Caminhos Tortos

23 Capítulo 23 – A Festa.


Notas iniciais
Olá amores!!! Então infelizmente eu vou demorar um tempinho para postar a história porque ainda tenho que terminar o próximo capítulo e não sei quando termino, mas espero que gostem desse. E mais uma vez, obrigada pelos reviews flores *----* Beijitos com Doritos e boa leitura :* *---*

Eu fui até o banheiro e fiz aquele “ritual feminino”, tomei o meu banho, passei creme hidratante, vesti o macacão, fiz escova no cabelo para ele ficar mais soltinho, passei uma maquiagem um pouco forte e um batom vermelho escuro. Depois saí do banheiro e fui até o meu guarda roupa pegar alguns acessórios que ficaram perfeitos em mim, eu estava com um look um pouco diferente do que eu costumava usar, talvez seja por isso que eu gostei tanto. Calcei uma bota Chanel curta, passei um perfume e desci.

Assim que cheguei à sala, vi que meus pais e a Amanda estavam vendo uma série, quando Amanda me viu, arregalou os olhos, dizendo:

— Quem é você e o que fez com a minha irmã?

Eu ri dela, meus pais olharam para mim e eu respondi:

— Para de bobeira, Amanda. Eu só estou usando um pouco mais de maquiagem, gostou?

— Filha! Amei o seu macacão. Quando der você vai me emprestar. Disse a minha mãe.

— Vai nada, esse macacão não é para você usar não, Laura. Disse meu pai.

— Você está me chamando de velha, André? Deduziu ela.

— O quê? Não! É claro que não, amor. Disse ele ficando assustado com a reação dela.

— Então está me chamando de gorda?! Disse ela cruzando os braços.

— Não, amor essa roupa deixa vocês muito a mostra e eu não gosto nem de ver a Marina assim, mas eu sei que não posso nem dizer nada, deixe que o Leonardo diz por mim, mas eu sentiria muito ciúme de você caso eu visse você saindo na rua com uma roupa dessas. Disse ele se explicando.

— Ah qual é, pai. Nem é tão amostra assim. A manga é cumprida. Falei protestando.

— E as pernas?! Perguntou com uma resposta.

— Ah... As pernas... Não tem nada de mais elas ficarem um pouco de fora de vez em quando... — Sussurrei — Não comente sobre isso com o Leo!

Meu pai maneou a cabeça como quem não concorda com isso, porém rindo.

— Mas para mim você vai emprestar. Disse a Amanda.

— Nem por cima do meu cadáver você sai de casa com essa roupa, Amanda. Disse meu pai.

— Nada a ver isso, pai. Eu não sou casada com você nem nada, eu sou jovem! Disse a Amanda chateada.

— Não, você é criança ainda, quem sabe sou eu o que você vai vestir ou deixar de vestir. Disse ele olhando fixamente para a TV.

— Chato... Murmurou a minha mãe revirando os olhos.

Alguém apertou a campainha e eu falei:

— Vou indo porque eu já sei que é o Leo, beijos família.

E fui até a porta.

— Vê se não volta muito tarde, filha. Essa cidade anda muito perigosa e não deixe o Leo beber. Exclamou a minha mãe.

— Ok. Falei chegando ao portão.

Assim que eu abri ele estava encostado na parede e quando me viu, abriu um sorriso de canto e disse:

— Você tá muito gata.

— Obrigada amor, você está... Dando para o gasto. Menti, até porque ele também estava muito gato com uma camisa branca de gola V, uma jaqueta preta de coro, com o cabelo bem arrumado e muito cheiroso.

Eu o abracei e ele me beijou. Eu fui parando o beijo com selinhos e dizendo:

— Você borrou o meu batom, caramba.

— Mesmo assim você continua linda. Disse ele me beijando ainda mais.

— Hm... Nós vamos nos atrasar para a festa. Falei o empurrando de leve.

— Tá bom. Disse ele se afastando de mim e indo até o carro.

Eu peguei o meu batom no bolso, fui até a porta do carona e a abri entrando. Assim que entrei, fechei a porta, peguei um espelho, limpei os borrões e retoquei o batom.

— Vou borrar de novo. Disse ele.

— Vai nada, eu não vou deixar, idiota. Respondi.

— Faz muito tempo que você não me chamava mais de idiota, eu já estava ficando com saudades. Disse ele rindo.

— Não seja por isso, idiota! Respondi querendo provoca-lo.

— Isso não quer dizer que eu queira que você me chame assim o tempo todo. Disse ele.

— Por que não, idiota? Perguntei rindo.

— Porque não, dá para parar? Perguntou ele começando a se irritar.

— Por que, idiota? Perguntei rindo ainda mais.

— Para, Nina. Se não eu vou começar a te chamar de nanica. Disse ele ficando realmente irritado.

— É mesmo idiota. Falei lentamente.

— É, nanica, irritadinha. Disse ele querendo me irritar.

— Quem está irritadinho aqui é você, idiota. Respondi ainda rindo.

— Caraca... Disse ele lentamente.

Eu fiquei rindo ainda mais e falei:

— Fica assim não, idiota.

— Porra Nina, para! Exclamou ele.

— Tá... Estressado, pode nem brincar... Respondi ficando chateada por ele ter xingado.

— Desculpa tá, mas já estava irritando de mais. Disse ele pegando em minha mão.

— Ah, me solta boca suja. Respondi tirando a minha mão da dele.

— Hm... Agora você está irritadinha... Disse ele fazendo voz de riso.

— Meus parabéns, seu idiota, você conseguiu. Respondi olhando para a janela.

Ele ficou me acariciando e dizendo:

— Fica assim não, amor. Eu não vou xingar mais, eu prometo, mas você tem que me prometer que não vai mais torrar o meu saco.

— Tá... Mas é divertido ver você estressado. Respondi rindo.

— Eu sei, mas eu não consigo controlar o que digo quando estou estressado, amor. Respondeu ele me olhando.

— Tá, mas presta mais atenção na estrada. Respondi.

— Está bem. Disse ele olhando mais para frente.

Depois de alguns segundos chegamos à casa do Arthur, descemos do carro e fomos abraçados até a sala, onde fizeram uma pista de dança improvisada. O pessoal parecia estar se divertindo bastante, a maioria do pessoal falava com a gente, como se já não tivesse nos visto mais cedo na escola. Assim que as minhas amigas me viram, me arrancaram dos braços do Leo, no começo ele ficava assustado com isso, mas com o tempo ele se acostumou com essas loucas. Elas me arrastaram até o meio da pista de dança para dançar com elas, coisa que eu nunca fui nada boa, dançar nunca foi o meu forte, eu sempre fui do tipo que vai para as festas para ficar num canto zoando, comendo e conversando, mas as minhas amigas não são bem assim. Então eu fiquei me balançando no meio delas e a Luana disse:

— Você não cansa de ficar grudada com o Leo para cima e para baixo não é?

— Não! — Respondi sorrindo — Eu sou apaixonada por aquele idiota, não tem como cansar de ficar perto dele.

— Hm... É amor... Ficaram falando e cantando as doidas das Bianca e a Thayane.

E eu? Nem liguei, até porque isso já era mais que normal vindo delas.

— A prima do Arthur convidou a vaca da Natasha. Disse a Bianca revirando os olhos.

— Por um acaso ela é dona da festa? Perguntei já não gostando nem um pouco disso.

— Não, mas o Arthur não sabe dizer não para ninguém. Respondeu ela.

— Ninguém merece... Gente, eu vou pegar alguma coisa para beber. Falei saindo de perto delas, mas o que eu ia fazer mesmo era ficar de olho para ver se a “minha querida irmãzinha” ia dar em cima do meu namorado.

Eu fui até a mesa onde tinha um pote enorme com ponche, peguei um copo e coloquei um pouco para mim, assim que bebi vi que tinha um pouco de álcool e eu nunca tinha bebido nada com álcool antes, eu nem liguei e fui bebendo procurar o Leo. Assim que cheguei à varanda, o encontrei com os amigos dele, eles pareciam estar se divertindo bastante, então fiquei olhando de longe e admirando o sorriso do Leo, toda a vez em que ele ria das idiotices que seus amigos diziam, ou que ele mesmo dizia. Senti alguém esbarrar fortemente em meu ombro e quando olhei, adivinhem quem era? Exatamente, a vaca da Natasha em pessoa.

— Olá Marina! Vejo que só foi convidada para essa party só porque você é a amiga da ficantezinha do Arthur, acertei? Disse ela com veneno escorrendo pelas laterais da boca.

— E você também só foi convidada porque a prima do Arthur é uma idiota que fica reverenciando você, até porque por ele você nem viria para essa “party”! Respondi a altura.

— Quem te disse isso? Perguntou ela.

— A “ficantezinha” dele. Ou você já se esqueceu de que ela é uma de minhas melhores amigas? Respondi com uma pergunta.

— Ah... Fiquei sabendo que você vai para Seattle, meus parabéns! Só acho que o Leo não iria gostar nada de saber disso. Disse ela me olhando com a maior cara de cobra que ela já pode fazer na vida.

— Eu não ia gostar de saber do quê, posso saber Natasha? Perguntou o Leo chegando.

Ai que raiva! Eu não queria contar para ele naquele momento, não daquele jeito, naquele lugar o que estava para acontecer, sendo que eu nem sei se iria mesmo acontecer. Droga! Eu queria matar a Natasha mais que tudo naquele momento.

— A sua namorada não te contou? Ela vai para Seattle, vai estudar lá ano que vem em uma das melhores universidades de lá. Disse ela me fuzilando com os olhos, até porque eu sei que ela estava morrendo de inveja, até porque as notas dela não eram tão boas como as minhas, por isso ela não conseguiu para lá.

— Que história é essa, Nina? Perguntou ele me olhando assustado.

— Ah... Eu... Eu nem sei se vou ainda, Leo. Respondi quase do mesmo jeito que ele falou comigo.

— Mas porque não me contou antes? Perguntou ele ficando chateado comigo.

— Porque eu fiquei sabendo disso hoje, caramba! Exclamei por estar ficando nervosa.

— Mas a gente conversou mais cedo, no seu quarto, eu te perguntei sobre o que aconteceu naquele almoço, caramba! Você me disse que não aconteceu nada. Disse ele se afastando de mim.

— Hm... Alguém vai ficar sem namoradinho. Disse a Natasha me provocando.

— Vai se ferrar! Exclamei para ela, indo atrás do Leo.

O Leo foi até o jardim da casa do Arthur e se sentou na grama, eu cheguei atrás dele e falei:

— Me desculpe amor. Eu não queria contar logo de cara aquilo e eu estava no meu direito, até porque você fez quase o mesmo comigo.

— Então essa era a sua oportunidade de se vingar de mim.

— Não viaja Leo. Eu fiquei com medo de sua reação ao saber disso, fiquei com medo de você não aprovar, não me apoiar... Eu fiquei com medo de te perder. Respondi sendo muito sincera.

Ele ficou em silêncio, se levantou virando-se para mim, pegou com as duas mãos no meu rosto, olhou no fundo dos meus olhos e disse:

— Você acha que eu seria um babaca de não deixar você ir por egoísmo? Que eu brigaria ou deixaria você, mesmo você tendo me apoiado a ir para a Europa? A seguir os meus sonhos... Nina, eu sei que esse é o seu sonho, assim como você me apoiou a fazer a minha escolha, ainda que eu não a tenha feito, eu também te apoio, se esse é o seu sonho, vai em frente.

— Você não está bravo comigo? Perguntei.

— Só um pouco. Disse ele com um sorriso de canto.

Eu sorri para ele e sussurrei:

— Eu te amo.

— Eu também te amo e muito. Disse ele me beijando em seguida.

E lá estávamos nós dois, enquanto toda a galera bebia, dançava e se divertia na festa, nós estávamos trocando carinhos um com outro naquela linda noite, com o céu, a lua e as estrelas nos assistindo naquele momento de reconciliação.

— Nina, sua louca! A gente estava te procurando na casa toda... Opa! Estou atrapalhando o momento “In Love” de vocês?! É claro que estou... Fui! Disse a Bianca parecendo ter ficado super sem graça.

Eu e Leo ficamos rindo dela, até porque foi engraçado e continuamos trocando carícias.

— Você consegue imaginar a sua vida sem isso? Sem a gente desse jeitinho, tão pertinho um do outro, sem as suas amigas loucas para chegarem desse jeito e nos fazer rir delas. Você tem certeza de que vai conseguir ficar tanto tempo longe de mim, de suas amigas e da sua família? Perguntou Leo me olhando nos olhos e acariciando o meu rosto.

— Na verdade, eu nem quero pensar nisso, amor. Eu quero aproveitar ao máximo os meses que nós teremos juntos, porque em janeiro eu acredito que vou embarcar para os Estados Unidos. Só de pensar em entrar num avião pela primeira vez, eu já sinto um friozinho na barriga de nervoso. Falei tentando descontrair aquela conversa.

— Está bem... Eu já andei duas vezes, na ida e volta da Europa e foi tranquilo. Tirando a hora da decolagem, as turbulências e a hora do pouso, é tranquilo. Disse ele sorrindo.

— Então quer dizer que o Leonardo Fontenelle ficou com medo no avião... É isso mesmo? Perguntei rindo e caçoando dele.

— Bom, não foi exatamente um medo, foi insegurança. Porque eu achava que o avião não tremia tanto quanto tremeu. Aí eu achei que tinha problemas nas asas e que a qualquer momento nós poderíamos cair. Disse ele tentando se explicar.

— Aham... Sei. Respondi tentando provoca-lo.

— Para, Nina. Você sabe muito bem que eu não tenho medo de nada. Disse ele tentando se mostrar “valente”.

— Tá bom, valentão. Respondi rindo dele e o enchendo de beijos na bochecha.

Depois disso, o Arthur nos chamou para entrar que estava na hora do “parabéns” e a Bianca fazia questão de cantar, coisa que ele não estava aprovando muito, até porque ele não queria parecer criança, mas ele topou, porque como eu já havia dito, ele não sabe dizer não para ninguém, principalmente para a Bianca, que era a quase namorada dele. Nós assim que nós entramos todos já estavam lá dentro, colocaram uma mesa com um bolo temático de futebol no centro da pista de dança improvisada que fizeram no centro da sala da casa dele. Apagaram as luzes e começaram a cantar um parabéns meio zoado, até porque todo mundo sabe como são os jovens, né? Adoram zoar com tudo, foi uma coisa bem louca e engraçada. Depois que o Arthur soprou as velas, os meninos do time da escola pegaram ele no colo e ficaram jogando ele para cima, cantando:

“O Arthur é um bom companheiro...”.

Depois de toda aquela zoeira, o bolo foi distribuído e o pessoal voltou a dançar e curtir a festa que foi até quase de manhã. Eu e o Leo não ficamos até o fim, mas ficamos um bom tempo, dançamos juntos, zoamos um pouco com os nossos amigos e logo fomos embora.

Assim que chegamos à frente de nossas casas, estávamos dentro do carro ainda, quando ele disse:

— Fica comigo esta noite.

— Vamos deixar para outro dia, amor? Minha mãe me pediu para não chegar tarde e olhe, já são 2h43. Ela vai me engolir viva. Respondi querendo ficar, mas com medo da minha mãe.

— Mas há essa hora ela já deve estar dormindo. Você não vai querer acordá-la há essa hora para ouvir belas broncas dela, não é mesmo? Perguntou ele tentando me fazer mudar de ideia.

— E onde é que vou dormir? Perguntei.

— Mi casa, tu casa. Disse ele apontando para a casa dele.

Eu ri do jeito que ele falou e topei dormir com ele. Até porque eu queria aproveitar ao máximo todos os momentos com ele.

Notas finais
E aí, o que acharam? Comentários são sempre bem-vindos, não precisam ficar tímidos, amo saber o que vocês acham da história e o que estão achando de cada capítulo. Beijoos e até o próximo capítulo :* *-----*