Caminhos Tortos

17 Capítulo 17 – Será que está tudo realmente certo?


Notas iniciais
Olá amores, tudo bem? :p Então, acho que estamos chegando nos capítulos mais "românticos" da Nina e do Leo rsrs Espero que gostem!! Beijos e boa leitura :*

Depois daquele dia, a Natasha ficou uns três dias sem ir para a escola, uns diziam que ela esteve internada, já o meu pai disse que ela estava com medo de passar por mais constrangimentos na escola. Nada a ver, se ela me fez ficar seminua e eu nem ligo de ir para a escola, porque logo ela, a garota mais popular da escola teria medo de encarar todo mundo... Entendi. Eu só posso dizer bem feito, não a mandei querer brincar comigo. Durante esses dias, nada de mais aconteceu, tudo foi normal e entediante como sempre deveria ser. Mas no dia em que ela resolveu ir para a escola, quase ninguém lembrava mais do que havia acontecido, até porque aquela droga de canal sempre tinha novidades, eles sempre tinham que zoar com alguém. Assim que ela entrou na sala, olhou diretamente para mim me encarando, e eu não abaixei a cabeça, encarei de volta. Ela se sentou e eu olhei para as minhas amigas rindo bastante com elas, só para irritá-la. Na hora do intervalo, eu estava saindo da sala quando passei por ela e parei de frente para ela dizendo:

— E aí maninha, melhorou?

— Você é tão falsa e tão idiota garota. Ainda acha que eu não sei que foi você quem trocou o meu remédio?! Disse ela mostrando saber de tudo.

— O quê?! Como você pode me acusar assim? Eu não tenho culpa se você se distraiu pegando um laxante, ao invés de um analgésico. Respondi me fazendo de vítima para provoca-la.

— Sua cobra! Eu te odeio! Bradou ela.

Eu comecei a rir e falei:

— Ai, ai... Essa foi boa, a própria querendo igualar-me a sua espécie. Orienta-te garota! Sabe, eu te avisei, então eu não sou tão má assim. E outra, foi só o troco e eu peguei leve tá?!

— Queria ver se fosse com você... Disse ela.

— Eu iria me divertir ao máximo. Porque você sabe que eu adoro ser motivo de piada, não é mesmo Natasha?! Respondi sendo irônica com um tom arrogante.

— Isso não vai ficar assim... Ameaçou ela.

— Se eu fosse você deixava tudo como está... Esqueça essa idiotice de querer tentar acabar comigo! Isso não deu certo e nem vai dar. Exclamei tentando fazê-la cair na real.

— Como você pode ter tanta certeza disso... Maninha? Perguntou ela com um olhar perverso e um tom sarcástico.

— Porque já vi isso se repetir demais. Respondi saindo de perto dela.

Assim que cheguei ao corredor, senti alguém me abraçando por trás e me assustei, mas quando vi era o Luan. Eu suspirei de alívio e falei:

— Nunca mais faça isso.

— Pode deixar me desculpe. Disse ele me dando um beijo no rosto e me conduzindo até ao refeitório.

Eu fiquei muito constrangida, até porque acho que muita gente da escola sabe que eu e o Leo estamos tendo um lance e, sei lá. Mas o Luan é meu amigo, então não tinha nada de mais andarmos abraçados... Era o que eu achava. Assim que chegamos ao refeitório muitos ficaram nos olhando estranho e eu fingi não ter percebido. Ficamos na fila conversando um bom tempo, ele me contou tudo sobre como foi suas férias, coisa que esse tempo todo não teve oportunidade de fazer, porque eu tinha as minhas coisas para fazer e ele também, o que eu estranhei, porque ele sempre arrumava um jeito de vir falar comigo.

— E aí, tem algo marcado para esse fim de semana? Perguntou ele pegando a bandeja dele.

— Bom... Até agora não. Respondi pegando uma caixinha de suco.

— Hum... Quer ir ao cinema comigo? Perguntou ele me olhando e esperando um “sim”.

— Ai... Eu não sei... É que, às vezes os meus pais cismam de arrumar um programa em família em cima da hora, eles tem mania disso, aí eu não sei. Menti com uma desculpa bem esfarrapada.

— Ah, tudo bem, mas caso eles não arrumem nada me liga que eu passo lá em sua casa e nós saímos. Ok? Perguntou ele.

Eu não queria, mas eu assenti com medo de magoá-lo.

— Você vai comer com as suas amigas não é? Perguntou ele já sabendo a resposta.

— Sim... Vou. Respondi pegando uma maçã.

— Está bem... Então a gente se vê por aí. Disse ele indo até a mesa dos amigos dele.

— Tá. Respondi o vendo ir e me sentindo mal novamente.

Assim que cheguei à mesa onde minhas amigas estavam, elas repararam logo de cara que eu não estava nada bem.

— O que foi agora? Leo ou Luan? Perguntou a Bianca.

— Hã? Como assim gente? Perguntei.

— Nós vimos você com ele... O que ele disse? Perguntou a Thayane.

— Ele... Me chamou para sair nesse fim de semana. Respondi abaixando a cabeça.

— E você aceitou? Perguntou a Luana.

— Não exatamente... Eu dei uma desculpa para ele. Respondi remexendo na comida, sem fome alguma.

— Como assim? Perguntou a Bianca.

— Eu falei que meus pais sempre inventam um programa em família nos fins de semana em cima da hora. Respondi.

— Isso quer dizer que você deu um quase sim para ele? Por que amiga você já tem 17 anos e esse lance de todos os fins de semana com a família não cola muito. Disse a Bianca com toda a razão.

Luana e Thayane concordaram com ela... Na verdade, até eu concordei. Como eu fui burra!

— Beleza, mas e o Leo? Perguntou a Thay.

— Eu não sei. Desde aquele dia ele não foi mais à minha casa e a gente só conversa às vezes. Respondi com um tom triste, até porque mesmo tendo ele por perto, eu sentia a falta dele.

— Ele vai ficar revoltado quando souber que você vai sair com o Luan. Disse a Luana.

— Eu sei... É isso o que me preocupa — Respondi — E agora, o que faço?

— Eu não sei amiga. Disseram as três juntas.

— Você vai ter que resolver isso — Disse a Thayane baixando a voz olhando para trás de mim e sussurrando — Vamos mudar de assunto porque alguém está vindo aqui falar com você.

— Hã? Perguntei olhando para trás e vi o Leo vindo e sorrindo para mim.

— E aí Nanica? Disse o Leo ainda sorrindo para mim.

— Leo... Respondi tentando forçar um sorriso, estando com muito medo de tudo dar errado.

— E aí, tá sabendo da festa na casa do Bruno, vai ser no domingo que vem, quer ir comigo? Perguntou ele me olhando e esperando um sim.

Eu não sabia o que responder, eu olhei para as minhas amigas como quem diz: “socorro” e ele disse:

— Ah é... Talvez os seus pais não deixem por que...

— Eu vou ver, está bem? Só me dê um tempo. Respondi o cortando muito nervosa.

Ele estranhou um pouco o meu tom e o meu jeito, até porque mesmo odiando isso em mim, eu sou muito transparente.

— Está bem. A gente se ver por aí. Disse ele indo embora.

— A gente se ver... Sussurrei com um olhar triste.

Olhei para as minhas amigas e abaixei a cabeça. A Thay me abraçou dizendo:

— Eu sei... Eu sei. Amiga, eu odeio ter que dizer isso, mas resolva logo isso, antes que seja tarde demais.

— Como? Perguntei me sentindo sem rumo.

— Eu... Eu não sei. Olha, esfria a cabeça, tenta se acalmar e pense bem. Disse ela me soltando.

— Está bem, eu vou tentar. Respondi abrindo um sorrisinho.

— É isso aí amiga! Disse a Bianca sorrindo para mim.

— Estamos com você, seja qual for a sua decisão Nina. Disse a Luana.

— Awn! Abraço em grupo. Pedi as chamando com as mãos.

E nos abraçamos juntas.

Horas depois eu estava em casa, no meu quarto pensando em como eu ia resolver isso, porque é um caso muito complicado, mas eu tinha fé que iria conseguir.

— Nina, o Leo quer falar com você. Exclamou a minha mãe do pé da escada.

Droga! Por que ele sempre tem que me procurar nas horas erradas? Ou melhor, quase sempre?

— Eu preciso ir agora? Perguntei sem vontade alguma de descer.

— É claro. Ele quer falar algo sério com você, ou melhor, com a gente. Disse a minha mãe diminuindo o tom.

Ai caramba! O que ele quer dessa vez? Levantei-me da cama, me olhei no espelho e vi que eu estava um caco. Toda descabelada, com uma roupa nada a ver e sem make nenhuma. Corri até o banheiro e tentei dar um jeito no meu “trágico” estado. Tomei um banho ligeiro, penteei o cabelo o prendendo de lado, passei um pouco de pó de arroz e um batom bem discreto, para parecer natural. Fui até o meu guarda roupas, peguei uma jardineira e um top tomara que caia branco, calcei um chinelo, fui até a porta, respirei fundo e desci tentando parecer tranquila. Assim que cheguei à sala, todos olharam para mim e minha mãe disse:

— Nossa! Achei que fosse casar.

— Acho que não é bem isso... Não ainda. Disse o Leo me olhando parecendo estar um pouco nervoso, sentado ao lado do meu pai no sofá.

— Como assim? Não estou entendendo nada. Falei indo até a sala e sentando numa poltrona.

— Bom senhor e senhora Mendes, eu vou ser bem direto... Eu vim até aqui para pedir a filha de vocês em namoro... Disse o Leo estalando os dedos de nervoso.

— Não seja por isso, meu filho. Peça! Disse o meu pai gostando de ver o Leo nervoso, pois o sonho da vida dele era esse momento, pois ele poderia decidir o que seria de minha vida, se eu poderia ou não namorar o Leo, ou qualquer outro garoto. Bom... Eu acho.

Eu fiquei em estado de choque ao ouvir tudo aquilo e sem reação. Os meus olhos estavam tão regalados que eu achei que iriam sair do lugar, o meu coração parecia que ia pular para fora do meu peito, minhas mãos suavam demais e eu ainda estava trêmula. O Leo se levantou vindo até mim, se agachou na minha frente, pegando em uma das minhas mãos e dizendo:

— Nina, você quer namorar comigo?

Eu não sabia se ria ou chorava... Se eu ficava ou corria, se o beijava ou dava-lhe uma bofetada no rosto, se aceitava ou negava, mas eu não podia negar aquele pedido, pois era o pedido que eu esperei por toda a minha vida, eu não podia recusar-me a viver o sonho que mais sonhei, eu o amava mais que tudo o que eu podia imaginar, ele era tudo o que eu mais queria, mas a vida resolveu me pregar uma peça, justamente agora. Que saco!

— Nina... Você aceita ou não? Perguntou ele estranhando a minha demora em responder.

— Ah... É... Desculpe-me. Eu... Eu aceito. Respondi com o coração, sem pensar ou calcular a besteira que eu poderia estar fazendo, pois aquele não era o melhor momento para aceitar a aquele pedido. Droga!

Ele sorriu para mim me olhando de um jeito que eu fiquei super balançada, pois eu via o brilho em seus olhos ao me olhar, o sorriso dele era o mais perfeito que eu já vi na minha vida. Eu sorri para ele, imaginando que os meus olhos poderiam estar do mesmo jeito que os dele, ou até mais, porque aquilo era uma realização minha. Ele foi se aproximando de mim para nos beijarmos, quando o meu pai pigarreou. Nós nos afastamos olhando para ele e ele disse:

— Bom, agora falta a minha e a opinião da mãe dela... Se nós aprovamos ou não este namoro de vocês...

— Ah é, eu tinha me esquecido, foi mal... Os senhores me deixam namorar a filha de vocês? Perguntou o Leo com cara de medo.

— Por mim, tudo bem... Desde que não me chame de senhora outra vez. Disse a minha mãe brincando com ele.

O Leo sorriu para mim e o meu pai disse:

— Já que a Laura aprovou, por que eu iria recusar-me a aceitar o namoro de vocês dois, não é mesmo?

Após o meu pai dizer isso, o Leo me deu um selinho, pois estávamos na frente dos meus pais e não pegaria bem assim, logo de cara dar-nos um maior beijão, não é mesmo?

— Agora irei assistir ao jogo. Disse o meu pai ligando a TV.

Nós paramos de nos beijar, eu me levantei o pegando pela mão e dizendo:

— Vem, vamos ao meu quarto.

Ele veio comigo e o meu pai disse:

— Ei! Juízo vocês dois em.

— Pode deixar sogrão. Brincou o Leo.

Eu revirei os olhos e subi correndo as escadas de mãos dadas com ele. Assim que chegamos ao meu quarto, encostei a porta e ele sentou-se em minha cama.

— Bom, acho que somos oficialmente namorados... Quem diria em. Disse ele rindo.

— É mesmo, quem diria que eu veria algo em você um dia. Respondi rindo.

Eu fiquei parada de pé próxima à porta e ele ficou me olhando sem dizer nada.

— O que foi? Perguntei estranhando.

— Nada, só estou admirando a minha linda namorada. Disse ele sorrindo para mim e vindo em minha direção.

Eu fiquei sem saber o que dizer, apenas rindo um pouco de nervoso, pois era uma novidade para mim isso e... Está bem, eu agi como uma idiota, eu confesso. Ele parou de frente para mim, pegou em meu rosto olhando em meus olhos, eu senti o meu coração acelerar, minhas mãos suar e minhas pernas ficarem bambas. Ele foi se aproximando para me beijar meio que sorrindo e ficando sério, como se estivesse tão nervoso quanto eu, não sei por que, até porque agora sim estamos certos... Coisa estranha. Ele estava cada vez mais tão próximo que eu conseguia ouvir e sentir sua respiração, e enfim, nos beijamos de um jeito tão delicado e calmo, foi perfeito. Eu pus uma de minhas mãos no ombro dele, e encaixei a outra mão em uma das dele. Foi uma das melhores sensações da minha vida aquele momento, eu não queria que ele acabasse, pois parecia um sonho, para mim, e daqueles que a gente não quer acordar nunca.

— Nina, a minha mãe di... Ops! Disse a Amanda nos interrompendo encostada na porta.

— Ops? Perguntei meio chateada com ela.

— Foi mal mana, é que eu não tinha visto que vocês estavam... Assim. Disse ela meio vermelha de tão sem graça.

— Tá bom. O que a minha mãe quer? Perguntei abraçada com o Leo.

— Ah, nada de mais, eu vou indo. Disse ela fechando a porta e saindo de fininho.

O Leo riu e disse:

— Então quer dizer que ficou chateada de sua irmã interromper o beijo que um idiota estava dando em você?!

— Ah, vai se catar. Falei dando uma tapa no peitoral dele e o afastando de mim.

— O que foi que eu fiz agora? Perguntou ele não me entendendo.

— Nada Leo... Você não fez nada. Falei indo até a sacada do meu quarto.

Ele foi atrás de mim e me abraçou por trás, dizendo:

— Não faz assim comigo, Nanica. Você sabe que eu só estava brincando com você ­— Ele me deu um beijo no ombro e sussurrou ao pé do meu ouvido — Eu te amo.

Eu sorri fechando os olhos e peguei nas mãos dele. Ele me girou, fazendo-me ficar de frente para ele, encostou-me ao murinho da sacada, pôs as mãos sobre o murinho e me beijou novamente. Eu peguei com as duas mãos na nuca dele e puxei o cabelo dele de leve, ele pegou em minhas pernas me colocando sentada no murinho, eu cruzei minhas pernas em sua cintura e ele pegou em meu rosto. Ficamos assim por um tempo, ficamos brincando um com os lábios do outro, mordendo de leve e dando selinhos até pararmos o beijo. Ficamos parados, um de frente para o outro, com as nossas testas encostadas uma na outra e sorrindo um para o outro de olhos fechados, como dois bobos.

— Estar apaixonado nos faz parecer idiotas. Disse ele ainda sorrindo.

— Você não está parecendo, você é idiota. Falei rindo.

— Ah é, eu tinha me esquecido disso. Mudando de assunto, e aí, já sabe se vai ou não na festa do Bruno? Agora nós podemos ir juntos. Disse ele me dando beijos no rosto.

— Ai Leo... Eu não sei. Quem vai estar lá? Perguntei sem vontade alguma de ir.

— Ah, toda a galera da escola. Vamos? Pediu ele me olhando com carinha de cachorrinho pidão.

— Todo mundo mesmo? Perguntei só para ter certeza de que a minha “querida irmã” também estaria lá.

— É, todo mundo. Talvez até o zelador da escola. Caçoou ele rindo.

— Idiota! — Murmurei com cara de tédio — Então eu não vou, nem você.

— O quê? Como assim? Perguntou ele com cara de assustado.

— É isso aí Leo, nós não vamos. Conclui.

— Tá bom Nina... Por que isso agora? Perguntou ele não conseguindo me entender.

— Simples “todo mundo” da escola estará lá, inclusive a Natasha e eu não quero estar com você num mesmo ambiente que ela. Expliquei.

— Qual é o problema? Perguntou ele, dessa vez ele estava se fazendo de idiota.

— Qual é o problema?! Será que você não entendeu que a vaca da minha irmã vai estar lá?! Eu não quero acabar com a festa do seu amigo arrumando confusão com ela, entendeu agora? Falei tentando deixar tudo bem claro.

— Simples! Só você não arrumar confusão com ela. Disse ele achando que seria a coisa mais fácil do mundo, só que não, não seria.

— Você perdeu o juízo, a memória ou o quê? É impossível nós duas estarmos em um mesmo lugar sem brigarmos... Desculpe-me Leo, não dar para eu ir. Falei sendo extremamente sincera.

Ele ficou meio chateado com a minha resposta, me soltou e saiu de perto de mim, eu quase caí dali e gritei. Ele olhou assustado para mim e me segurou a tempo.

— Nunca mais faça isso! Falei dando uma tapa forte no braço dele.

— Me desculpe Nina, eu não sabia que isso ia acontecer, foi mal mesmo. Disse ele me abraçando ainda assustado.

— Foi mal não, foi péssimo! Mas está bem, desta vez eu te desculpo. Mas me tire daqui, por favor. Falei me segurando nele.

Ele riu e me pegou no colo, me levando para o meu quarto. Chegando lá, ele ficou girando comigo em seus braços e rindo. Eu fiquei gritando, rindo e pedindo para ele parar, mas ele não me deu atenção.

— Por favor, me põe no chão. Pedi o abraçando fortemente, com medo de ele me deixar cair.

— É claro que não, agora que você está me abraçando, você acha mesmo que eu vou te fazer me soltar. Disse ele me olhando.

— Com coisa que precisa fazer isso para que eu te abrace. Falei fazendo cara de tédio.

— Não precisa? Perguntou ele parando rapidamente de girar.

— Não! Exclamei.

Ele me colocou no chão e ficou me olhando.

— O que foi? Perguntei não entendendo por que ele me olhava tanto sem fazer nada.

— Estou esperando. Respondeu ele.

— Esperando o quê? Perguntei.

— O seu abraço ué. Disse ele abrindo os braços para mim.

Eu comecei a rir e ele não entendeu nada, eu acho.

— O que foi dessa vez? Perguntou ele.

— Eu estou rindo porque você acreditou que eu realmente iria te abraçar. Falei ainda rindo bastante.

— Então você me enganou. Disse ele vindo até mim e me enchendo de cócegas na barriga.

Eu fiquei rindo de nervoso, até porque ele não sabia fazer cócegas e doía um pouco.

— Para! Por favor! Você está me machucando. Falei tendo uma crise de risos.

— Estranho... Quem se machuca chora e não ri. Disse ele continuando.

— Para! É sério Leo. Se não parar eu vou gritar. Falei o ameaçando.

— Não seja por isso, grite! Disse ele me desafiando.

Quando eu abri a boca para gritar bem alto, ele tapou e me girou, fazendo-me ficar frente a frente com ele e me puxou para si. Nós dois ficamos olhando um nos olhos do outro e depois para os lábios, até que nos beijamos novamente, mas dessa vez com muito mais vontade. Eu peguei na nuca dele e fiquei deslizando minhas mãos sobre ela e bagunçando o seu cabelo, mas ele nem ligava. O meu celular começou a tocar e nós paramos o beijo.

— Ah, qual é? Disse o Leo indignado por todo mundo só querer falar comigo quando estamos nos beijando.

— Ei, relaxa tá. Falei com as mãos no rosto dele e dando um selinho nele.

Eu fui até a minha cama pegá-lo, quando vi quem era o meu semblante mudou de feliz e apaixonada, para preocupada e assustada.

— Quem é Nina? Não vai atender? Perguntou o Leo percebendo a minha mudança de humor.

— Ah... Claro — Respondi meio lerda atendendo a aquela ligação — Alô?!

— Oi Nina, e aí, vamos mesmo amanhã? Perguntou o Luan no telefone.

— Ah... É... Então, não vai dar, eu sinto muito. Ligue-me depois, tá bom? Falei desligando o telefone na cara do menino.

O meu nervosismo estava literalmente visível, qualquer pessoa notaria que eu escondia algo, droga!

— Nina você não vai me responder? Perguntou o Leo me olhando seriamente.

— Responder o quê? Perguntei estando definitivamente lerda.

— Quem era? Perguntou ele novamente.

— Ah Leo... Era a Raissa e... Ela estava me chamando para... Ir para um show amanhã da banda favorita dela. Menti descaradamente.

— Eu achei que a Raissa não gostasse de bandas e... Não fosse a sua amiga. Disse o Leo estranhando tudo o que eu disse.

Droga! Por que ele tem que saber de tudo?

— Não... Não é essa Raissa que você conhece, é a minha prima... Filha da minha tia, irmã da minha mãe. Menti novamente, até porque eu não tinha nenhuma prima com esse nome.

— Ah tá. E por que não vai dar para você sair com a sua prima? Perguntou ele.

— Ah... Porque eu achei que você quisesse sair comigo... Como namorados dessa vez... Respondi.

Nossa, a minha mentira estava indo longe demais.

— Poxa, eu não sabia que você queria sair comigo amanhã... Eu tinha marcado uma pelada com os garotos lá da escola... Mas se você quiser eu desmarco, até porque toda a semana eu jogo com eles e vai ser a primeira vez que saio contigo, não é mesmo? Disse ele.

— Tem certeza, amor? Quer dizer... Desculpa Leo. Falei toda sem graça.

— Ei, você pode me chamar assim... Até porque somos namorados, não é mesmo? — Disse ele rindo de mim — Você fica linda assim, toda vermelha de vergonha.

Eu olhei para o lado e fiquei rindo.

— Então é isso, vamos sair amanhã... O que você acha de irmos ao Paintball? Disse ele todo animado.

— Ah, tudo bem. Respondi com um sorrisinho amarelo.

— Está feito — Disse ele vindo até mim e me dando um selinho — Eu vou indo porque já está tarde e eu tenho que desmarcar o futebol com a galera. Tchau... Amor.

E ele foi embora rindo disso.

— Tchau Leo. Respondi rindo.

— Não vai mais me chamar de amor? Perguntou ele rindo.

— Não! Tchau Leo. Respondi fazendo manha.

Assim que ele foi embora, fui até a minha cama, peguei a minha almofada e fiquei abraçada com ela pensando no que eu poderia fazer, ou melhor, o que eu iria dizer para o Luan sem que ele se sentisse magoado comigo.

Notas finais
E aí, o que acharam? Que tal deixar aquele lindo comentário? Beijitos com doritos e até o próximo capítulo :* *---*