Notas iniciais
Yo baby's *-* Voltei ♥ Queria dar as boas vindas aos leitores novos, serio baby's sejam muito bem-vindos! Espero que gostem da leitura da história assim como eu amo escrevê-la ♥ Gostaria de agradecer a Luthien, puppynyah e a Marli Lima por favoritarem a fic *-* Bom daqui pra frente, toda e qualquer semelhança com Fragmentos caí por terra :p Eu havia avisado que começos são todos iguais *-* Acho que é só isso mesmo u-u Boa leitura ♥

O dia amanheceu lindo! Eu já havia me arrumado, vestia um kimono verde-limão com alguns detalhes e um Obi verde-escuro. Depois da conversa que tive com Inu-yasha e com Kikyou, eu passei a ignorá-los na casa, ele demonstrava a todo o momento querer falar comigo, mas Kikyou simplesmente o impedia. Ela me lançava olhares superiores também que eu prontamente ignorava.

Shippou voltou de seu passeio matinal, segundo o que ele me disse, tinha se acostumado a fazê-lo enquanto eu estava fora. E que também nesse momento ele fazia seu treinamento com o Fogo de Raposa.

— Nós já vamos mamãe? — ele perguntou se sentando ao meu lado, enquanto eu comia algumas coisas que eu havia trazido — Eles devem estar um pouco longe, não?

— Não — eu disse dando um sorriso para ele — Eu sei onde eles estão, não se preocupe — eu afaguei os fios ruivos — Quando eu terminar de comer, nós vamos.

Shippou somente sorriu ao meu lado, se aconchegando mais a mim. Miroku e Sango também entraram na cabana, eles agora estavam construindo a deles, traduzindo, logo não estariam mais naquela cabana.

— Já vai? — Sango perguntou me analisando — Não está muito arrumada não?

Eu revirei os olhos. Como se Sesshoumaru fosse se ligar numa reles humana, como ele mesmo diz — Não, estou ótima assim — eu disse me levantando, pegando minha espada, os arco e flecha e minha mochila — No fim da noite eu volto — eu a abracei e dei uma piscada a Miroku.

— E se você não voltar? — Miroku perguntou demonstrando preocupação.

— Eu sei me cuidar, está bem? — eu disse os tranquilizando — Vem Shippou — o peguei no colo. Eu fui caminhando em direção à saída da cabana, quando Inu-yasha entrou desacompanhado de Kikyou.

— Vai sair Kagome? — ele disse me analisando, olhando as coisas que eu levava — Para onde você vai? Quer que eu a leve? — ele tinha resquícios de esperança na voz.

— Não será necessário — eu disse o olhando indiferente — E eu não te devo satisfações, vou para onde eu quiser — arrumei Shippou melhor em meus braços — Até mais tarde — e saí da cabana.

Eu dei um sorriso a Shippou e concentrei minha energia nos pés, passando a correr a uma velocidade que um humano não pode correr. Shippou soltava alguns risinhos que sinceramente achei extremamente fofo.

–---------

Já estava próxima de onde Sesshoumaru e Rin estavam, já podia sentir o Youki de Sesshoumaru mais forte. Eu já não corria mais, caminhava com Shippou ao meu lado. Estávamos no meio da floresta e eu sentia o ambiente pesado em que ela se encontrava, não sei como Sesshoumaru anda com Rin por um lugar assim... Mas bem, se tratando dele, ninguém ousaria mexer com ele.

— Kagome — Shippou sussurrou ao meu lado, eu estava tão perdida em devaneios que não reparei nas coisas ao meu redor. Um enorme youkai ogro muito maior que eu, estava a nossa frente e Shippou estava com medo dele.

Ora o que temos aqui — ele disse com aquela voz horrível, soltando leves vibrações a deixando disforme. Shippou tremeu mais ao meu lado — Um pequeno Youkai raposa e uma humana — ele passou a mão enorme na barriga redonda dele, a outra segurava uma espécie de tacape de madeira — Ótima refeições.

— Ora, não pense que será tão fácil — eu disse o olhando divertida — Não sou uma presa tão fácil assim — eu dei de ombros.

O Youkai me olhou irritado — Ora humana imunda e insolente, com quem pensa estar falando? — ele disse batendo a tacape no chão irritado — Não ouse difamar um youkai como eu!

— Shippou, continue nessa direção — eu apontei para a direção que eu sentia a Youki de Sesshoumaru, estendi minha mochila a ele — Leve para não estragá-la — ele pegou a mochila, mas estava receoso ao sair de lá — Vá Shippou, logo eu te alcanço!

O youkai veio para cima de mim num ataque — Não pense que eu o deixarei ir! — ele veio para me dar um soco, mas eu fiz minha energia se concentrar nos braços, bloqueando o soco dele — Ora, seu verme — ele pegou a tacape e veio me atacar com ela.

Eu consegui me esquivar dando um pulo para cima — Shippou vá logo! — ele pareceu despertar do tipo de transe que tinha entrado, correndo na direção que eu mandei — E não precisa mandar ninguém atrás de mim, somente me espere lá!

— Tá — ele murmurou com uma voz estranha. Mas sei que ele vai me obedecer.

Ora sua ordinária, me fez perder minha refeição — ele disse me acertando um soco, que me pegou desprevenida, afinal estava olhando para Shippou. No mesmo instante senti a minha bochecha latejar — Mas ainda assim, você será suficiente — ele aproveitou que eu ainda estava atordoada e me pegou pela gola do kimono, dando um sorriso estranho — Será que sua pele é macia?

Ele começou a rasgar a parte de cima do meu kimono, quando eu peguei impulso no peito dele, conseguindo me jogar para trás, mas com o movimento a parte de cima do meu kimono já era. Eu estava com meu sutiã à mostra agora, o restante de minhas vestes sendo segurado somente pelo Obi e o obijime. Eu estava muito irritada, afinal era meu kimono favorito! Saquei Joyeuse e sem me importar para mais nada usei um golpe novo, que nem sabia possuir. Quando eu saquei Joyeuse, ela já brilhou em azul – creio pela minha raiva descontrolada – e uma pequena bola se formou na ponta, do tamanho de uma bola de tênis.

Quando eu a lancei, ela cresceu de tamanho ficando do tamanho de uma bola de basquete, o acertando em cheio. Quando a bola tocou nele, pequenas lâminas começaram a retalha-lo em vários pedaços. — Sua ordinária! — foi à última coisa que ele disse antes de ser retalhado por inteiro. Já sei que nome posso dar a esse ataque, Círculo Mortal!

Dei um suspiro olhando agora o que restou de meu kimono, o pior é que eu teria que andar assim até onde Shippou estava, afinal minha mochila está com ele e tem um Kimono lá. O que eu levei para a minha Era. Senti minhas bochechas quentes, afinal Sesshoumaru também estaria lá, mas não devo ligar para isso, ele não se importa. O corpo de uma humana não deve ser nada comparado aos das youkais que ele já teve... Guardei Joyeuse novamente, passando a caminhar na direção deles e deixando esses pensamentos idiotas para trás. Afinal, o que isso me interessava?

Eu sei que não estava tão distante assim, talvez uns dois quilômetros. Fui desviando dos galhos e troncos ao chão, sorte que não estava frio, se não eu estaria com sérios problemas ao andar por aí dessa forma. Ouvi o som de água mais a frente e me perguntei por que cargas d’águas Sesshoumaru sempre tem que ficar próximo ao rio? Mas aí me lembrei de Rin, para que dessa forma ela não precise sair à procura de água, como da última vez.

Saí do meio das árvores e logo senti um baque contra meu peito. Shippou me abraçava apertado, seus olhos levemente marejados, poucos segundos depois senti um baque em minhas pernas, sabia ser Rin me abraçando também. Agachei-me a altura dela, acariciando os fios negros.

— Você me assustou mana Kagome — ela murmurou me analisando, depois franzindo o cenho — O que aconteceu com seu kimono? E com seu rosto? — ela apontava para a parte que ela conseguia ver, já que Shippou ainda estava agarrado a mim.

Shippou se afastou me analisando também — Você disse que ficaria tudo bem Kagome! — ele disse sério e um pouco bravo, achei fofo da parte dele. Concentrei minha energia nas mãos e passei na bochecha que eu havia recebido o ataque, pelo menos o roxo eu conseguiria tirar, o arranhão somente cicatrizá-lo.

— Pronto, problema resolvido — disse dando um sorriso a ambos.

— Eu ia pedir para o Senhor Sesshoumaru ir atrás de você — Rin disse timidamente e olhou para o topo de uma árvore, a maior de todas. Sesshoumaru estava sentado lá, seus olhos fechados; acho que ele nem percebeu que eu esteja aqui, talvez esteja dormindo. Quando eu fui baixando o olhar, pude ver o mesmo abrindo os olhos. Eu quase fui pega o observando...

— Não tinha necessidade Rin, eu disse que me sairia bem — eu dei um sorriso para ela e para Shippou, ambos estavam a minha frente, sorrindo para mim — Hm, Shippou, eu preciso da minha mochila — eu olhei para ele, a mesma não estava com ele — Tem um kimono lá, preciso me trocar...

Ele me olhou novamente ficando levemente corado — Tá, eu vou pegar — e saiu dali em seguida. Rin se aproximou mais, me analisando e deu a volta por mim – que ainda estava agachada – ela me analisava por algum motivo.

— Mana Kagome, o que é isso? — ela apontou para o meu sutiã e depois me olhou, um pouco preocupada — E como essa cicatriz foi feita? — eu gelei. Não queira que ninguém a visse, tinha até me esquecido dela.

Senti-me desconfortável, mas eu não poderia deixá-la curiosa, no mesmo instante Shippou voltou com a mochila — Isso daqui, se chama sutiã — eu disse apontando para ele — Na minha Era todas as mulheres usam um desse, substitui a faixa que é usada aqui — eu disse dando um sorriso. Logo o desfazendo — Quanto à cicatriz, não se preocupe, ela foi feita há muito tempo...

Ela ia retrucar e Shippou também, quando eu abri a mochila. De lá retirei um iô-iô roxo e um ursinho de pelúcia estendo a ambos — Rin isso é um bichinho de pelúcia, é muito comum meninas da sua idade ter um desse na minha Era, acho que você vai gostar — ela pegou e o abraçou, dando um lindo sorriso — Shippou, como seu outro tinha quebrado, te trouxe um novo — e sorri. Levantei-me com a mochila cobrindo meu colo — Vou me arrumar e logo brincamos.

Saí em direção à floresta novamente, mas me sentia observada, olhei por cima do ombro na direção de Sesshoumaru, ele pareceu surpreso ao fato de eu percebê-lo, mas eu simplesmente voltei a caminhar na direção da floresta, ele estava olhando minha cicatriz e eu não queria que ninguém soubesse dela. Fiquei atrás de um tronco, afinal Sesshoumaru ainda não podia ver através das coisas, enquanto eu desamarrava o que restava do meu kimono, o Obi eu ainda poderia utilizar com outro kimono.

Coloquei o kimono preto com detalhes em vermelho, ele tinha um desenho de dragão nas costas na cor vermelha e nas barras tinha uma linha de cinco centímetros na mesma cor. O Obi também era vermelho com um obijime preto. Terminei de me arrumar e voltei para onde Rin e Shippou estavam , ambos estavam brincando com seus respectivos brinquedos.

Sentei próximos a eles e passei a conversar, fizemos também algumas coroas de flores e muitas outras coisas que Rin queria fazer, quando dei por mim logo já estava no fim da tarde, Rin e Shippou tiravam um cochilo em meu colo. Coloquei Shippou com a cabeça apoiado na minha mochila e peguei Rin no colo.

— Jaken — o pequeno ser verde se encolheu atrás da árvore onde se encontrava — Onde eu posso colocar Rin? — eu perguntei o olhando friamente, ele se encolheu e apontou para Arurun que me olhava, um pouco arisco. Caminhei na direção dele e ele ficou em pé, acho que se sentindo coagido — Não se preocupe, não farei mal a você — eu me aproximei mais e ele fez que ia se afastar, peguei na rédea dele com uma mão e o puxei próximo a mim — Já disse, não farei mal.

Ele somente se sentou novamente e depois se deitou para eu poder pôr Rin em cima dele. Eu a coloquei lá e dei um beijo em sua testa, me afastando novamente, seguindo na direção de Shippou. O peguei no colo, coloquei Joyeuse na cintura; os arco e flecha nas costas e a mochila também, dei um sorriso para o ser adormecido em meus braços.

Quando levantei o olhar, Sesshoumaru estava a minha frente, a uma distância segura. Ele me analisava e eu o olhava séria, não estava a fim de brigar agora. Ele me mediu de cima a baixo e depois olhou para um ponto acima de mim.

— Já estou me retirando — eu disse e ele olhou para mim — Desculpe ter incomodado, somente vim atender a um pedido de Rin — dei de ombros passando a caminhar, mas ele me fez uma pergunta que me fez parar.

— A cicatriz — ele disse me analisando, eu tinha parado o olhando incrédula. Não pensava que ele fosse me perguntar diretamente. Acho que percebendo que eu não fosse continuar, ele perguntou o restante — Por que não respondeu a Rin?

— Bom, não sendo malcriada, insolente, ou seja, lá o que você fale — eu disse o olhando, recuperando a postura. Seus olhos estavam frios como de costume, mas me pergunto como um olhar pode ser tão lindo? — Creio que isso diga respeito somente a mim... Mas já que tem alguma curiosidade — ele me olhou contrariado, mas não negou — Foi num momento muito difícil da minha vida e ela me faz sempre lembrar...

Sesshoumaru me olhou e passou a mão pelos cabelos de sua franja, deixando a mostra sua meia lua na testa. Eu olhei fixamente para ela, afinal a Lua sempre foi algo que me encantou, mas logo parei de olhar focando nos olhos dele. Ele cruzou os braços na altura do peito e me olhou prepotente.

— Humanos tem motivos tão idiotas — ele disse enfim, o que me fez dar um suspiro.

— Você nunca entenderá como é ser um humano — eu o olhei dando um sorriso de canto — O que de certa forma pode ser considerada uma benção, ver o mundo de outra forma e praticamente sem sentimentos estúpidos como o amor — eu o olhei novamente e pelo seu olhar eu percebi que o desarmei momentaneamente, porque pela expressão continuava a impassível de sempre — Eu queria muito nunca ter sentido isso...

Eu dei alguns passos, e passei por Sesshoumaru, quando eu já estava quase para sair da clareira ele se pronunciou novamente — O amor não é um sentimento que possa ser desprezado — eu parei de andar, mas não me virei — Você somente não teve a oportunidade de ter o seu retribuído ainda...

Eu dei um sorriso, cômico que a pessoa mais fria que conheço está me dizendo isso — Você fala como se já tivesse o sentido Sesshoumaru — eu disse ainda sorrindo — Mas vindo de você, creio que você nunca amou, somente teve várias formas de conhecer o amor ao longo de sua existência.

Ele nada disse e muito menos eu pronunciei algo novamente, somente passei a caminhar de volta ao Vilarejo.

–----------------------------------------------

Cheguei ao mesmo no início da noite, depois de certo ponto eu voltei a correr. Shippou ainda dormia tranquilamente em meu colo, me pergunto se ele dormiu na noite anterior. Talvez não, no fundo acho que ele ficou com medo de eu não retornar mais. Fui caminhando na direção da cabana, mas meus amigos estavam do lado de fora da mesma.

— Kagome, que bom que voltou — Sango disse vindo em minha direção. Ela parecia aflita com alguma coisa, não entendi muito bem — Me dê Shippou, eu o levo para dentro.

Eu não respondi nada, afinal ela já o levava para dentro da cabana da vovó. — Kagome — Inu-yasha me chamou, eu desviei a atenção de Sango e o olhei. Ele parecia contrariado — Porque está com o cheiro de Sesshoumaru?

— Não que te interesse, mas não estou com o cheiro dele — Inu-yasha ia reclamar quando eu continuei — Eu estava com Rin, ela quem tem o cheiro dele — eu disse dando de ombros, percebi Miroku me olhando e estranhei — O que foi Miroku?

— Nada — ele disse dando de ombros — Só pensei que você tinha ido com outro kimono.

Resolvi ignorar aquilo, afinal meus amigos não precisam saber do que ocorreu. Sango voltou e parou ao lado de Miroku, Kikyou também saiu e se agarrou a Inu-yasha, que a olhou irritado.

— Podem me explicar o porquê do nervoso? — eu perguntei incomodada com toda aquela situação.

— Tanuki apareceu aqui mais cedo, disse que tinha algumas informações para nos dar — Sango disse abraçando Miroku — Mas ele sumiu depois que o Miroku brigou com ele...

Eu o olhei desacreditada — Eu pensei que ele queria algum favor — ele disse se defendendo. Um barulho chamou minha atenção, passos se afastando. Eu não iria deixar, corri na direção do som. A maioria me chamou, mas só Inu-yasha me seguiu.

Quando eu me aproximei mais, consegui ver de quem se tratava: Tanuki. Ele tentava fugir, mas não conseguia... Também gordinho como é. Eu me aproximei mais e ele me percebeu parando assim de correr — Vamos Tanuki, você escutou o que Miroku disse — ele veio em minha direção, mas Inu-yasha o interceptou batendo nele — Senta! Não se envolva nos meus assuntos!

Tanuki voltou a andar em minha direção, voltamos a caminhar na direção do vilarejo — Maldição, Kagome! — escutei Inu-yasha resmungar ao longe. Na metade do caminho encontramos os outros vindo, Kikyou passou direto indo atrás de Inu-yasha, que vinha emburrado mais atrás.

Os ignorei e impedi Miroku de bater em Tanuki — Vamos conversar Tanuki? — ele assentiu. Sentamos-nos na escadaria do templo, Tanuki estava em pé a nossa frente — O que de tão importante você tem a nos dizer?

— Como sabem, eu fico andando por aí — ele começou um pouco nervoso — Eu estava voando, procurando por um vilarejo que pudesse me acomodar — ele pareceu querer mudar de assunto, não insistimos — Bom, acontece que o vilarejo que eu encontrei estava sendo dominado por um novo youkai que deseja dominar a todos, seu nome é Yokoyama — ele deu uma pequena pausa — Acontece que ninguém sabe a verdadeira forma desse youkai, só que ele tem um servo fiel chamado Ritsu e que somente ele sabe como o mesmo é — Tanuki se sentou no chão a nossa frente — Acontece que esse já é o décimo quinto vilarejo que ele domina e avança cada vez mais...

— Desde quando isso vem acontecendo? — Miroku perguntou pensativo.

— Já tem quase um ano — Tanuki respondeu nos surpreendendo — Antes eram somente ataques isolados, pequenos povoados e cidadelas. Não chegava a ser uma ameaça. Agora ele ataca vilarejos grandes, ou que sejam terras de Lordes e Senhores Feudais — Tanuki deu uma pequena pausa, dando um suspiro — Ele deixa youkais no comando de cada vilarejo, nunca é ele no comando nem Ritsu...

— Mas como vamos pegá-lo se não sabemos a identidade dele? — Inu-yasha perguntou impaciente. Kikyou o olhou irritada.

— Não precisamos nos envolver nisso — ela disse com desdém — Nosso assunto já está morto e enterrado Inu-yasha.

— Se não quiser ir, é só ficar Kikyou — Inu-yasha disse levemente irritado. Ela o olhou magoada, mas nada disse.

— Bom — Sango disse ao meu lado — Não vamos deixar esse novo youkai dominar tudo, vamos?

— Mas é claro que não — eu disse a olhando decidida — Esse novo Youkai, o tal de Yokoyama, está ameaçando a paz de pessoas de bem — eu estava realmente decidida — Como sacerdotisa, treinada com o melhor mestre, não posso deixar isso ocorrer!

— É assim que se diz Kagome! — Miroku disse se levantando. — Qual a direção que ele estava Tanuki? — Miroku perguntou o olhando sério.

— Ele estava dominando as terras ao Oeste — Tanuki disse olhando para ele, em seguida olhando para mim, devido ao meu suspiro — O que foi senhorita Kagome?

— As Terras ao Oeste são dominadas por Sesshoumaru — eu disse dando a informação óbvia — E ele não está lá para saber!

— Isso não nos diz respeito Kagome — Inu-yasha disse sério — Sesshoumaru não é assunto nosso.

— Mas não custa nada avisar — eu disse me levantando e puxando Sango comigo — Sango, você vai comigo, vamos na Kirara — Inu-yasha segurou em meu braço e eu o olhei irritada — O que é?

Quando ele foi falar Kikyou se meteu — A deixe Inu-yasha, se ela quer ir até ele, que vá — Kikyou segurou no braço dele — Você não tem nada a ver com a vida dela!

— Bom, já vou indo então — Sango disse chamando Kirara e dando um beijo em Miroku, antes de irmos na direção de Sesshoumaru.

–----------

Chegamos rapidamente onde Sesshoumaru estava. Ele estava no mesmo lugar que anteriormente, e ele ignorou nossa presença. — Kirara, vamos até lá — ela pareceu receosa, mas fez o que eu pedi. — Sesshoumaru — ele abriu um olho e deu um suspiro, o fechando novamente — Eu também não queria ter que estar me dirigindo a você, mas como Lorde das terras do Oeste você deve saber do que anda ocorrendo por lá, certo?

Ele novamente abriu os olhos e me encarou, Sango atrás de mim me apertou mais em claro sinal de receio — Diga logo — ele disse sério.

— Tem um youkai dominando as terras novamente, assim como Naraku tinha feito — eu comecei o olhando, mas sempre me perguntando por que ele estava sozinho — E ele está seguindo em direção a suas terras — ele deu uma leve mudança na expressão — Bom, só vim lhe dar o recado, amanhã eu e os outros estaremos seguindo naquela direção...

— As Terras ainda são minhas — ele disse ignorante.

— Mas o perigo é para todos — eu o olhei em desafio, Sesshoumaru não se abalou, nem eu — Amanhã estou seguindo para o Oeste, com ou sem o seu consentimento — ele fechou os olhos me ignorando novamente — Vamos Kirara. — e logo voltamos para o vilarejo da vovó Kaede.

–----------------------------------------------

Já havíamos saído há algumas horas. Uma forte massa de energia estava sendo sentida a alguns quilômetros à frente, Sango, Miroku e Shippou estavam em Kirara, Inu-yasha carregava Kikyou nas costas que hora ou outra me lançava olhares irritados e eu ia correndo junto deles. Eu estava com Joyeuse, os arco e flecha; e minha mochila. Quando chegamos eu estava confusa.

Muitos youkais lutavam entre si, parecia que tinham perdido o controle do local. Casas destruídas, vários corpos de humanos mortos ou feridos no local. Uma cena horrível de se ver — SEUS VERMES ME OBEDEÇAM! — gritou um youkai com uma enorme lança — Eu o grande Mizuki estou no comando às ordens do senhor Yokoyama!

Mas os youkais o ignoraram completamente. Inu-yasha tinha parado mais atrás esperando Kikyou descer, para deixá-la em segurança, mas a mesma não descia de suas costas. Sango e Miroku pararam ao meu lado mais a frente, Kirara e Shippou ficaram mais atrás, em segurança. Um dos youkais que lutava não parecia estar no comando daquele e sim lutando contra eles, afinal ele lutava contra cinco youkais ao mesmo tempo, e o tal Mizuki o olhava mortalmente, alguns youkais que ainda estavam no comando dele observavam aquele ao qual eu observava. Eu tinha a sensação de que o conhecia.

Sua pele era pálida, seus fios lisos e acobreados estavam um pouco abaixo da metade das costas, suas vestes se assemelhavam a de Sesshoumaru, mas seu kimono era preto com azul e sua armadura não tinha pontas como a de Sesshoumaru. Ele atacava com uma espada e tinha acabado de derrubar mais um, resolvi ajudá-lo.

Peguei o arco e as flechas, posicionando uma e mirando num youkai que ia atacá-lo por trás, o derrubando — Kagome, não se envolva — Inu-yasha disse de onde estava, Kikyou tinha acabado de descer de suas costas.

— Calado — eu disse mirando em mais um youkai que vinha em minha direção agora. Eu não tinha mais que obedecê-lo... O youkai familiar decepou outro youkai e se virou para o que vinha em minha direção saltando para atacá-lo, ele não me via afinal aquele youkai me cobria por completo de seu campo de visão. Soltei a flecha acertando bem no meio do peito daquele youkai, quando o outro o atacava com a espada.

Ele parou em pé a minha frente, estávamos próximos um do outro. Agora eu conseguia ver seu rosto perfeitamente, os olhos negros como a noite e de expressão forte, nariz fino e com algumas sardas o marcando, lábios medianos e em seus olhos o espanto. Senti um Youki conhecido se aproximando e sabia que Sesshoumaru se aproximava, veio verificar com seus próprios olhos talvez, fui tirada de meus devaneios por aquele youkai familiar para mim. Ele deu mais alguns passos a frente e tocou em meu rosto delicadamente, sentia que o conhecia de algum lugar. Mas de onde?

— Cuidado... — escutei Inu-yasha gritar, mas foi interrompido pelas palavras dele.

— Kagome? — ele perguntou atônito ainda, não acreditando no que via. Eu estava surpresa por aquele youkai saber meu nome, mas ainda assim eu sabia que o conhecia... Mas de onde? Ele me abraçou e me deu um beijo na testa. Já tinha acontecido algo assim... Lembranças passaram a invadir minha mente.

Aquele gesto me fez lembrar-me de um ocorrido de algum tempo atrás, de alguns anos atrás... — Olá Kurama — eu dei um sorriso para ele, me afastando dele gentilmente para poder olhá-lo melhor — Como vai?

Notas finais
É isso ai, espero que tenham gostado do capítulo *-* O próximo saí dia 02/01/2015 > a data certa é dia 01, mas como eu não passo em casa não sei se conseguirei postar o capítulo, por isso se der eu posto no dia primeiro ♥ Bjos baby *m*