Notas iniciais
Yo baby *-* Como estão?! Gostaria de agradecer a pequenaapaixonadaporletras por ter favoritado a fic ♥ Boa leitura. P.S: Presentinho de Aniversário para Lica-chan ♥ Querida, te desejo toda a felicidade do mundo, que você continue essa pessoa maravilhosa e que ganhe muito dinheiro hohohohoh. E também continue essa detetive que é ;-; Ainda não superei ;-;

Pov’s Autora.

A noite ainda estava apenas no começo. Porém o local onde ele se encontra fazia sempre parecer noite, impossibilitando assim saber qual hora do dia era. Desde que havia falhado em sua emboscada para capturar Kagome, Ritsu estava preso em um local do qual ele não fazia ideia de onde era. O tempo era impossível ser contado, poderia ser dias, semanas, meses... Ele não sabia determinar. Ele só sabia que de tempos em tempos Yokoyama aparecia ali para torturá-lo da forma que ele achasse melhor, e por seus poderes ele se curava muito rápido o que fazia a tortura durar tempo de mais... Mais necessário do que ele acredita ser preciso.

Ritsu na verdade estava odiando aquela situação, sempre é ele a impor dor aos outros e não sofrer tortura. Sua roupa estava imunda, assim como seu corpo, mas ele não sentia rancor de seu mestre, na verdade ele estava bem consciente de que estava recebendo aquilo que merecia. Sabia que assim que saísse dali ele receberia sua carta branca para voltar a agir como antes e quando a recebesse, iria atrás de sua vingança pessoal. Não haverá Kagome, Yokoyama, guerra... Algo que o impeça de fazê-lo. Passos ecoaram ao longe e Ritsu sabia que era seu mestre. Ele simplesmente continuou sentado onde estava, sem nem se importar de abrir os olhos, não veria nada mesmo.

Yokoyama vinha caminhando tranquilamente pela extensão da caverna e levava consigo um pequeno lampião, para ver como estava seu servo. Ele não gosta de fazer isso a Ritsu, porém para se manter a ordem, alguns devem sofrer. Como Ritsu errou, ele teve que ser punido, como todos os outros que falharam em sua missão. Ele podia avistar a pele rosada de Ritsu toda suja de terra e sangue seco. Os cabelos curtos e negros mais desarrumados que o normal e seus olhos azuis escondidos pelas pálpebras. Aquilo doeu nele, Ritsu era sua família, mas ele era um líder e líderes devem fazer alguns sacrifícios, mesmo que doa neles.

Uma pequena claridade pôde ser percebida através das pálpebras cerradas, e Ritsu abriu os olhos, se arrependendo em seguida de tal ato. A luz do lampião o incomodou demais, mesmo que ainda fraco. Yokoyama chegou próximo a ele e se abaixou para ficar em sua altura, para poder conversar com ele olhando em seus olhos, como ele gostava. Os olhos não metem, por mais que você queira.

— Hora de voltarmos Ritsu — ele disse olhando para o rosto dele, Ritsu forçou os olhos a se acostumarem com a claridade e viu seu mestre abaixado a sua frente, os olhos negros mostravam o quanto ele estava feliz por levá-lo de volta. Os de Ritsu também compartilhavam de tal felicidade, não aguentava mais ficar ali. — Sabes que eu odeio puni-lo, você é como da família...

Ritsu assentiu ao o que lhe foi dito, ele observou melhor Yokoyama. Ele vestia um kimono amarelo com preto que lhe caia bem em sua pele pálida, estava com o cabelo amarrado em um coque e os olhos negros mostravam uma ansiedade que Ritsu não compreendia. Estava um pouco confuso com o bom humor de seu mestre, mas logo ele percebeu que ele não estava bem humorado. — Preciso de você para dar continuidade aos meus planos... Kagome não parece estar bem e precisamos agir agora, enquanto ela não pode se proteger...

— Eu sempre me perguntei o porquê dessa fixação pela humana — Ritsu disse pensativo, ele já estava fodido, se apanhasse novamente que fosse enquanto ele ainda estava sentindo dor — Você pode ter a quem quiser, desde sempre, e quer a humana que não tem nenhum apreço por ti?

Yokoyama o olhou contrariado, sabia que mais cedo ou mais tarde Ritsu iria querer saber da verdade, suspirou resignado, mas decidiu lhe contar uma breve história — Eu era casado Ritsu — Yokoyama disse o que fez com que Ritsu arregalasse os olhos, porém Yokoyama nem prestou atenção, olhava para um ponto fixo na parede — Isso foi a mais de 200 anos atrás, ela foi morta por um inimigo e eu não era forte o suficiente para protegê-la — Yokoyama se sentou de frente a Ritsu que prestava total atenção, ciente agora de que estava em uma caverna — Akane morreu em meus braços, levando consigo meu primogênito.

— Perdão senhor Yokoyama, eu não fazia ideia — Ritsu estava realmente envergonhado por ter feito seu mestre se lembrar de algo doloroso de seu passado, porém ele nunca perguntou, somente serviu, como um bom e obediente servo.

— Minha fixação por Kagome é porque ela é exatamente igual a minha Akane, sem tirar e nem por — ele olhou pra Ritsu — os olhos são os mesmo, a cor da pele, dos cabelos, a forma de sorrir... É exatamente igual, por isso ela pertence a mim e somente a mim, voltou como Kagome para ficar comigo — Yokoyama deixou o ar nostálgico assumindo seu temperamento de sempre — Se Kagome pertencer a outro, eu o mato... — ele estava olhando fixamente dentro dos olhos de Ritsu — Só eu posso possuí-la, somente eu posso amá-la, somente eu...

Ritsu percebeu que o que Yokoyama sentia por Kagome era possessão, ele a queria por se parecer com sua falecida esposa. Ele não diria nada, somente iria fazer aquilo que foi instruído. Trazer Kagome em segurança para ele.

— Quando eu a vi pela primeira vez com aquele grupo caçando Naraku, eu a quis, porém ela não era tão parecida com os cabelos curtos, entretanto quando eu a vi pela segunda vez treinando com aquele youkai do templo, escondido entre os arbustos e depois naquela cachoeira com o outro youkai — ele disse depois de um tempo em silêncio, atraindo a atenção de Ritsu novamente — eu sabia que ela era a minha Akane, seu sorriso e os olhos azuis deixavam isso evidente. Eu queria levá-la ali — ele olhou para Ritsu e deu de ombros — Mas assim seria algo forçado, ela não me amaria e sim me odiaria... Eu ficava escondido a observando por horas, e foi aí que fui te procurar para cumprir a promessa — ele disse dando um sorriso e se levantando — Agora que você já sabe, vamos.

Ritsu se levantou com certa dificuldade, fazia um tempo que não esticava os músculos, caminhou para fora da extensa caverna com dificuldade. Quando saiu, seu mestre estava sentando na carruagem enfeitiçada o esperando. A primeira coisa que fez foi olhar para cima, avistando o brilho das estrelas que tanto amava observar, suas fieis companheiras de todos os momentos e depois para a lua, linda e soberana sobre todos. Quando olhou para Yokoyama ele olhava a mesma coisa que ele, Ritsu se sentiu feliz, dando passos lentos até se sentar ao lado de seu mestre, seu amigo, irmão, que podia contar em todas as horas.

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Eles já se aproximavam do novo local em que Yokoyama estava escondido. Ele muda de local com frequência, temendo que consiga ser rastreado por alguém e que deem fim aos seus planos. Ritsu ainda observava o céu, sentado na beirada da carruagem. O mesmo estava muito pensativo e Yokoyama o deixou na dele. Só o que ele não sabia era no que Ritsu pensava.

Ritsu estava pensando em sua vida, em tudo o que ele já havia passado até ali. Ele sempre fora um youkai desprezado pelos outros, ele não era velho, beirava seus cinquenta anos, ainda era um youkai novo. Ele possuía uma casa como a maioria dos youkais, com um pai, uma mãe e irmãos. Ele amava a família dele, principalmente a mãe, essa quem era idêntico. A pele rosada como a de um pêssego, os fios negros e o tom do azul de seus olhos. Ele era a forma masculina de sua mãe. Ele fazia de tudo para agradá-la e vê-la feliz. Mesmo ela deixando de ser a youkai poderosa que era para se tornar mãe e esposa submissa, coisa que Ritsu sempre detestou.

Ele foi crescendo e percebia que sua mãe parecia esconder algo, mas não perguntava nada, somente tentava alegrá-la e de certa forma dava certo. Seu pai passava a maior parte do tempo fora e quando vinha para casa, era para brigar com a esposa. Ele sempre defendia a mãe e seus dois irmãos apoiavam o pai, ele procurava irritar o pai para ser ele a apanhar no lugar da mãe. Porém quando ele chegou à puberdade, seus poderes de mago despertaram, fazendo com que seu pai matasse sua mãe pela traição dela, em vista que seu pai e mãe faziam parte de um clã de youkais comuns, sendo impossível ele desperta tal poder.

Quando Ritsu presenciou a morte de sua mãe, seu poder se descontrolou e ele assumiu os olhos amarelos. Ele ficou muito irado e sentia muito a perda da mulher que ele mais amou na vida, fazendo com que naquela noite de inverno ele matasse pela primeira vez. Primeiro o pai, depois os irmão que lutaram para defender a ele, e não por aquela que lhes deu a vida. Ele chorou muito a morte de sua mãe e ele não queria que sua alma não descansasse em paz, por isso sozinho ele fez seu túmulo e mesmo a contra gosto enterrou seus irmãos um de cada lado do túmulo dela, afinal ela era mãe e os amava como tal.

Depois colocou fogo no que um dia fora sua casa e deixou o corpo de seu pai lá, seu desejo era que aquelas chamas o levassem ao inferno. Inferno esse que ele próprio fez em sua vida. Depois disso ele passou a vida vivendo pelos cantos, não tinha um lugar fixo. Foram anos tendo uma vida de qualquer jeito, a única coisa que fazia era treinar um pouco seus poderes, até que o conheceu, e Yokoyama o ajudou. Ele treinou arduamente para que um dia fosse o que é hoje, e graças a Yokoyama ele teve alguém a quem chamar de irmão novamente.

— Está muito pensativo Ritsu — Yokoyama disse se sentando ao lado de Ritsu, passando seu braço por seus ombros — Você está chateado comigo por te punir? — ele olhou para Ritsu, mas o mesmo olhava para frente ainda.

— Não estou com raiva — ele disse dando um sorriso fraco — Sei que o que fez foi para manter a ordem, afinal eu sou um de seus servos no final — ele desfez o sorriso ficando sério novamente.

— Mas é o único que considero de minha família — Yokoyama disse olhando para frente também. — Sabe que te tenho como um irmão... — ele disse dando um leve sorriso — Mas se não está com raiva de mim, no que tanto pensa? — ele estava curioso.

— Na minha vida — Ritsu disse olhando para Yokoyama pela primeira vez, os olhos negros o analisavam a todo instante — No meu passado... — ele deu um leve sorriso, dando o assunto como encerrado. Logo a carruagem começava a baixar e eles estavam em um enorme castelo.

— Vá tomar um banho e descanse — Yokoyama disse descendo da carruagem e seguindo para o castelo — Você deve se recuperar logo — ele se virou para o moreno e deu um sorriso — Em três dias irei me apresentar formalmente a Kagome.

— Hm, aposto que ela ficará lisonjeada — ele disse dando um sorriso travesso, e andando com dificuldade em direção a Yokoyama. O mesmo assentiu e apoiou Ritsu — e acho que muito surpresa...

— Claro que vai, eu sou perfeito para ela — Yokoyama disse subindo as escadas, ajudando a Ritsu — Será amor a primeira vista, e ela verá que eu sou o melhor par para ela — Ritsu olhou para Yokoyama que sorria de olhos fechados, verdadeiramente feliz — Nossa beleza se completa, você sabe.

— Convencido — Ritsu disse brincalhão. Ele era o único que conhecia verdadeiramente Yokoyama e era o único que tinha liberdade com ele. Eles se consideram irmãos e se tratam como tal, ninguém podia se meter entre eles... Nem mesmo a diferença de idade. Ambos seguiram para seu descanso, afinal em três dias tudo mudaria.

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O dia começava a amanhecer ao longe já podia ser vista a luz do sol, pássaros começavam a cantar anunciando a chegada de mais um dia. Sesshoumaru observava os primeiros movimentos da natureza, ficou a noite inteira acordado, velando o sono de Kagome e a observando se aconchegar mais a ele. Ele gosta de ter Kagome assim, senti-la tão próxima, a faz parecer tão dele, assim como ele é só dela. Porém nunca assumiria isso em voz alta, já era humilhante assumir isso para ele, imagina falar!

Kagome começava a acordar, ela sentia suas costas ser afagada levemente e sentia que era abraçada. Ela gosta de ter Sesshoumaru assim, perto, mostrando a maneira dele que se importava com ela e que a queria, tanto quanto ela o queria. Ela sabia que não iria ter um relacionamento amoroso – não aqueles melosos — e nem cheio de frescuras, mas ela gostava do que estava acontecendo e queria que continuasse assim.

— Sei que está acordada — Sesshoumaru disse fazendo com que ela abrisse os olhos. Ela se afastou do abraço dele e se espreguiçou, dando um bocejo em seguida. Sesshoumaru observava os movimentos dela e revirou os olhos “tão preguiçosa”.

— Bom dia, Sesshoumaru — ela disse quando terminou de se espreguiçar. Ela olhou para baixo vendo alguns pequenos animais correndo, sorriu — Nossa, estou com fome — ela disse descendo do galho. Sesshoumaru a imitou parando ao lado dela, Kagome estava bem melhor do que comparado ao dia anterior e parecia mais feliz também. Ela se virou para Sesshoumaru e lhe dirigiu um sorriso, ele estava curioso sobre o que passava na cabeça de Kagome, mas entendeu quando ela se aproximou lhe dando um selinho — Vamos! — ela disse segurando na mão dele e seguindo na direção da cabana.

Eles caminhavam tranquilamente, Kagome enlaçando os dedos dela nos dele. Ela estava realmente feliz e sabia que Sesshoumaru entendia o motivo, sem precisar falar nada. Ela já podia avistar a cabana e decidiu soltar a mão de Sesshoumaru, afinal sabia que ele não ia gostar de afeição em publico, mesmo que os outros já suspeitassem que algo estava rolando entre eles. Ele estranhou no começo ela soltar sua mão, porém depois entendeu que Kagome estava pensando nele. Quando chegaram à frente da cabana, Inu-yasha saia com Miroku. Pareciam estar preocupados.

— Aonde vão? — Kagome perguntou os fazendo parar.

— Onde você estava?! — Inu-yasha perguntou impaciente.

— Por aí — ela disse dando de ombros. Ambos olharam para Sesshoumaru parado atrás de Kagome, porém não comentaram nada — Eu estou com fome, onde está minha mochila? — Kagome perguntou retoricamente, entrando na cabana. Sesshoumaru preferiu não entrar e voltou para perto do lago, se sentando por ali.

Kagome estava mexendo seu macarrão instantâneo quando percebeu alguém atrás dela, era Sango e Kikyou. Ela se virou para ambas e ofereceu o macarrão instantâneo, porém o cheiro fez Kikyou correr dali para vomitar. — O que deu nela? — Kagome perguntou olhando para Sango de forma curiosa.

— Termine de comer e ela mesma te conta — ela disse dando de ombros em seguida. Kagome estava curiosa sobre, ate tinha uma ideia do que poderia ser, mas queria ter a confirmação. Por isso comeu rapidamente e seguiu para fora da cabana. No lado de fora estavam Inu-yasha e Kikyou, sentados na escadaria que tinha ao lado da casa de Kaede.

— O que aconteceu Kikyou? — Kagome perguntou a ela.

Kikyou a olhou envergonhada, mas a respondeu — Eu estou grávida — ela disse dando um leve sorriso e acariciando a barriga ainda lisa — Descobri há pouco tempo. — Kagome ficou feliz por eles, enfim Inu-yasha estava recomeçando e passou a conversar com eles sobre isso.

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Pov’s Sesshoumaru.

Eu estava sentado observando as coisas ao redor quando a humana de Inu-yasha saiu de lá correndo, tapando a boca. Não me interessava saber o motivo, por isso apoiei-me na árvore e fechei os olhos, sentindo a leve brisa balançando os fios de minha franja. Eu queria ir embora, mas como estávamos atrás de Yokoyama acho que todos juntos é mais simples, e também eu quero estar perto de Kagome, caso algo ocorra a ela novamente. Ou caso tentem algo contra ela.

Eu senti o cheiro de Kagome, e eu sabia que ela havia saído da cabana. Ao longe eu pude escutar ela conversar com a humana e Inu-yasha, depois a alegria dela ao descobrir sobre a cria deles. Sinceramente, não as entendo. Mas antes elas amigas do que querendo se matar, parei de prestar a atenção nelas e voltei a fechar os olhos. Deixando minha mente divagar sobre nada, propriamente dito. Eu não sei quanto tempo eu fiquei assim, porém eu logo abri os olhos ao sentir aquele cheiro. Kagome estava sentada na escadaria conversando com Sango e o monge, eu queria me aproximar dela, mas isso seria possessivo demais e eu estaria demonstrando meu desconforto com ele ali. Por isso decidi deixar isso de lado, mesmo não querendo.

Logo ele estava próximo o bastante para Kagome percebê-lo, o que fez com que ela se levantasse e olhasse na direção que ele vinha. Eu a olhava, queria saber como ela ia reagir, ela não olhou na minha direção, o que eu achei ótimo. A última coisa que eu queria era que ela percebesse meu desconforto. Aquele youkai de cabelos cobre se aproximou de onde eles estavam a passos rápidos, ele olhava para Kagome fixamente e sorria para ela de forma alegre. De onde eu estava podia sentir o cheiro do desejo dele e isso estava me irritando mais do que antes.

— Olá Kurama — Kagome disse dando um sorriso para ele, eu estava prestando total atenção na conversa deles, ela estava em pé. E ele estava a uns oito passos dela — O que faz aqui?

— Vim te ver, como você sumiu — ele disse lhe dirigindo um sorriso. Eu queria muito me aproximar deles, mas não daria certo, Kagome sabe que é minha, porém não os outros. Por isso me levantei de onde estava e me afastei um pouco do lago, seguindo na direção da floresta, só que ouvir o que ele disse, me deixou mais bravo ainda — Podemos conversar a sós?

Não ouvi a resposta de Kagome, talvez ela não tenha respondido com palavras e sim com aceno, porém eu vi mesma se afastando com ele o que deixou claro para mim que ela o respondeu positivamente. Aquilo me irritou muito, por isso eu escondi meu cheiro e presença e os segui. Eles seguiram para onde fica aquele poço que Kagome vai pra era dela, eu fiquei entre as árvores entre a folhagem e num galho alto, imperceptível. De onde eu estava conseguia vê-los perfeitamente. Kagome se sentou na beirada do poço e ele ficou em pé, ao lado dela.

— O que aconteceu? — o tal de Kurama perguntou a olhando de forma preocupada — Você sumiu da busca de Yokoyama... Eu fiquei preocupado...

— Nada demais, coisas que eu já estou acostumada — ela disse dando de ombros e o olhando com um mínimo sorriso — Eu só estou dando um descanso, mas logo voltarei à ativa — ela disse dando um sorriso mais aberto. Eu queria chegar até lá e mostrar a ele que ela me pertence, mas não darei o gostinho a eles de me verem com ciúmes, mas não mesmo! — Porque você usa esse colar? — a pergunta de Kagome me fez voltar a prestar atenção neles. Ela estendeu a mão e o tocou levemente com a ponta dos dedos, quando ele se afastou um pouco.

— Nada demais, somente gosto de adornos — ele pareceu nervoso, isso me pareceu suspeito. Quem é esse cara? Nunca ouvi falar dele antes da suposta amizade dele com Kagome, como eles se conheceram? — Você continua linda... — ele disse ficando na frente dela, eu queria ir até lá, podia sentir o cheiro do desejo dele ficando mais forte, porém eu não podia. Não quero dar o gosto de ele me ver assim. Eu o vi se aproximando dela, quando Kagome o parou com ambas as mãos no peito dele.

— Sinto muito Kurama — Kagome disse se levantado e o afastando mais, se afastando dele também a uma distância segura. Ele a olhava confuso e um pouco irritado — Eu não posso te deixar ir adiante dessa vez — ela o olhou decidida — Porque eu estou apaixonada por outro.

Ele a olhou por alguns segundos antes de se pronunciar — Você está brincando, não? — ele pareceu nervoso e descrente, e eu sorri de lado. Ela não está mentindo, idiota.

— Não, eu estou apaixonada de verdade — ela disse o olhando séria.

Kurama a olha de forma ressentida, ele pensou em dizer algo era evidente pela cara dele, mas não o faz e se retira dali, sem dizer mais nada e nem olhar para trás. Kagome fica ali alguns segundos olhando por onde ele seguiu, até que se vira e segue novamente para o vilarejo, sem se dar conta de minha presença e eu fico ali, pensando em tudo o que eu acabei de ver. Antes de tudo, como pode outro vir a tentar beijar Kagome?! Eu não aceito isso, foi extremamente complicado me segurar aqui. Eu estou com raiva, muita raiva. Eu não posso acreditar que até mesmo eu estou tendo uma crise de ciúmes! Porém eu não suporto a ideia de outro tocando em Kagome, a beijando, recebendo os sorrisos e os olhares dela, os abraços e até mesmo tenha os pensamentos dela.

Esse Sesshoumaru pode estar sendo egoísta – e muito -, porém eu não cometerei um erro com ela. Eu a quero e ela me quer, ela deixou isso claro para aquele youkai e para mim ontem, e eu me senti feliz por isso. Mas eu não admito dividir e eu sou realmente possessivo com aquilo que eu decido ser meu. Entretanto não quero afastar Kagome a tratando de forma fria – mais que de costume -, por isso eu preciso me acalmar primeiro, não quero que ela saiba que eu a segui... Que eu senti ciúmes... Eu preciso pôr os pensamentos em ordem. Eu segui para aquela cabana onde eu fiquei quando fui ferido, lá era o único lugar tranquilo por aqui e ninguém me encontraria, pelo menos não aqui. Ela continuava da mesma forma que havíamos deixado e ela ainda tinha meu cheiro, sinal de que ninguém havia se aproximado daqui. O tempo lá fora ainda mostrava que era meio da tarde, mas logo anoiteceria. Eu deixei Rin brincando com o Shippou e eu gostava de vê-la alegre, como ela estava por esses dias, na presença do youkai raposa e de Kagome.

Eu encostei a porta e me dirigi para o outro cômodo. O quarto estava da mesma forma, me surpreende que ninguém tenha se aproximado daqui. Sentei-me na cama improvisada que ainda estava montada aqui, e mesmo sem querer imagens daquele youkai me surgiam à mente. Eu fechei os olhos e deixei minha mente se esvaziar, eu precisava me acalmar, não quero ficar com raiva de uma coisa tão besta quanto ciúmes. Mas é engraçado, pelo menos para mim... Eu sempre achei que nunca seria igual aos humanos e ter sentimentos tão “bobos” quanto o amor e ciúmes, e agora veja esse Sesshoumaru... Tendo que se afastar para acalmar meus pensamentos e meu coração. Eu não sei quanto tempo fiquei pensando, ou somente de olhos fechados, porém lá fora eu podia escutar os sons de grilos e eu sabia que era de noite.

Eu sabia que tinha que voltar, Rin deve estar preocupada comigo, e Kagome também. Eu acho que me acalmei o suficiente... Pelo menos, o suficiente para não demonstrar que eu senti ciúmes dela. Eu abri os olhos lentamente e a escuridão já reinava na cabana, mas eu podia enxergar perfeitamente. Ao longe podia escutar passos leves, sabia que alguém se aproximava e pelo cheiro só podia ser Kagome. Ela se aproximou da cabana com passos incertos, provavelmente se perguntando se eu realmente estava aqui. Eu não me movi, nem liberei minha presença, quero saber o que ela vai fazer. Escutei a porta ser aberta, e logo as sandálias de madeira faziam barulho na madeira da casa. A ouvi dar um suspiro e se aproximar do quarto.

— Então você está aí — ela disse assim que entrou no quarto. Ela ainda usava aquele kimono verde de ontem, mas seu cheiro era de banho recém tomado. Seus cabelos estavam presos de qualquer jeito, o que resultava um uma parte um pouco frouxa. Estava linda aos meus olhos, porém ela não precisa saber. Kagome se aproximou da cama e se sentou ao meu lado sobre as pernas – em vista que ela havia retirado as sandálias -, ficando assim de frente para mim — Você tinha sumido, Rin pediu para procurá-lo — ela deu um leve sorriso — por isso eu vim...

Ela não mentia, eu sentia isso... Será que ela não estava preocupada comigo também? — Hm — foi tudo o que eu disse. Ela me olhava, e eu estava me perguntando se ela estava me enxergando. Mas minhas suspeitas foram respondidas quando ela falou.

— Porque franze a testa? — ela disse passando o dedo no vinco que havia se formado e eu nem havia percebido. Somente acenei negativamente simulando um nada — Enfim... Não sei se você ainda estava lá, mas Kurama veio hoje — ela disse me olhando nos olhos. Os azuis pareciam curiosos me fitando e eu tentei ignorar o assunto — Ele queria saber se eu estava bem, e porque eu tinha sumido.

— Ele parece gostar bastante de você — esse Sesshoumaru acabou não controlando a língua e o comentário saiu por sem querer. Eu ainda não estava muito bem para falar sobre isso, será que ela não entende?!

— Isso não é verdade — ela pareceu contrariada, não percebendo meu tom de ciúmes, o que eu achei bom — eu o conheci durante meu treinamento com Takeo e Fujimoto, depois disso só o vi naquela luta — ela me olhou com o cenho franzido — Não tem como ele gostar de mim, eu mal o conheço! — ela fez um gesto com a mão que eu não entendi — Ele já me beijou uma vez, mas não significou nada... — ela estava olhando para o outro lado, mas do nada olhou para mim.

Eu sabia o porquê dela me olhar daquela forma, eu não consegui controlar minha raiva ao ouvir ela dizer que Kurama a beijou. Eu não disse nada, nem ela. Mas isso não durou muito, ela se sentou mais próxima de mim, me dirigindo um sorriso doce enquanto acariciava meu rosto — Não precisa ficar com ciúmes — Kagome disse na minha cara. Eu queria rir de forma sarcástica, mas não fiz nada, somente fiquei quieto a olhando — Eu contei a ele que não poderíamos ficar juntos — ela me olhou de forma séria — Porque eu estava apaixonada por outro... — e ela deixou a frase morrer ali, dessa forma. Porém ela continuava com a mão em meu rosto.

Eu me aproximei dela e a beijei. Eu não queria ligar que outro a queria tanto quanto eu, que outro poderia vir a ter aquilo que eu tenho com ela e isso eu não posso perdoar. Ela me correspondia e parecia ansiar pelo beijo tanto quanto eu, a sensação que ela passava era que queria que aquilo nunca acabasse e se dependesse de mim, não iria. Eu a puxei para meu colo e ela veio sem resistir, se ajeitando sobre mim sem interromper o beijo. Eu queria demonstrar para ela que eu também estou apaixonado por ela e que a quero tanto quanto ela a mim, por isso eu tentaria ser o mais carinhoso que eu conseguisse. Por ela e para ela.

O beijo começava a ficar mais quente e eu sabia que se continuasse assim aonde iríamos parar, mas sinceramente não me importava. Kagome seria minha mulher e isso ninguém iria me negar. Não quero saber de classes do clã, ela é minha e eu já decidi isso. Separamo-nos e sua face estava levemente corada, amo vê-la desta forma, a faz tão minha. Eu desci os beijos por seu pescoço e ela estava me acariciando nas costas e mexia levemente em meu cabelo. Ela parecia querer tanto quanto eu, em vista que não me impedia de continuar e isso ficou mais evidente quando ela se aproximou mais de meu corpo, fechando as pernas em minha cintura, depois que eu afrouxei um pouco o kimono dela, lhe dando um pouco mais de liberdade.

Eu estava começando a ficar excitado e isso não era diferente dela, pois seu cheiro já começava a mudar levemente. Ela estava um pouco envergonhada, como se não soubesse o que fazer e eu achava isso diferente, porque eu nunca havia passado por isso antes. Eu soltei o obi dela, para dar-lhe mais liberdade, o jogando num canto qualquer daquele quarto. Kagome timidamente colocou ambas as mãos em meu peito e começou a afrouxar a minha roupa, me acariciando no peito em seguida. Eu me afastei de seu pescoço a o olhei. Ela estava de olhos fechados, como se tivesse medo, eu achei a cena engraçada.

Eu a ajudei e retirei a parte de cima de meu kimono, o que fez com que ela abrisse os olhos e me olhasse de forma envergonhada. Eu a beijei novamente a trazendo para mais perto de meu corpo, ela me abraçou pelos ombros e me correspondia à altura. Eu sentia meu corpo começando a esquentar e sentia o corpo de Kagome quente, por isso acabei mudando de posição e a deitando na cama improvisada. Seus fios negros espalhados por ali e o olhar envergonhado dela me deixavam mais ansioso ainda. Eu a beijei novamente me encaixando entre as pernas dela, mostrando a ela o quanto eu estava excitado. Eu esfreguei nossas intimidades levemente e ela me abraçou, passando as unhas levemente pela extensão das minhas costas, fazendo com que eu me arrepiasse. Eu a prensei mais sobre a cama o que fez com que ela desse um leve gemido em minha boca.

Eu me afastei de sua boca novamente e segui em direção ao seu pescoço, Kagome levou ambas as mãos a minha cabeça, mexendo em meus cabelos... Se ela soubesse que eu só a deixei fazer isso... Fui abrindo seu kimono deixando a mostra aquele corpo que eu achava perfeito, ela pode não ter muitas curvas, mas eu as acho perfeitas. Eu dei leves mordidas em seu pescoço e ombro, fui descendo os beijos e mordidas em direção ao seu colo; ela parecia estar em expectativa, sua respiração estava acelerada e eu estava gostando das reações que causava nela. Kagome estava usando uma coisa estranha cobrindo os seios e de novo ela retirou, mas desta vez eu prestei atenção, ela o abriu pela frente. Eu a ajudei a retirar a peça estranha e teve o mesmo destino que o obi dela. Seu kimono não estava mais em seu corpo também.

Ela me olhava envergonhada e em expectativa, eu me aproximei do seio dela e passei o nariz sentindo o cheiro dela primeiro e senti a pele dela se arrepiando por onde eu passava. Ela levou ambas as mãos até as minhas costas, apertando com a ponta dos dedos. Eu resolvi acabar com a expectativa dela, e envolvi seu bico esquerdo com a boca e o outro eu estimulei com meus dedos, meu braço direito eu passei por de baixo de suas costas a trazendo para mais próxima de meu corpo. Seus dedos trilhavam um caminho indefinido por minhas costas e eu gostei dessa sensação. Ela gemia bem baixinho, e estava com os olhos fechados. Eu parei de sugar seu mamilo e fiquei a estimulando com a língua. Kagome parecia respirar com dificuldade, mas eu sabia que o motivo daquilo era eu. E no fundo, eu gosto...

Eu tirei meu braço direito de baixo dela e me afastei um pouco, só para distribuir beijos por seu tronco. Eu não era carinhoso com outras fêmeas, mas Kagome é minha fêmea e merece ser tratada como tal, por isso irei dar a ela tudo de mim, a minha maneira serei carinhoso. Minha mão esquerda foi descendo por sua barriga em direção a sua intimidade. Kagome usava outra peça estranha, mas essa é mais fácil de tirar. Porém só abaixei um pouco e enfiei minha mão a estimulando com os dedos, me abaixando para beijá-la novamente. Kagome parecia estar pegando fogo, porque seu corpo já mostrava estar levemente soado, ela me agarrou pela cintura com suas pernas me puxando mais para ela, o que dificultou um pouco o movimento dos meus dedos, mas não me importei, eu estava feliz em saber que ela me desejava, entretanto ela não precisa saber disso.

Afastei-me de sua boca dando uma leve mordida em seu queixo, descendo para o pescoço. Minha calça estava me incomodando, estava apertada. Kagome deu um leve arranhão em minhas costas e eu sabia que tinha que agir logo, ela estava quase lá. Eu me soltei de suas pernas, o que fez com que ela me olhasse confusa. Eu nada disse somente me levantei e retirei minha calça a largando em qualquer lugar por ali, eu me ajoelhei novamente, porém Kagome me surpreendeu quando se sentou e me parou, me fazendo sentar.

— Me deixe fazer algo também... — ela disse tão baixo, corada e envergonhada que me deixou agitado, excitado. Muito mais do que antes... Kagome retirou aquela peça de roupa estranha e se aproximou de mim incerta, insegura. Eu me sentei melhor na cama — mas não me apoiei na parede -, e a guiei segurando em sua mão, a trazendo para mim. Ela apoiou ambas as mãos em meu ombro e suas pernas estavam uma de cada lado de minha cintura, porém ela não se moveu. Ela me olhava nos olhos e eu percebia que os azuis mesmo intensos de desejo estavam nervosos.

Por isso olhando em seus olhos, me aproximei dela e a beijei. Eu a queria relaxada, que aproveitasse tanto quanto eu. Quando eu a senti mais entregue ao beijo, eu segurei em suas nádegas e a guiei até minha ereção, a penetrei devagar. Ela me abraçou pelos ombros e enfiou o rosto na curva do meu pescoço, dando um leve beijo ali. Sabia que ela ainda devia estar sentindo algum leve incomodo, por isso esperei. Eu lhe acariciei nas costas, sentindo o calombo em meus dedos enquanto a acariciava, aquela cicatriz que nunca iria sair de seu corpo, mas agora eu sabia como havia sido feita. Beijei seu ombro e a acariciei na extensão da cicatriz, sentindo sua pele se arrepiando no processo. Kagome mexeu o quadril levemente, o que fez com que eu apertasse sua cintura com um pouco de força.

Voltei novamente minhas mãos para suas nádegas a ajudando nos movimentos de sobe e desce. Ela me abraçava cada vez mais apertado ao seu corpo e passava as unhas por minhas costas, dando arranhões fortes. Para ser sincero eu não liguei, gostava das sensações que podia causar a ela, somente eu... Porque você Kagome, é deste Sesshoumaru e deve sempre estar ciente disso. Eu não permitirei que outro a tenha, a toque, a possua. Porque somente eu posso fazer isso. Você será inteiramente minha e eu serei inteiramente seu, da melhor maneira que eu posso, irei demonstrá-la que te amo. Ela me beijou, um beijo que me mostrava todo seu desejo por mim, mas também seu amor... Dessa vez eu sabia que não estava somente transando, eu estava fazendo amor.

Deitei Kagome na cama novamente, sem me retirar de dentro dela. Ela me puxou pelos cabelos para beijá-la novamente e assim eu fiz, sem interromper os movimentos de vai e vem. Eu terminei o beijo dando uma mordida em seu queixo, e me afastando o suficiente para colocar uma de suas pernas em meus ombros. — Sesshoumaru — Kagome sussurrou de olhos fechados. Seu corpo fazia o mesmo movimento que o meu, subindo e descendo. Ela estava tão entregue a mim, me amando da forma dela, e eu sabia, podia sentir que ela me ama... Da mesma forma que eu sei que ela sente o meu amor por ela, mesmo sem eu precisar dizer.

Eu sentia a intimidade de Kagome me apertando, e eu sabia que ela estava se aproximando do orgasmo, por isso soltei sua perna e ela envolveu minha cintura novamente. Eu me sentei sobre os calcanhares e segurei a cintura de Kagome a levantando da cama e dando apoio a ela. Os gemidos que ela deixava escapar era música para meus ouvidos, mesmo ela não deixando muitos saírem. Eu também sentia que minha liberação logo chegaria, todavia antes eu precisava satisfazê-la e sem pensar duas vezes, me coloquei sobre ela novamente aumentando a velocidade.

Kagome tomou meus lábios em um beijo repleto de luxuria, desejo e amor. Ela passava a ponta dos dedos por minhas costas, me puxando para ela, ora puxava meus cabelos, ou somente me olhava nos olhos com o rosto corado. Não demorou muito e eu senti o corpo dela ter espasmos, e eu sabia que ela tinha tido seu orgasmo. Não me contive mais, e logo em seguida eu tive minha liberação. Caí por cima do corpo de Kagome, minha cabeça na curva de seu pescoço e minhas duas mãos ainda seguravam em sua cintura. Nossos corpos estavam grudando por causa do suor, mas eu não me importo com isso, e pelo visto nem ela. Senti minha cabeça ser acariciada com a mão direita dela, enquanto eu via que com a esquerda ela brincava com uma mecha de meu cabelo.

— Estamos namorando Sesshoumaru? — ela perguntou depois de um tempo em silêncio. É claro que estamos, porque ela pergunta isso? Eu não ia responder nada, mas ela poderia entender errado.

— Hm — foi tudo o que eu disse, dando um leve aperto em sua cintura. Ela continuava da mesma forma, me acariciando na cabeça e brincando com meu cabelo. Kagome merecia uma resposta concreta, mas eu não conseguia dizer um simples sim. Levantei a cabeça e a olhei nos olhos.

Os azuis estavam brilhantes, lindos como sempre — Eu entendi sua resposta — ela disse me dirigindo um sorriso e se levantando um pouco para me dar um beijo na testa — Espero que não se importe de eu contar para os outros...

— Não me importo — eu disse deitando sobre seu peito, sentindo aquele carinho em meus cabelos. Algo tão simples, mas para mim tão intimo. Eu ouvia o coração de Kagome acelerado, talvez eu estivesse pesando. Por isso me retirei dela e me sentei. Ela me imitou e me olhou confusa — Vamos dormir, estou cansado — eu disse começando a me vestir e ela assentiu. Kagome se vestiu e eu estava só com a calça do kimono, estava calor e eu sabia que seria assim durante a noite. Kagome ficou me aguardando levantar, quando ela entendeu que íamos dormir ali. Ela se aproximou de mim e se deitou, eu a imitei deitando de frente para ela. — Mas só para deixar claro, você é minha Kagome e de mais nenhum outro.

O sorriso que ela me deu foi um dos mais lindos que eu já vi — Mandão — ela disse acariciando meu rosto e me dando um selinho — Mas tudo bem, se é assim você é só meu também — ela disse dando uma piscada de olho. Eu revirei os olhos, mas assenti, só que ela não precisava me dizer aquilo, eu já sabia. A puxei para mais próximo de mim, me aconchegando a ela. Logo ela já havia dormido, e eu fiquei há olhando um pouco. Tirei alguns fios que estavam sobre seu rosto e lhe dei um beijo na testa, dormindo em seguida.

Também te amo, Kagome...

Notas finais
Que fique claro que esse final foi um pensamento, ele não disse! Como prometido, eu contei o porque de Yokoyama querer Kagome, e mais ainda o passado de Ritsu ;-; Muito triste a vida desse meu menino ;-; Talvez, passarei a atualizar a fic semanalmente, essa semana consegui, mas não sei se na outra consiga! Por isso se não postar na próxima quarta (22) postarei na outra (29). Obrigada pela atenção ♥ Bjos baby *m* ATENÇÃO ALERTA DE SPOILER, SÓ LEIA SE VOCÊ REALMENTE QUISER, SE NÃO SÓ PULAR ESSA PARTE ♥ Capítulo 21 ---------------------------- — Não diga bobagens Kagome — ele disse me olhando irritado e sério, muito sério — Você e Rin ficam com esses pensamentos bobos. ---------------------------- — Eu te considero minha família Shippou — Rin disse envergonhada e depois sorriu — E Kagome também... — ele me abraçou de novo e Rin se sentou no meu colo de novo. Isso não estava muito bom, porque eu e Shippou estávamos molhados e Rin se molhou depois. ---------------------------- — O que foi Kagome?! — Sango perguntou assustada ao meu lado, ela estava sentindo minha aflição e desespero. Eu estava me sentindo muito ameaçada. Rin e Shippou já estavam na cabana, e a pessoa se aproximava rapidamente de mim, e eu não tinha uma arma... Miroku estava com o bastão dele era o jeito. ---------------------------- — Até se ela te mandar ficar nu? — Miroku perguntou, sugestivo. ---------------------------- — O que está acontecendo aqui? ---------------------------- Então, talvez eu adote esse método daqui pra frente, o que acham?! Espero que continuem gostando hohohohoh' Bjos baby *m* < escrevo duas vzs porque nem todo mundo lê os spoilers, aí me despeço lá em cima u-ú