Notas iniciais
Meus queridos e melhores leitores, mais um capítulo pra vocês, como o prometido. Me desculpem a demora, e muito obrigada per acompanharem. Boa leitura.

– Sempre pontual – Lilá falou ao abrir a porta para Rony e entrelaçando seus braços envolta de seu pescoço.

– Eu sei – Rony falou em um meio sorriso e depositando um leve beijo em seus lábios.

– Entra, entra logo porque o que vamos fazer hoje não precisa de público – Lilá falou maliciosa puxando Rony para dentro do apartamento – Eu preparei um jantar pra gente – lilá falou mostrando a mesa bem posta para duas pessoas.

– Obrigado, você sabe direitinho como me comprar – Rony falou divertido e se sentou à mesa – Uhum, massa ao molho branco e vinho tinto – continuou se servindo da comida e Lilá o acompanhou.

– E aí?! Gostou? – A menina perguntou um pouco apreensiva.

– Claro – O ruivo respondeu a um meio sorriso.

– O que foi Rony?

– Nada.

– Nada?! você jantou calado, esse não é o seu normal.

– Só estou um pouco cansado, hoje eu tive um dia um pouco corrido – Respondeu simplesmente.

Lilá se levantou e se sentou ao colo de Rony, assim selando seus lábios. Intensificou ainda mais o beijo. Desabotoou a blusa e a jogou em um canto qualquer. Rony a pegou no colo e a levou em direção ao sofá, a depositando cuidadosamente e sem se desgrudarem. Arrancou a blusa de Lilá e logo em seguida o short curto que ela usa, a deixando com uma lingerie bem provocativa.

– O que foi? – Lilá perguntou assim que Rony parou de beija-la.

– Nada – Rony respondeu, tentando convencer a si mesmo que não havia nada de errado. E voltou a beijar a namorada, mas dessa vez foi diferente, foi um beijo tentando agressivo, feroz, tentando se convencer que a desejava como antes. Alguma coisa havia mudado, ele só não sabia o que.

– Você nunca me beijou assim – Lilá falou quebrando o beijo e puxando o ar.

– Assim como? – Rony falava esbaforido.

– Com ferocidade, parece que eu vou fugir – Lilá falou se livrando do próprio sutiã, o beijando novamente e invertendo suas posições no sofá – Eu vou conduzir daqui pra frente – Falou maliciosa. Rony a apertou mais contra si, tentava sentir mais alguma coisa além de tesão.

Lilá tirou a calça de Rony juntamente com sua cueca, o deixando completamente despido, a jovem queimava de tanta paixão e queria acabar logo com aquilo.

Rony já não tinha mais como parar, mesmo que não estivesse sentido nada, não conseguiria parar, o desejo já tinha tomado conta de seu corpo. Se livrou da última peça da namorada e consumou o que tanto seu corpo pedia.

–----

– Mione, MIONE – Harry entrou gritando a amiga.

– Estou no quarto, pode vir aqui.

– Nossa, vai aonde? – Harry perguntou assim que viu Hermione.

– Sei lá, estou querendo sair pra dançar, ou algo do tipo. Vamos? – Hermione perguntava enquanto prendia os cabelos.

– Essa eu passo, estou um pouco cansado – Harry falou com um sorriso bobo no rosto – Passei o dia com a Gina, fiquei esperando ela terminar de trabalhar e fomos jantar. Deixei ela em casa, amanhã ela tem trabalho cedo – Harry explicou.

– Pelo seu sorriso, acho que a coisa ficou mais séria – Hermione falou indo a direção de Harry e o abraçando.

– Pode se dizer que sim – Harry falou retribuindo o abraço – Tenha cuidado e me ligue qualquer coisa e a qualquer hora.

– Pode deixar pai – Hermione falou irónica.

– Não vá beber muito.

– Eu tenho juízo, e eu vou de táxi – Hermione falou indo em direção a porta.

– Quem mais vai?

– Vou sozinha.

– Mione aqui não é Holanda que nós íamos aos lugares sozinhos tendo a certeza de que iriamos encontrar alguém conhecido.

– Eu sei, mas acho que vou naquela boate da festa da Gina, eu já conheço o lugar e falando nisso, estou querendo passar no Moe mais tarde.

Moe era um pub que Harry, Hermione e Rony costumavam a frequentar em sua adolescência. Hermione amava o local, era aconchegante, havia comida e música boa. Sempre que podia passava por lá em sua época londrina.

Hermione chegou na já então conhecida boate e viu que o lugar estava fechado. Olhou em celular e viu que eram 22:30 e também, que era noite de segunda feira e o local não abriria. Bufou por não ter se lembrado disso antes. Entrou novamente no táxi e pediu para que o mesmo a levasse para o pub do Moe.

Assim que adentrou ao local, se permitiu sorrir, o lugar ainda estava a mesma coisa. Uma luz fraca, mesas poltronas, o bar bem convidativo, um palco em que em que se encontrava uma banda tocando músicas mais antigas e o velho piano que Hermione sempre tocava quando o pub estava prestes a fechar.

Hermione foi em direção ao bar e se acomodou em umas das cadeiras, o lugar não estava cheio, o que acabou agradando. Iria para uma boate cheia, mas quando se tratava de pubs e bares, gostava que eles estivessem relativamente vazios.

– O de sempre por favor – Hermione pediu com um largo sorriso ao senhor de cabelos grisalhos que se encontrava distraído no outro lado do balcão.

O senhor se virou para ver quem falava, soltou um sorriso e apressadamente foi em direção a castanha.

– Minha pequena Mione – O velho falou dando um abraço apertado que foi retribuído no mesmo instante.

– Vô Moe — Era assim que Hermione o chamava, quando ela começou a frequentar o local, ele já era um senhor – Como está indo? E Minerva? Estou com saudades.

– Você sumiu minha pequena – O senhor falava emocionado – Sentimos sua falta, estamos bem. Minerva está na França na casa de nosso filho Bill, chega daqui a 3 dias.

– Que ótimo que estão bem. Eu senti muita falta disso aqui – Hermione falou saudosa.

– Sentisse – O senhor pediu – Já vou lhe trazer a soda com 3 pedras de gelo – Ele falou com um sorriso de quem não havia esquecido o pedido.

– Perfeito como sempre.

– E como foi na Holanda? Cadê Harry?

– Foi tudo maravilhoso. Harry está em casa, ele não sabia que eu viria pra cá, não a essa hora.

– Mande ele vir aqui me ver, você sabe como Minerva ama aquele garoto, toda vez que ela faz torta de abóbora ela fala de como Harry a adora.

– Ele vem com toda certeza. Obrigada – Hermione agradeceu bebericando a bebida.

– Minha pequena eu tenho que atender o casal ali na ponta, mas fique à vontade – Moe falou e Hermione sorriu em forma de agradecimento.

Logo Hermione terminou de tomar sua soda e ficou prestando atenção na banda que tocava, estava gostando muito do som.

– Nada de copo vazio – Uma voz masculina do outro lado do balcão falou, mas não era o velho Moe que falava.

– Obrigada – Hermione agradeceu olhando para o copo em sua frente e logo em seguida para o homem – Eu te conheço de algum lugar – Hermione comentou encarando o rapaz.

– Só sirvo para mulheres bonitas como você – O rapaz repetiu a frase que falou quando conheceu a morena e sorriu.

– Você é o barman da boate – Hermione falou fazendo um gesto de quem havia se lembrado – Prazer Hermione Granger – Hermione falou o esticando a mão.

– Prazer Tony Mcgonagall – Tony falou retribuindo o aperto de mão – Mas eu não sou barman da boate – O rapaz falou e Hermione fez uma cara confusa – Eu realmente sou aquele rapaz, mas eu não trabalho lá, só estava lá naquele dia porque eu estava substituindo um amigo meu, ele precisou sair aquela noite – O rapaz explicou – Eu fico aqui com meu avô Moe.

– Entendi – Hermione falou – Então o que seria isso aqui? – Perguntou apontando para o copo em sua afrente.

– Cognac, pode beber, é um dos melhores – O rapaz afirmou e pegou um copo para ele também, deu a volta no balcão e se sentou ao lado de Hermione.

A morena experimentou e olhou para o rapaz ao seu lado.

– Você só me dá bebida boa – O rapaz riu com o comentário.

– Vejo que já conheceu meu neto minha pequena – Moe falou carinhosamente.

– Sim, digamos que eu já havia esbarrado com ele – Hermione falou divertida.

– Já estou indo vô, só mais um minutinho e já lhe ajudo – Tony comentou se levantando do banco.

– Não precisa meu neto, não está cheio, converse um pouco mais com Hermione, seja educado com as visitas – Moe falou divertido – Vou pegar algum petisco para vocês.

– Obrigado vovô, se precisa me chame – Tony agradeceu se sentando novamente – Posso te fazer companhia?

– Claro – Hermione falou simpática.

– Seu namorado não vai me bater né? – Tony perguntou divertido e Hermione riu.

– Ele não é meu namorado – E o rapaz agradeceu mentalmente pela informação.

Tony e Hermione ficaram conversando por horas, descobriram que tinha muito em comum, gostava de música indie, sair para dançar, mas eram caseiros ao mesmo tempo, tinham o mesmo gosto literário, Tony até recitou um trecho do livro preferido da castanha. Essa conversa toda acompanhada de uma garrafa de coganc.

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Rony abriu os olhos e constatou que não estava em sua casa, mas já era um lugar que ele conhecia bem, o apartamento de Lilá. A garota estava em seus braços completamente nua e adormecida, apenas a manta que ficava no sofá os cobriam.

O ruivo olhou para o relógio e viu que eram uma da manhã, tentou voltar a dormi, mas não teve sucesso. Uma pessoa estava invadindo seus pensamentos, mas especificamente Hermione Granger. Olhou para seus braços e se puniu por estar pensando em Hermione quando acabara de transar com Lilá. Rony levantou cuidadosamente para que Lilá não acordasse, e se vestiu. Voltou em direção a namorada e a pegou no colo a levando para o quarto.

– O que está fazendo? – Lilá perguntou sonolenta.

– Estou te levando para o quarto... Eu tenho que ir pra casa, amanhã eu trabalho e não posso ir com a mesma roupa – Rony explicou.

– Tudo bem – Lilá falou depositando um beijo singelo no ruivo – Amanhã eu tenho um dia cheio também, mas a gente se fala.

– Ok – Rony respondeu a depositando em sua cama e a cobrindo.

Rony rumou em direção a’Toca, estava tão perdido em seus pensamentos que quando percebeu já estava no quintal de casa.

Foi direto para o banheiro e tomou um longo banho, colocou uma roupa confortável e foi se deitar. Passou um tempo e nada do sono chegar, pelo contrário, ficava cada vez mais sem sono. Olhou no relógio e já eram duas da manhã.

Se levantou da cama, pegou as chaves do carro e quando deu por si, já estava sentado no carro, pensou que estivesse ficando maluco.

– Quer saber de uma coisa, dane-se Rony Weasley – Rony falou pra si mesmo e deu partida no carro, ela sabia exatamente aonde ele iria.

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– Nossa! – Hermione exclamou.

– Que foi?

– Já são duas e meia da manhã, eu tenho que ir – Hermione falou mexendo na bolsa.

– O que está fazendo?

– Pagando a garrafa de cognac que nós, mais eu do que você, detonamos – Hermione falou divertida – E ligando pro táxi.

– Nada disso! É por conta da casa, aquela garrafa era minha e não do bar – Tony explicou.

– Se é assim, só não vou insistir porque estou um pouco tonta – Hermione falou se levantando e logo se apoiando no balcão – Acho que bebi demais – Comentou e sorriu.

– Se quiser eu te levo em casa – Tony ofereceu.

– Não é preciso, muito obrigada, eu vou de táxi, é rapidinho.

– Eu insisto, por favor – O rapaz falou se levantando e indo em direção a porta – Eu juro que eu só vou te levar em casa, não vou tentar nada – Tony falou mostrando as mãos, para mostrar que não cruzava nenhum dos dedos e Hermione riu com a atitude.

– Vamos então, eu sabia que a minha companhia era irresistível – Hermione falou em tom de brincadeira.

Passaram o caminho todo conversando, Hermione não podia negar o quão bonito Tony era, o que mais a agradou além dos belíssimos olhos verdes do rapaz, foi a sua companhia, ele era totalmente agradável, uma pessoa muito fácil de se gostar.

– Acho que chegamos – Tony falou.

– É aqui mesmo, muito obrigada pela carona – Hermione agradeceu.

– Pera, pera, pera... – Tony saiu do carro e deu a volta rapidamente, assim abrindo a porta do passageiro – Meu avô desaprovaria se eu não fizesse isso – Falou em tom divertido.

– Muito obrigada cavalheiro – Hermione agradeceu como se agradecesse uma realeza, e Tony apenas riu.

– Não há de que madame, meu avô ficaria extremamente triste se eu deixasse a pequena dele vir embora sozinha e bêbada – Falou zombeteiro e recebendo um tapa no braço – Que foi? – Perguntou rindo.

– Eu não estou bêbada – Hermione falou rindo – Talvez um pouco alegre demais, mas eu me lembro de tudo – Falou indo em direção a casa.

– Acho bom, mas nem precisava falar, eu sei que eu sou inesquecível – Tony falou e os dois começaram a ter uma crise de risos.

– Como somos idiotas – Hermione falou – Estamos rindo de nada.

Assim que Hermione reparou que havia alguém em sua varanda parou de rir.

– Quem está aí? – Hermione perguntou se aproximando da varanda pouco iluminada.

– Sou eu – Rony respondeu se levantando do pequeno sofá que havia na varanda.

– Rony? O que faz aqui? – Hermione perguntou se recompondo e Tony em seu encalço.

– Bom, eu estava passando aqui perto e pensei em passar aqui, mas quando eu cheguei percebi a hora e eu não quis chamar, mas também não quis ir pra casa. Acho que não foi uma boa ideia – Rony falou a última parte olhando para Tony.

– Você gosta de noite – Hermione comentou debochada se lembrando da última visita de noite do amigo.

– Acho que está na minha hora – Tony falou se despedindo de Hermione e fez um aceno com a cabeça para Rony – Se quiser, já sabe onde me encontrar, gostei muito de te conhecer – Tony falou indo em direção ao carro.

– Pode deixar! Ah e da próxima vez, é por minha conta – Hermione falou.

– Como quiser – O rapaz respondeu e foi embora.

– Pelo visto a noite foi boa – Rony falou com o semblante triste.

– Foi sim – Hermione falou indo em direção a porta.

– Já vai entrar?

– Sim, eu estou um pouco cansada, Mas se quiser pode entrar,

– Não, deixa. Acho que eu não devia ter vindo. Vá descansar.

– O que você esperava? – Hermione falou séria e virada pra Rony – Que eu estaria sempre aqui te esperando a hora que você quisesse, pra gente conversar, hora bem peculiar essa, três horas da manhã.

– Você bebeu? Seu hálito tá vindo aqui.

– Bebi, e daí?

– Não precisa me tratar assim – Rony falou triste.

– Me desculpa – Hermione foi sincera – É que a última vez que você apareceu essa hora... – Hermione fez uma pausa – Bom, nós sabemos no que deu – Quer entrar, eu preciso tomar um chá.

– Eu faço pra você – Rony deu um sorriso de lado.

– Hortelã – Rony a olhou estranho.

– Pensei que fosse camomila – O ruivo falou confuso.

– Mas é, só que eu quero tirar esse gosto de cognac da boca – Falou com um meio sorriso.

Rony foi direto pra cozinha preparar o chá, enquanto Hermione tomava uma ducha. Assim que a morena saiu do banheiro e foi pra sala, Rony chegava com uma bandeja de chá e algumas torradas.

– Fiz umas torradas pra acompanhar o chá – Rony falou se sentando ao lado da morena no sofá.

– Mas quem te viu quem te vê – Hermione comentou – Ron Weasley, fazendo chá e torrada – Hermione falou brincalhona.

– Não acostuma, é uma forma de agradecer o almoço maravilhoso de hoje – Rony falou colocando uma torrada na boca de Hermione.

Conversaram por mais meia hora, até que Hermione apagou. Hermione dormiu com a cabeça apoiada no colo de Rony. Ele automaticamente fazia cafuné. Rony ficou por mais uns minutos fazendo cafuné e admirando Hermione, até decidir ir embora. Tentou se levantar delicadamente para não acordar a morena, mas foi sem sucesso.

– Vai aonde? – Hermione pergunta totalmente sonolenta e de olhos meio abertos.

– Eu tenho que ir pra minha casa – Rony falou levantando a cabeça de Hermione – Amanhã eu tenho que ir trabalhar.

– Fica mais um pouquinho – Hermione pediu se aconchegando ainda mais no colo do ruivo – O cafuné estava tão bom – Hermione falou e pegou a mão do amigo e a colou em sua cabeça para que ele continuasse.

– Você é uma folgada – Rony falou ao meio de uma risada abafada.

– Não sou muito diferente de você – Hermione falou de olhos fechados se entregando ao sono.

– Pode dormir, eu vou ficar aqui – Rony falou e voltou a fazer carinho em Hermione.

Notas finais
Gostaram? Aceito qualquer tipo de crítica. No próximo tem Hinny, prometo. Será que agora Romione vai de vez? Beijos da B