Notas iniciais
Yo baby's como vão? Bom, acho que alguns de vocês perceberam que eu me enrolei com os dias da semana :p Coloquei quinta, ao invés de terça ¬¬ muita falta de atenção não? Mas enfim, como prometido vim no dia 02 postar o capítulo ♥ Gostaria de agradecer a RitaMonS, mayaracris, Lady Melzinho e a Yuk por favoritarem a fic ♥ Gostaria também de dar as boas vindas aos leitores novos! Espero de coração que estejam gostando da história *-* Daqui pra frente as coisas começam a evoluir, e agora assim a história entrará em "continuidade". Sem mais delongas, boa leitura :3

Eu estou nesse momento sentada na beirada do poço come-ossos. Já havia amanhecido, e eu estava muito disposta a tentar ir para casa, minha mãe deve pensar que eu morri ou sei lá o que, mas ainda não o farei, não neste instante, afinal antes de ir tenho que ir a um lugar. É quase que uma obrigação!

Ontem depois que eu encontrei meus amigos naquele lugar especial e tivemos uma conversa agradável, eu fui encontrar a vovó Kaede. Ela novamente me fez repetir tudo o que eu já tinha contado aos meus amigos e depois ficamos conversando sobre vários assuntos, alguns não tão agradáveis assim... Acabei adormecendo na cabana dela mesmo, implorando para que Inu-yasha e nem Kikyou chegasse por ali. Graças a Kami isso não ocorreu. E logo assim que acordei vim para o poço, pensar um pouco.

Desencostei-me dele, arrumando o meu kimono. O enrolei até a altura dos joelhos, para dar uma melhor mobilidade, prendi meu cabelo num coque; peguei Joyeuse e passei a treinar com ela, a conhecendo. Sua lâmina brilhava levemente em lilás quando entrava em contato com minha energia e quando eu fazia menção de usar algum tipo de ataque ela brilhava em azul. Será que ela tinha algum poder como a Tessaiga e a Bakusaiga? Concentrei-me um pouco mais e simplesmente cortei o ar na diagonal.

Quando o fiz uma rajada de pequenas lâminas saiu da espada, indo a todas as direções. Elas brilhavam em azul e lilás e eram muito destrutivas, porque as árvores ao redor ficaram com pequenas marcas. Lâmina Estelar Purificadora, esse seria o nome desse ataque! Continuei com mais alguns ataques, todos de mano-a-mano, mas depois de um tempo cansei do pequeno treinamento. Embainhei Joyeuse novamente, ainda tinha algo a fazer antes de tentar ir para casa. Voltei a caminhar em direção ao vilarejo.

Assim que me aproximei da casa da vovó Kaede, Sango e Shippou saiam da mesma um pouco apressados. Eles me olharam e deram um suspiro. — Pensei que tinha ido sem nós! — Shippou disse subindo em meu colo.

— Já estava indo atrás de você — Sango disse se aproximando com Kirara no colo, ela ainda parecia dormir — Pensei que já tinha saído.

— Se eu os chamei porque iria na frente? — eu perguntei revirando os olhos — Vamos logo, porque será um pouco longe e eu não quero que ninguém me atrapalhe na minha tentativa de ir para casa — Sango entendeu a quem eu me referia, e assentiu.

Kirara pulou do colo de Sango e ficou grande, ela subiu e eu montei atrás dela. Shippou estava sentado na cabeça de Kirara. Logo já estávamos nos movimentando, percebi Inu-yasha nos olhando — ele tinha acabado de chegar -, ele estava com Kikyou e ela seguia a direção que ele olhava, o puxando em seguida, ignorei aquilo completamente.

Como será que ele está? Será que já tinha casado? Eu queria chegar logo ao meu destino, afinal, eu estava ansiosa... Faz tempo que não o vejo!

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— Kagome, você tem certeza de que é por aqui? — Sango perguntou sobrevoando uma montanha, procurando a entrada, mas eu tenho certeza de que é aqui. Não é possível que eles tenham mudado a entrada assim do nada — Não estou vendo nada.

— Eu tenho certeza de que a entrada é por aqui, eu já vim aqui várias vezes! — eu disse indignada, não é possível que tenham a mudado! Um movimento me chamou a atenção, estava próximo demais para dizer a verdade e somente aí eu entendi o porquê de não estar encontrando nada, tinham feito uma barreira para nos prender — Sango...

— Eu percebi agora — ela disse olhando ao redor, em alerta — Mas que droga, eu não trouxe minhas armas!

— Não se preocupe — eu disse ficando em pé em Kirara, que estava parada no ar. Ainda assim, Sango segurou em minha cintura me dando apoio — Eu sei que você está aí, pode sair — e assim aconteceu, um grande youkai ave apareceu — Vocês ainda são inimigos?

Isso não diz respeito a uma humana insolente e imunda como você! — o youkai disse com uma voz estranha, eu somente revirei os olhos — Sejam boas presas e não fujam, estou com fome!

— Tenta a sorte — eu disse e saquei Joyeuse, agora eu a testaria de verdade. O youkai voou para cima de Kirara, com a clara intenção de derrubá-la. Ela desviou e quando ele foi voltar novamente para atacar, eu liberei energia somente para minhas mãos. Joyeuse ficou azul e eu não esperei mais — Lâmina Estelar Purificadora! — e como na clareira do poço, novamente saíram pequenas lâminas o acertando em cheio. Sua carne foi retalhada, caindo aos pedaços pelo chão. Seu miasma purificado. Guardei Joyeuse e me sentei, Sango e Shippou me olhavam atônitos.

— Kagome, o que foi isso? — Sango perguntou estupefata. A barreira a nossa volta se desfazendo aos poucos e enfim a entrada da tribo dos lobos do Leste foi visível, Kirara passou a se locomover para lá — Que ataque foi esse?

— Eu o descobri hoje — eu disse dando um sorriso para ela — Antes de sairmos... — dei de ombros, uma aglomeração de lobos já era visível lá embaixo. — Vamos Kirara, quero rever meu amigo!

Kirara desceu e os lobos estavam me olhando diferente. É, acho que eu não tenho mais o mesmo cheiro e eles não o reconhecem mais, mas logo eu resolverei isso. Tenho certeza! Como pode perfume mudar tanto o cheiro natural de uma pessoa? Ouvi passos mais fortes e entendi que tinha alguém se aproximando correndo e a julgar pela velocidade, só podia ser Kouga! Logo ele entrou no meu campo de visão.

— Sango — ele começou a falar, quando me olhou. Seus olhos me analisaram e ele nada disse, apenas continuou a se dirigir a Sango — O que te trás aqui? — ele me tratava como uma qualquer e isso me irritou um pouco, mas darei um desconto dessa vez...

— Na verdade eu só vim a acompanhando... — ela disse apontando em minha direção — Ela estava com saudades do velho amigo...

Kouga ficou me encarando sem entender direito, me analisava o tempo todo, mas não parecia me reconhecer muito bem. Dei um suspiro no mínimo chateado — Acho que meu cheiro mudou nesses dois anos, porque ninguém me reconhece mais... — eu disse dando de ombros e o olhando — Não sei se fico feliz ou chateada...

— Kagome? — ele perguntou num sussurro, mas logo correu em minha direção me envolvendo num abraço apertado que eu prontamente retribuí — Quanto tempo! Você está linda — ele cochichou em meu ouvido, deu alguns passos para trás — Está tão diferente, deixou o cabelo crescer, assim é mais bonito.

Eu dei um sorriso tímido — Obrigada, estava pensando em cortá-lo...

— Não precisa, está lindo assim — Shippou murmurou subindo em meu colo e se virando para Kouga — Quanto tempo, Kouga — ele somente acenou um sim com a cabeça.

— Kouga — a voz feminina o chamou, ganhando minha atenção. Ayame estava parada atrás dele, mas a saliência em seu ventre era totalmente visível! Eu dei um sorriso a observando, ela pareceu me perceber e deu um mínimo sorriso — Olá Kagome...

— Olá Ayame — eu disse me aproximando dela — Posso? — disse me referindo a tocar na barriga dela, ela somente assentiu. Eu coloquei a mão no avantajado ventre o acariciando levemente, o bebê me deu um chute e eu amei essa sensação, nunca fui de interagir com grávidas, sempre o quis, mas nunca tive a oportunidade. Por um momento me vi naquela cena. Shippou no meu colo, também tocou na barriga dela, seus olhos brilhavam — Parabéns Ayame e Kouga, terão um bebê bem forte!

Ayame abriu um sorriso que iluminou todo o seu rosto e Kouga corou levemente dando um pequeno sorriso. Seguimos com eles para a caverna deles, lá começamos a conversar sobre vários assuntos, finalmente sentia que Ayame não me odiava e que talvez agora pudéssemos ser amigas. Finalmente não me vê mais como uma rival amorosa, afinal eu nunca o fui. Ficamos até metade da tarde conversando, estava um dia agradável, mas eu ainda tinha que tentar atravessar o poço.

— Bom pessoal, o papo está bom, mas temos que voltar — eu disse me levantando e sendo imitada por Sango e Shippou — Preciso tentar ir à minha Era ainda hoje...

— Tudo bem — Kouga disse se levantando — Ayame, descanse um pouco, eu já volto — e lhe deu um beijo na testa nos seguindo. Ele parecia querer perguntar alguma coisa, mas parecia inquieto — Hm... — ele disse chamando minha atenção — Você não cheira ao cara de cachorro...

— É que eu não o vi desde que voltei — eu disse o explicando — Aquele dia na batalha do Naraku foi o último dia que o vi — ele arregalou os olhos verdadeiramente surpreso — eu te deixei aqui e fui para o meu treinamento.

— Entendo, ele veio até aqui perguntar se eu sabia onde você estava — ele disse me olhando, me obrigando a parar de andar — Mas eu senti seu cheiro nele...

— Não, você sentiu o cheiro de Kikyou nele — eu disse o explicando — Aquele dia ele usou a Joia para revivê-la e me prender nessa Era para sempre — eu disse o olhando nos olhos e ele estava muito surpreso — Mas agora que estou mais forte, acredito ser capaz de passar pelo poço... Sem a Joia.

— Eu não sabia.

— Não se preocupe — eu disse dando um sorriso — Agora eu preciso ir, até outro dia — subi em Kirara onde já estavam Shippou e Sango.

— Apareça mesmo e venha ver meu filhote! — ele disse enquanto Kirara subia, eu somente acenei um tchau e murmurei um “O.K”.

— Sango, você pode me deixar direto no poço?

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Eu estava em pé na beirada do poço, ainda bem que aquela madeira era resistente. Afinal, elas eram novas em vista que Inu-yasha destruiu o poço não fazia tanto tempo assim. Sango e Shippou estavam mais afastados um pouco, somente me observando. Eu fiz uma barreira a minha volta e segurava uma correntinha que minha mãe tinha me dado, eu pensava somente nela, eu me ligaria a ela. Eu queria muito vê-la, afinal minha mãe é meu tudo.

— Volte em segurança para nós mamãe — escutei Shippou murmurar, eu dei um sorriso pela forma como ele me chamou — Estarei te esperando...

— O mesmo serve para mim — Sango disse meio longe, acho que ela não queria estar aqui, mas eu queria ambos aqui — Estarei te esperando, então não demore muito... — escutei um suspiro.

— Não se preocupe, no máximo amanhã eu estarei de volta — eu disse sem olha-los, sabia que se o fizesse perderia a coragem, e pulei no poço. Ainda estava de olhos fechados, quando os abri eu estava viajando entre as Eras, assim como deveria ter sido há dois anos. Eu estava ansiosa, eu queria logo voltar para a minha Era, logo eu me senti batendo no chão e sabia que estava em casa!

Subi o mais rápido que meu Kimono me permitia o que me fez demorar um pouco, mas logo eu já estava sentada a beira do poço olhando ao redor a entrada do mausoléu do poço come-ossos. Eu caminhei lentamente na direção da porta e o abri receosa, minha casa continuava a mesma coisa, calma e tranquila. O quintal também não havia mudado nada, o fim de tarde só deixava aquela cena mais linda aos meus olhos. Talvez fosse a sensação de nostalgia me atingindo.

Fui caminhando em direção à porta de casa, mas não entraria. Minha mãe poderia pensar que eu era uma invasora, em vista que ninguém me reconhece mais... Apertei à campainha e aguardei pacientemente mamãe sair. Eu estava balançando para frente e para trás, sem sair do lugar, estava muito ansiosa para vê-la. A porta foi aberta e eu apenas observei a senhora a minha frente, parece que os anos não passaram para ela.

Ela me olhava e seus olhos se encheram de lágrimas, quando dei por mim já estávamos ambas abraçadas e chorando. Mãe é mãe! Ela não me soltou e sinceramente eu também não queria soltá-la. Ela me levou para dentro, sentou no sofá e me deitou em seu colo, ali eu somente me deixei levar e somente queria sentir os afagos de minha mãe. Que há tanto tempo não sentia mais.

Depois de algum tempo – muito tempo – assim, estávamos sentadas a mesa da cozinha conversando, enquanto ela preparava o jantar, me fez explicar porque sumi tanto tempo e eu contei cada detalhe do que ocorreu. Como sempre, minha mãe somente sorriu e me fez prometer não sumir mais tanto tempo. Souta e vovô também tinha se juntado a nós a mesa.

— Kagome, quando você parte novamente? — acho que ela queria que eu ficasse mais. Infelizmente eu ainda tinha um assunto pendente a resolver, e ele se chamava Inu-yasha. Eu tenho que encará-lo e dizer o que eu quiser para ele, chega de ficar me reprimindo.

— Amanhã — eu disse dando um suspiro.

— O.K — ela saiu e subiu as escadas, pouco tempo depois, desceu com um embrulho em mãos, me estendendo em seguida. Eu desembrulhei e observei a mochila vermelha similar a minha amarela. Aquela já estava gasta e rasgada, me pergunto como ela sabia que eu precisava de uma — Eu comprei da última vez que você veio, reparei que aquela estava rasgando...

Eu somente a abracei, agradecendo pelo presente. Jantamos todos juntos, depois eu tomei um longo e relaxante banho, arrumei minha mochila com roupas íntimas somente, eu tenho muitos kimonos agora, se levar a minhas roupas não os usarei mais, o caso é só não comprar mais kimonos. Mas por precaução, coloquei uma roupa normal, uma única calça jeans e uma única regata. Deitei na minha confortável cama e adormeci como há tempos não o fazia. Sem preocupação e tranquilamente.

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Estou tomando um café bem reforçado como há tanto tempo não tomo, que saudades de minha era! Saudades de todas essas comidas que há tanto tempo não comia, comida industrializada tinha suas praticidades! Já tinha pegado o que cada um gostava e colocado na mochila, peguei também um presente para Rin, como eu havia prometido. Minha mãe teve que sair, mas eu já havia me despedido dela. Vovô ainda dormia e Souta já havia ido para a escola.

Arrumei o que eu havia sujado, subi para o meu quarto e coloquei o Kimono novamente, o único que eu tinha desta Era, arrumei Joyeuse na cintura e coloquei minha mochila nas costas, meus cabelos soltos. Ela estava pesada, mas logo estaria vazia, afinal a maioria das coisas era para os meus amigos. Desci as escadas observando cada detalhe de minha casa, não sabia que sentia tanta falta daqui... Passei pela porta sem olhar para trás, se não talvez não voltasse para a Era Feudal... Nunca mais...

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Subi o poço sem dificuldade, apesar estar com minha mochila nas costas. Eu queria ir logo, para o quanto antes poder mudar de vilarejo e virar sacerdotisa de lá, afinal não seria mais uma nesse vilarejo, já tendo a ela. Saí desse tipo de devaneio e voltei a caminhar em direção a casa da Kaede.

Conforme ia me aproximando, eu me sentia agitada, aquilo só me dizia uma coisa, Inu-yasha que já tinha voltado, provavelmente já sabia de meu retorno... Ou não. Continuei a caminhar e a casa já me era visível. Dei um suspiro antes de entrar na mesma e assim que entrei todos me olharam. Inu-yasha e Kikyou estavam mais ao fundo do local e nem se incomodaram em me olhar.

— Como prometido — Sango disse satisfeita dando um sorriso me observando, eu somente assenti.

— Vão deixar uma estranha invadir a casa? — Kikyou disse olhando para mim pela primeira vez, sendo imitada por Inu-yasha que não mudou a expressão em nenhum momento — Kaede, não sabia que você deixava qualquer um entrar assim.

Kaede fez menção de falar, mas eu a interrompi dando um sorriso e fazendo um "não" com a cabeça, ignorando completamente o que foi dito anteriormente — Aqui, eu trouxe algumas coisas — disse tirando Joyeuse da cintura e a colocando do lado da porta, Inu-yasha olhou para ela, mas nada disse. Tirei minha mochila das costas.

— Mochila nova Kagome? — Miroku perguntou a observando, ele pegou a antiga – que estava jogada num canto qualquer da cabana, em vista que eu não havia a levado — e a observou, olhando suas imperfeições — Realmente precisava...

— Minha mãe me disse que comprou essa há dois anos e não teve a oportunidade de me dar — eu dei de ombros — Afinal fiquei presa aqui...

— Kagome? — Inu-yasha se pronunciou pela primeira vez, me observando com um olhar diferente. Kikyou me fuzilava, estava irritada e tentava chamar a atenção de Inu-yasha a todo custo. Eu queria rir disso, mas não o fiz, somente o encarava indiferente.

O ignorei e comecei a tirar as coisas de minha mochila, entregando o que cada um mais gostava, olhei para Inu-yasha novamente e somente joguei os cinco pacotes de batata-frita, não me pronunciei. Ele os pegou e os colocou ao lado, no chão. Eu deixei tudo lá e saí da cabana. Sabia que ele queria falar comigo, por isso subi a escada do santuário e me sentei no chão, dando um suspiro antes de tudo. Logo as vestes vermelhas chamaram minha atenção.

Inu-yasha estava parado em pé na minha frente, seu olhar dizia muitas coisas, mas eu não estava a fim de identificar nada.

— Porque você foi embora aquele dia? — ele perguntou me olhando zangado e um pouco magoado. Eu não segurei meu sorriso, e o olhei. Quantas vezes eu não fiquei assim?

— Não lhe devo satisfações — eu disse friamente, não sorriria mais como antigamente — Você fez sua escolha naquele dia, quando usou a Joia e me prendeu aqui — eu olhei para os olhos dele, sustentando o olhar — Mas eu já resolvi isso, eu fui ver minha mãe... Sabia que ela achava que eu havia falecido? Por sua culpa...

— Eu me senti culpado quando eu descobri isso! — ele disse dando dois passos à frente e eu o impedi estendendo a mão — Eu não queria te prender aqui, mas também não podia deixá-la morrer!

— Não estou te julgando, muito menos pedindo explicação — eu disse me levantando — Você fez a sua escolha aquele dia, eu entendi muito bem e resolvi ficar mais forte — eu parei ao lado dele, sem olhá-lo. Eu batia exatamente em seu ombro, como eu sou pequena! — Espero que vocês continuem sendo felizes, e diga a ela para não se preocupar, não quero atrapalhar ninguém em sua felicidade e nesses dois anos afastada de você me fez perceber que nunca te amei verdadeiramente.

Ele me segurou pelos braços, me obrigando a olhá-lo — Não diz isso!!! — ele disse inconformado, e me balançando levemente — Você não pode deixar de me amar Kagome!

— Como não? — eu disse de certo divertida, sarcasmo banhava minhas palavras — Você a escolheu, você a ama — eu me afastei do aperto dele, dando alguns passos de distância — Não me venha com papo de que também me ama, que eu também sou sua escolha que isso não me convence... Pelo menos não mais.

— Mas isso é verdade! — ele me olhava incomodado e magoado — Você foi embora e eu não consegui me explicar, eu a amo sim, mas também te amo! — eu arregalei os olhos, mas depois fiquei irritada, ele acha que eu sou idiota?! — Eu também quero você Kagome...

Quando ele foi se aproximar eu usei o kotodama, o fazendo cair de cara no chão — Não seja infantil, não se pode amar duas pessoas ao mesmo tempo, mesmo nós, sendo a reencarnação uma da outra! — eu estava irritada, mas não iria transparecer nada — Arque com as consequências de suas escolhas! E eu não fui à escolha. Não pense que me engana, como eu disse anteriormente, eu não te amo mais, eu não quero mais sofrer por você e você sempre querê-la — ele se levantou do chão, me olhando muito magoado — Eu simplesmente cansei de ser feita de segunda opção.

Comecei a andar em direção as escadas, Kikyou estava lá embaixo e me olhava séria. Ela fez um sinal para que eu a seguisse, pronto, agora mais essa agora! Ela entrou na floresta e eu a segui, somente querendo ver o que ela faria. Ela parou na árvore em que Inu-yasha estava lacrado anteriormente, ela passou a mão no tronco marcado, antes de se virar para mim. Cômico, se fosse em outra época, eu estaria receosa agora, até com um pouco de medo, mas agora eu nem ligo mais.

— Você nunca o terá — ela disse enquanto se virava para mim, seu olhar era muito irritado — Inu-yasha sempre foi meu e não será você, reles cópia, a ficar com ele.

— Não precisa se preocupar Kikyou — eu disse dando ênfase no nome dela — Assim como eu disse a ele, eu te direi — eu olhei para ela o mais séria que eu conseguia, meus sentimentos por Inu-yasha há muito tempo extintos — Enquanto eu treinava, descobri que não o amava verdadeiramente, era somente resquícios de seus sentimentos em minha alma — ela me olhou indiferente — Mas eu consegui eliminá-los, por isso agora são meus sentimentos. Mas — ela me olhou arqueando uma sobrancelha — ele continua sendo meu amigo...

— Mas só por cima de meu cadáver! — ela exclamou irritada. Eu somente dei de ombros, me retirando dali, dando o assunto como acabado.

Se ela quiser me afastar de Inu-yasha, é uma opção dela, mas besta será ele se deixar nossa amizade morrer por conta dela. Afinal, ainda gosto dele , assim como gosto de Miroku, como um grande amigo e até como um quase irmão.

Notas finais
Olá novamente *-* Bom, como eu disse anteriormente, Joyeuse já esteve em minha outra fanfic, mas nessa ela terá sua forma definitiva. Ela também será mais forte e mais utilizável, em vista que na fic anterior ela só tinha um golpe... Pois é, pasmem u-u Lâmina Estelar Purificadora continuará, mas não será somente esse ataque que ela terá. Bom, espero que tenham gostado do capítulo ♥ E espero que tenham apreciado a leitura e o próximo capítulo saí dia 17/12 (quarta-feira). See you later *-* Bjos baby's *m*