – sussurrei.

— Há quanto tempo eu não acordo com alguém fazendo um carinho em mim. – ele disse e eu sorri.

— O despertador despertou às seis horas. – falei

— Eu adiantei um pouco para a gente ter tempo de se arrumar para a aula. – ele falou.

— Verdade. – falei

— Onde será que o Jason dormiu? – ele perguntou se sentando na cama enquanto eu encostava minha cabeça no ombro dele.

— Eu estava imaginando isso. – falei e sorri para ele.

— Acho que eu já sei onde. – ele falou.

— É, acho que eu também já sei. – falei.

— Só espero que a Sofia tenha dormido tão bem quanto ele deve ter dormido. – ele falou e eu assenti e sorri.

Inclinei-me e deitei minha cabeça nas pernas dele. Ele sorriu.

— Você dormiu antes do fim do filme. – ele falou passando a mão pelos meus cabelos e hora ou outra fazendo um carinho.

— Eu estava com sono e você fazendo um cafuné não ajudou muito a me fazer ficar acordada – falei.

— Ah desculpa então – ele falou levando as mãos para o alto, em um sinal de rendição.

— Mas eu não disse que não gostava – falei e coloquei as mãos dele novamente na minha cabeça.

Ele sorriu e continuou fazendo o carinho Ele se aproximou de mim e me beijou, ficamos nos beijando e conversando sobre assuntos banais por alguns minutos e eu me levantei das pernas dele e sentei ao lado dele novamente.

— Acho melhor eu já para o meu dormitório – falei e ele resmungou.

— Vai não, fica aqui comigo. – ele falou manhoso e eu depositei outro beijinho na bochecha dele.

— Tenho que ir meu amor. – falei e ele sorriu.

— Só vou deixar você ir porque você falou “meu amor” – ele disse.

Sorri e dei um selinho nele, me levantei da cama e puxei o lençol que havia usado. Dobrei o lençol e joguei na cama do Jason.

— Hey Bru levanta da cama que eu vou arrumar. – falei.

— Bru? – repetiu ele e me encarou.

— É um apelido que eu inventei. – falei e ele sorriu.

— Que gay – ele falou.

— Ei! – protestei! – Meus apelidos não são gays! – falei fazendo um bico.

— Tudo bem. – ele falou.

— Bru levanta da cama que eu vou arrumar – repeti.

— Não... Dê o seu jeito de me tirar. – ele falou e virou para o outro lado.

— Meu Emo lindo, sai da cama para eu arrumar por favorzinho? – pedi manhosa.

— Não me convenceu. – ele falou.

Olhei para a cama de olhos cerrados e tive uma ideia perfeita. Eu sou muito gênio. Aproximei-me da cama e puxei o lençol de cama com tudo, fazendo Bruno cair da cama e me olhar com um olhar mortal.

— Tu me ama muito né... – ele falou e se levantou do chão enquanto eu arrumava a cama dele.

— Amo mesmo, eu estou arrumando a sua cama meu amor! Me agradeça – falei formando um bico e escutando uma risada dele.

Ele se aproximou de mim por trás e me deu um beijo no pescoço. Meu corpo se arrepiou por inteiro e ele percebeu minha reação e sorriu.

— Obrigado por arrumar minha cama meu amor. – ele falou e eu sorri.

— De nada – falei e pisquei – Agora eu tenho que ir. –

— Vamos, eu vou deixar você lá e arrastar o Jason de volta para cá comigo. – ele falou.

— E se o Jason não estiver lá? – perguntei e encarei-o.

Entreolhamo-nos por uns instantes e começamos a gargalhar.

Ai, ai produção de onde eu tirei essa do Jason não estar lá acho que isso nem estava no meu script, já posso até ganhar meu diploma de piadista aqui. É impossível o Jason não ter dormido no meu dormitório com a com a Sofia.

— É, essa foi boa Fê. – ele falou.

— Verdade — falei rindo — Ai, ai, agora chega de piadas e vamos logo – completei e ele assentiu.

— E se eles tiverem trancado a porta? – Bruno perguntou.

— Falando nisso a porta daqui passou a noite todinha aberta né. – falei e olhei ele.

— Mas nós temos muita sorte, ninguém entrou aqui. – ele falou.

Caminhamos até o meu dormitório falando sobre o filme que tínhamos assistido ontem, e basicamente ele estava me contando toda a história toda porque eu não tinha entendido nada, e do jeito que ele contava, o filme parecia até interessante.

Assim que apertei a maçaneta do meu quarto e abri a porta, eu e Bruno nos deparamos com a cena mais fofa do mundo.

— É, eles não trancaram a porta. – Bruno murmurou.

Laura e Matheus também estavam no quarto, eles estavam na minha cama e ambos abraçados enquanto Sofia e Jason estavam na cama da Sofia e Sofia estava aconchegada ao peito de Jason que enlaçava a cintura dela com os braços.

— Ah meu deus, o que aconteceu aqui? – perguntei esboçando um sorriso para Bruno.

— Eu não sei, mas vamos registrar. – falou Bruno e pegou uma câmera preta que estava em cima da escrivaninha, era a câmera da Sofia, ele bateu uma foto que pegou todos os quatro e depois me mostrou.

— Own que fofos – sussurrei baixinho e olhei eles.

Sofia se mexeu um pouco na cama e foi abrindo os olhos devagar, eu e Bruno nos abaixamos atrás da minha cama e ficamos olhando a cena.

Quando ela abriu os olhos, soltou uma risada baixinha, olhou Jason por alguns instantes e depois passou a mão pelos fios loiros bagunçados dele, se inclinou para Jason e deu um selinho nele.

— Meu deus! Ela beijou! – falei e Bruno colocou a mão em forma de concha na minha boca, em um sinal para eu calar a boca, no mesmo instante eu coloquei a minha mão em cima da mão dele que estava em cima da minha boca também porque Sofia olhou para trás e percebeu eu e Bruno.

— Droga. – Bruno sussurrou. Ela caminhou até eu e Bruno e eu me escondi atrás dele, com certeza ela iria dar tantos golpes de Kung fu na minha cara que eu provavelmente precisaria de 20 plásticas no rosto para ele ficar normal.

Mas não foi isso que aconteceu, ela apenas se abaixou do nosso lado e suspirou pesadamente e abaixou os olhos.

— Não contem isso para ninguém! – ela pediu e quando olhou para mim e para Bruno nossos rostos estavam pálidos de nervosismo. – Eu não quero que ninguém saiba disso por que... – ela parou e encarou a mim e Bruno que sinalizávamos com a mão para ela parar de falar — Credo gente! Isso é não é tão ruim assim... – ela falou e eu e Bruno negamos ainda muito nervosos e ela estranhou e assim que virou para trás deu um grito.

Jason estava atrás dela.

— Jason eu... – ela começou.

— Todo mundo escutou – Laura disse.

— Todo mundo mesmo – falou Matheus.

— E eu senti o beijo – falou Jason e Sofia parecia um pimentão de tão vermelha que estava.

— Bom eu... É que... – Sofia falava nervosamente.

— Você o que? – Jason indagou e se abaixou ficando do lado da Sofia.

— Eu não... Não quis te beijar, foi sem... – Sofia iria terminar de falar algo, mas foi interrompido por Jason que a beijou.

Eu, Bruno, Laura e Matheus ficamos boquiabertos. Eles estavam se beijando, se beijando mesmo!

— Jason você!... – Sofia falou nervosa.

— Sim Sofia, eu beijei você. – ele falou e a olhou, Sofia estava muito ruborizada.

— Eu... Eu não sei oque falar... – Sofia disse.

— Ninguém disse que você precisava falar. – Jason disse e se aproximou dela. – Mas eu queria que você me dissesse uma coisa... – ele falou.

— O que você quer saber? – ela perguntou.

Laura e eu observávamos tudo com os olhos brilhando, Bruno e Matheus conservavam apenas um sorriso de canto.

— Eu só queria saber se você gosta de mim, mas gostar como... Bom... Como... – ele olhava para o chão e estava ruborizado.

— Sim! – Sofia falou e levantou do chão fazendo Jason olhar surpreso para ela. – Sim Jason, eu gosto! Eu gosto! – ela falou com um sorriso aberto e abraçou-o.

Jason olhou surpreso e depois correspondeu o abraço.

— Eu não sei o que falar agora... – ele disse e fitou Sofia.

— Você disse que não precisava dizer nada... – Sofia falou e se aproximou dele.

— É, eu e a Lala vamos embora – Falou Matheus saindo pela porta.

— E eu só vim pegar minha farda e já estou ido também. – falei e me dirigi até o guarda roupa. Peguei uma bolsa de lado e coloquei uma toalha, meu estojo de maquiagem, minha escova de dente e uma de cabelo e um perfume. Peguei uma cruzeta que estava com a minha farda e sai do quarto com o Bruno.

Estava caminhando pelo corredor com Bruno e checando as coisas que eu tinha colocado na bolsa.

— Tomara que eles se acertem. – falou Bruno.

— É tomara mesmo. – falei e dei um sorrisinho de canto.

Adentramos o quarto do Bruno e eu me dirigi ao banheiro.

Tomei um banho e me sequei com a toalha que eu havia trazido, troquei a farda, peguei minha escova de cabelo de cabelo e fiz ondulações no meu cabelo, peguei o estojo de maquiagem, passei um lápis de olho, um blush fraquinho e um brilho labial.

Encarei-me no espelho do banheiro, eu já não me reconhecia mais, não conseguia ver no reflexo do espelho a Fernanda que eu conhecia quando pequena, mas reconhecia cada marca que se fazia presente ali era exatamente a Fernanda, cada maca ali minha personalidade de hoje.

Lembrei-me da minha mãe, lembrei de Isabel, lembrei da minha vida, de como eu era antes de tudo isso, de como eu era antes daqui, e sabe de uma coisa... Não me arrependo de vir para cá, não me arrependo das escolhas que eu fiz até agora.

Saí do banheiro e encarei Bruno deitado no chão mexendo no celular.

— Af, meninas demoram no banho. – Bruno resmungou e me encarou depois. – Mas em compensação... – ele insinuou

Sorri e encarei-o.

— Vem cá. — ele disse.

Sentei-me do lado dele e passou um dos braços pelo meu ombro, posicionou o celular na frende de nós dois e me deu um beijinho suave na bochecha batendo uma foto.

Sorri e beijei ele, aos poucos o beijo ia ficando mais intenso porém sem perder aquele toque de delicadeza que o Emo possuía.

Talvez meu lugar fosse aqui com o Bruno, embora eu sinta algo pelo Harry, embora eu saiba que no fundo eu sinto algo pelo dono do par de olhos azuis meu sentimento pelo Bruno é algo mais intenso, não são os beijos ou os carinhos, são as palavras, são os gestos, são as ações dele.

— Hey... Vai tomar um banho. – falei me separando dele e depositando um tapinha no braço dele.

— Sim senhora, já estou indo. – falou Bruno e sorriu.

Levantei-me de cima dele e ele deixou o celular em cima da cama e entrou no banheiro.

Deslizei os dedos pelo meu pescoço e retirei o cordão do Harry, coloquei na minha mochila e suspirei, era como tirar a lembrança do Harry de mim, mas a lembrança dele não estava no pescoço e sim no meu coração. Sorri e fechei a mochila.

Esperei Bruno sair do banho e ele já estava vestido com a farda do colégio, saímos do dormitório e fomos até o refeitório tomar o café da manha.

Ele passava os dedos pelos cabelos amarronzados levemente bagunçados e um pouco molhados dele, agitando os, em uma tentativa de fazê-los secarem mais rápido.

— Eu vou entrar na fila... – Bruno falou enquanto eu me sentava em uma mesa.

— Ok, vou guardar a mesa, acho que a Laura e o Matheus vão já chegar. – falei enquanto olhava uma mensagem da Laura.

— Tá. – Bruno falou e depositou um beijinho na minha bochecha.

Me coloquei a digitar uma mensagem para Laura mas fui interrompida por alguém que se sentou ao meu lado.

— O que ele estava fazendo aqui Nanda? – uma voz que eu conhecia muito bem falou.

Estremeci e por um segundo tentei me convencer de que não era ele, mas foi impossível, só havia uma pessoa não me chamava de Fê e sim de Nanda, era ele, era o Harry.

Notas finais
:) O próximo capítulo sai mais tarde, comentem, isso me deixa muito feliz.