Notas iniciais
Enfim, demorei mas cheguei ^^ Obrigada Vic Rocha por favoritar a fic ^^ Boa leitura.

Sesshoumaru continuava a andar na direção da cabana, eu ia caminhando ao seu lado, sem estar prestando muita atenção no caminho, meus pensamentos ainda estavam em minha confusão. Eu realmente me senti confusa em relação à Sesshoumaru, mas pelo simples fato dele não me dar certeza de nada, muito menos segurança em nossa relação. Eu não tinha certeza dos sentimentos dele por mim, mesmo que durante o sexo eu sentisse que ele me amava e se importava comigo, era somente nesse momento que eu sentia... Eu não sabia especificar o depois... Ainda mais que ele não falava nada sobre nós.

Ele estava andando um pouco a minha frente, uns oito passos de distância, talvez me dando liberdade para pensar sobre o que conversamos, ou somente, se dando espaço. Afinal ele havia dito que me ama, mesmo sem dizer “eu te amo” diretamente, e acho que isso é algo complicado para ele... Algo que ele não sabe ao certo como lidar. A cabana já era visível, e mesmo que parecesse errado eu estar aqui eu não ligava. Afinal Sesshoumaru a maneira dele me mostrou que se importa comigo, e mais ainda, com o nós. Nossa relação, nossos sentimentos, nosso amor... A floresta estava escura, era um ponto ou outro que a luz da lua conseguia iluminar, mas não importava. Eu já estava acostumada com isso.

A porta da cabana estava aberta, assim como a janela. Aquilo me surpreendeu, porque ninguém era visto por aqui, e eu me lembrava perfeitamente que dá última vez que passei por aqui, com Rin, ela estava fechada — Parece que alguém veio aqui — eu disse olhando para Sesshoumaru que havia parado de caminhar, olhando para a cabana, parecia analisa-la.

— Ela está vazia — ele disse voltando a caminhar, a pessoa já havia ido embora então, talvez fosse um andarilho. Sesshoumaru entrou na frente parecendo querer ter certeza de que ela estava mesmo vazia. Eu entrei nela logo atrás, e fechei a porta. Mesmo estando escuro eu conseguia enxergar perfeitamente.

Eu joguei minhas coisas no chão da cozinha, fazendo um barulho alto com o movimento, mas nem liguei. A mochila vermelha, a aljava com o arco, e Joyeuse, estava tudo ali. Dirigi-me na direção do quarto, e Sesshoumaru terminava de arrumar aquela cama improvisada que ele havia feito quando foi ferido por Kurama.

— A pessoa mexeu aí? — eu perguntei, o fazendo me olhar. Sesshoumaru assentiu e voltou a sua arrumação. A janela já estava fechada, e aposto que trancada, mas não é como se alguém fosse aparecer ali. Eu me sentei ao lado da porta, no quarto estava um pouco mais iluminado, a luz da lua deixava as coisas visíveis para qualquer pessoa. Parecia que algumas árvores a frente da cabana haviam sido derrubadas, talvez de manhã ficasse mais evidente.

Pela primeira vez fitei Sesshoumaru, observando as roupas que ele usava. Era aquela roupa que eu havia comprado para ele quando foi atacado por Kurama, ele combinava perfeitamente com sua estola, me senti feliz em escolhê-lo. O kimono azul, que destacava ainda mais sua pele pálida, e o deixava ainda mais bonito aos meus olhos. Ele estava terminando de arrumar aquele amontoado de panos velhos, me fazia lembrar da cama improvisada de Kouga montou uma vez, com galhos e folhas. Eu me levantei e me aproximei de Sesshoumaru a passos lentos, o mesmo sentiu minha aproximação, mas não fez nada continuou em sua tarefa, eu parei atrás dele o abraçando pelas costas, o que o fez parar.

O mesmo pareceu surpreso, mas não fez nada para me impedir. Eu coloquei uma das mãos em seu peito fazendo uma leve caricia no local, e apoiei a cabeça em suas costas, escutando o ritmo calmo de seu coração. Ainda não conseguia acreditar em como o cabelo dele era gostoso de se tocar, assim como sua pele. E eu gosto de tocá-lo, de senti-lo... — Sesshoumaru... — eu disse ainda o acariciando levemente com as pontas dos dedos. Eu estava o querendo, eu queria que ele me dissesse o “eu te amo” da maneira dele, da forma que ele me faz sentir, por mim não me importava de ter continuado onde estávamos, mas alguém poderia aparecer e interromper nosso momento. Eu precisava dele... Eu me afastei de Sesshoumaru, e me movi, ficando de frente para ele.

Sesshoumaru me olhava, aquele olhar de olhos quase fechados, quando olhava para mim – por ser mais baixa que ele. Eu fiquei na ponta dos pés e o dei um selinho, envolvendo seu pescoço num abraço estranho, eu me sentia minúscula ao lado dele. Ele envolveu minha cintura com ambas as mãos, me puxando para cima, por eu estar de saia consegui envolver sua cintura com minhas pernas facilmente. Agora sim, ficava mais fácil beijá-lo! Eu o abracei melhor e com a mão direita acariciava a orelha esquerda dele levemente, sem um ritmo definido, Sesshoumaru levou ambas as mãos na direção do meu bumbum e apertou ali, me puxando mais para ele.

O beijo estava ficando cada vez mais quente, deixando cada vez mais claro que um queria o outro. Eu mordi o lábio inferior dele, e o puxei, olhando nos olhos dele, sem desviar, nem deixando a vergonha me impedir. Eu queria que Sesshoumaru soubesse que eu também posso fazê-lo se sentir bem, que eu também o desejava da mesma forma e o queria... Muito. Parece que eu estava conseguindo mostrar isso, o aperto que eu recebi foi mais forte que o anterior. A ereção dele roçava em minha intimidade, e eu estava ficando com cada vez mais vontade.

Contudo, desta vez eu iria tomar a iniciativa. Forcei minhas pernas, Sesshoumaru não me soltou, ele parou de me beijar e me olhou inquisitivo. Eu dei um sorriso sem graça — Eu vou fazer tudo dessa vez — eu disse envergonhada, mas não parava de olhar pra ele. Forcei minhas pernas de novo e ele as soltou dessa vez, eu me afastei um pouco dele e o mesmo não parava de me olhar — Ei, não fique me olhando assim! É vergonhoso! — eu disse olhando para baixo, envergonhada demais... Eu me aproximei do nó do kimono dele e comecei a desfazê-lo, não olhei mais para o rosto dele e sentia o meu pegando fogo, logo a parte de cima das vestes dele estava no chão.

Eu estava me sentindo um pouco perdida, e ainda me sentia inexperiente nisso. Sesshoumaru atraiu minha atenção quando se movimentou, seguindo na direção da cama improvisada, ele se sentou calmamente, e se pôs a esperar. — Sabe que isso não me deixa menos tranquila, certo? — eu perguntei me aproximando dele que deu de ombros. Eu sorri envergonhada e me sentei sobre as pernas dele. Eu o olhei, os ambares me encaravam como se me mandassem continuar, revirei os olhos. O beijei, somente selinhos e fui descendo na direção de seu queixo, dando uma leve mordida ali e depois para o pescoço. Sesshoumaru somente mexia a cabeça me dando mais acesso para o que eu quisesse fazer, eu passei as mãos pelo peito dele.

Acariciei a extensão de seu tronco, brincando com seus mamilos. Sesshoumaru me acariciou nas costas e eu passei a beijar o peito dele, descendo por sua extensão lentamente. Eu cheguei até sua calça, e com a ajuda dele a retirei, deixando sua ereção livre e ele completamente sem roupa. Como sempre eu me senti envergonhada, mas nada me impediria dessa vez, eu quero que seja tão bom para ele quanto é para mim. Eu o toquei com um pouco de receio e vergonha, não era a primeira vez, mas ainda assim era muito vergonhoso!

Quando o toquei Sesshoumaru fechou os olhos e se apoiou na parede, eu comecei a movimentar minha mão para cima e para baixo, o masturbando devagar, com certo medo. Sesshoumaru colocou sua mão sobre a minha, mostrando como ele preferia e como eu podia fazer, acabei ficando mais confiante e passei a fazer sozinha. Com a outra mão, timidamente toquei sua bolas as acariciando, sem interromper o movimento da outra mão. Queria fazer com Sesshoumaru o mesmo que ele fazia comigo, se sentir bem.

Eu tive uma ideia do que eu poderia fazer, mas não sabia se era algo comum... Lembro-me que na época da escola uma de minhas colegas tinha namorado e ela contava como era, e o que ela fazia... Tomada desse pensamento me aproximei da ereção de Sesshoumaru e a envolvi com minha boca, acho que isso o surpreendeu porque ele acabou deixando um rosnado baixo escapar, me assustando por ter sido pega de surpresa. Aquilo me deixou bem motivada e comecei a movimentar minha cabeça e minhas mãos, num ritmo incerto entre lento e rápido. Senti quando sua mão segurou em minha cabeça, me ajudando nos movimentos, como ele gostava.

Estar assim, me dava uma confiança e uma certeza de que eu também poderia fazê-lo se sentir bem, me deixava animada! Eu sentia a ereção dele pulsando em torno de minhas mãos, e acho que ele já estava prestes a gozar. Eu tirei o membro dele de minha boca e fiquei o estimulando só com as mãos, logo ele gozava em minhas mãos. Nem tive tempo de recuperar meu fôlego, nem me sentir menos envergonhada, Sesshoumaru me puxava para ele me beijando de forma quente, intensa. Ele me fez sentar-me sobre as coxas dele novamente, enquanto ele retirava a parte de cima de minhas roupas, as jogando no chão. Os locais onde nossas peles se tocavam estava quente, ele já estava sem as roupas e as minhas iam aos poucos.

Suas garras passearam por minhas costas quando ele retirou meu sutiã, ele as passava por ali de forma tão sutil que causava cócegas, uma das mãos veio para meu seio, enquanto ele me dava um beijo no pescoço. Eu estava de olhos fechados, sentindo as costumeiras reações que Sesshoumaru causava em mim. A mão que estava em minhas costas, desceu para minha saia, a puxando para baixo junto com minha calcinha; tive que me afastar para poder retirá-la por completo. Novamente ele mudou nossas posições, agora eu estava deitada naquele amontoado de panos.

Todas as vezes que ele ficava assim, seu cabelo parecia uma cortina sobre nós, sempre acabava grudando em nossos corpos... Sesshoumaru me beijou novamente, mas não desviava o olhar do meu, os ambares que pareciam ouro liquido estavam sólidos, desejosos. Eu me sentia excitada e eu queria muito sentir Sesshoumaru, senti sua mão descer por minha barriga e logo estava em minha intimidade, somente naquele momento eu quebrei a troca de olhares, fechando os olhos. Eu podia sentir o youki de Sesshoumaru mudando, me fazendo ficar mais excitada ainda, por perceber que ele me desejava. Ele não ficou muito tempo me estimulando com os dedos, logo ele me penetrava.

Finquei minhas unhas nas costas dele e ele acabou deixando um rosnado preso na garganta. Os movimentos dele estavam rápidos, e fortes... Ele estava sentindo tanta falta quanto eu. Já tinha algum tempo que não nos amávamos, se não me engano a ultima vez fora em minha era. Enfiei minhas mãos em seus cabelos e Sesshoumaru apertou minha cintura com força, ele me deixa toda marcada! Ele parou os movimentos e se afastou, me virando com certa brutalidade, deixando-me de bruços. Eu sabia o que ele pretendia, e daquela forma era tão gostoso, eu estiquei minhas pernas e inclinei levemente meu quadril para que ele pudesse me penetrar, e assim ele o fez.

Eu senti suas mãos em minhas costas, as acariciando levemente, enquanto ele se movia, Sesshoumaru se inclinou sobre mim e me mordeu nas costas, enquanto segurava fortemente em minha cintura, eu o sentia passando os dentes por minha pele e logo ele mordia novamente, algumas fortes outras nem tanto, mas todas muito prazerosas! Minhas mãos estavam acima da minha cabeça, e eu estava gostando das sensações que Sesshoumaru causava em mim, ele parou de me morder nas costas e se afastou novamente.

Novamente ele mudou de posição, me deixando por cima com ele sentado e segurando no meu bumbum apertando a carne dali, eu o envolvi pelos ombros e ele me ajudava no movimento de sobe e desce. Ele me segurou um pouco mais forte e se inclinou na minha direção, obrigando-me a apoiar na cama, Sesshoumaru subiu uma das mãos por minhas costas para ajudar no apoio. Ele não parava de se movimentar, mas dessa vez era tudo diferente, Sesshoumaru estava diferente...

Ele me olhava diferente, mesmo agora eu sentia a energia maligna dele me causando choques, por entrar em contato com minha energia espiritual e aposto que o mesmo acontecia com ele, e isso nunca havia acontecido antes... Sesshoumaru me puxou de volta, me segurando pela cintura e eu o abracei pelos ombros, mas parou os movimentos repentinamente, ele ficou me olhando nos olhos e eu estava envergonhada com aquele olhar, as marcas do rosto dele estavam mais largas, os olhos levemente vermelhos... No que será que ele está pensando...? Ele nunca deixou o lado youkai dominar antes.

— O que foi? — eu perguntei o olhando curiosa. Sesshoumaru estava estranho. Eu passei a mão pelas costas dele, numa leve caricia.

— Você é minha, certo? — ele perguntou me olhando sério. Que raio de pergunta era aquela?! Eu assenti, confusa do que minha resposta poderia significar, ele ainda tinha dúvidas?! Ele acabou me beijando novamente, mas não se movia. Sesshoumaru me deitou novamente, e voltou a se movimentar, lento. Eu senti ele se aproximar na base de meu pescoço, no local onde ele terminava e começava o ombro esquerdo. Eu o senti cheirando aquele local e simplesmente morder ali, foi forte, muito forte. Eu senti dor e o sangue escorrendo para as minhas costas, tentei perguntar algo, mas fui impedida pela dor e por ele mesmo — Minha — a voz dele estava alterada, ele parou de se mover novamente e eu o vi cortando o braço, quando fui levar minha mão no local onde Sesshoumaru mordeu, ele a segurou impedindo meu movimento, passando seu sangue ali. O que ele estava fazendo?!

— O que está fazendo Sesshoumaru?! — Eu perguntei num misto de sensações, entre a dor e a excitação. Ele segurou no meu quadril novamente com ambas as mãos e se curvou sobre mim, seu peito esmagando meus seios, as estocadas ficando mais fortes, fundas, insanas. Não consegui colocar a mão no corte latejante para curar...

Marcando — Ele disse em meu ouvido, lambendo no local onde ele havia mordido. Marcando...? Eu não conseguia pensar muito bem no significado, eu só conseguia focar em Sesshoumaru e no momento, logo eu estava tendo meu orgasmo e Sesshoumaru o dele, o aperto que ele me deu na cintura machucou, ele me apertou com as garras, o que acabou me cortando. Ele soltou o peso dele em cima de mim, seu cabelo grudando em nós dois. Aquilo foi diferente... Eu sentia a respiração de Sesshoumaru em meu pescoço, e o youki dele ainda descontrolado.

Eu estava brincando com uma mecha do cabelo dele, como sempre fazia, o esperando se levantar. Marcando... Lembro-me de Kouga falando sobre marcação, mas ele deixou claro que eles só marcavam a mulher que queriam para sempre como parceira, e mais ainda, o cheiro dele acabaria afastando outros parceiros... Essa acabava sendo a finalidade no fim, afastar possíveis concorrentes... Contudo, ele me marcou, mas eu não o marquei... Eu estava sentindo um desconforto no peito, e não era pelo peso de Sesshoumaru, eu já estava acostumada com ele. Por enquanto era somente um pequeno incomodo, como se fosse um mal pressagio. Depois de um tempo, eu senti que Sesshoumaru estava mais calmo, ele se levantou e me olhou, parecendo determinado.

— Vem, — ele disse me fazendo sentar de frente para ele, quando o mesmo se sentou sobre os calcanhares — faça em mim agora — ele disse jogando o cabelo para trás e me dando acesso ao pescoço dele.

— Essa é sua forma de me pedir em casamento? — eu perguntei o olhando curiosa e de certa forma ansiosa, queria saber isso... Eu precisava. — Kouga me explicou o que significa a marcação para vocês, youkais, por isso não acho que você esteja fazendo algo à toa... — e dei de ombros, contudo não desviei o olhar de seu rosto em nenhum momento. Sesshoumaru me olhou um tempo antes de assentir, afirmando o que eu queria saber. Eu o olhei sem saber como me portar, estava nervosa afinal, mas tudo bem. Eu me aproximei do pescoço dele, todavia fiquei incerta de como prosseguir — Tem que ser mordido mesmo?

— A carne ferida é a carne marcada — ele disse com sua voz apática de sempre, mas eu não podia olhar para o rosto dele pelo ângulo em que estamos e eu não sei se realmente queria naquele momento — Mordemos para ser um corte profundo na carne, sangramos, para misturar os sangues e tornar um — ele afagou meu braço levemente, e eu olhava para o ombro dele — Assim escolhendo aquela que será sua, e nenhum outro poderá cobiça-la... O mesmo acontece com ele...

— Certo... — eu disse olhando a pele pálida do pescoço dele, esse seria o nosso “contrato” de casamento, deixando assim claro para qualquer um que nos pertencíamos, e exclusivamente ao outro... Complexo, mas profundo. Porém e se eu não mordesse direito? Se o furo não for profundo o bastante... — Meu canino não é tão grande assim — eu disse baixinho e pensativa, nervosa... Eu estava nervosa com o pensamento de que aquilo para ele era um casamento! Aproximei-me mais dali, e fechei os olhos decidida, seja como Kami quiser!

Mordi no mesmo local onde ele havia me mordido, o lado esquerdo, o mais forte que eu podia e que meus pequenos caninos conseguiam perfurar, para que eles pudessem fazer algo na carne dele. Senti o músculo dele se tencionar, e logo o gosto de ferrugem na boca, eu havia conseguido! Só não sei se tão profundo quanto o que ele me deu... Sesshoumaru segurou meu braço e fez um corte, passando ele mesmo, meu braço por ali. Fiz como ele, com a língua retirei o sangue que sujava a pele dele, me afastei envergonhada e ele estava com a mesma cara de paisagem de sempre, revirei os olhos. Eu estava sentindo um forte incomodo no peito e ele pareceu ficar pior... Mais forte.

— Acho melhor eu dormir, Sesshoumaru — eu disse colocando a mão na cabeça, começando a ter uma dor de cabeça forte — Não estou me sentindo muito bem agora... — eu disse o olhando, ele parecia desfocado para mim. O vi se levantar e pegar a parte de cima da Yukata dele, me estendendo-a para vesti-la, quando a peguei ele se dirigiu para a cozinha e depois foi para fora da cabana, fazer Kami sabe o que. Assim o fiz, a coloquei, e vesti a calcinha. Logo adormeci, sem nem ver Sesshoumaru retornar.

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Pov’s Sesshoumaru on.

— Acho melhor eu dormir, Sesshoumaru — eu escutei a mesma dizendo, ela parecia estar com dor de cabeça — Não estou me sentindo muito bem agora... — ela me olhou, os azuis pareciam me buscar e não me encontrar. Eu me levantei e peguei a parte de cima de minhas vestes, por mais que a visão de Kagome nua me apreciasse, ela poderia adoecer, frágil como é. Dirigi-me para fora da cabana, eu precisava pensar um pouco. Não que este Sesshoumaru tenha sido precipitado em marcar Kagome, contudo fui precipitado em não pergunta-la diretamente. Não saber se ela realmente queria...

Kagome dizer que é minha, não quer dizer que ela realmente me pertença. Não quer dizer que ela queira ficar comigo, como um casal concreto e sério... Contudo quando Takeo me disse que ela poderia ir embora, e nunca mais voltar, eu senti certo tipo de receio, um aperto inexplicável no coração, somente com o pensamento dela deixar a este Sesshoumaru. Eu me sentei em frente a um pedaço de tronco que estava caído em frente à cabana, a pessoa que havia estado ali, ficou por uns dias o cheiro do homem estava impregnado em todo o lugar, e parece que precisou de lenha.

As coisas não estavam tão fáceis no Oeste, problemas a caminho... Contudo, essa semana consegui resolver tudo e quando podia ir buscar Kagome, Rin e Shippou sem mais intervenções, ela decide ir embora, e fazer de todo meu esforço em vão... Não podia deixar nada disso acontecer. Kagome pertence a esse Sesshoumaru e nem ela pode mudar isso. Continuei um tempo olhando para as coisas ao redor, dando vazão aos meus pensamentos... Pensando em coisas diversas e que não tinham importância, devaneando num momento que eu não precisava mais de preocupações.

Foi quando senti a energia de Kagome dar uma alterada brusca, por este motivo, me levantei e caminhei tranquilamente até a cabana onde ela estava dormindo, não era como se alguém tivesse entrado na cabana, eu iria ver e sentir o cheiro antes dele pensar em algo. Por falar em cheiro o de Kagome estava diferente, parecia estar mudando, aos poucos, se fundindo com algo que maculava o cheiro doce dela, o tornando ácido... Fechei a porta da cabana quando passei por ela e me dirigi até o quarto, a energia de Kagome estava alterada, parecia em conflito, contudo não me feria. Mesmo estando descontrolada... Eu me sentei ao lado dela, a observando.

Kagome soava um pouco, ela estava deitada de lado e seu cabelo estava maior do que alguns minutos atrás alcançava o meio das costas... Sua pele estava ficando pálida, perdendo o tom rosado natural e a mudança mais perceptível até o momento era a energia dela, que parecia fundir-se com algo... Veneno? Meu veneno! Kagome parecia estar passando por alguma mudança física, dolorosa. Mas diferente de tudo, ela parecia estar virando youkai. Não meio-youkai como estava nos escritos que encontrei. Poucas humanas foram marcadas por Daí-youkais, e todas elas viraram meio-youkais e morreram muito antes do que eles queriam, por não terem experiência nenhuma com lutas.

Esse Sesshoumaru sabia de que Kagome possivelmente seria hanyou, e ele aceitou esse fato, mesmo sendo os seres que mais despreza junto com os humanos, contudo ela virar youkai... Deixava-me mais confuso ainda, pois eu nunca soube de nada assim antes. Não sei dizer como e nem o porquê dessa mudança, mas talvez exista uma pessoa que possa me dizer, porém... Há anos que não a vejo, e pelo o aviso que eu recebi ontem de manhã, a veria muito em breve... Mais em breve do que esperava. Olhei para Kagome novamente, ela estava respirando de forma descompassada, os olhos apertados e as mãos fechadas em punho.

Eu a toquei no braço e ela ainda estava soando, também tremia levemente, talvez estivesse doendo? Kagome estava deitada de lado ainda, os cabelos negros estavam quase do tamanho dos meus, espalhados ao redor dela e da cama improvisada, o topo de seu cabelo começando a ficar branco e aos poucos a cor começava a se espalhar pela extensão dos fios, lentamente. Em seu rosto uma risca roxa já era visível e nas partes de seu corpo que estavam descobertas elas começavam a aparecer fracamente, nos mesmos locais que eu as tenho...

Kagome estava se tornando uma Daí-youkai. Minha Daí-youkai. Eu fiquei a observando durante toda a mudança, a admirando. Depois de um tempo, a mesma se remexeu inquieta virando de barriga para cima, atraindo novamente minha atenção para seu rosto, e logo ela se sentava abrindo os olhos assustada. Os olhos dela... A única coisa que deixava claro, que Kagome ainda era Kagome.

Pov’s Sesshoumaru off.

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Eu me sentei num sobressalto assustada, o quarto ainda estava escuro. A cabana estava escura, tranquila, ainda era noite, perceptível pelos grilos do lado de fora, mas não sei especificar as horas, nem quanto tempo eu dormi, mas não pareceu muito. Eu estava sentindo um desconforto enorme no meu pescoço, parecia estar pegando fogo! Sesshoumaru ao meu lado estava sentado também, me olhando curioso, ele não parecia estar acabando de acordar, parecia estar nessa posição há algum tempo... Meu pescoço estava incomodando e muito.

— Sesshoumaru — eu o chamei, e ele parecia estar pensativo, eu não acho que eu tenha o acordado, ele parecia estar... Observando-me? Por quê? Eu me deitei novamente de barriga para cima, sentindo a ardência se espalhar por todo meu corpo, sem entender o que estava acontecendo... Veneno? Eu estava tendo essa reação por causa de veneno? Eu não entrei em contato com veneno... Não que me lembre. Aos poucos a ardência foi diminuindo, e eu já não respirava mais ofegante, nem soava como uma louca. Senti a mão de Sesshoumaru passar por meu braço, a carícia leve acabou me fazendo abrir os olhos no mesmo instante. Porque eu estava enxergando nitidamente aquela teia de aranha no teto?!

— Ei — ele disse me fazendo olhá-lo sentado ao meu lado. Sesshoumaru vestia somente a calça da Yukata, em vista que eu usava a parte de cima, seus cabelos trançados estava na frente do peito e seu olhar para mim era... Eu não sabia identificar, confusa como estava. — Está tudo bem, Kagome?

— Acho que sim... — eu disse me sentando, fazendo com que ele retirasse a mão de meu braço, me virei de frente para ele — O que está acontecendo? — eu perguntei o olhando confusa, não entendendo porque estava sentindo aquela dor segundos atrás, não tinha motivo para isso. Ele deu de ombros, mas me pareceu estranhamente alegre, não por sua expressão, mas por seus olhos — Bem, acho melhor deixar isso pra lá... Eu preciso de um banho... — eu disse me levantando, estranhamente perdi o sono. Espreguicei-me e senti algo raspar em minhas pernas, mas não liguei, podia ser algo preso.

Sesshoumaru também se levantou, porém somente se apoiou a parede atrás dele e começou a destrançar os cabelos lentamente, eu peguei a mochila, dobrei e guardei a roupa que eu estava antes, iria colocar um kimono agora. A coloquei nas costas e olhei para Sesshoumaru — Tem um rio aqui perto, quer ir? — eu perguntei somente o chamando por educação, porque eu iria mesmo assim. Ele assentiu e passou a me seguir, calçamos os sapatos e seguimos na direção do rio, eu me sentia estranha, cheiros estranhos... Tudo estava muito estranho.

A agua me era visível de muito longe, mas eu achei estranho. Porque bem, eu treinei minha visão, mas não para tão longe assim, quando me aproximei da água, tirei as yukata de Sesshoumaru e a dobrei colocando sobre uma pedra, ele dobrou as roupas dele e entrou na agua me esperando, parecia estranhamente ansioso. Ele parecia mais ansioso do que qualquer outra coisa, estava estranho... Muito estranho! Claro, algumas dessas reações só eram perceptíveis pelo youki dele... Grande Takeo que me ensinou a ler Youki.

Contudo, quando fui pra entrar na água o meu olhar se prendeu no reflexo da água e aquele reflexo me assustou. Eu acabei dando um grito muito alto que pegou Sesshoumaru de surpresa, pois o mesmo me olhou diferente, pareceu assustado. Eu estava pálida, com os cabelos brancos e eles estavam longos, do tamanho dos de Sesshoumaru, meu rosto estava com uma risca roxa e algumas outras pelo corpo, as mesmas que Sesshoumaru possuí.

— O... — eu o olhei, respirei fundo e contei até dez mentalmente — O que aconteceu comigo? — eu perguntei séria, confusa, ele simplesmente deu de ombros. Eu entrei na agua, ela estava agradável... Entretanto, eu estava me sentindo tão confusa que eu não conseguia focar nisso. Eu pude ver meus longos fios brancos se espalhando pela agua, aquilo é diferente, um pouco assustador! — Porque de repente eu sinto que estou diferente...? — eu parei em frente a ele, me sentia com medo, receio... — Me sinto youkai... — eu disse pensativa, assustada demais...

— Porque você agora é — ele disse, somente. Os fios prateados sendo levados pela correnteza da agua, e ele não parecia se importar diferente de mim que estava achando isso estranho e incomodo.

Eu fiquei o olhando esperando ele dizer mais alguma coisa, mas não, ele não o fez. E eu estava sem entender nada... Sentindo-me estranha demais... — Você sabia que isso poderia acontecer? — ele negou e eu o olhei desacreditada. Eu não estava acreditando naquilo! — Então o que?! — eu exclamei um pouco alterada, assustada demais para pensar no que minhas palavras poderiam causar nele, mas estava pouco me fodendo para isso agora — Olha pra mim! Eu não tenho nada meu nesse corpo!

— Os olhos — ele disse para mim fazendo-me parar de falar, eu fiquei o olhando, mas ele parecia não ir falar mais nada, por isso acabei abaixando até a agua ficar em meu pescoço, pensando em como minha vida – e aparência – tinham mudado em menos de poucas horas. Sesshoumaru me olhou, percebendo que eu estava curiosa e frustrada sobre o que havia dito, ele molhou o rosto e continuou a falar finalmente — Seus olhos estão com duas cores, âmbar e azul... — ele disse abaixando também, deixando só a cabeça para fora. Ele se aproximou mais de mim, parando a minha frente. Eu iria descobrir depois como eles estavam, já que a correnteza me impedia de ver qualquer coisa de perto.

Certo eu tinha muito no que pensar e que descobrir... Agora eu estava youkai... não sei como proceder com isso... Olhei para o youkai a minha frente, que aproveitava a água, ele parecia relaxado — Por um acaso já existiu algo assim antes? — eu perguntei depois de um tempo em silencio, pensando e o observando às vezes. Sesshoumaru negou — Não existe nada que possa vir a dizer sobre isso? — deveria ter alguma explicação, não? Afinal, não é possível que nunca houvesse acontecido isso antes!

— Não sei — ele disse me olhando sério, pareceu pensar em algo um momento — Pode ter algo, preciso averiguar — e se calou novamente. A água passava por nós, sendo o único som audível no local, nem mesmo os animais estavam nos agraciando com sua presença, eles deviam estar dormindo. Eu não fiquei muito tempo mais na água, eu tinha que pensar um pouco, e ainda tinha que voltar pra cabana, Rin e Shippou devem estar preocupados. Afastei-me de Sesshoumaru e me apoiei a uma pedra, a agua ficava mais forte onde ela estava por ter que mudar o curso, mas não me importei.

Do outro lado, Sesshoumaru me observava, contudo, eu não queria prestar atenção nele. Eu tinha muito o que pensar, começando... Será que isso é reversível, e mais ainda, é para sempre ou algo temporário? Eu estou feliz por poder ficar com Sesshoumaru, mas estou confusa, porque bem... Isso me pegou totalmente de surpresa. Eu afastei um pouco esses pensamentos e terminei de me banhar, saindo do rio e me trocando em seguida. Sesshoumaru também saiu e se trocou, mas não trocamos nenhuma palavra, eu ainda estava me sentindo perdida. Os planos que eu havia traçado, seriam muito maiores agora, e totalmente diferentes. Os longos fios brancos estavam me incomodando no momento, mas sei que logo me acostumaria, no fundo estava feliz por meu cabelo ser grande novamente.

— Sesshoumaru — eu atraí a atenção dele, enquanto nos dirigíamos à cabana novamente, o dia começava a mostrar que logo chegaria — Acha que eu fiquei bem de youkai? — perguntei para descontrair um pouco meus pensamentos, me sentia sobrecarregada por pensar demais e também para descobrir o que ele pensava sobre isso.

Ele não diminuiu os passos para eu alcançá-lo, nem me olhou como fazia às vezes, somente o vi assentir ainda de costas para mim. Eu me senti alegre, pelo menos ele tinha gostado, mesmo que não dissesse diretamente um sim. Quando chegamos à cabana, eu me dirigi para o quarto, sentando-me na cama procurando algo para comer em minha mochila, enquanto Sesshoumaru se sentava no chão perto da porta do quarto, parecia querer me dar espaço, não sei... Eu comi o ultimo pacote de batatas-fritas que havia escondido de Inu-yasha, o trouxe no mês passado quando fui em casa.

Casa... Minha mãe não vai me reconhecer mais, tenho certeza. E sendo sincera, eu estava com um pouco de medo dessa nova vida... Eu ainda não sei o que pensar disso tudo, lembrei-me do que Sesshoumaru disse sobre os olhos, por isso peguei o espelho que eu tinha na mochila e me olhei. Realmente meus olhos ainda estavam iguais, não eram ferozes como o de Sesshoumaru, e minha íris era âmbar, mas com riscas em azul, deixando claro a cor natural. Apoiei-me na parede e fechei os olhos, deixando meus pensamentos vagarem, ainda era muito no que pensar.

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Já havia amanhecido e Sesshoumaru precisava retornar para os afazeres dele, eu já estava com todas as minhas coisas – que não eram muitas – e me dirigia para o vilarejo. Ele ia caminhando ao meu lado, imponente como só ele sabe ser. Eu estava usando um kimono vermelho com um obi preto, o que destacava ainda mais minha pele, agora pálida. Os longos fios brancos estavam trançados, pelo simples fato de ser mais fácil andar assim.

Eu sentia a pulseira em meu pulso querendo aparecer, parece que Takeo já notou a mudança, mas eu iria conversar com ele pessoalmente. Porque ele se meteu num assunto que não lhe dizia direito e eu percebi que algo estava o afligindo, precisava saber o que, mas primeiro eu preciso me colocar em harmonia. Quando dei por mim, estávamos chegando ao vilarejo, os sons também estavam mais intensos para mim agora e pareciam ferir meus ouvidos, pela falta de costume, os cheiros incomodavam também. Trabalhos simples, pareciam ser extremamente altos. Eu estava passando em frente da casa de Sango quando a mesma saiu para sacudir um pano qualquer.

— Olá Sesshoumaru — ela disse quando paramos próximos a ela. O mesmo somente assentiu como se dissesse o cumprimento de volta, e simplesmente me olhou. Eu o olhei e depois me voltei para Sango, à mesma pousou os olhos chocolates em mim, e pareceu me analisar. Sua feição foi deixando a antipatia de lado, dando espaço a confusão e compreensão — Kagome? — ela perguntou incerta, confusa demais para fazer outra coisa, se não me apontar o dedo e olhar para Sesshoumaru.

O mesmo me olhou divertido, e eu me sentia um pouco deslocada ainda, na verdade eu me sentia outra pessoa mas ainda sendo eu mesma, confuso, mas isso me definia no momento, eu não estava em comunhão com esse meu novo eu, por simplesmente não aceita-lo com clareza. Somente assenti para minha melhor amiga que soltou o pano no chão e me abraçou com aquela barriga saliente nos atrapalhando no processo.

— Menina, o que aconteceu com você? — ela perguntou me olhando de cima a baixo, parecendo buscar alguma coisa em mim, que eu nem sei o que pode ser. Ela estava sorrindo, e eu me senti feliz — Como você está linda de youkai! — ela bateu palminhas, mas se interrompeu me olhando confusa — Como você virou youkai? — ela finalmente pareceu entender que algo estava errado.

— Eu ainda não sei direito — eu disse a olhando incerta — Aconteceu há poucas horas e eu ainda me sinto confusa quanto a isso... — ela assentiu, mas parou os olhos em meu pescoço, se aproximando descaradamente desse local — o que foi?

— Você está com uma meia lua roxa no pescoço... Parecida com a que você tem na testa agora... — ela disse apontando para o local, que eu instintivamente passei a mão — Mas você não a tinha antes... É parte da transformação?

Eu pensei naquilo, porque bem, Sesshoumaru não tinha marca alguma naquela região, pelo menos não antes... Como um flash, a memória de Kouga me contando sobre marcação passou por minha mente, me fazendo lembrar-me do estranho arranhão que ele disse ser a prova de que ele era casado com Ayame — Para todos os efeitos, eu acho que essa marca é a que diz que sou casada agora... — eu disse dando de ombros e olhando para Sesshoumaru que assentiu. Sango colocou a mão na boca, atraindo minha atenção novamente e logo pulava sobre mim novamente — Para uma gravida em estagio final você está muito elétrica.

Sango somente sorriu e me apertou mais no abraço — Estou feliz por você, só isso! — ela se afastou somente o suficiente para me olhar nos olhos, ainda sorrindo e eu escutei a porta da casa deles ser aberta.

— Sango, sabe... — Miroku parou de falar assim que me viu num meio abraço com Sango e depois olhou para Sesshoumaru, ele estava confuso. Ele me analisou, mas não disse nada — Quem é essa moça? — ele perguntou a Sango quando se aproximou.

— Pensei que era uma pessoa mais importante na sua vida, Miroku — eu disse dando de ombros o que acabou fazendo a mochila vir para frente, Miroku arregalou os olhos e Sango sorriu — Bem, amei o papo, mas eu preciso ir agora, depois eu volto para visita-los... Vou morar no oeste agora... — e sorri, Sango me devolveu o sorriso e assentiu, me deu tchau assim como Miroku e eu voltei a caminhar para a cabana.

Sesshoumaru caminhou ao meu lado, seguindo para a cabana. — Essa marca é a prova de nossa união? — eu perguntei apontando para o pescoço. Sesshoumaru assentiu e me mostrou o pescoço dele no local onde eu havia mordido, uma meia lua roxa se fazia presente ali também — Entendo — eu disse dando um sorriso a ele. Ainda tinha muito no que pensar... E entender.

Eu entrei na cabana e Kikyou estava amamentando o pequeno Aki, com Inu-yasha em cima deles como antes, Rin e Shippou os observavam um pouco mais afastados, contudo quando eu terminei de entrar atraí a atenção do Inu-yasha, o olhar hostil que eu recebi me deixou clara sua intenção, o mesmo nem pensou duas vezes e avançou contra mim, atraindo a atenção de todos para minha chegada. Kikyou somente balançou a cabeça em negativa, deve ter sentido algo em mim, já que ela disse que desde a gravidez o poder espiritual dela ficou mais sensível.

— Inu-yasha — eu disse rápido, enquanto ele pulava sobre mim com as garras retalhadora de almas. Suas orelhas mexeram com o meu chamado e a confusão dominou sua face, mas ainda assim eu continuei — Senta — e ele foi de cara ao chão a minha frente, eu desviei dele, e Sesshoumaru apareceu na porta, se retirando em seguida. — Não me ataque sem motivo, impulsivo... — eu me aproximei de Kikyou que dava um mínimo sorriso e vi que o pequeno Aki me olhou curioso, eu segurei na mãozinha dele dando um afago — Vim te dizer tchau pequeno, mas eu venho te ver logo...

— Para onde vamos Kagome? — Shippou perguntou pulando em meu ombro, olhando para o pequeno também — e o que aconteceu com você? — ele segurou meu cabelo, o trazendo para frente.

— Longa história, te conto quando chegarmos ao Oeste — eu disse para ele. Despedi-me de Inu-yasha e Kikyou, mas não sem antes retirar o kotodama de Inu-yasha, que somente fez piada de nunca mais ter que me escutar — Vamos Rin, Sesshoumaru veio nos buscar — eu disse estendendo a mão para ela, que segurou me dirigindo um sorriso, Shippou vinha caminhando ao meu lado, ele parecia ansioso, na verdade eu também estava... Porque nesse momento éramos sim uma família, e oficialmente Rin é minha filha!

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Já estávamos nos portões do reino de Sesshoumaru, Rin segurava minha mão e Shippou estava em meu colo, o mesmo olhavam tudo ao redor curioso, diferente de Rin que já conhecia o local, e eu... Bem, eu estava muito tensa e não deixava minha curiosidade se fazer presente, tudo porque todos daquele local simplesmente decidiram ficar me olhando, de forma descarada. Uns mais hostis outros curiosos, e claro havia os indiferentes. Sesshoumaru ia andando a minha frente, e eu o seguia alguns passos atrás, sem desviar o olhar de suas costas. Um youkai que parecia ser um guarda correu na direção dele, fazendo uma reverencia antes de se pronunciar.

— Senhor Sesshoumaru, — o mesmo nem o olhou, somente continuou a caminhar. Grosso... O pobre youkai passou a correr ao lado dele para poder falar — ela chegou mais cedo e desde que chegou exige sua presença... Não sabíamos mais o que fazer... — o mesmo olhou para o youkai e depois olhou para os portões do castelo. Quando os mesmo se abriram, ele seguiu por um caminho, ele era vazio, indicando ser propriedade do castelo, eu o segui, sem nem olhar para os lados. Pelo menos não até o portão fechar...

Conforme caminhávamos, nos aproximávamos de um jardim enorme e muito bonito, num dos locais para descanso, era possível ver uma silhueta feminina ali, parada olhando fixamente para uma árvore grande e evidente ser a mais velha daquele local, a beleza da youkai era perceptível de longe e por um segundo eu pensei que somente talvez Sesshoumaru pudesse ser prometido a alguém... Já que isso era comum na época feudal. Rin e Shippou a olhava também, e a mulher o percebeu se aproximando, e o olhou no mesmo instante, não sorriu, não demonstrou nenhum sentimento, depois seu olhar pousou em mim e nas crianças. E eu me senti insegura... Muito insegura.

— Sesshoumaru. — ela o cumprimentou, sua voz era fria e ela me pareceu ser uma pessoa ainda mais fechada que Sesshoumaru...

— Mãe — ele disse de volta, e com essas simples palavras, eu parei no mesmo lugar. Ali, no meio do caminho, sem nem pensar em mais nada, nem dar atenção para a criança em meu colo nem a que segurava minha mão. A palavra se repetindo em minha mente... Mãe. Eu estava em frente à mãe de Sesshoumaru... — O que te traz aqui? — eu escutei sua voz ao longe, mas não me movi. Continuei olhando a youkai a minha frente, percebendo o quão jovem ela aparentava ser. Nunca imaginaria que aquela youkai era a mãe dele!

— Ei, Kagome — senti Rin balançar minha mão, enquanto sussurrava baixinho e Shippou me olhou, ainda em meu colo — O que foi? — ela me fez olhá-la, me tirando dos meus receios e devaneios, porque meu, eu acabei de virar youkai e ainda conheço minha sogra no mesmo dia?! Somente neguei para ela como se dissesse um nada, e quando olhei novamente para Sesshoumaru, ele e a mãe olhavam para mim e as crianças.

— Esses são Kagome, Rin e Shippou — Sesshoumaru disse nos apresentando, apontando para nós enquanto falava cada nome, depois nos olhou e apontou para a youkai — essa é minha mãe, Satori-Hime — eu assenti envergonhada e fiz uma reverencia, em forma de respeito.

— Perdoe minha indelicadeza — eu disse quando me levantei, Shippou desceu de meu colo e parou ao lado de Rin, nos observando — eu estive com problemas hoje, mas isso não vem ao caso... — eu dei de ombros — Muito prazer sou Kagome Higurashi.

Satori se aproximou de mim e me analisou, ficou assim algum tempo e depois olhou para Sesshoumaru — De onde ela é? — ela me olhou novamente, e deu dois passos se aproximando mais, eu queria recuar, mas seria muita falta de respeito. Contudo não podia negar que ela me intimidava — nunca vi uma Daí-youkai como ela e nunca escutei dos Higurashi, são de que local?

— Kagome não é uma Daí-youkai — Sesshoumaru disse assim que ela terminou de falar, e a mãe o olhou feio, o interrompendo em suas palavras.

— Zomba de minha inteligência? — ela perguntou irritada.

— Não — ele disse revirando os olhos, parece que a mãe tira o lado infantil de Sesshoumaru, achei graça daquilo — Kagome se tornou uma youkai — a mãe o olhou como se mandasse ele continuar, o mesmo olhar que ele me dava... — Ela era uma humana.

— Humana? — ela perguntou me olhando, ficando clara que a pergunta foi feita a mim, eu somente assenti — E você virou youkai? Nunca ouvi sobre isso... — ela pareceu pensar em algo, Satori cruzou os braços e levou uma das mãos a boca — A não ser que... — ela me olhou de forma avaliativa, se aproximando mais desta vez, até parar na minha frente. Os ambares dela não me passavam a confiança que Sesshoumaru me passava, os dela me assustava! — Você era uma sacerdotisa?

— Sim — eu disse a olhando, tentando entender o que isso poderia significar, mas ainda sentia um medo que não sei explicar muito bem, Satori me intimidava mais do que qualquer um — Sou a antiga protetora da Joia, reencarnação de Kikyou e vim do futuro — eu disse no automático, porque ela fazia com que eu me sentisse na obrigação de contar tudo. Satori me analisou novamente e se afastou alguns passos.

— Criança, faça o que eu mandar agora — A voz autoritária dela me fazia mais medo do que a de Sesshoumaru, eu assenti ainda com receio, eu ainda não estava bem emocionalmente... Sentia-me uma criança! — Coloque a mão sobre seu peito, exatamente acima do coração — assim o fiz, e ela me olhou assentindo — Quero ter certeza de uma coisa, para saber se vale a pena retirar isso dos manuscritos secretos... — ela olhou para Sesshoumaru que assentiu a ela, provavelmente Satori era alguma guardiã de segredos do clã... Sempre existe alguém. — Agora quero que feche os olhos e se recorde de sua aparência humana, e quando você a visualizar por completo, somente irá desejar ter aquela forma novamente — eu assenti ainda de olhos fechados e assim eu o fiz, me concentrei em Kagome humana, o meu eu.

Visualizei a minha pele, o tamanho dos meus cabelos, meu rosto... Eu me vi, como se me olhasse em um espelho; Quando abri os olhos, Rin e Shippou me fitavam abobados, e Satori estava com um mínimo sorriso nos lábios, ainda não entendia muito bem, ate que os notei, fios negros sobre meus ombros foi a primeira coisa que eu avistei, então eu podia voltar a forma humana? Sesshoumaru me fitava diferente, não sabia identificar o que ele queria passar, e eu estava me sentindo muito feliz! — Eu estou humana novamente? — eu perguntei dando um sorriso, Rin e Shippou assentiram.

— Existe uma explicação para isso ser possível... — Satori chamou nossa atenção para ela, à mesma se sentava apoiada a árvore que antes observava — Já escutaram sobre a lenda da Youkai-Sacerdotisa?

Notas finais
Espero que tenham gostado. Bjos baby *m*