Notas iniciais
Yo baby's como vão? Pois é, vim um dia antes com a atualização :3 Gostaria de agradecer a Andressa Freitas por favoritar a fic ♥ Boa leitura ;)

Ainda não podia acreditar que eu me deixei envolver desta forma... Eu apaixonada por Sesshoumaru? Termos transado não foi nada, eu sou adulta o suficiente para saber o que fazer ou não e quando eu transei com ele não foi por sentimento... Ou será que foi? Passei a mão nas pernas as esfregando levemente, isso não podia ter acontecido! Apaixonar-me por Sesshoumaru nunca foi uma opção! Parece que eu gosto de sofrer, porque Sesshoumaru, diferente de Inu-yasha, odeia os humanos e tirando Rin, ele não se importa com mais nenhum de minha raça! E muitas vezes me disse que não se importava comigo! Porém isso me faz pensar...

Porque ele ficou comigo ontem? Impulso, desejo, não tinha nada melhor para fazer? Não sei, mas eu me senti muito feliz... Sesshoumaru sempre me encantou e me prendeu de alguma maneira, sempre me atraia para ele, fosse pelo olhar frio, ou a solidão que o cercava, entretanto eu sempre quis saber mais dele, quis me aproximar dele, todavia eu sabia que seria impossível essa aproximação. Desde os meus quinze anos eu tento entendê-lo e agora com dezessete, continuo tentando... A diferença com antes é que agora ele me dá alguma – pouca – liberdade para com ele. De me dirigir a ele sem a habitual hostilidade que me mantinha longe.

Sesshoumaru continua uma incógnita para mim e eu não sei como desvendá-lo, ele não é tão acessível a mim, e nem parece querer se abrir comigo, talvez seja muito vergonhoso se abrir com uma humana, ou mais ainda, considerar uma humana de confiança. Também eu queria o que? Ficar com o Youkai mais frio desta Era? O youkai que mais odeia os humanos? Kouga pode estar errado afinal e meu verdadeiro amor não estar aqui, sinceramente, eu nem se quer cogitei isso quando ele me disse... Porque sinceramente eu não sei se algum dia poderei chegar a ter algum tipo de relacionamento com alguém, e se for um youkai, será tão orgulhoso quanto Sesshoumaru e odiará nossos filhos hanyous? Dei um suspiro, Sesshoumaru nunca ficaria comigo, é melhor eu nem criar muitas esperanças e fantasias...

Por isso vou agir normalmente, como se eu não tivesse consciência desse sentimento que está brotando em meu coração... Tentarei sufocá-lo, até morrer soterrado e não irá me tomar novamente. Irei agir normalmente com ele amanhã como se nunca houvéssemos nos tocado. Afinal, Sesshoumaru não liga para mim e nem se importará com meu afastamento. Levantei a cabeça, olhando para o céu. Ainda era início de tarde, e eu precisava conversar com meus amigos... Explicar o que aconteceu e talvez contar a Sango o que houve entre mim e Sesshoumaru, afinal eu não escondo nada dela e ela nunca me julgaria. E eu não estou errada, na minha Era sexo casual é uma coisa normal...

Levantei-me do chão, batendo a terra de minha roupa, pegando minhas coisas e seguindo para o vilarejo, que não estava muito longe. Nem meia hora havia se passado e eu já me encontrava em frente à cabana da vovó Kaede, podia escutar Sango, Miroku e Shippou conversando lá dentro. Dei um suspiro para tomar coragem e adentrei a mesma, como pensei todos estavam lá, pareciam me aguardar e no fundo eu sabia que era isso mesmo.

— Olá, voltei — eu disse colocando minhas coisas ao lado da porta, no chão. Dirigi-me até onde eles estavam sentados e peguei Shippou no colo me sentando onde ele estava o acariciando na bochecha — Como vai o meu menino?

— Vou bem Kagome — ele disse me dirigindo um sorriso lindo e pegou algo nas mangas de seu kimono, me mostrando em seguida — Olha, eu pintei o ioiô que você me deu! — e me entregou o mesmo para que eu pudesse analisar.

— Ficou lindo! — eu disse, o abraçando em seguida.

— Kagome — Inu-yasha chamou minha atenção, seu rosto estava indiferente, mas em seu olhar eu podia perceber o quão agitado ele estava — O que você estava fazendo lá com aquele youkai e Sesshoumaru? — Inu-yasha pela primeira vez, não insinuou nada. Somente fez uma pergunta.

— Nada, somente recebi a missão por Takeo de recuperar a espada roubada do templo — eu disse me sentando mais confortavelmente e encostando Shippou em mim — Worochi é uma espada demoníaca que se alimenta do sangue de sacerdotisas e o youkai que a empunha come a carne delas, como se fizesse uma ligação maior entre eles, fazendo assim ele ser cada vez mais influenciado por Worochi — eu olhava para todos, e eles pareciam bastante curiosos sobre ela — Uma vez conseguimos a pegar quando ela falhou ao ataque a uma sacerdotisa, somente a ferindo, porém a mesma não saiu sem uma marca, ela ficou marcada para sempre, passaram quase dois anos e ela foi roubada por Yokoyama — fui interrompida.

— Yokoyama? — Miroku perguntou pensativo — Ele não era aquele youkai, era? — e me olhou inquisitivo.

— Não, ele era um servo dele — eu disse o respondendo — ele roubou do próprio mestre, mas no fundo eu sei que ele foi seduzido por Worochi, ela hipnotiza as pessoas para ser empunhada, a atraindo, sussurrando coisas que as pessoas querem ouvir e as prometendo ajudar, mas tudo não passa de lorota para ela ter um novo hospedeiro — eu disse explicando — eu fui até ele, porém o mesmo já estava lutando com Sesshoumaru. Eu já havia o ajudado como Rin havia me pedido e ele havia partido durante a noite, fui uma surpresa encontrá-lo lá — e dei de ombros, para minha mentira colar.

— Entendo — Kikyou respondeu me deixando surpresa — Porém porque essa espada parecia ter um interesse tão grande sobre nós? — ela perguntou se apoiando em Inu-yasha, o abraçando em seguida.

— Como eu disse, ela se alimenta de sangue de sacerdotisas — eu a olhei — Natural querer a uma de nós duas. A propósito, de onde vocês vieram? — eu perguntei confusa, pois eles vieram da direção contraria ao vilarejo.

— Estávamos buscando Yokoyama, quando sentimos uma energia muito poderosa se aproximar do vilarejo — Miroku disse me olhando, Shippou deitou em meu colo, ele parecia com sono — porém ela sumiu do nada, e paramos para descansar. Hoje sentimos novamente e nos dirigimos até ela — ele deu uma pequena pausa — Bom, quando chegamos lá você já estava lutando contra o youkai e Sesshoumaru a ajudava. — e deu de ombros.

— Afinal, o que Rin queria com você aquele dia? Ela disse que ele estava machucado, algo assim. — Sango disse chamando minha atenção para ela.

— Ela queria que eu ajudasse Sesshoumaru com um problema que ele teve só que tinha que ser uma mulher pra resolver — eu disse dando de ombros e desviando o olhar, eu tive que mentir e disse a primeira mentira que me veio à mente, não queria falar sobre isso, afinal eu prometi a ele não falar a ninguém — Mas foi tudo resolvido rapidamente e ontem eu já poderia ter voltado, só que estava chovendo e eu decidi esperar pelo amanhecer — e dei de ombros.

— Inu-yasha, vamos dar uma volta pelo vilarejo? — Kikyou perguntou olhando para ele, que mesmo parecendo contrariado se levantou e seguiu com ela para fora da cabana.

— Shippou dormiu Ka — Miroku disse se levantando e pegando o pequeno de meu colo — Pode deixar que eu o coloco na cama dele — e seguiu para onde Shippou dormia.

— Vamos tomar banho Sango? — eu perguntei a ela que assentiu. Levantamo-nos e pegamos as coisas para o banho e roupas limpas, seguindo na direção das termas. Quando achei que estava longe o bastante me pronunciei novamente — Precisava conversar com você a sós...

— Eu sei — ela disse me dirigindo um sorriso — Eu também preciso falar com você, porém nessa loucura toda de Yokoyama quase não ficamos mais juntas...

— Eu sei me sinto mal por isso — eu disse envergonhada e um pouco chateada. Desde quando começamos a procurá-lo, não temos mais tempo para conversarmos... Chegamos às termas, nos despimos e adentramos, a água estava quente, mas nem liguei estava sentindo falta de tomar um banho relaxante! Nos últimos dias estava me banhando naquele rio de água fria e não estava muito legal...

— Agora você pode me falar o que queria — Sango disse olhando para mim um tanto curiosa.

— Bom, eu não sei como falar, na verdade nem como sei por onde começar... Pensando agora parece um tanto surreal. — eu disse mergulhando meu rosto até o nariz, sério, quem acreditaria nisso? Ninguém... Iriam pensar que era uma piada... Por um lado parece que foi uma ótima escolha. Ela me olhava curiosa e como se me incentivasse a falar, esperando pacientemente e eu acabei corando, levantei o rosto e tomei coragem — Eu transei com Sesshoumaru enquanto eu estive com ele... — e desviei o olhar, focando o mesmo na água. Sango não disse nada, não se moveu, nem arfou, o que me fez olhar para ela. Sua expressão de chocada era tão engraçada que poderia rir se não estivesse tão nervosa e ansiosa sobre o que ela pensava disso.

— Meu Kami! — foi à primeira coisa que ela disse quando pareceu recuperar a linha de raciocínio, ela andou até parar na minha frente, tão surpresa quanto antes — Se você me contasse isso há dois anos eu iria rir da sua cara — ela se sentou ao meu lado numa pedra — Mas parece que alguém se apaixonou novamente — e sorriu para mim.

— Não me apaixonei — eu disse emburrada, olhando para o outro lado — foi somente algo, hum, digamos casual — eu disse dando de ombros — Fora isso, só trocamos alguns beijos...

— Não acredito nisso! — ela disse começando a se empolgar — Você conseguiu ficar com o youkai mais lindo que eu já vi! E mais frio também... Que Miroku não escute isso — ela disse olhando para os lados, como se ele fosse capaz de escutar — Kagome, você vai ficar com ele, vai por mim — ela disse piscando o olho.

Eu joguei água nela — Para de viajar! — eu disse sorrindo e decidindo mudar de assunto, prefiro deixar isso enterrado nos confins da minha mente e do meu coração — O que você queria me contar? — eu perguntei e Sango estranhamente corou, desviando o olhar para o outro lado, reação parecida com a que eu tive antes de contar a ela, e foi como se uma ficha caísse. — Não me diga que você também... — eu deixei a frase morrer.

— Sim, há algumas semanas... Eu me deixei levar, porém eu queria muito aquilo... — ela disse envergonhada e me olhou — Mas você acha que eu fiz certo? Miroku é muito mulherengo e eu tenho medo dele me trocar agora que aconteceu... — ela disse um pouco triste. Engraçado as nossas vidas, ela com medo de o namorado deixá-la e eu preocupada no que os outros vão pensar de mim ao descobrirem...

— Que isso, ele nunca faria isso com você — eu disse a incentivando e deixando meus problemas de lado — Vocês são namorados e é natural terem esse envolvimento, se tiver alguém errada aqui, esse alguém sou eu! — eu disse me referindo que nem um relacionamento com Sesshoumaru eu tinha.

— Você quis, ele quis, não tem nada de errado nisso — Sango disse passando shampoo — Vocês são adultos e sabem o que fazem não se martirize por pouco — ela disse me dirigindo um sorriso e mergulhando em seguida para enxaguar o cabelo.

Eu resolvi tomar meu banho logo, afinal poderia aparecer alguém por aqui e a última coisa que eu quero é alguém me vendo nua. Trocamo-nos e voltamos conversando sobre outros assuntos para a cabana da vovó, resolvemos nos dar um dia de folga e amanhã à noite sairíamos novamente em jornada em busca de Yokoyama. E assim o dia passou, tranquilo e como das poucas vezes nos permitimos passar. À noite estávamos todos na cabana da vovó e estávamos jantando.

— Shippou, amanhã vamos nos encontrar com Rin para vocês brincarem, que tal? — eu disse dando um sorriso para ele.

— Que legal! — ele disse ficando feliz, eu amo vê-lo assim. Acho que no fundo ele se sente sozinho, pois as outras crianças do vilarejo implicam um pouco com ele por ele se um youkai e somente Rin o trata como igual, porém eu acredito que no fundo ela se sinta sozinha também.

Levantei o olhar e Inu-yasha me encarava, ele estava irritado provavelmente por eu sair amanhã — E quanto a nossa partida Kagome? — ele perguntou por fim.

— Não se preocupe, eu irei na parte da manhã — eu disse dando de ombros — Não atrasaremos, quanto a isso, não precisa se preocupar.

Ele nada mais disse, nem eu. Logo terminamos de comer e eu resolvi dormir cedo, quanto antes eu saísse, antes eu voltaria. Por isso, me levantei e me ajeitei em meu saco de dormir, somente murmurando um boa noite para meus amigos.

–----------------------------------------------

Acordei cedo, assim como eu havia pensado. Shippou ainda estava dormindo ao meu lado, porém eu sabia que logo ele acordaria afinal ele é um youkai e ele sempre acorda cedo. Levantei-me e arrumei minhas coisas, peguei em minha mochila um miojo que tinha lá, não era certo comer esse tipo de comida logo cedo, mas eu gosto. Quando eu estava comendo Shippou acordou, eu sempre achei fofa a forma como ele acorda.

— Bom dia meu menino — eu disse quando ele se virou para mim, coçando os olhos — Dormiu bem?

— Sim — ele respondeu se aproximando de mim e se sentando ao meu lado — Que horas vamos ver a Rin? — ele perguntou ansioso. Eu sabia que ele queria muito ir brincar com ela, e que ele estaria levemente ansioso, nada demais.

— Daqui a pouco — eu disse dando um sorriso e voltando a comer. Shippou comeu alguma coisa que tinha por ali. Peguei minha espada e segui para fora da cabana, Shippou me seguiu. Deixei minha mochila na cabana, não queria levá-la. Shippou ia andando a minha frente visível era sua empolgação! — Calma Shippou, os brinquedos não vão fugir, nem a Rin...

— Não é isso — ele disse me olhando por cima do ombro e dando um sorriso triste — É que eu não tenho muitos amigos, só Rin gosta de brincar comigo de verdade — eu sabia que ele era excluído, mas não tanto assim.

— A Rin e eu amamos brincar com você, muito mesmo — eu disse dando um sorriso para ele, ele balançou a cabeça e voltou a olhar para frente.

— Eu sei — ele disse envergonhado quando não me olhava mais. Shippou parou de andar de repente cheirando o ar, assim como Inu-yasha fazia. Claro que eu estranhei no mesmo instante — Kagome, tem alguém se aproximando.

— Como? — eu perguntei olhando em volta entrando em alerta, quando senti alguém atrás de mim, Shippou arregalou os olhos e eu me virei preparada para desferir um soco na pessoa quando percebi ser Kurama — Não me assuste assim! — Eu disse quando ele segurou meu pulso, bloqueando o soco.

— Desculpe — ele disse soltando minha mão e me dando um abraço que me pegou um pouco de surpresa, claro que eu fiquei um pouco desconfortável, ainda mais depois do beijo que ele me deu. Eu somente não sabia como me portar perante ele, não queria dá-lo falsas esperanças... Ele se afastou e me dirigiu um sorriso, que mostravam todos os dentes — Como você está Kagome? — ele perguntou dando dois passos para trás.

— Eu vou bem Kurama — eu disse um pouco sem graça. Queria sair logo dali — Mas, desculpe minha grosseria, o que faz por aqui? — eu perguntei curiosa, afinal estamos próximo do vilarejo e por aqui não teve nenhuma incidência de Yokoyama, somente de Worochi.

— Desde aquele dia — ele começou, me olhando de forma mais séria e depois olhou para o Shippou que estava impaciente esperando — Você sabe ao o que me refiro, eu não te vi mais, e eu estava preocupado, pensei que Yokoyama tivesse feito algo contra você — ele passou a mão nos cabelos — Eu... Eu estava muito preocupado. Por isso eu vim ate aqui e fiquei esperando um momento em que você estivesse sozinha, e longe do hanyou — deu de ombros quando parou de falar.

Eu estava muito desconfortável sobre aquele assunto, e me sentindo muito pressionada sobre isso — Bom, eu não sumi, somente estivesse procurando por Yokoyama nesse meio tempo e acabei ficando sem te encontrar — eu disse um pouco insegura — Mas eu te disse que sempre estaria procurando por Yokoyama, até eu não conseguir mais.

Kurama estava irritado, eu podia sentir — Já te disse para parar de procurá-lo, não é necessário você buscar por ele — Kurama passou a mão por meu rosto e eu quis recuar — Eu posso fazer isso, por você.

— Agradeço, mas eu ainda prefiro fazer as coisas por mim mesma — eu disse dando um passo para trás, o olhando nos olhos — Yokoyama tem problemas maiores comigo, que não me deixarão de fora mesmo — eu disse, porém me arrependi em seguida. Kurama iria perguntar o porquê quando foi interrompido.

— Kagome, vamos logo! — Shippou disse chamando nossa atenção para ele. Kurama o olhou e por um momento eu pensei ter visto irritação em seu olhar para Shippou, mas deve ser coisa de minha cabeça, não? — Eu quero ir logo brincar com Rin!

— Já vamos — eu disse o olhando antes de voltar a olhar pra Kurama — eu preciso ir agora...

— Espere — ele disse segurando em minha mão — Eu quero te fazer uma pergunta — ele acariciou minha mão levemente e deu um sorriso mínimo — Você está com raiva de mim, sobre aquilo? — Com aquilo, eu sabia que ele estava se referindo ao beijo.

— Não Kurama — eu disse dando um sorriso para firmar o que eu dizia, soltando de sua mão em seguida. Ele olhou para meu gesto e depois me olhou nos olhos, parecendo incomodado — Eu não estou com raiva sobre aquilo.

— Bom, sei que estão com pressa — ele diz lançando um olhar para Shippou — Não vou atrasá-la mais — ele se aproximou e eu pensei que ele fosse me beijar novamente, porém ele somente me deu um beijo na bochecha — Até qualquer dia Kagome — ele disse me dando as costas e indo embora tão rápido quanto veio.

Eu preciso por um fim nisso. Kurama não merece ficar com minha insegurança e muito menos preso a mim assim como eu fiquei presa a Inu-yasha... Eu prefiro que ele se afaste a sofrer... — Kagome! — Shippou chamou novamente minha atenção, me fazendo voltar a andar na direção da cabana. Enquanto caminhava voltei a pensar nessa situação com Kurama, eu não devia ter deixado isso ir tão longe, ele se envolveu demais! Não quero que Kurama sofra... Ele não merece isso. Eu gosto dele, mas somente com um amigo... Por isso não quero que ele sofra por mim, ele não merece.

Deixo esse assunto para lá e me encaminho na direção da cabana — Shippou, você não sabe onde é... — eu disse dando um sorriso para ele que me olhava emburrado. Ele se aproximou de mim e andava ao meu lado, seguindo por onde eu andava, em direção a cabana. Logo eu já podia sentir a presença deles e Shippou correu na frente, deve ter sentido o cheiro de Rin. Eu seguia mais atrás, tranquilamente, já podia ver Rin saindo da cabana para encontrar Shippou.

— Olá Shippou — Rin disse o abraçando, feliz. Sesshoumaru saiu da cabana e a primeira coisa que fez foi me lançar um olhar frio e irritado, parando na soleira da porta, apoiando ali. Tão frio que me fez temer, mas o que eu fiz de errado?! Rin correu na minha direção me abraçando pelas pernas — Olá Kagome! — eu me abaixei na frente dela lhe dirigindo um sorriso e acariciando os fios chocolate.

— Olá pequena — eu disse quando me levantei.

— Olha Rin, o que eu fiz com ioiô que a Kagome me deu — Shippou disse a chamando e mostrando o item à menina, eles pareciam alegres. Logo eles se afastaram um pouco de nós para poder brincarem mais a vontade.

Eu senti o youki de Sesshoumaru cada vez mais alterado e não entendia o porquê disso. Será que ele estava com problemas? Eu me aproximei dele, para cumprimentá-lo quando ele me olhou mais irritado ainda. Mesmo assim eu me dirigi até ele — Olá Sesshoumaru — eu disse quando parei ao lado dele, perto da porta da cabana.

Ele me olhou, me analisando. Parecia procurar alguma imperfeição em meu kimono vermelho, parecia querer ver se não estava errado, o que eu achei estranho — O que fazia com aquele youkai? — ele perguntou olhando para frente, não me dirigindo o olhar novamente. Eu fiquei muito surpresa, ele estava irritado porque eu estava com Kurama? Não pode ser... — Sua roupa toda está com o cheiro dele — e como se lesse a minha mente, ele responde o que eu me perguntava internamente.

— Ele apareceu quando eu estava vindo para cá e conversou comigo... — eu disse me explicando para ele, sem nem entender o porquê de eu estar fazendo isso. Eu não devo satisfações a Sesshoumaru, mas no fundo eu somente queria conversar com ele, mesmo desse jeito frio dele — Acontece que Kurama tem a mania incomoda de me abraçar — eu disse dando de ombros, sem olhar diretamente para ele — Mesmo eu não querendo ser abraçada — eu senti a necessidade de dizer aquilo e me arrependi de ter dito, afinal era para eu ser indiferente a ele. Não era para eu estar me explicando e muito menos, me preocupando se ele está pensando se eu tenho algo com Kurama.

Sesshoumaru não me olhou depois que eu parei de falar, nem fez nenhum som indicando que havia me respondido, nem os costumeiros “hm”, nada. Simplesmente se desapoiou da soleira da porta e se dirigiu para o meio da floresta. Eu o vi caminhar imponente, sem se importar em me dizer nada, me deixando ali, confusa. Risos infantis chamaram minha atenção, decidi deixar Sesshoumaru para lá no momento, afinal era assim que tinha que ser. Ele estava somente me colocando em meu lugar. Dirigi-me até as crianças, me sentando perto delas e passando a brincar com os peões de Shippou.

–----------------------------------------------

Pov’s Sesshoumaru.

— Irei buscar Rin — eu disse sem olhar para ela — Ela queria que aquele youkai raposa fosse brincar com ela, o leve amanhã, naquela cabana — e comecei a andar em direção ao meu castelo, para buscar Rin. Escutei Kagome fazer um leve movimento e olhei por cima do ombro, ela está abraçando as pernas, se encolhendo como uma bola. Resolvi não voltar e segui meu caminho, a deixando sozinha.

Kagome está começando a ganhar muito espaço em minha mente, e no fundo, não sei se isso é coisa boa. Sei que transamos e esse Sesshoumaru gostou bastante, mas eu estar apaixonado pela humana, não é algo... certo. Eu sei que ela é alguém determinada, e muito empenhada em querer ajudar, em querer ser alguém forte... Porém ela ainda é humana e esse Sesshoumaru não sabe se tem espaço para mais uma humana em minha vida. Rin é uma exceção. Por outro lado, o tempo em que ela ficou “cuidando” de mim, me senti melhor, me senti menos solitário.

Ela também se demonstrou muito carinhosa comigo, mesmo eu tentando afastá-la de mim. Demonstrou-se preocupada, e muito empenhada em me curar, mesmo eu deixando claro que não queria os cuidados dela. Sorria de vez em quando para mim, e enquanto estava distraída mexia nas mechas de seu cabelo e cantarolava alguma melodia qualquer. Durante uma das noites, enquanto ela cuidava de mim, eu acordei e percebi que ela não estava no quarto. Mesmo sem conseguir andar me esforcei em levantar, para procurá-la. Ela poderia estar em perigo. Porém quando cheguei à cozinha eu parei de me forçar, sentindo a surpresa e o meu corpo protestar de dor, ela estava ali, dormindo apoiada na parede da cozinha.

Seu semblante era sereno, e ela parecia estar desconfortável naquela posição, as pernas dobradas e a cabeça apoiada à parede, mas mesmo assim, não me deixou sozinho. Naquele momento algo se aqueceu dentro de mim, mesmo sem querer, me senti querido... Sem nem mesmo saber como é a sensação. Agachei-me na frente dela, sentindo novamente meu corpo reclamar pelo esforço, mas nem liguei. Dessa vez não ligaria. Afaguei seu rosto e fiquei ali um pouco a observando, tão calma e segura, tranquila e serena. Voltei para a cama, pois a última coisa que eu queria era ser pego. Claro que depois desse dia, eu passei a obrigá-la a dormir comigo, em vista que era a única cama do quarto e não tinha coisas suficientes para improvisar outra.

E mesmo se tivesse, eu não faria.

Logo depois disso nos envolvemos... Literalmente de forma mais íntima. Eu não sei o que eu senti, mas pela primeira vez uma mulher foi minha, somente minha. A sensação que se apossou de mim é indescritível! Mas Kagome não é minha, afinal eu não quero ficar com a humana...

...

...

...

Hmpt, nem meus próprios pensamentos eu consigo enganar, quem dirá qualquer outra parte minha. Eu já me interessei pela humana, de uma forma que eu a quero para mim, isso é errado? Sinceramente eu não sei.

Kagome não é uma humana como todas as outras e sei que ela daria uma ótima mãe, é visível por seus cuidados para com Rin e o youkai raposa. Eu darei um jeito de tê-la comigo, não sou um youkai amoroso, muito menos de ficar dizendo eu te amo ou sendo carinhoso. A minha maneira eu mostrei a ela que me importo com ela, como da vez em que a fiz dormir comigo, foi a minha maneira de pedir para ela não dormir mais sentada na cozinha. Mesmo sem dizer nada. Eu não sei expor meus sentimentos, porém consigo me expressar um pouco por gestos e será exatamente assim que eu tentarei conquistar Kagome. Mostrar a ela que eu a quero... Eu já decidi, à humana será minha e de mais ninguém. Afinal Daí-youkais são extremamente possessivos com aquilo que julgam seu!

E eu já decidi que Kagome era minha no momento em que nos envolvemos.

Decidi parar de devanear sobre Kagome e seguir logo para buscar Rin, estou preocupado com ela, afinal ela ficou muito assustada com meu estado. Comecei a correr em direção ao Oeste, deixando Kagome e meus pensamentos para trás.

–--------

Voltei para a cabana com Rin no inicio da noite e ela logo dormiu. A pequena ficou tão feliz quando me viu e eu me permitir dirigir a ela um pequeno sorriso. Eu não dormi, porém fiquei a noite inteira em alerta, cuidando e vigiando Rin. Jaken e Arurun estavam no outro cômodo descansando lá. Fiquei de olhos fechados pensando em tudo e às vezes em nada, minha mente estava uma confusão e eu ainda não sabia como arrumar. Só percebi que era de manhã quando senti Rin parada a minha frente.

— Bom dia Senhor Sesshoumaru! — ela disse quando eu abri um olho para fitá-la — A Kagome vai vir hoje, não é? — ela estava bastante animada.

— Sim — foi tudo o que eu disse. Rin saiu da minha frente seguindo para fora da cabana, indo atrás de comida. Eu continuei sentado da mesma forma, porém prestando atenção se não havia youkais em volta, quando ela retornou – pouco tempo depois – com algumas frutas e água naquela coisa estranha que Kagome usava, foi que me movi.

Rin comia as frutas tranquilamente e eu fiquei a observando. Ela estava crescendo rápido, está muito diferente da criança que veio comigo há uns anos. Logo ela viraria uma adolescente e eu não entendo nada de coisas humanas... Será que ela aceitaria morar com Kagome? Repreendo meus pensamentos, onde já se viu. Kagome virá morar comigo quando ela for minha e poderá ser a mãe que Rin sempre quis, e sei que ambas vão gostar.

Fiquei tanto tempo observando Rin que não percebi o tempo passar. Ela já havia terminado de comer e estava sentada perto da porta, que estava aberta, permitindo assim ela ver quando Kagome chegasse. Eu estava escorado na parede da cozinha que ficava de frente para a porta, me permitindo ver o que Rin via. Logo eu comecei a sentir o cheiro do youkai raposa e logo depois algo me incomodou... Muito. O cheiro de Kagome levemente misturado com o daquele youkai, o tal de Kurama.

Uma raiva se apossou de mim. “Como ele ousou tocar nela!”. Como aquele youkai ousou cruzar o caminho dela, e mais ainda, como ele ousou deixar o cheiro dele nas roupas dela?! Kagome só pode ter meu cheiro misturado ao dela! Esse Kurama está muito enganado se acha que eu o deixarei ter Kagome, ela pertence a mim. Eu nunca me apaixonei por ninguém, nenhuma fêmea mexeu comigo como Kagome mexe e eu não vou deixar agora um youkai qualquer, pegar o que eu já decidi ser meu! Kagome será minha fêmea, nem que seja a ultima coisa que eu faça. Eu mostrarei a ela da minha maneira que a quero e que ela será minha fêmea, só minha!

Rin se levantou e passou a correr para fora da cabana, o cheiro de Kagome ficou mais forte, e eu sabia que ela estava a poucos metros daqui, me dirigi até a porta da cabana me apoiando na soleira da porta. — Olá Shippou — Rin disse o abraçando, feliz. Eu olhei para Kagome, eu estava muito irritado e nervoso. Rin se dirigiu até Kagome a abraçando — Olá Kagome! — ela se abaixou na altura dela, acariciando a cabeça de Rin.

— Olá pequena — ela disse quando se levantou.

— Olha Rin, o que eu fiz com ioiô que a Kagome me deu — o youkai raposa disse a chamando e mostrando o item à menina, eles pareciam alegres. Logo eles se afastaram um pouco de onde estávamos para poder brincar mais a vontade.

Eu estava cada vez mais irritado, a cada brisa que passava espalhava o cheiro misturado de Kagome pela clareira. A vontade que eu tinha era de mostrar a aquele youkai que Kagome me pertence, mas me sentia frustrado, pois Kagome ainda não é minha... Ela se aproximou de mim a passos lentos e eu a olhei irritado, eu não estava conseguindo manter minha frustração e isso estava me irritando mais ainda. — Olá Sesshoumaru — eu escutei a voz dela próxima, ela havia parado ao meu lado, perto da porta da cabana.

Eu a olhei melhor agora, procurando se não havia nada de errado na roupa dela... Ele não teria a seduzido... Teria? Repreendo meus pensamentos, Kagome não é esse tipo de pessoa, eles devem somente ter se tocado... Mas quanto? Eu não encontrei nada de errado nas vestes dela, mas ainda assim eu queria saber o que tinha acontecido e minha curiosidade não deixaria essa passar em branco...

— O que fazia com aquele youkai? — eu perguntei baixo e olhando para frente, não dirigindo mais o olhar para ela. Eu sentia a surpresa dela, mesmo sem estar a olhando, por isso resolvi esclarecer o porquê da pergunta — Sua roupa está com o cheiro dele — eu disse a explicando. Ela ainda parecia bem surpresa, mas me respondeu.

— Ele apareceu quando eu estava vindo para cá e conversou comigo... — ela começou, mas parecia decidir se me contava ou não, e aquilo me deixou um pouco incomodado e tinha outro sentimento que eu não sei definir... — Acontece que Kurama tem a mania incomoda de me abraçar — ela disse dando de ombros, sem olhar diretamente para mim. E eu queria aqueles olhos azuis dirigidos a mim enquanto falava, porém eu poderia sentir seu cheiro caso ela mentisse, por isso não fiz tanta questão dela me olhar. Eu sentia que Kagome falava a verdade — Mesmo eu não querendo ser abraçada — ela disse, mas se calou em seguida. Como se fosse um segredo que ela não queria que eu soubesse.

Eu não olhei para ela quando parou de falar, porém sabia que ela me olhava, eu ainda estava muito irritado, talvez eu estivesse com o tal de ciúmes que os humanos falam, mas como eu não conheço a sensação, não sei dizer o que estava acontecendo comigo nesse momento. Eu decidi sair dali para me acalmar, por isso eu desapoiei da soleira e me dirigi para o meio da floresta. Sentia o olhar de Kagome sobre mim, mas no momento eu não quero conversar com ela, posso acabar fazendo algo que não vou me alegrar depois. Ou a destratando, afinal quando estou irritado não controlo as palavras. Escutei ela andar até as crianças e logo passando a brincar com elas. Eu seguia até um lugar tranquilo e subi na árvore mais alta que tinha ali. A mesma em que eu estava na noite em que transei com Kagome.

Neste momento eu não quero assumir nada com Kagome, pelo menos não publicamente. Porém quero que ela saiba de nós, mesmo sem ainda existir um nós. Não quero por Kagome em risco, Yokoyama pode tentar nos usar e isso não é bom. Pode acabar a ferindo e eu nunca me perdoaria por isso. Eu sei que a Kagome está escondendo algo em relação à Yokoyama, desde aquele dia em que ela chegou com o cheiro daquele ajudante dele, eu senti o cheiro da mentira vindo dela. Porém na época não fazia diferença eu saber ou não, agora é diferente, sei que ela escondeu algo muito sério e eu quero saber o que é. Kagome anda muito empenhada em impedir Yokoyama e não é somente pelos humanos que ele quer escravizar, tem algo a mais por trás. Algo que a envolve...

Agora outra coisa que me irrita é esse tal de Kurama. Eu sei que ele deseja Kagome eu percebi pela forma como ele a olha e o cheiro que exala dele – que era o mesmo cheiro que estava na roupa de Kagome — e sei também que ela não o quer, eu vi isso hoje. Mas e quanto ao Kurama... O quanto ele deseja Kagome? Para este Sesshoumaru ele a quer tanto que chega a persegui-la. Muitas vezes o senti por perto. Espero que Kagome continue o colocando no lugar dele, e deixe somente esse Sesshoumaru se aproximar dela. Decidi que já havia me acalmado e que estava na hora de retornar, o tempo havia passado e já estava no inicio da tarde.

Desci da árvore e voltei para onde os outros estavam. Enquanto me aproximava pude escuta Rin pedir algo, e Kagome responder que não dava. Eu apareci no momento em que Kagome terminava de arrumar os brinquedos que o youkai raposa havia trazido. — Por favor, só mais um pouco — Rin disse perto de Kagome segurando em seu kimono. Eu olhava a tudo curioso, afinal estava claro que Kagome estava indo embora.

— Eu preciso ir pequena — ela disse se abaixando na frente dela e lhe acariciando na cabeça — Eu vou sair em jornada novamente com meus amigos, estamos buscando um cara muito mal e eu não posso arriscar que alguma coisa aconteça com você — ela disse dando um sorriso sincero a Rin, ela a abraçou no mesmo instante.

— Eu queria que você ficasse com a gente todos os dias — Rin disse ainda abraçada a Kagome. Eu sei que ela se sente sozinha, mas eu não sei o que fazer para mudar isso e abrir mão dela está fora de cogitação... A melhor coisa seria Kagome vir conosco mesmo.

— Eu volto para ficar com você um dia inteiro — ela disse se afastando gentilmente de Rin e pareceu me notar ali, ela me dirigiu um sorriso antes de se voltar a Rin novamente — Só espere as coisas se resolverem com Yokoyama que eu te levarei para conhecer minha casa! — e sorriu.

— Ok — Rin disse mais alegre, dando um sorriso doce a Kagome.

— Shippou, termine de arrumar as coisas, nós já vamos — Kagome disse a ele e se virou para mim, se aproximando a passos lentos. Ela parou a minha frente, perto para o que ela dissesse fosse escutado somente por mim — Eu preciso conversar com você — ela me olhou séria e já não sorria mais — Esclarecer algumas coisas...

— Este Sesshoumaru também precisa esclarecer as coisas — eu disse a olhando nos olhos. Não me contive a dei um leve roçar de lábios que a pegou de surpresa. Seu rosto assumiu um leve tom de vermelho e ela desviou o olhar, olhando para o chão — E sei que você quer pedir algo a este Sesshoumaru... — eu disse a olhando. Kagome me olhou incerta e assentiu, se afastando.

Ela novamente se despediu de Rin, dando um abraço e um beijo na mesma. Voltou-se para mim e me deu um tchau com a mão e me dirigiu um leve sorriso, voltando a seguir na direção do vilarejo. E eu fiquei ali, a vendo partir, diferente de todas as outras vezes, era como se dessa vez ela não fosse mais voltar. Nunca mais voltar para esse Sesshoumaru...

Notas finais
E ai, o que acharam? Espero que tenham gostado! Ah, eu postei uma one original hot ♥ Se sintam bem vindos lá, caso queiram ler só ir no perfil, o nome é Desire. O próximo saí dia 24/06 - quarta. Bjos baby *m*