Caminhos Entrelaçados
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Estamos dentro do poço, olhei para cima e o teto do mausoléu me pareceu tão familiar, sorri feliz. Estar em casa depois de tudo o que aconteceu no dia anterior era tão reconfortante! Saber que eu poderia ficar tranquila era muito bom. E mais ainda, saber que eu agora era capaz de trazer quem eu quisesse para cá, me fazia sentir-me tão bem, tão alegre. Sesshoumaru pulou o poço com Rin ainda em seu colo e eu coloquei Shippou na escada, subindo logo atrás dele. Coisa tão simples, mas para mim algo tão único, só de saber que eu estava em casa, eu já me sentia muito bem. Subir escada de kimono era muito complicado, mas não me importei, queria entrar logo!
Os olhares avaliativos deles eram divertidos, olhavam para as coisas ao redor, mas nada falavam e mesmo aqui não tinha tantas coisas, imaginam como ficariam quando vissem a tudo?! — Isso daqui é um mausoléu — eu disse atraindo os olhares para mim, todos eles estavam curiosos, até mesmo Sesshoumaru, porém esse disfarçava muito bem — Esse local é exatamente o mesmo onde está o poço no lado de lá, naquele campo aberto.
— E porque aqui é fechado e um pouco escuro? — Rin perguntou olhando a pequena casa de madeira que protegia o poço. Era final de tarde, e logo iria ficar escuro mesmo, mas eu não ligava. Eu imagino como deve estar à cabeça dela e como ela vai ficar... São coisas muito diferentes, desconhecidas.
— Porque aqui não existem youkais, é tudo muito diferente... — eu expliquei para ela — esse mausoléu protege o poço, porque acreditávamos que ele era amaldiçoado e era lacrado com amuletos, mas isso mudou quando eu caí dentro dele — as imagens passando por minha mente, acabei sorrindo novamente — Está anoitecendo aqui também, assim como lá. Por isso está um pouco escuro.
— Aqui é muito diferente Kagome? — Shippou perguntou levemente ansioso. Ele estava em pé ao lado de Rin, ambos pareciam eufóricos, eu me sentia feliz com isso.
— Muito, por isso antes de sairmos daqui tenho coisas a explicar — eu olhei para todos, mas parei meu olhar em Sesshoumaru — Dá primeira vez que Inu-yasha veio aqui, ele tentou atacar a tudo e a todos, mas não precisam esquentar a cabeça, eu explicarei conforme vocês forem descobrindo — disse dando um sorriso — Aqui só existem humanos e animais, por isso nada de poderes, nada de voar ou correr muito rápido, nem mesmo se transformar em nada — eu disse olhando para Shippou — Aqui é muito diferente de lá, as roupas, as comidas, os costumes...
— Estou me sentindo em um universo alternativo — Shippou disse me olhando de forma estranha. Porém acabou sorrindo, eu estava curiosa, onde ele havia escutado isso?
— E onde você ouviu essa palavra Shippou? — Rin perguntou curiosa. No fundo ela também queria saber, assim como eu.
— Foi uma das primeiras coisas que Kagome disse quando nos conhecemos, quando lutávamos contra os irmãos trovão — e ele deu de ombros, eu me recordava disso. — Achei que se encaixava.
Revirei os olhos e subi os degraus do mausoléu — Venham — eu disse abrindo a porta e saindo, os aguardando. Todos olharam a tudo de forma curiosa, até mesmo Sesshoumaru olhava assim, mas disfarçava mais que as crianças. Rin e Shippou saíram correndo, olhando as coisas que não conheciam, algumas coisas estavam por ali e eles iam mexendo — Bem vindos ao templo Higurashi — eu disse sorrindo para eles que olhavam a tudo muito curiosos.
Segurei na mão de Sesshoumaru, que me olhou dando um sorriso de canto, quase imperceptível. Passamos a seguir na direção da casa quando escutei um grito, as crianças já haviam seguido naquela direção — AH! INVASORES!!! — a voz de Souta se fez presente, atraindo a atenção de Sesshoumaru, que ia avançar, mas eu o impedi negando com a cabeça — Menino, você tá de cosplay...? — eu os vi no momento em que Souta puxava o rabo de Shippou com um pouco de força, o mesmo havia começado a chorar e Rin estava assustada.
— Souta! — eu chamei a atenção dele — Solte Shippou, ele não está de cosplay! — eu disse me aproximando com Sesshoumaru. Souta soltou Shippou que correu, me abraçando nas pernas, Rin também se aproximou um pouco desconfiada, olhando para Souta de canto de olho, ele os olhava um pouco envergonhado e de forma curiosa — Ele é um youkai, não puxe a calda dele, dói! — eu expliquei a ele. Ele me olhou de olhos arregalados e continuou um pouco envergonhado.
— Ah, que nem o irmão cachorro? — ele perguntou me olhando e eu assenti, ele analisou Sesshoumaru, colocou a mão no queixo e tentou falar algo mas mudou de ideia, depois ele olhou para as espadas de Sesshoumaru e por fim analisou as roupas. Sesshoumaru ao meu lado pareceu incomodado com a avaliação de meu irmão, mas continuou sem dizer nada, nem eu... — Você parece muito com o irmão cachorro — ele apontou para o rosto de Sesshoumaru, o olhando curioso para a entrada do mausoléu — e cadê ele Kagome?
— Inu-yasha não vem dessa vez — eu disse o explicando, na verdade ele não viria mais por vontade própria, o que eu achei ótimo — Eles são parecidos porque são irmãos, entendeu? — ele assentiu, olhando para Sesshoumaru novamente, ainda curioso... Esse menino nem disfarça sua curiosidade — Esse daqui é Shippou, ele é um youkai completo, assim como o Sesshoumaru — apontei para ambos — por isso que puxar a cauda dele machuca — Souta novamente ficou envergonhado e se desculpou com Shippou que assentiu para ele — Essa é a Rin e ela é uma humana.
— Olá, meu nome é Souta Higurashi — ele disse fazendo uma leve reverencia, em forma de respeito — Desculpe meus maus modos — ele disse quando voltou a ficar reto — Vem Kagome, mamãe está fazendo a janta — ele disse seguindo na direção da porta, parecia animado — Hoje mesmo ela estava perguntando de você — e ele entrou na casa nos deixando ali.
— Desculpe Shippou — eu disse olhando para ele que ainda chorava um pouco abraçado a minhas pernas — Como eu disse, as coisas aqui são diferentes... — ele assentiu e me pediu colo, tão manhoso. Eu o peguei no colo e segurei na mão de Rin que me dirigiu um sorriso ansioso — Vamos conhecer minha casa, e a minha mãe! — eu disse olhando para Sesshoumaru que ainda observava as coisas ao redor, eu entendo, é tudo novo para ele. Diferente.
Caminhamos até a entrada, Souta havia a deixado aberta, minha mãe já devia saber de minha chegada. Entramos na casa tão familiar para mim, as coisas como sempre, da mesma forma, nada mudou. E isso me deixava tão feliz, tão em casa! Minha mãe já estava na porta da cozinha me esperando, com um sorriso doce como sempre. Quando eu a vi, coloquei Shippou no chão e corri para ela, feliz em revê-la. A mesma me abraçou e como sempre me desejou as boas vindas, eu estava feliz, muito feliz, afinal minha mãe era uma das coisas mais importantes que ainda me restava, juntamente com Souta. — Bem vinda querida — ela me afagou nos cabelos, eu me afastei e olhei para os outros, as crianças pareciam ansiosas.
— Mãe, essas duas coisas fofas aqui — apontei para as crianças e me aproximei deles, dando afago nas costas deles — São Rin e Shippou — ambos olharam para ela envergonhados, sem saber como se portarem e ficaram mais ainda quando minha mãe se aproximou, os abraçando — e esse é Sesshoumaru... — apontei para o youkai parado próximo da porta ainda, parecendo levemente deslocado... — meu namorado, para todos os efeitos — eu disse levemente envergonhada e dando de ombros. Ela se aproximou dele e o analisou, mas ao contrario do que eu pensei, ela não o abraçou, somente estendeu a mão. Ele retribuiu o gesto.
— Prazer a todos — minha mãe disse dando um sorriso — Sejam bem vindos ao templo Higurashi — as crianças fizeram uma leve reverencia e ela olhou para ambos, encantada — Vão assistir televisão com o Souta lá na sala, conhecer as coisas dessa Era, vocês devem estar curiosos! — ela disse apontando para lá. Ambas as crianças seguiram para o local indicado, pareciam estar ansiosos para explorarem tudo e no fundo eu conhecia essa sensação. Eu segui minha mãe para a cozinha, assim como Sesshoumaru, ele estava levemente deslocado, eu sabia... — Então Kagome, vai me explicar porque decidiu cortar os cabelos? — ela perguntou lavando alguma coisa que iria preparar no jantar, de costas para nós.
— Cortaram numa luta... — eu disse mostrando a cadeira a Sesshoumaru e me sentando também, tocar nesse assunto ainda me incomodava, porque tudo não passou de um ciúme doentio! — Por isso ficou tão curto — e me calei, querendo não falar mais no assunto. Sesshoumaru me lançou um olhar de canto, como estava ao meu lado. Eu sabia que ele iria perguntar o porquê do incomodo em algum momento...
— Nossa, — ela disse depois de um tempo, mexendo em uma das panelas. O cheiro estava gostoso e eu estava começando a ficar com fome — Mas não aconteceu nada demais né? Ou você se feriu novamente? — ela estava de costas ainda por isso não viu a troca de olhares que eu tive com Sesshoumaru.
— Não, foi somente às mesmas coisas de sempre — eu disse dando de ombros. Os olhos ambares pareciam me analisar e eu sabia que Sesshoumaru queria me perguntar algo — Não aconteceu nada demais, somente cortaram meu cabelo — eu disse dando um sorriso para minha mãe que havia se virado.
— Sesshoumaru — minha mãe o chamou quando se virou, ele a olhou, porém não disse nada, mas a curiosidade era visível no olhar dele, esse youkai é muito curioso senhor! — Você é youkai? — ela perguntou curiosa. Ele somente assentiu para ela que pareceu levemente desapontada, acho que ela queria escutar a voz dele — E o que você faz lá na era feudal? — ela olhava para Sesshoumaru muito curiosa. Ele estava desconfortável, eu podia perceber. Parece que alguém não gosta de ser o centro das atenções.
— Eu sou dono das terras do Oeste — ele disse somente, o olhar que ele lançou a minha mãe era como se pedisse para se calar, hostil como sempre. Minha mãe ia perguntar mais coisa quando eu me meti pelo meio.
— Mãe, para todos os efeitos Sesshoumaru é um lorde — eu disse a explicando, ela deu um sorriso compreensivo, talvez ela tenha captado que ele não era de falar muito — Ele é o lorde das terras do Oeste.
— Alguém importante! — ela disse batendo palmas e eu revirei os olhos, dando um sorriso em seguida, minha mãe nunca mudaria, não é mesmo? — Seu avô iria amar conhece-lo e mostrar tudo o que ele tem guardado lá no deposito — seu semblante ficou triste, e o meu também. Ainda era um assunto delicado a ser citado. Mesmo já se passando alguns meses, a morte dele ainda parecia ser muito recente.
— Iria mesmo — eu disse um pouco distante. Eu ouvi a algazarra vinda da sala e me dirigi até lá, deixando Sesshoumaru na cozinha com a minha mãe. Quando cheguei lá, Souta estava correndo pela sala atrás de Buyo, junto com Shippou. Rin estava sentada no sofá de forma comportada, mas rindo do que os meninos faziam — O que está acontecendo aqui?! — eu perguntei chamando a atenção deles que pararam.
— Souta disse que tínhamos que capturar esse gato, — ele disse apontando para Buyo que estava perto de mim, eu peguei o gato no colo e olhei muito séria para meu irmão — ele disse que ele merecia um castigo, e eu estava o ajudando... Fiz mal? — ele perguntou levemente envergonhado.
— Nada de maltratar o Buyo! — eu disse entregando o gato a Rin — Shippou, ele quer castiga-lo por motivos bobos, não dê ouvidos a ele — eu disse séria, o mesmo assentiu e Souta me olhou emburrado — logo vocês vão jantar e vão dormir, estão muito bagunceiros hoje, devem estar cansados — eu disse olhando para Rin e Shippou, que assentiram. Os deixei lá e voltei para a cozinha, minha mãe estava terminando de servir a mesa e Sesshoumaru estava meio deslocado. Será que minha mãe havia dito alguma coisa? Ou era somente o desconforto por não ter o que falar? Eu nunca saberia, afinal ele nunca admitiria o que quer que fosse — Estavam caçando Buyo — eu disse quando me sentei novamente.
— Inu-yasha que gostava de irritá-lo, o coitado até sumia quando ele chegava — minha mãe disse colocando os copos na mesa, e dando um leve sorriso, eu somente assenti para seu comentário. — Vou chamar as crianças — ela disse se retirando.
— Está tudo bem Sesshoumaru? — eu perguntei, atraindo a atenção dele. Ele me olhou alguns segundos antes de assentir, ele estava pensando em algo isso era claro... No que será? — Se não quiser comer não precisa, acho que deve ser diferente do que você costuma comer lá.
— Não tem problema — ele disse dando de ombros. Mas acho que no fundo ele estava curioso de como seria a comida, acabei dirigindo um sorriso para ele que como sempre, me ignorou. Minha mãe voltou com as crianças e logo estávamos todos comendo, as crianças toda hora dizendo que uma coisa ou outra era muito gostosa e eu achava aquilo divertido. Eles já estavam acostumados a comer uma coisa ou outra daqui, mas nada como uma comida caseira, eles estavam realmente gostando!
— Mãe, você ainda tem roupas minhas e do Souta de quando éramos criança né? — ela assentiu, me olhando um pouco curiosa — e do papai? — eu não sabia se ela tinha roupas do meu pai ainda. Nunca tocávamos no assunto pai...
— Do seu pai eu tenho algumas roupas que eu guardei por possuírem um significado especial e algumas que nunca foram usadas, até roupa íntima novinha eu tenho — ela disse dando um sorriso nostálgico, porém o mesmo morreu um segundo depois — Eu tinha comprado na semana que ele morreu, estava guardando para o Souta... — ela sorriu, triste.
— Mãe! — Souta protestou envergonhado e eu revirei os olhos, esse menino. Ela falando de algo sério e doloroso; e ele envergonhado por focar só parte citada sobre cuecas?! Souta nunca mudaria afinal...
— Eu vou precisar de algumas dessas roupas, e até mesmo as do pai — eu disse para ela que assentiu e eu assenti de volta, como se dissesse um ok — As crianças podem dormir no quarto do vovô? — eu perguntei para ela, mas desviei a atenção para Souta quando o vi sorrir.
— Eu mudei para o quarto do vovô — ele disse presunçoso. Claro que ele correria para lá, era o maior quarto da casa! Revirei os olhos para ele.
— Então eles vão dormir no seu antigo quarto ué — eu disse dando de ombros, esse menino... — Mãe, vamos lá pegar as roupas? — ela assentiu e se levantou, eu a imitei e chamei os outros, que também se levantaram, me seguindo pela casa — Fiquem no meu quarto até eu voltar, se sintam a vontade — e mostrei a porta, que logo escutei ser aberta, ela rangia um pouco. Segui minha mãe e peguei as roupas para Rin dormir, para o Shippou e para Sesshoumaru, agora que eu sabia onde estavam eu as pegaria amanhã, já que tinha vários planos de locais que poderiam leva-los no dia seguinte — Obrigada mamãe — eu disse voltando para o quarto. Estava tudo muito silencioso e quando entrei, as crianças estavam sentadas na cama, sonolentas e Sesshoumaru sentado no chão, apoiado na parede.
— Estou com sono Kagome — Shippou disse coçando os olhos. E Rin murmurou um, eu também. Eu sabia que eles ficariam com sono cedo, já que haviam brincado o dia todo.
— Vamos tomar banho, venham — eu disse para as crianças, que se levantaram eufóricas, nem parecendo que estavam quase dormindo alguns segundos atrás — Sesshoumaru você toma banho no banheiro do corredor e vista isso daqui — eu estendi as roupas para ele e a toalha, explicando o que era cada um, que assentia a cada peça mostrada. Eu fiz ele me seguir até o banheiro e ensinei o que era cada coisa lá, mas antes verifiquei se a agua não estava muito quente, porque ele não iria saber regular sozinho, e segui para o banheiro no quarto da minha mãe com as crianças.
Tomamos um banho divertido, com as crianças achando engraçado a agua quente saindo do chuveiro e não sendo em um lago ou coisas que eles estão acostumados lá, depois vesti cada um e os arrumei no antigo quarto de Souta. Já eram por volta das nove horas, mas eles tinham tido um dia cansativo e por isso estavam com sono, muito sono. As duas camas de solteiro estavam bem confortáveis, eles dormiriam bem essa noite, talvez quisessem camas lá. Eu sempre desejava minha cama... Voltei para meu quarto já usando meu pijama, um baby-doll colorido, estava calor e eu não tinha mais o que esconder de Sesshoumaru... Ele já tinha visto tudo. Sesshoumaru já estava no quarto em vista que a luz estava acesa, podia ver por de baixo da porta.
— As crianças já estão deitadas e o quarto bem fresquinho — eu disse quando entrei no quarto, o pegando com algumas coisas minhas pela cama. Claro que ele iria olhar tudo e também acho que ele não gostou de ter sido pego — São coisas comuns de se ter em minha Era — eu disse fechando a porta e a trancando, a ultima coisa que eu queria era Souta invadindo o quarto de manhã — Isso se chama fotografia, isso urso de pelúcia que é igual ao que eu dei a Rin e isso se chama caderno — eu disse apontando para as coisas.
— Hm — foi tudo o que ele disse, colocando as coisas de volta, eu em sentei na cama de casal, minha mãe trocou porque disse que a outra estava velha, mas a colocou no antigo quarto de Souta, contraditório não? Sesshoumaru estava usando a cueca e uma bermuda leve, ficava bonito nele. O mesmo se virou para mim e me olhou sério — Kagome, o que você sentia por Kurama? — a pergunta me pegou de surpresa. Que porra de pergunta era aquela?!
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Pov’s Sesshoumaru.
Aquilo estava me incomodando desde o dia anterior, quando Kagome pareceu incomodada em tocar no nome de Kurama. A tristeza que ela demonstrava também me incomodava... Será que ela sentia algo por ele? Ela parecia estar sofrendo, não sei ao certo, era a percepção que eu tinha... E de certa forma, isso estava me irritando. Ontem não pudemos conversar, em vista que os amigos dela nos observava e porque estávamos todos muito cansados, mas hoje ela não me escapa, não mesmo! Nem que seja a última coisa que eu faça no dia de hoje.
Novamente quando a mãe dela tocou no assunto ela ficou incomodada e aquilo estava matando a esse Sesshoumaru, porque se Kagome realmente gostasse dele, romanticamente falando, eu não sei o que eu faria. Porque veja bem, eu não havia permitido a ninguém se aproximar de mim, e muito menos me apaixonar por alguém... Pensar que, somente talvez, ela estivesse gostando de outra pessoa me deixava desconfortável... Esse Sesshoumaru não sabe lidar com sentimentos e tudo para mim parece muito intenso... Eu sabia que em algum momento naquele dia e naquele lugar ficaríamos sozinhos e eu não ia ficar sem perguntar... Eu me sentiria humilhado em perguntar algo assim, mas eu quero muito saber e esse Sesshoumaru vai saber!
Minha curiosidade um dia vai acabar me ferrando...
Depois que Kagome saiu com as crianças, eu tomei banho naquela coisa estranha, mas admito que era muito melhor do que um banho no rio, a agua quente saindo daquela coisa estranha era agradável. Eu saí de lá com aquelas roupas estranhas que Kagome tinha pedido para eu vestir, mas eram bem confortáveis. Voltei para o quarto dela e coloquei minhas vestes dobradas, junto com a armadura, em cima daquela coisa de sentar, ali naquele local estava repleto de coisas que eu nunca tinha visto na vida, eu as peguei e fiquei as analisando, colocando em cima da coisa que Kagome disse ser uma cama, é bem confortável admito. As coisas eram bem diferentes e em uma delas Kagome estava, junto com outras três garotas que eu nunca ouvi falar.
— As crianças já estão deitadas e o quarto bem fresquinho — ela disse quando voltou, me pegando desprevenido, eu não queria que ela soubesse que esse Sesshoumaru havia ficado curioso com as coisas da Era dela, mas no fundo eu acho que ela já desconfiava — São coisas comuns de se ter em minha Era — ela disse fechando a porta e acho que a trancando — Isso se chama fotografia, isso urso de pelúcia que é igual ao que eu dei a Rin e isso se chama caderno — ela disse apontando para as coisas, coisas interessantes, admito.
— Hm — foi tudo o que esse Sesshoumaru disse, colocando as coisas de volta, ficando de costas para ela. Eu deveria mesmo falar? Kagome se sentou na cama, e eu estava me perguntando se valeria mesmo a pena saber daquilo ou não, mas eu não ficaria bem se não perguntasse... Curiosidade maldita! Eu me virei para ela o mais sério que minha curiosidade me permitia, mas acho que eu consegui em vista que ela me olhou curiosa e levemente confusa, antes que ela me perguntasse qualquer coisa que joguei a pergunta de uma vez — Kagome, o que você sentia por Kurama? — a pergunta pareceu a pegar de surpresa, mas eu não me importei.
Ela me olhou um pouco desconfortável e parecia pensar se me contava algo ou não. Eu a olhei mais sério ainda, cruzando os braços de irritação. Eu estava sem camiseta e eu passava minha garra na lateral de meu corpo para tentar me distrair um pouco — Se você tivesse me feito essa pergunta alguns meses atrás — ela disse olhando para baixo, parecia envergonhada — Antes de eu saber a verdade por trás de Kurama e antes daqueles dias naquela cabana — ela me olhou, os azuis estavam decididos — eu diria que poderia ter dado uma chance a ele, porque eu realmente gostava dele e via um futuro com ele — as palavras dela me deixaram um pouco – mais — irritado, mas eu sabia que ela tinha algo a me dizer ainda, por isso esperei — Mas depois daqueles dias na cabana com você... Eu percebi que eu sempre me sentia atraída por você, mas não ligava para aquilo porque eu nunca teria chance com o lorde Sesshoumaru... — ela se levantou e parou na minha frente, descruzando meus braços e segurando em minhas mãos.
“Mas agora tudo é diferente, nós estamos diferentes — ela olhou para mim, e os azuis pareciam brilhar, realmente eu amava olhar naqueles olhos... Mas ela não precisa saber disso! — eu percebi, Sesshoumaru, que eu sempre quis te tirar da solidão que te cercava... Sempre tão sozinho, sempre parecendo não querer ninguém próximo — ela colocou meus braços ao redor dela e me abraçou, apoiando a cabeça em meu peito — você sempre me atraia os pensamentos de tempos em tempos eles apareciam em minha mente — ela deu um sorriso, eu podia sentir. Escutar tudo aquilo... Eu realmente não estava esperando — Como será que ele está? Será que ele encontrou alguém que o retirasse daquela solidão? Será que Rin conseguiu tirar algo melhor dele hoje?”
“Eram essas perguntas que apareciam e tempos em tempos, mesmo em quanto eu estava treinando... Porque para mim você sempre era, e ainda é, uma pessoa enigmática — ela deu uma leve caricia em minhas costas — Porque mesmo estando com Rin e Jaken você parecia estar sempre sozinho. E eu desejava do fundo do meu coração que alguém retirasse aquele olhar solitário de você, aquele olhar frio e amargurado — ela estava se declarando para mim, eu sabia disso e queria muito poder dizer com todas as letras tudo o que ela me dizia, mas eu não conseguia... Mesmo eu querendo dizê-las — Porém, depois daquele dia que ficamos juntos na cabana, mesmo você brigando comigo e negando ajuda, não me mandou verdadeiramente embora.”
“Naquele dia, mesmo me você dizendo “vá embora”, “Eu não preciso da sua ajuda”... Você não me mandou embora com seu coração, no fundo você sabia que precisava de ajuda, mesmo não admitindo... — ela sorriu novamente e me abraçou de forma mais apertada — Ali, eu sabia que estávamos mudando e eu não queria que acontecesse, afinal você é você — eu revirei os olhos e passei a mão pelas costas dela — um youkai frio e distante, mas que pouco a pouco eu quebrava essa barreira e fui me aproximando... E você não me deteve... Tivemos nossa primeira noite, e depois outros momentos vieram, e eu comecei a entender que talvez... Somente talvez, você estivesse me dando liberdade para tentar te amar.”
Tentar me amar... Era isso o que ela achava que eu havia permitido? Eu queria que ela me amasse, de todas as formas, com todo o coração dela, assim como eu fazia aos poucos com o meu... Eu já te amo Kagome, não consegues ver?! “Mas aí, depois daquele dia em que Kurama veio no vilarejo e você sentiu ciúmes — eu senti um incomodo, ela sabia então. Mesmo eu não querendo que ela soubesse, ela soube no fim, irritante... — eu percebi naquela noite em que nos amamos, que você estava me passando seus sentimentos e que, a sua maneira, dizia que estava tão envolvido quanto eu... Que me quer o quanto eu te quero. Mesmo sem me dizer nada de forma concreta...”
— Por isso — ela se afastou de meu peito e me olhou nos olhos — eu te digo que não precisa se preocupar com Kurama, ele nunca teve chances comigo e a ideia que eu tive de um dia dar uma chance a ele, já foi enterrada a muito, naqueles dias em que ficamos juntos... — e sorriu para mim, um sorriso sincero e com os olhos fechados, sorriso que só Kagome e Rin me dirigiam, ela abriu os olhos e me olhou séria — Eu posso dizer com todas as letras e sem arrependimento Sesshoumaru — ela ficou na ponta dos pés e me deu um leve roçar de lábios — Eu te amo...
Aquelas palavras aqueceram meu coração e eu não me contive, a beijei como se deve, vontade que eu tinha desde ontem e havia me privado. O beijo foi totalmente diferente de todos os outros, ele era mais quente, mais entregue, mais tudo... E eu sabia que ela sentia da mesma forma que eu... Acredito que sejam nossos sentimentos, se entrelaçando, se fortificando, mesmo sem eu entender muito bem de sentimentos. No fundo eu queria que fosse isso, que ela sentisse o mesmo que eu! Eu subi a mão que estava na cintura dela, subindo pelas costas até chegar à nuca, sentindo o cabelo dela agora curto, ah como eu os amava longos! Eram tão lindos! Segurei a cabeça dela, aprofundando mais o beijo, se é que era possível! Logo nos afastamos, ela com as bochechas coradas e eu da mesma forma que sempre, era difícil demonstrar meus sentimentos, mas eu me sentia amado e mais ainda, feliz... Entretanto, ela não precisa saber disso, estar ciente em minha mente já era o bastante...
— Sesshoumaru — Kagome chamou minha atenção para ela, os olhos azuis estavam avaliativos e eu não entendi o porquê — Mas agora você pode me dizer o motivo da sua pergunta? — ela disse dando um sorriso. Ela ainda me abraçava pela cintura e nossos corpos não estavam mais tão próximos quanto antes — Eu achei estranho ela ser feita assim, do nada.
Eu não queria responder, mas eu precisava dizer algo... Caso ficasse em silencio, poderia ser interpretado de forma errônea... — Você pareceu incomodada todas as vezes que alguém te perguntou dele — eu disse olhando para um ponto acima da cabeça dela, eu não iria olhar para ela, não agora.
— Ah, isso — ela disse se afastando e sentando na cama, me olhando em seguida — Todas as vezes que me lembram dele, fazem lembrar-me do que ele disse quando cortou meu cabelo, acaba me deixando irritada e desconfortável — ela disse dando de ombros e ficou um pouco triste — Imagine você que sempre teve os cabelos longos e alguém os cortasse contra a sua vontade... — ela deu um suspiro cansado — Eu não queria cortá-lo e não estava em meus planos isso, não mesmo!
Eu me aproximei dela e me sentei na cama, ao lado dela. Kagome puxou minha mão direita para o seu colo e a envolveu com ambas as mãos dela, fazendo um leve afago — O que ele disse? — eu perguntei curioso, já que ela estava tocando no assunto eu queria mesmo saber como havia sido cortado o cabelo dela. Quando a vi novamente naquele dia, ela já estava com eles curtos.
Ela ficou levemente corada e olhou para o outro lado, entretanto não parou de acariciar minha mão — Que meu companheiro devia gostar de pegá-los quando nos tocávamos — ela disse baixinho, mas eu podia escutar muito bem e muito claramente — e que você devia gostar deles longos — ela disse dando de ombros — Logo depois isso ele cortou de qualquer jeito, ficando assim — ela disse levando uma das mãos até o final dele.
Ele realmente estava certo, eu gosto do cabelo dela longo, mas também deles curtos, eu gosto de Kagome de qualquer jeito, porque ela continua sendo ela — Eu gosto deles de qualquer jeito, — esse Sesshoumaru disse antes que perdesse a coragem de falar algo... Ela me olhou surpresa, acho que não esperando eu falar algo, eu me aproximei dela, sem desviar o olhar — porque ele é seu Kagome, isso é o que importa — eu disse antes de beijá-la levemente agitado, seria isso vergonha? Nunca iria saber dizer...
Ela me beijou com todo o carinho que só ela sabia me dar. Coloquei-me sobre ela, a obrigando a se deitar na cama, esse Sesshoumaru queria Kagome, desejava senti-la me amando, como só ela sabe fazer e mais ainda, deixar toda essa merda que envolve Kurama para trás, afinal ele já está morto mesmo! Kagome se ajeitou melhor na cama, sem interromper o beijo e eu me enfiei entre as pernas dela. Ela envolveu minha cintura com suas pernas e enfiou as mãos entre meus cabelos, dando um leve puxão ali para logo depois os acariciar, suas pernas puxaram meu corpo mais próximo ao dela, e estava claro para mim que ela queria tanto quanto eu. Levei minhas mãos até as coxas dela, dando um aperto ali. Kagome desceu a mão direita até as minhas costas e passou os dedos por ali, causando um leve arrepio.
Eu a puxei para cima quando nos separamos do beijo, eu me sentei na cama, e Kagome sentou sobre minhas pernas fechando as pernas dela em torno da minha cintura. Eu dei beijos no pescoço dela, que me abraçou mais apertado. Eu voltei a beijá-la e levei as mãos nas coxas dela novamente, acariciando e apertando a carne dali, as mãos de Kagome passeavam pelas minhas costas e a sensação era realmente gostosa. Kagome deu uma leve mordida no meu lábio inferior me olhando com desejo, levei minhas mãos até as nádegas dela a puxando mais para mim e apertando a carne dali, ela deu um leve gemido, e logo voltávamos a nos beijar com todo o desejo que possuíamos naquele momento. Kagome voltou a enfiar ambas as mãos em meus cabelos, os puxando; enquanto seu quadril causava uma leve fricção em nossas intimidades, mesmo com as peças de roupa aquilo estava gostoso.
Eu enfiei uma de minhas mãos por dentro daquela roupa estranha que Kagome usava, seguindo em direção a suas costas, passando levemente minhas garras por sua extensão, Kagome deu um suspiro mais longo e puxou meu cabelo com um pouco mais de força, nada que doesse. Eu parei de beijá-la e a olhei nos olhos, Kagome como sempre estava levemente corada, mas me mostrava o quanto me desejava, aquilo só fazia eu me sentir mais quente, eu retirei a parte de cima daquela roupa estranha deixando os seios dela a mostra. Kagome ficou com vergonha e deixou o quarto escuro apertando aquele botão estranho. Eu achei graça disso, mas não disse nada, assim como ela. Kagome me abraçou novamente e me beijou, eu sentia os seios dela roçando em um peito e aquilo estava me deixando mais excitado ainda.
Novamente eu forcei Kagome a deitar na cama, ela me dirigiu um leve sorriso quando eu fiz isso. Dei uma leve mordida no queixo dela e desci pelo pescoço, indo em direção ao seu seio. Kagome parecia estar gostando, em vista que ela estava de olhos fechados; envolvi um de seus bicos com a boca e estimulei o outro com a mão, meu peito sobre o abdômen dela, a prendendo na cama. As mãos dela brincavam com meu cabelo, e às vezes os puxava, aquilo era gostoso. Eu me afastei dos seios dela e fui descendo em direção à intimidade dela, eu retirei aquelas peças estranhas e joguei no chão. Kagome tentou fechar as pernas quando entendeu o que eu faria, mas eu não deixei, lhe lançando um olhar de advertência. Ela colocou ambas as mãos no rosto, escondendo-se de mim... Ela estava com vergonha.
Eu me aproximei da intimidade dela, dando um leve sopro ali, o que fez com que ela mexesse um pouco as pernas, com cuidado abri os lábios dela, passando o dedo por sua extensão. A respiração de Kagome deu uma leve alterada, mas nada demais, aproximei minha língua dali e passei a estimula-la assim, sabia que era novo para ela, por isso ia devagar, deixando as sensações envolve-la aos poucos, como eu gostava de fazer. Kagome segurou em meu cabelo e abriu um pouco mais as pernas, apoiando-as em minhas costas... Ela estava gostando então, quando constatei isso, enfiei dois dedos na intimidade dela; e fiquei a estimulando com meus dedos e com minha boca. Eu sentia o corpo dela tremer levemente, tendo reações novas, mas ao mesmo tempo conhecidas... E o melhor era esse Sesshoumaru a causa-las.
Eu sabia que logo ela iria atingir o clímax, por isso intensifiquei meus movimentos, arrancando um leve gemido dela, Kagome era muito silenciosa e no fundo eu gostava disso. Eu sentia minha ereção incomoda naquela coisa estranha, e o cheiro da excitação de Kagome deixa tudo pior... Ou melhor, não sei definir. Não demorou e Kagome atingia seu clímax, ofegando levemente e de olhos fechados; afastei-me dela e me levantei da cama, retirando aquelas roupas que me apertavam. Kagome se sentou na cama e me olhava muito corada não sabia se ainda era vergonha ou outro motivo. Ela ficou de joelhos e se aproximou da borda da cama, me puxando para ela e me beijando. A posição era um pouco estranha, mas ela me puxou, querendo que eu me sentasse — Eu... Eu quero tentar também... — ela disse baixinho quando se afastou de mim e olhando para o outro lado, envergonhada. Eu me senti um pouco confuso, até que senti a mão dela envolver meu membro devagar, de forma incerta.
Ela fez o movimento de sobe e desce muito lentamente, causando uma reação forte em mim, mas não a impedi. Ela continuou assim, e eu me ajeitei melhor na cama; sentando de uma maneira que não a atrapalhasse. Eu há olhava o tempo todo e ela evitava me olhar, ela estava envergonhada, Kagome estava se esforçando em aprender, eu sabia. Ela me olhou envergonhada e me dirigiu um sorriso, logo se ajeitando sobre mim, levando meu membro até a intimidade dela, me fazendo penetra-la lentamente. Kagome começou a se movimentar, subindo e descendo sobre minha ereção, eu a ajudei, segurando em suas nádegas, auxiliando nos movimentos de sobe e desce.
A mesma se apoiava em meus ombros e uma de suas mãos estava em minhas costas, mas eu sentia que ela estava cansada, mesmo eu a ajudando. Kagome se inclinou levemente pra trás se apoiando na cama, eu me ajoelhei na cama e com a mão direita segurei no quadril dela, mantendo o corpo dela no lugar e a ajudando no apoio; e a esquerda levei até o cabelo curto dela os puxando, fazendo com que ela me desse livre acesso ao seu pescoço. Eu distribuía beijos por ali, sem interromper as estocadas, mas eu sabia que ela estava cansando de se apoiar assim também.
Por isso eu a beijei, fazendo com que parasse os movimentos, mas eu sentia a intimidade dela me envolvendo, pulsando, me fazendo querer me mover, mas não o fiz. Afastamo-nos do beijo e ela me olhava um pouco confusa. — Deite de bruços — eu disse para ela, que mesmo confusa fez o que eu falei. Kagome se deitou de bruços e esticou as pernas, eu coloquei as pernas dela entre as minhas e a fiz empinar um pouco o quadril, quase nada e a penetrei de uma vez. Desse jeito a intimidade de Kagome parecia esmagar meu membro e aquilo estava gostoso demais! Curvei-me sobre ela, dando leves mordidas em suas costas, e eu via a pele branca ficando levemente avermelhada, Kagome não reclamou, muito pelo contrario, ela gemeu baixinho meu nome. Se continuássemos desse jeito, logo eu gozaria e eu não queria isso agora.
Por isso me retirei dela, e a fiz mudar de posição, Kagome ficou de lado e a sua perna esquerda estava apoiada em meu ombro, eu segurei sua perna, prendendo o corpo de Kagome mais próximo do meu. — Sesshoumaru — como sempre música aos meus ouvidos, eu a olhava, os olhos fechados, os seios subindo e descendo conforme eu investia sobre ela, as mãos segurando fortemente no pano da cama. Tudo tão meu... Kagome abriu os olhos e me dirigiu um sorriso, forçando a perna para eu soltá-la, ela se ajeitou melhor na cama e eu novamente me coloquei sobre ela, apoiando as mãos uma de cada lado de sua cabeça e a penetrando novamente. A forma como Kagome me olhava com certeza era única, nenhuma antes havia me olhado daquela forma... O desejo estava presente, mas eu podia ver o amor dela por mim, e nesse momento eu não podia negar o meu... Ela sabia, ela sentia... E no fundo eu gostava que pelo menos assim eu conseguia me expressar.
Kagome segurou com ambas as mãos em meu rosto me puxando para beijá-la novamente, e eu a retribui prontamente. Novamente, ela levou uma das mãos ao meu cabelo e os puxou levemente, enquanto com a outra ela me acariciava nas costas e no braço. Sabia que em breve eu iria gozar, mas não queria fazê-lo antes de Kagome, por isso diminui a velocidade, a penetrando de forma lenta. Eu apoiei minha cabeça na curvatura do pescoço dela, sentindo que logo ela teria um orgasmo, passei meu braço esquerdo por baixo de seu corpo a trazendo mais próximo de meu corpo e levei minha mão direita até o quadril dela, segurando ali fortemente, aumentando a velocidade. Kagome me apertou mais a ela e passou as unhas pela extensão de minhas costas, eu tinha vontade de mordê-la no pescoço, mas sabia que a marcaria se o fizesse... Entretanto, esse Sesshoumaru não sabe se Kagome realmente quer pertencer a ele, somente a ele. Por isso não o fiz... Não ainda.
Kagome deixou um gemido escapar e eu senti a intimidade dela me apertando mais quando ela teve seu orgasmo, não me contive e acabei tendo o meu também. Eu ainda estava da mesma forma, com a cabeça apoiada na curvatura do pescoço dela, envolvendo seu corpo e acabei soltando meu peso sobre ela; Kagome não reclamou, somente me acariciou nos cabelos como sempre e ficou brincando com uma mecha de meu cabelo. Afrouxei um pouco o aperto em seu quadril, acho que ela vai ficar roxa ali. Eu me afastei dela e me deitei ao seu lado — Sabe, qualquer dia desses você vai arrancar um pedaço meu — ela disse dando um sorriso e se virando de frente pra mim.
— Hm.
Kagome se levantou e deixou o quarto claro, acendendo a luz, como ela havia dito anteriormente. Ela estava procurando pelas roupas dela, agora de costas para mim, eu podia ver as costas e as nádegas vermelhas, as marcas de minhas mãos nas coxas dela e o aperto no quadril, mas nada daquilo parecia incomodá-la. Ela vestiu as roupas e se virou, me pegando a observando. As bochechas dela atingiram um tom de vermelho no mesmo instante, mas ela não disse nada, saindo do quarto. Eu dei um mínimo sorriso, ninguém veria mesmo. Procurei pelas roupas que Kagome havia me dado e as vesti, ficando sem a parte de cima... Por algum motivo Kagome não me deu nada para cobrir o peito. Deitei-me na cama e fiquei aguardando ela retornar.
— As crianças estão dormindo — ela disse quando entrou no quarto, fechando a porta e se aproximando da cama — Na verdade todos já estão — ela disse dando de ombros, apagou a luz e se deitou ao meu lado, nos cobrindo com um pano leve — Amanhã vamos sair! — ela disse deitando sobre meu peito — E você vai também, né? — eu revirei os olhos, ela me deu um beijo no peito — Boa noite — Kagome se aconchegou mais a mim e logo sua respiração estava mais leve. Eu acariciei as costas dela e fiquei olhando para ela um tempo. Não demorei muito a olhando, decidi dormir também, afinal amanhã Kagome queria me levar pra conhecer a Era dela.
E claro que esse Sesshoumaru iria...
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