Notas iniciais
Yo baby's, como vão? Como eu disse fiz de tudo para postar hoje e graças a Deus arranjei um notebook *o* por isso vim aqui postar o primeiro capítulo do ano para vocês *-* Eu queria imensamente desejar a cada um de vocês um ótimo 2015, que esse ano que se inicia venha repleto de realizações, saúde e muita paz. Gostaria de agradecer a Lina D Black e a Lady May - minha leitora muito curiosa - por favoritar a fic *-* Provavelmente vocês vão achar esse capítulo um pouco parecido com o anterior e realmente algumas partes são... Mas sei que vocês vão gostar ;) Boa leitura!

Pov’s Sesshoumaru

Eu parei numa clareira para que Rin pudesse descansar, já tinha algum tempo que estávamos andando e ela estava demonstrando cansaço, mas como sempre ela nunca reclama. Ela adormeceu e eu me sentei na árvore mais alta do local me acomodando da melhor maneira possível. Fiquei a noite toda somente olhando a lua, sem pensar em nada precisamente, apesar de muitas coisas estarem merecendo minha atenção, mas sinceramente nenhuma era prioridade para mim no momento. Afinal, eu teria o que para me preocupar?

Acho que tirei um leve cochilo, afinal acordei com os primeiros raios de Sol, não percebi quando fechei os olhos e menos ainda quando passei a dormir, mas eu sinceramente não ligava para nada disso, mais uma noite se passou e eu continuei em minha “solidão”... Se minha mãe me visse agora sozinho, ela me obrigaria a casar com a primeira Daí-youkai que aparecesse na frente dela, mas eu não quero dessa forma... Sinceramente falando, eu não sei se um dia me casarei e montarei uma família – apesar de já ter Rin como uma filha – afinal eu não sei se poderei ser capaz de amar alguém da forma que se deve... Uma movimentação lá embaixo chamou minha atenção me retirando desses devaneios sem sentido. Rin tinha acabado de acordar e seguia na direção da floresta, talvez procurando por comida. Ela sempre não querendo me incomodar.

Eu fiquei mais atento ao barulho, mas não havia youkais ao redor; Rin poderia andar por aí tranquilamente e melhor, sem perigo algum. Logo ela voltou com algumas frutas e se sentou para comer, continuei onde eu estava, sem deixá-la perceber que eu a observava. Rin é a criatura mais pura que eu conheço, em pensar que ela é a única humana que me importo... Como cheguei a esse ponto? Um cheiro chamou minha atenção e eu não acreditava que ela estava se aproximando. Mais ao longe eu pude sentir o cheiro daquela humana insolente, juntamente daquele outro youkai raposa. Pronto, eu não teria mais paz...

Eu me recostei à árvore novamente e fingi estar dormindo, não quero ter que lidar com humanos idiotas que se acham alguma coisa. Também parei de prestar atenção no cheiro dela, mas tinha algo estranho, ele parecia mais adocicado comparado à última vez que o senti... Resolvi afastar aquele tipo de pensamento, para que eu queria sentir o cheiro dela? E mais ainda, reparar nas mudanças? Comecei a me concentrar em Rin, no cheiro dela. Não passou muito tempo e o pequeno youkai raposa se aproximou carregando alguma coisa, mas a humana insolente não veio junto.

— Shippou — Rin murmurou alegre correndo na direção dele — Veio brincar comigo? — ela perguntou parando a frente dele, mas o pequeno não respondia, por quê? Eu abri um olho, ele parecia incomodado e até receoso — Cadê a Kagome?

— Ela já vem — ele disse se sentando e olhando por onde veio, eu senti o cheiro de medo e receio vir dele, o que será que aconteceu? Rin parecia aflita com a reação dele, acho que a tensão que irradiava dele a envolveu e ela se sentou ao lado dele — Não se preocupe Rin, Kagome já vem...

Mas ele não parecia ter certeza ou ter firmeza em suas palavras. Eu estava curioso pelo motivo dele estar assim, mas a minha curiosidade é algo secreto, não quero ninguém sabendo de minhas manias idiotas. Não tenho muitas, somente essa e às vezes ser perfeccionista com laços... Não sei explicar o porque dessa mania com laços, mas eu sempre acho estranho quando ele não está em simetria com o resto da roupa, ou do arranjo. Eu estava sentado com uma perna apoiada no galho e a outra suspensa, olhava na mesma direção que os pequenos. Porque eu o fazia, não o sei... Acho que a preocupação de Rin estava mexendo comigo... Não demorou muito para ela surgir de lá.

Ela olhava para baixo, como se pensasse em alguma coisa, mas algo chamou minha atenção. Seu kimono estava rasgado deixando a mostra à pele clara dela, não tinha nenhum hematoma aparente e também usava uma peça estranha cobrindo os seios, nunca tinha visto algo parecido antes... Será algo do lugar que ela veio? Logo o pequeno youkai raposa pulou sobre ela, parecendo a pegar de surpresa, depois sendo imitado por Rin. Ela se agachou na frente deles e só nesse momento eu pude ver o rosto, tinha uma marca enorme e roxa... Ela apanhou?

Senti-me incomodado ao contatar isso e mais ainda ao perceber que eu estava de certa forma preocupado... Onde já se viu o grande Lorde das terras do Oeste desta forma! Rin disse alguma coisa sobre mim e eu fechei os olhos, ser pego é o que eu não quero. Quando eu a escutei falar eu abri os olhos, mas tive a sensação que ela me observava... Mas isso é devaneio meu, tenho certeza.

Escutei Rin perguntar algo sobre uma cicatriz e percebi que Kagome ficou incomodada com a pergunta e desconversou, por quê? Nossa, eu estou me fazendo muito essa pergunta hoje. Ela pegou aquele treco que chamou de mochila da outra vez e foi se afastando para a floresta, deve ser para se trocar. Quando ela se virou eu percebi a tal cicatriz, ela era na diagonal e pegava toda as costas. Acho que ela se sentiu observada, porque olhou diretamente para mim e tenho que admitir, eu não esperava por isso... Humanos não tem percepção de certas coisas.

Ela sumiu de meu campo de visão e também não fazia sentido eu olhá-la, uma reles humana não tem atributos suficientes para que este Sesshoumaru a olhe. Depois quando voltou, passou a brincar com os dois. Ficou a tarde toda aqui, até que os dois dormiram de cansaço. Percebi que Jaken tinha sumido, acho que ele ficou com medo dela por causa da outra vez que se encontraram, perto do fim da tarde ele retornou, acredito que ele achava que ela já havia ido embora. Ela perguntou onde poderia colocar Rin quando o viu e ele respondeu, mas Arurun ficou com medo dela também. Fiquei em alerta, afinal ela estava com Rin nos braços e se Arurun a atacasse iria feri-la.

Conforme foi se aproximando Arurun se mostrava mais arisco, mas ela fez algo que eu não esperava. Ela o dominou somente com palavras e com um olhar doce. Ela arrumou Rin sobre ele e beijou sua testa, eu observava a tudo de onde eu estava sem me mover, mas tinha algo me corroendo por dentro, porque ela não respondeu a Rin sobre a cicatriz?

Eu desci da árvore e fiquei a uma distância segura dela, ela pegou o pequeno youkai, arrumava a espada – que me pergunto desde quando ela a tem – e as outras coisas, dando um sorriso para ele, antes de levantar o olhar na minha direção. Eu a olhava tentando ler o que passava pela mente dela, mas não consegui... E é a primeira vez que eu não consigo ler a expressão corporal de alguém.

— Já estou me retirando — ela disse me obrigando a olhar nos olhos dela, porque eu nunca tinha reparado naquele tom de azul? — Desculpe ter incomodado, somente vim atender a um pedido de Rin — ela deu de ombros e fez menção de andar quando eu me pronunciei a fazendo parar.

— A cicatriz — eu disse a olhando indiferente, ela me olhava incrédula. Como ela ficou sem me responder, e continuava a me fitar, eu continuei a minha pergunta — Por que não respondeu a Rin?

— Bom, não sendo malcriada, insolente, ou seja, lá o que você fale — ela disse me olhando mais decidida agora, ela tinha recuperando a postura. — Creio que isso diga respeito somente a mim... Mas já que tem alguma curiosidade — eu me senti contrariado com a acusação dela, onde já se viu eu estar curioso?! — Foi num momento muito difícil da minha vida e ela me faz sempre lembrar...

Eu a olhei indiferente e passei a mão pelos cabelos de minha franja. Onde a minha curiosidade me levou? Numa conversa desnecessária e ainda recebo acusações sem fundamentos. Eu dei um leve suspiro, acho que ela não percebeu. Cruzei os braços a frente do corpo, a olhando como a escoria que ela é. Não devo me dirigir a humanos, mesmo quando eles me chamam a atenção de algum modo, claro que não fisicamente... Eu sou um Daí-youkai e não nos envolvemos com humanos.

— Humanos tem motivos tão idiotas — eu disse, tentando deixá-la sem palavras, assim como era antes, Kagome tinha receio de mim e eu gostava assim. Kagome sempre me divertia com o medo que tinha de mim. Ela deu um suspiro somente.

— Você nunca entenderá como é ser um humano — ela me olhou com certo pesar, dando um sorriso de canto — O que de certa forma pode ser considerada uma benção, ver o mundo de outra forma e praticamente sem sentimentos estúpidos como o amor — o que ela disse me pegou de surpresa, afinal ela não morria de amores por Inu-yasha? — Eu queria muito nunca ter sentido isso...

Ela deu alguns passos e passou por mim, ela estava diferente, muito diferente de antes e isso me instigava a querer saber mais e o porquê de ela ter mudado. Quando Kagome estava quase para sair da clareira eu me pronunciei novamente — O amor não é um sentimento que possa ser desprezado — ela parou de andar, nenhum de nós virou — Você somente não teve a oportunidade de ter o seu retribuído ainda...

Ela ficou alguns instantes em silêncio — Você fala como se já tivesse o sentido Sesshoumaru — ela disse dando ênfase ao meu nome, e me senti incomodado... Preferia quando ela tinha medo de mim e não quando me afronta — Mas vindo de você, creio que você nunca amou, somente teve várias formas de conhecer o amor ao longo de sua existência.

Eu não disse mais nada, nem ela. Logo escutei seus passos se afastando e sabia que ela tinha ido embora dali, mas que sensação é essa? Não acredito que reles palavras de uma humana estão mexendo com esse Sesshoumaru! Subi novamente para a árvore, de certa forma contrariado. Ela não tem mais medo de mim, ela mudou demais, mas porque seus olhos continuam doces como sempre? E pior ainda porque toda essa fixação em querer descobrir coisas sobre ela?

Acho que foi por causa do nosso último encontro, ela parecia chateada com Inu-yasha e a morta viva, mais ainda parecia ferida por eu tê-la salvado e não ele... Lembro-me de seus olhos estarem opacos e sem vida, quando ele disse aquelas palavras a ela. Eu lembro-me que fiquei um pouco incomodado com aquele olhar dela para mim, como se pedisse secretamente para eu ser outra pessoa. Aquilo me irritou, e mais ainda por eu ter me movido por impulso. Mas Kagome sempre me divertiu com aquele medo excessivo e a falsa coragem que demonstrava para mim, gostava de provocá-la...

O que me irritou também foi perceber que Inu-yasha nunca retribuiria os sentimentos dela, mas ainda assim, demonstrava ciúmes dela com outros homens, isso também incluía a mim, quando me refiro a outros homens. Sinceramente até hoje me pergunto por que a ajudei naquele dia. Kagome nunca me chamou a atenção antes – somente gostava de me divertir a suas custas — e desde nosso primeiro encontro ela tem me irritado, o tumulo de meu pai sendo visitado por uma humana! Isso não poderia ter acontecido! Mas naquele dia, foi a primeira vez que ela me enfrentou, mesmo demonstrando medo... E todas as vezes que nos encontrávamos na busca por Naraku, eu reparava como a convivência com Inu-yasha a mudava.

Kagome ficava cada vez mais submissa, e não tinha mais força para se impor. Talvez seja esse o motivo de eu sempre querer saber por que os humanos mudam tanto, afinal agora ela se parece mais com o que era quando eu a conheci. E a única humana que eu tenho algum tipo de contato, fora Rin, é Kagome. Algo que não poderia ter acontecido, afinal eu não quero mais nenhuma ligação com essa raça.

Quando dei por mim, já estava tarde. Rin continuava dormindo, bom sinal ela levantaria cedo no outro dia. Um youkai se aproximava dali e eu abri o olho, o cheiro dela também se aproximava rapidamente. Não é possível, estou devaneando sobre ela que até o cheiro minha mente reproduz? Não posso negar, o cheiro dela agrada ao olfato desse Sesshoumaru, mas não ao ponto de ficar pensando nele o tempo todo.

Mas logo percebi que se tratava dela mesmo, os vi se aproximando ao longe e fingi que dormia, mas sabia que ela não cairia nessa. Ela falou com o youkai gato, o obrigando a se aproximar de mim — Sesshoumaru — eu abri um único olho, dando um suspiro e o fechando novamente, claro sinal de que não queria falar com ela novamente — Eu também não queria ter que estar me dirigindo a você, mas como Lorde das terras do Oeste você deve saber do que anda ocorrendo por lá, certo?

Eu abri os olhos decidindo ouvir logo o que ela tinha a dizer, talvez fosse embora logo. E eu não sabia de nada diferente em minhas Terras, será que meus criados não estariam dando conta? — Diga logo — eu disse sério.

— Tem um youkai dominando as terras novamente, assim como Naraku tinha feito — ela começou o falatório ou monologo, não decidi ainda — E ele está seguindo em direção a suas terras — eu franzi o cenho, como eu não sabia disso? Quando voltasse as minhas Terras, meu comandante teria muito que explicar! — Bom, só vim lhe dar o recado, amanhã eu e os outros estaremos seguindo naquela direção...

— As Terras ainda são minhas — eu disse irritado.

— Mas o perigo é para todos — ela me olhou em desafio e não desviou o olhar, e nem eu — Amanhã estou seguindo para o Oeste, com ou sem o seu consentimento — eu fechei os olhos dando o assunto como encerrado, ela poderia ir para o submundo se quisesse, eu não me importo — Vamos Kirara. — e logo saiu, me deixando em paz novamente. Como se não houvesse voltado um minuto se quer.

Eu continuei sentado na mesma árvore, da mesma forma. Não seriam meros youkais de merda a me tirar de meu lugar, para me fazer me dirigir ao Oeste... Meus guerreiros não seriam derrotados por escoria, mas ainda assim porque me sinto inquieto? Um youkai para se erguer como Naraku precisaria de poder e mais ainda de aliados... Kagome não me deu muitas informações, mas ela as obtinha... Pergunto-me desde quando ela ficou tão responsável... Mas ela também está se dirigindo para onde o inimigo está, será que ficará bem?

Mas o que?! Eu não vou ficar pensando naquela humana idiota ou se ela estará bem! Cruzei os braços na altura do peito e fechei os olhos, não estou nem aí se vão dominar esse mundo, melhor que os humanos deixam de existir e tudo ficará como deve ser, com youkais no comando.

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Não sei o que deu em mim. No momento em que Rin despertou, eu somente avisei a ela e a Jaken que eu estava de saída e que não queria que eles me seguissem, e que me esperassem naquele local. Eu estava me dirigindo na direção que ela me disse, e a energia que eu sentia era muito forte para um simples youkai iniciante, ou um youkai qualquer. Esse youkai tinha até mais poder que Naraku... Eu já conseguia sentir a presença de meu meio-irmão e de todos aqueles que o acompanham, mas um cheiro me chamou atenção, um cheiro que eu não conhecia e esse cheiro estava fortemente misturado ao de Inu-yasha. Kagome não era, afinal eu já sabia conhecer o cheiro dela, mesmo não o querendo... Ela tem um cheiro mais suave e muito agradável. O que esse Sesshoumaru está pensando?!

Um vilarejo entrou em meu campo de visão, vários humanos estavam mortos ou moribundos no chão, como podem ser tão fracos? Uma grande aglomeração de youkais se faziam presente, eles lutavam entre si e um deles gritava a pleno pulmões, ele era muito estranho, carregava uma lança imensa e parecia estar no comando anteriormente. Mas algo chamou minha atenção... Mesmo que não a merecesse...

Um youkai estava abraçado a Kagome, ele parecia conhecê-la muito bem, afinal ele a olhava como a coisa mais preciosa do mundo. Ela deu um sorriso para ele e lhe cumprimentou, pelo o que eu escutei seu nome é Kurama. Eles conversaram mais um pouco, mas sinceramente, para que eu deveria prestar atenção mesmo? Olhei ao redor, Inu-yasha estava com aquela morta-viva, mas ela não cheirava mais a ossos e nem a terra de sepultura, era dela o cheiro que eu sentia e não conhecia... Mas como ela está viva?

— Quem são vocês? — aquele mesmo youkai gritou novamente, ganhando a atenção de todos — Querem lutar contra nós? — ele passou a gargalhar loucamente — Nós estamos do lado do Senhor Yokoyama! Não... — mas ele não conseguiu continuar, sua cabeça foi decepada de seu corpo, e o corpo morto caiu num baque surdo no chão.

— Patético — um youkai murmurou de forma entediada, os outros não avançaram contra ele, mesmo após seu mestre ser morto diante de seus olhos. O que é tudo isso?

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Pov’s Kagome.

Kurama, quem diria que em algum momento depois daquele encontro de anos atrás, nos veríamos novamente e ainda mais dessa forma. Parecia que naquele dia ele tinha o desejo tão forte de nos reencontrarmos que ele se realizou... Não sei o que dizer.

— Kurama, é ótimo revê-lo, mas creio não ser o momento apropriado para uma conversa — eu disse passando por ele e sacando Joyeuse que mudou de forma, ele pareceu surpreso por isso, assim como Inu-yasha – que já tinha se aproximado e nunca havia me visto a usando – que estava com a Tessaiga em mãos.

— Não se preocupe — ele disse se ajeitando melhor, a espada firme em suas mãos — Quando terminar aqui, conversaremos mais Kagome — ele disse me dando um sorriso de canto. Senti Inu-yasha incomodado ao meu lado e quando ele foi se pronunciar, um youkai veio me atacar. Sango e Miroku também foram atacados, mas eu não vi como eles reagiram.

Eu me defendi do youkai que me atacou tentando me derrubar, bloqueei com Joyeuse e quando fui revidar, Inu-yasha o tirou de perto de mim com as Garras Retalhadoras de Almas, eu fiquei muito irritada por isso, mas quando eu fui retrucar escutei uma voz alta se pronunciando.

— Quem são vocês? — ele gritou ganhando a atenção de todos — Querem lutar contra nós? — ele começou a gargalhar de uma forma grotesca — Nós estamos do lado do Senhor Yokoyama! Não... — mas ele não conseguiu continuar, sua cabeça foi decepada de seu corpo, e o corpo morto caiu num baque surdo no chão.

— Patético — um youkai murmurou de forma entediada, os outros não avançaram contra ele, mesmo após seu mestre ser morto diante de seus olhos. Ele passou os olhos pelo local, parecia buscar algo — Como não consegue controlar simples youkais? Não merece estar a serviço do Senhor Yokoyama!

Esse youkai tinha uma aparência muito chamativa, ele é realmente belo! Sua pele era num tom mais rosado, não chegava a ser pálido. Sua altura chega a ser compatível a de Inu-yasha, seus cabelos são curtos e negros. Sua expressão tão séria, com um olhar tão feroz que nem os azuis de seus olhos quebravam aquilo, afinal eles eram frios e obscuros. Ele deu um sorriso de canto, em claro sinal de zombação.

— Oh, então vocês estão aqui para tentar se opor ao Senhor Yokoyama? — ele olhou para cada um de nós, seus olhos pararam por uns segundos a mais em mim e em Kurama — Quanta falta de consideração — ele disse de forma divertida, mas nenhum de nós achava graça — Quanta falta de educação a minha! Eu me chamo Ritsu, sou general do Senhor Yokoyama e fico em contato direto com ele.

— Bah! Você e esse daí vão morrer agora! — Inu-yasha gritou irritado — Ferida do Vento! — Ritsu somente se esquivou, mas a casa onde ele estava foi destruída por completo. Inu-yasha arregalou os olhos — Maldição!

— Antes de mais nada, Senhor Yokoyama não se encontra aqui, ele não precisa se envolver com a escoria que são os humanos, muito menos com esses reles youkais — Ritsu deu um sorriso de canto, olhando diretamente para Inu-yasha — Eu escutei falar de você Inu-yasha, confesso que pensava que aquele que derrotou Naraku fosse mais forte e não um reles meio-youkai — Ritsu disse de forma debochada — Aquele que usou a Joia para reviver a mulher amada e abandonando a que veio de uma Era distante — ele olhou para mim e para Kikyou— Confesso que ficaria com a da outra Era.

Um estrondo se fez presente, Sesshoumaru tinha acabado de usar a Bakusaiga na metade dos youkais restantes que ainda brigavam entre si ignorando nossa presença — Eu não tenho tempo para papo — ele disse indiferente como sempre. Ritsu o olhou incomodado.

— Você eu não sei quem é... — ele disse colocando a mão no queixo pensativo — Mas isso não importa, vocês irão morrer mesmo. — Ritsu pegou a lança que anteriormente estava com o youkai chamado Mizuki. Quando o fez, os youkais pararam de brigar entre si e não se moveram um milímetro, os olhos estavam opacos e sem vida; e tudo ficou claro... pelo menos para mim.

— A lança — eu disse a olhando fixamente. Uma energia maligna a envolvia, uma energia muito forte se diga de passagem, mas ela não pertencia a Ritsu, a Yokoyama talvez? — é com ela que você os controla, certo? — ele pareceu surpreso com minha constatação e deu um sorriso de canto — Por isso o outro a estava batendo no chão tão insistentemente!

— Muito esperta — ele disse divertido — Essa lança se chama Kiri, e com ela podemos controlar todo e qualquer tipo de youkai inferior. — ele fez um movimento com ela e dois youkais se atacaram simultaneamente, um ficou gravemente ferido e o outro morto. — Ela obedece quem a possui, mas ela tem um poder próprio, o que faz com que seja difícil controla-la — Ritsu olhou para Inu-yasha e apontou à lança em sua direção — Veja só — ele ficou sério de repente. Inu-yasha não prestou atenção no movimento de Ritsu, pois estava olhando para Kikyou, ele estava com a Tessaiga em mãos, mas de repente a fincou no chão, a fazendo voltar a seu tamanho comum e enferrujado. Se virando para nós em seguida e os olhos dele estavam opacos. Ele nem teve chance de lutar e não se deixar possuir... Porque essa Kiri me parecia familiar? — Agora eu o controlo, o que farão? O possuidor da espada que mata 100 youkais com um único golpe...

— Inu-yasha... — escutei Kikyou murmurar com uma voz tremula e receosa, um pouco atrás de nós. Ele não se mexeu, muito menos a olhou. — Inu-yasha! — ela o chamou novamente, mas nada. Inu-yasha parecia ignorar completamente Kikyou... Isso será um problema, ele não nos escuta!

— Tinha que ser um hanyou fraco mesmo — Sesshoumaru murmurou olhando para ele com raiva. Ele estava com os braços cruzados na altura do peito, Bakusaiga em sua bainha. Kurama ao meu lado estava olhando fixamente para a lança e eu não entendi. Resolvi me preocupar com meu amigo, afinal ele nos dará trabalho... E tem também a Tessaiga, é com ela que eu me preocupo...

— Sango, Miroku — eu disse olhando para Inu-yasha — Se ele pegar Tessaiga teremos problemas — eles assentiram, mas o que poderíamos fazer? Inu-yasha estava muito perto dela. Mesmo que quiséssemos, não teria como pegá-la ou impedi-lo de fazê-lo.

— Kagome, eu nunca pensei que chegaria o dia que teríamos que lutar contra ele — Miroku disse dando um suspiro, ele arrumou seu bastão fazendo as argolas emitirem o som costumeiro quando em atrito com o ferro — Estamos perdidos!

Notas finais
Hm, as coisas estão começando a esquentar, não? Espero que tenham gostado do capítulo *-* Próximo capítulo saí dia 15/01. Bjos baby *m*