Caminhos Tortos

8 Capítulo 8 - Quer namorar comigo?


Um ano depois da minha festa de 15 anos, o Luan realmente mudou comigo, ele passou a ser mais carinhoso e atencioso, não dava mais tanta atenção para as minhas outras amigas, ou outras meninas da escola, mas eu não queria nada com ele além de amizade e não queria magoá-lo, porque apesar de acha-lo muito bonito eu tinha um sentimento muito forte de amizade por ele e não queria que esse sentimento acabasse. O Leo continua sendo o mesmo, mas depois do dia do meu aniversário ele se afastou um pouco mais de mim, não sei por que, mas tudo bem. Ele teve que viajar nos intercolegiais da escola e há três meses está estudando a distância. Quem não gostou nada disso foi a Natasha que ficou sozinha durante todo esse tempo e isso tudo aconteceu durante um ano.

Eu estava conversando com a Bianca no corredor indo para a sala e o Luan chegou por trás de mim me abraçando por trás, dando-me um beijo no rosto e dizendo:

— Bom dia, Nina... E bom dia Bianca.

— Bom dia. Respondemos.

Eu estava meio sem graça e ele me soltou e disse:

— A gente se vê no intervalo.

— Tá. Respondi.

— Até mais então. Disse a Bianca acenando para ele.

Assim que ele foi embora a Bianca disse:

— O que foi Nina?

— O que foi o quê? Perguntei.

— Por que você está assim? Na defensiva com o menino esse tempo todo? Perguntou ela.

— Simples... Eu não estou afim dele e não quero machuca-lo. Respondi entrando na sala.

— Dar uma chance para ele. Ele é bonito, simpático, carinhoso... Disse ela tentando me convencer de ao menos ficar com ele.

— Ah... Eu não sei. Respondi.

— Você é quem sabe. Disse ela sentando no lugar dela.

— Sabe do quê? Perguntou a Thayane.

— Ela não quer ficar com o Luan. Disse a Bianca.

— Novidade. Caçoou a Luana.

— Se fosse eu, ficaria. Disse a Bianca.

— Então fique. Respondi abrindo o meu caderno.

— Eu não, ele está afim de você e não de mim e eu estou ficando com o Arthur. Disse a Bianca ficando toda sorridente.

— Hum... Está gamadinha. Caçoou a Thayane.

— Olhe quem fala a fã nº 1 do Thiago. Disse a Bianca rindo em seguida.

— Agora só falta vocês me dizerem que a Luana e o Bruno estão ficando e eu não sei. Falei mostrando está por fora dos assuntos de minhas próprias amigas.

— Na verdade, a gente tá namorando. Disse a Luana meio sem graça.

— Legal... Por que vocês esconderam tudo isso de mim? Perguntei muito chateada.

— Porque você está sozinha e a gente ficou com medo de você se sentir mal por todas nós estarmos namorando e você não... Disse a Bianca.

— Ah... Eu não ligo de estar solteira não. Respondi.

— Mas se quisesse não estaria. Disse a Luana.

— Vamos esquecer esse assunto. Falei já estando sem paciência com aquilo.

— Que tal encerrarem esse assunto e prestarem atenção na aula? Sugeriu a professora de biologia.

— Claro! Obrigada professora. Falei me sentindo aliviada.

A aula seguiu normalmente, o tempo passou e fomos para o intervalo. Quando sai da sala, não sei o que deu em mim que fui até o pátio para dar a volta e vi de longe a Natasha com um garoto do terceiro ano, cheia de papo e abraços, o que foi estranho porque nunca a vi com outros garotos sem ser com o Leo. Eu fui um pouco mais para perto deles, me escondi atrás de uma árvore e ouvi-o dizer:

— Por que você não termina logo com ele? Vocês já estão juntos há um tempão.

— Eu não posso anjo. Ele ainda me ama muito e eu preciso pelo menos esperar ele chegar para conversar com ele. Disse ela o abraçando de novo.

— Mas acho que não tem problema a gente ficar não, você já vai terminar com ele mesmo. Disse ele a abraçando e ficando cara a cara com ela.

— Não! Deixe-me terminar primeiro, depois a gente dar um jeito, está bem? Eu tenho que zelar pela minha imagem, certo? Não sou de ficar de agarramentos pelos cantos da escola com outros garotos, nem com o meu namorado faço isso. Disse ela o empurrando.

— Isso porque ele não tem atitude. Disse ele acariciando o rosto dela.

— Não, é porque ele me respeita, e respeita até demais, já estou enjoada disso. Disse ela revirando os olhos.

— Marina. Sussurrou o Luan me dando um susto.

— Não faça mais isso comigo garoto. Respondi me virando e dando várias tapas no braço dele.

— Tá, foi mal... O que faz aqui? Perguntou ele.

— Ah... Eu estava passando e resolvi parar aqui sabe... Para respirar um pouco. Respondi olhando para outro lado.

— Ah... Vamos almoçar. Disse ele pegando na minha mão.

— Tá... Vamos. Respondi sem vontade de ir.

E fomos até o refeitório. Assim que chegamos lá todos estavam estranhos, sei lá, parecia que todos estavam esperando algo acontecer.

— Luan, você sabe de alguma coisa que eu não sei? Perguntei totalmente desconfiada.

— Bom... Na verdade sei. Disse ele me olhando com um olhar diferente e sorrindo.

— O que é então? Está me assustando. Respondi rindo meio sem graça.

— Tá. — Ele se ajoelhou e disse — Você quer namorar comigo?

— O quê?! Luan, você ficou louco menino? Exclamei rindo de nervoso e não acreditando que ele tinha feito isso mesmo.

— Louco por quê? Perguntou ele já mudando de semblante.

— É que... Nós somos amigos e... Isso está estranho. Respondi meio sem jeito.

Ele ficou com os olhos cheios de lágrimas meio que se sentindo humilhado e eu não sabia o que fazer para que ele não ficasse mal na frente de todos da escola. Ele se levantou e disse:

— Tá... Beleza então.

E foi embora parecendo não, estando muito chateado comigo. Eu não podia deixa-lo ir embora assim, mal comigo e tendo passado vergonha na frente de todo mundo e não fazer nada para tentar mudar isso. Eu corri atrás dele e exclamei:

— Ei! Luan... Espera!

Ele parou e olhou para trás seriamente para mim. Eu não pensei em mais nada, corri até ele e roubei-lhe um beijo. Todos ficaram vibrando com isso, principalmente minhas amigas. Assim que paramos o beijo eu sussurrei:

— Vamos esperar um pouco e ver no que dá depois, mas, por favor, vamos continuar amigos, tá? Eu não podia deixar você mal na frente de toda a escola.

— Tá. Disse ele me abraçando forte de um jeito como se quisesse cuidar de mim.

Depois deste dia nós agimos como se nada tivesse acontecido e continuamos sendo como sempre fomos, melhores amigos.