Caminhos Entrelaçados
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Pov’s Autora.
Satori se acomodou apoiando a árvore que observava anteriormente, a história poderia vir a ser longa e ela apreciava enfim saber que aquilo era real, afinal, não é sempre que se pode ter contato com uma lenda, algo que talvez nunca venha a existir. A mesma assistiu as crianças se sentarem próximas a ela, mas ainda mantendo uma distância segura, viu quando Sesshoumaru se apoiou a uma árvore de frente para a que estava e esperou até Kagome se sentir confortável em se aproximar.
Estava claro para a youkai que Kagome não estava se sentindo confortável em sua presença, talvez por estar conhecendo a mãe de seu parceiro, ou pela mudança repentina de condição, de humana para youkai, contudo ela apreciou conhecer Kagome, ela sentia que mesmo debaixo de toda aquela confusão existia uma mulher forte, com princípios, e principalmente, que compreendia seu filho complicado e distante. Satori sabia que no momento certo, Kagome se mostraria a ela. E ela apreciaria esse momento como se deve, afinal ela ama conhecer pessoas diferentes.
Kagome saiu de seus pensamentos confusos e – ao mesmo tempo — felizes, poderia voltar a sua forma humana quando fosse visitar sua mãe e nada mudaria, exceto por sua aparência, mas era algo gratificante para ela. A mesma se sentou de frente para Satori-Hime, se acomodando da melhor forma possível, contudo resolveu voltar a sua forma youkai, afinal a mudança não adiantaria nada se ela continuasse em sua forma humana. Ela agora era youkai e deveria aceitar esse fato.
— Bem, eu estava pensando — Kagome começou, atraindo a atenção de todos para ela — Você perguntou se já escutamos sobre a lenda da Youkai-Sacerdotisa... — ela assentiu para Kagome que continuou — Quando meu avô era vivo, ele sempre fora fissurado por coisas passadas e o templo Higurashi é conhecido no futuro por ser o guardião da Joia de Quatro Almas... Quando eu era pequena, meu avô me contou sobre uma lenda muito antiga, da época Feudal — Kagome deu um sorriso nostálgico por se recordar do avô, e achando engraçado por se referir a era em que estava como um passado — Essa época.
“Nessa história, era contado que uma youkai havia se tornado uma sacerdotisa, e governava junto com seu marido no reino do Oeste — Kagome não quis olhara para Sesshoumaru, e nem para mais ninguém, ela somente focava em Satori — Seu nome não constava na história, mas citava que ela pertencia ao clã dos youkais cachorros, que quando assumiam sua verdadeira forma, ficavam enormes — ela fez um gesto com a mão simulando algo grande — Se não me engano contava que ela havia feito grandes feitos, e que ela era muito conhecida por todo o Japão Feudal, por ter impedido algo... Mas não me lembro muito bem, eu era tão pequena quando meu avô me contou...”
— Você sabe o que ainda não aconteceu... — Satori apontou sobre a narrativa de Kagome — Sabe o que ainda está por vir, não como ela surgiu... — a mesma a olhou com certo interesse, afinal Satori era a protetora dos segredos do clã e todas as histórias que já existiram nele, e sabia de algumas que estavam por vir, mas saber de algo tão assim, que para eles não aconteceram, mas que para Kagome era tão passado, tornava tudo tão excitante, tão empolgante para ela, era algo novo e único! — Me diga criança, você sabe de mais coisas que ainda vão acontecer?
Kagome estranhou a pergunta de Satori, mas ainda assim respondeu — Sim, na minha Era, quinhentos anos à frente, temos uma matéria na escola chamada história — a mesma olhava para Satori enquanto falava — Com ela podemos aprender coisas do passado, grandes feitos ocorridos, assim como ocorreram às guerras e seus finais... Além de termos acessos a livros, coisas na internet... — Kagome terminou de falar dando de ombros.
Satori estava encantada, além de a mesma ser uma contadora de histórias, ela adorava conhecer histórias novas, nunca ditas ninguém daquele tempo, e Kagome parecia ser uma ótima fonte de informações! Sesshoumaru percebendo a curiosidade da mãe sobre as histórias resolveu intervir, afinal ele conhecia muito bem o fascínio de Satori por histórias — Satori... A lenda.
— Oh, verdade — a mesma se acomodou novamente e se lembrou do que a fez tocar naquele assunto — Como eu estava dizendo, você sabe do futuro da youkai, seu futuro, vamos colocar assim — a mesma olhou para Kagome, percebendo-a nervosa, afinal, se o que ela disse ocorreu, os feitos foram feitos por ela mesma e era complexo demais pensar desta forma... — Mas não sabe como ela surgiu, nem o que fez a humana sacerdotisa se tornar uma youkai, a condição ao contrario é impossível, em vista que a energia maligna de um youkai é facilmente purificada pelo poder de uma sacerdotisa.
“Muitos anos atrás uma profecia foi ditada, ela se tornou uma lenda, por ter sido ditada há muito tempo e até o presente momento não ter ocorrido, claro que isso muda hoje... — Satori acabou achando graça seu comentário, mas continuou a falar — Na profecia fora dito que, um grande youkai, senhor de terras e muito orgulhoso irá se aproximar de uma humana com um bom coração, ela o conhecerá em meio a um conflito e mesmo com medo dele, o enfrentará. Os anos se passarão com um grande mal ambos enfrentando, quando o mal enfim for extinto ela sofrerá com um amor não correspondido, ele mudará algo dentro de si, ambos se afastarão.”
“Ela retornará, ambos se reencontram ao acaso e um novo mal surge, enquanto o enfrentam se aproximam, em meio suas diferenças se amam, ambos negam o sentimento mas logo se entregam e quando se amarem o suficiente, ele a marcará, sua energia natural se fundirá a dele, fazendo assim algo novo acontecer, uma youkai nunca antes vista. Sua forma poderá ser alterada, assumindo a humana de antes e a youkai de agora, a youkai-sacerdotisa, que poderá usar seu poder espiritual como youkai, e seu veneno como humana, sem que uma energia afete a outra, pois ambas estão em perfeita harmonia dentro dela”.
— Essa foi à profecia, e bem... Acho que ela deve estar certa, afinal a sua mudança aconteceu, a marcação está feita e acredito que o insensível de meu filho te ame de alguma forma — Satori disse ainda olhando para Kagome, que estava estranhamente pensativa — Assim como você o ama... Estranhos... — Satori olhou para Sesshoumaru e o mesmo estava igual à Kagome, pareciam estar em lugares distantes, pensando no passado talvez — Bem, esse é o motivo por você conseguir ser youkai e humana, criança, você não se encaixa em nenhuma das duas, pois você é as duas coisas, sem um lado dominar mais que o outro, está em perfeita harmonia.
Kagome passou a olhar para o chão, seus pensamentos estavam em tudo o que ela já havia passado, a forma como conheceu Sesshoumaru, cada coisa dita naquela profecia, aconteceu exatamente igual! Mas isso respondia parcialmente suas perguntas, afinal outras surgiram... E quando tiver filhos, serão humanos, youkais... Serão meio-a-meio... Tantas coisas a se pensar e tantas coisas a se descobrir... — Se... — Kagome falou chamando a atenção da youkai para ela, Kagome voltou os olhos para o rosto da mulher, ela estava com a sobrancelha franzida — Se eu tiver filhos, como eles serão? — Kagome estava preocupada com isso, afinal, as crianças poderiam não conseguir lidar com ambas as energias... Ela mesma sofreu para mudar, como um feto reagiria?! — E se eles nascerem defeituosos?! Como posso dar a vida a uma criança, sendo que eu possa a vir a ser um perigo a ela?!
Kagome estava muito transtornada, nem havia obtido as respostas de algumas de suas perguntas, e novas surgiram no lugar. Não havia se passado nem 24 horas desde que tinha mudado e estava mais confusa que antes — Não há como saber criança — Satori disse se levantando, atraindo a atenção de todos para ela — Nunca existiu nada como você antes...
— Sesshoumaru, — o mesmo a olhou, parecia tão confuso quanto ela — Tem algum lugar onde eu possa ficar sozinha? — o mesmo assentiu e ela se levantou — Com licença Satori-Hime, preciso pensar um pouco, foi um prazer conhece-la — e fez uma leve reverencia em forma de respeito.
— Acredite que o prazer foi meu, criança — Satori disse dando um leve sorriso para Kagome — Espero poder escutar suas historias do futuro algum dia.
— Mas é claro! — Kagome disse dando um sorriso desconfortável e se virando para Sesshoumaru — Vamos? — O mesmo assentiu e passou a seguir por um caminho diferente do qual vieram, Kagome o seguia em silencio, começando a entrar em um turbilhão de pensamentos.
–----------------------------------------------
Pov’s Kagome.
— Muito obrigada, Sesshoumaru — eu disse quando ele me levou a outro jardim, ele era menor que o anterior, e parecia ter mais cuidado que o outro. Eu me afastei dele, e depois de afrouxar o meu kimono para ficar mais confortável me sentei ali, no meio do jardim, somente apreciando a vista.
— Tem certeza de que quer ficar só? — Sesshoumaru perguntou abaixando na minha frente. Eu o olhei, na verdade eu não sabia se queria ficar sozinha, eu somente queria entender, pensar em tudo e não me importar se alguém me veria, caso eu chorasse. Eu assenti, eu precisava ficar sozinha. Sesshoumaru me deu um selinho e leve afago na bochecha antes de se levantar.
O mesmo passou a seguir no caminho que veio, quando eu o chamei de novo — Ér... Só volte depois pra me buscar — eu disse dirigindo um sorriso sem graça a ele — Não conheço nada aqui — e o mesmo deu um pequeno sorriso de canto e assentiu, me deixando ali.
Eu observei melhor o jardim, ali tinha muitas flores diferentes, muitas árvores, arbustos e um rio passava próximo dali, esse jardim ficava na parte de trás do castelo, e parecia ser mais restrito que o da frente. É um bom local para se pensar ou somente ficar sem fazer nada. Acabei suspirando, pelo menos eu descobri o porquê de ter passado por essa mudança, e que eu posso assumir a minha forma humana quando eu quiser, contudo isso não era o bastante.
Como nunca houve nada como eu antes, não tem como saber se quando eu tiver filhos eles serão normais, ou youkais, ou humanos... Se eles poderão mudar de forma, ou se eu poderei gerar filhos... Deitei-me no chão, olhando para as estrelas, o tempo passou rápido, a conversa com Satori rendeu. Eu amo Rin e Shippou, os amo demais, mas eu sempre quis ter a experiência de ter um filho, gera-lo e traze-lo ao mundo, por meu esforço... E parece que agora isso não poderá ser possível... Eu não posso permitir que algo aconteça.
Pelo menos agora eu posso ficar mais tranquila, isso é algo que eu posso deixar pra lá um pouco, agora terei minha vida de casada com Sesshoumaru, entrando num mundo que eu nunca pensei em fazer parte, conhecer as responsabilidades de um lorde, e seus deveres com o que ele comanda. É, parece que eu terei que me adaptar e logo. Seria legal se eu me recordasse da história que meu avô me contou sobre essa lenda, porque eu poderia saber mais sobre o que a youkai-sacerdotisa passou...
Mas o que adiantaria eu saber? Não iria mudar muita coisa mesmo. Como será que as crianças estão? Rin já tem o lugar dela no castelo, mas Shippou não... Será que ele está bem acomodado? Suspirei, acho que já passei tempo demais aqui, tudo é tão tranquilo aqui que nem percebi o tempo passar. A lua já está numa posição muito diferente de quando eu cheguei, já deve ser quase meia-noite! Onde está Sesshoumaru?!
Minha pergunta foi respondida quando me sentei, Sesshoumaru estava sentado atrás de mim, apoiado numa árvore e me observava, ou pelo menos eu acho que ele estava me observando. O mesmo olhava para frente, mesma direção que eu me encontrava. — Faz tempo que está aí? — eu perguntei um pouco envergonhada.
— Um pouco — ele disse dando de ombros e eu acabei me sentindo estranha, porque bem, eu agora sou youkai, meus instintos deveriam agir mais rápidos, contudo acredito que por ser Sesshoumaru eu não vejo ameaça... — Você estava distraída olhando as estrelas...
Então ele pode ter chegado há muito tempo... E eu estava mesmo distraída, porque bem, esse local é tão tranquilo e sereno que não há como sentir alguma ameaça aqui, a não ser que ela exista. — E as crianças? — eu perguntei quando me levantei, e sentei-me de frente para ele, ainda com alguma distancia entre nós.
— Rin tem o quarto dela — ele disse me olhando indiferente, e eu não desviava os olhos do rosto dele, porque pode parecer estranho, mas Sesshoumaru parecia ainda mais bonito aos meus olhos — E eu acomodei Shippou ao lado do dela, ali será o quarto dele — Sesshoumaru deu de ombros, como se fosse à coisa mais simples do mundo... Será que o quarto pertencia a alguém? Eu entrelacei meus dedos e os deixei sobre o colo, brincando com os indicadores enquanto pensava.
— Shippou deve estar contente... — eu disse ainda pensativa porque, tudo o que Shippou mais queria no mundo era pertencer novamente a uma família, com um pai pelo menos... E do fundo do meu coração eu espero que Sesshoumaru dê essa liberdade a ele, afinal o pequeno merece.
Senti o afago no topo de minha cabeça, me obrigando a sair de meus devaneios. Olhei dentro daqueles olhos que tanto me fascinavam — No que está pensando? — sua voz me pareceu estranhamente convidativa, e eu me sentia esquentando.
— Que... — Eu engoli em seco, desviando um pouco meus pensamentos — Que eu espero que você e Shippou consigam se aproximar... — eu dei um sorriso sincero a ele, e o mesmo somente me olhava — Eu espero que ele veja em você, o mesmo pai que ele sente falta...
— Se ele assim quiser — ele disse afagando meu rosto levemente. Eu prestei atenção em cada feição de seu rosto, cada mínimo detalhe, como se eu nunca houvesse o visto antes... Sesshoumaru era realmente belo. Eu me aproximei de seu rosto lentamente visando seus lábios, e logo os selava com os meus.
O beijo começou singelo, calmo, sereno. Eu me aproximei um pouco mais do corpo de Sesshoumaru, somente sentindo as costumeiras sensações me atingindo de forma lenta e gradativa. Mas não ficou assim por muito tempo, logo eu estava sobre o corpo de Sesshoumaru, o obrigando a deitar no chão, minhas pernas uma de cada lado de sua cintura, e as mãos deles seguravam fortemente em minhas nádegas. O aperto que ele me dava era diferente de antes, como se antes ele se segurasse para não me machucar.
Eu me separei de seus lábios e desci na direção de seu pescoço. Comecei a dar leves mordidas e lambidas naquela região, e tudo o que Sesshoumaru fazia era uma leve caricia em minhas costas, contudo o mesmo se sentou, obrigando-me a sentar melhor sobre suas pernas, Sesshoumaru desceu as mãos em direção ao meu obi e o desamarrou, o jogando em um canto qualquer. Eu senti suas garras passearem por de baixo do tecido, tocando-me diretamente agora. Acabei fazendo o mesmo que ele, eu desamarrei a parte de cima de sua roupa, a jogando num canto qualquer ali.
Passei minhas garras pelas costas dele, e o mesmo novamente me apertou nas nádegas, esfregando nossas intimidades num fricção gostosa, excitante. Eu o empurrei contra o chão novamente, e o olhar que Sesshoumaru me deu, me fez ficar quente no mesmo instante. Eu mordi meu lábio inferior, o olhando com todo o desejo que ele me despertava e o que recebi em troca foi um tapa – nada forte — no bumbum. Fiquei surpresa, mas aquilo era realmente estimulante, passei minhas garras na extensão de seu peito, enquanto me curvava sobre ele, pelo meu kimono estar sem o obi, à parte da frente estava aberta, fazendo que minha pele tocasse a de Sesshoumaru, ambas estavam quentes.
Eu o dei um leve roçar de lábios, e depois desci para seu queixo, dando uma mordida ali. O aperto em minha cintura se intensificou e eu achei aquilo prazeroso. Desci na direção do pescoço dele novamente, dando mordidas e lambidas, sabia que ele ficaria marcado, mas sendo minhas marcas, não dizia respeito a mais ninguém. Fui descendo pelo peito de Sesshoumaru, o que o obrigou a soltar meu corpo. Enquanto eu descia pela extensão de seu tronco, eu passava minhas garras, e dava mordidas fortes, deixando a pele pálida avermelhada e marcada. Eu me afastei de Sesshoumaru para retirar o restante das roupas dele, o que fez com que ele me lançasse um olhar desgostoso.
Sorri para ele e desamarrei o no de sua Hakama, a retirando sem dificuldade alguma, agora Sesshoumaru estava nu e inteiramente para mim. O olhei, prestando atenção em cada parte do corpo dele, quando cheguei ao seu rosto o olhar dele, era o mais desejoso que eu já vira, o cheiro que ele exalava me deixava quase beirando a loucura. Abaixei-me entre suas pernas, observando a ereção dele, a mesma já estava tão dura! Segurei em sua base, apertando levemente, nada que o machucasse e o que recebi em troca foi um rosnado contido na garganta, aquilo somente me motivava a continuar. E era extremamente excitante.
Eu comecei a masturba-lo, com movimentos lentos mas firmes, eu já me sentia confiante podia não ser experiente, mas eu sabia mais ou menos do que Sesshoumaru gostava e como gostava. Aumentei a intensidade de meus movimentos e me aproximei da ereção dele, a envolvendo com minha boca. Quando o fiz, senti a mão de Sesshoumaru em minha cabeça, ditando os movimentos com seu quadril enquanto me mantinha firme; não demorou muito e eu sentia seu gozo preenchendo a minha boca, era a primeira vez que ele fazia isso e eu acabei engasgando.
Sesshoumaru nem deixou que eu me recuperasse direito, logo estava me prendendo contra o chão, seus olhos levemente avermelhados, mas ele sorria, me surpreendendo — Ora Kagome... — Sesshoumaru disse me mordendo no pescoço e depois lambeu — O que vou fazer com você agora? — ele me analisou, e tudo que eu fiz foi ficar em silencio, a expectativa tomando conta de mim. O mesmo se afastou, me olhando com o cenho franzido, ele parecia contrariado. Puxou meus braços, fazendo-me sentar, ele pegou meu cabelo e simplesmente começou a destrançá-los, me recordei no dia que eu mesma fiz isso com ele, quando terminou Sesshoumaru puxou meu kimono revelando minha roupa íntima.
Os ambares percorreram todo meu corpo, mesmo que ainda estando com as roupas íntimas, ele parecia me analisar... Sesshoumaru desabotoou meu sutiã e tirou a minha calcinha me deixando nua. Ele me obrigou a deitar de novo e veio com suas garras da minha canela, até as minhas costelas, eu sentia a ardência que elas causavam, mas eu só conseguia me sentir bem. O mesmo as passou por minha barriga, marcando-a. Sesshoumaru se colocou sobre mim novamente, me dando um beijo na testa, depois passando por meus lábios e me mordeu no queixo também. Depois o mesmo desceu na direção do meu pescoço, ele não mordeu, nem lambeu, ele simplesmente chupou! Ele queria me marcar...
Literalmente. Depois o mesmo foi descendo até meus seios, ele ficou o estimulando com a língua, enquanto chupava e mordiscava. Eu enfiei minhas mãos no meio dos fios prateados, os puxando de vez em quando. As mãos dele estavam em minha cintura e eu sentia a ereção roçando em minha intimidade. E eu o queria, envolvi sua cintura com minhas pernas, e ele parou me olhando. Os olhos vermelhos estavam desejosos e eu também estava, inverti nossas posições ficando por cima suas mãos desceram de minha cintura para minhas nádegas aperto fortemente ali. Eu me posicionei sobre a ereção dele e desci devagar.
Sesshoumaru fechou os olhos, e o cheiro que ele exalava me deixava cada vez mais louca, cada vez mais excitada, cada vez mais querê-lo! Ele me ajudou a ditar os movimentos e a velocidade, seus olhos me observavam a todo instante e eu me apoiava sobre o peito dele, meu cabelo estava sobre o peito dele e se emaranhava entre os fios dele. Sesshoumaru me fez parar e logo ele mudava de posição, ficando sobre mim. O mesmo pegou minhas pernas e apoiou sobre os ombros dele, logo as forçando na direção dos meus ombros e voltou a estocar com força.
Passei minhas garras pelas costas dele e senti o cheiro de sangue, o machuquei sem querer, mas o mesmo nem pareceu se importar. Eu forcei minhas pernas, e ele as soltou, o mesmo se afastou e me olhou. — Fique de quatro — eu o olhei envergonhada, nunca tínhamos feito assim antes... Entretanto fiz o que ele pediu. Sesshoumaru parou entre as minhas pernas as abrindo um pouco mais, e logo me penetrava, ele entrou devagar, parecia querer gravar como era meu interior. Ele se curvou sobre mim, seu peito sobre minhas costas, obrigando-me a apoiar no chão.
Sesshoumaru segurava em meus seios enquanto estocava forte e fundo, aquilo estava muito gostoso, e eu não estava conseguindo me conter direito, gemidos presos em minha garganta eram audíveis, e quantos mais saiam, mais rápido ele ia — Vamos, gema para mim — ele disse baixo, próximo do meu ombro. Sexy. Sesshoumaru me deu uma mordida forte no ombro e eu acabei soltando um suspiro, sua mão direita desceu por minha barriga e logo chegou ao meu clitóris, o estimulando com os dedos. Eu acabei fincando minhas garras na grama enquanto sentia meu corpo esquentar por inteiro.
Sesshoumaru se retirou de mim e me deitou novamente, eu ainda estava de olhos fechados e sentia meu corpo inteiro tremer — Olhe para mim — ele disse, fazendo-me abrir os olhos, os olhos vermelhos, as marcas de seu rosto maiores, seus caninos saltados, nada daquilo me assustava mais, fazia-me ainda mais excitada do que antes. Ele se se aproximou de mim novamente, pegando minha perna direita e apoiando em seu ombro, me penetrando em seguida, usando a perna como apoio. Suas garras fincadas em minha coxa, enquanto ele entrava e sai num ritmo incerto entre o rápido e o devagar.
Eu queria fechar os olhos, mas todas as vezes que eu o fazia ele parava, fazendo com que eu o olhasse e só ai, ele voltava com os movimentos, estava claro que ele queria ver as reações que causa em mim. Sesshoumaru soltou minha perna, se colocando sobre mim novamente, minhas pernas envolviam sua cintura e ele segurava fortemente em meu quadril, seu peito esmagando meus seios e sua cabeça na curva do meu pescoço. Os movimentos estavam mais ritmados, e eu estava sentindo novamente as sensações atingirem meu corpo, aos poucos.
Passei as garras por suas costas novamente, consciente de que eu havia o machucado antes, ele apertou mais forte em meu quadril e me mordeu no ombro. Somente me deixei levar pelas sensações que meu corpo estava tendo e tive meu segundo orgasmo — Kagome... — escutei a voz dele no emaranhado de sensações que me envolviam e o senti apertando meu ombro quando subiu a mão por minhas costas. Ele não se moveu, sua cabeça continuava apoiada em meu pescoço e eu – como sempre – estava brincando com uma mecha do cabelo dele, observando as estrelas.
O ar estava agradável, uma noite de verão. O local estava silencioso, mas será que alguém poderia nos escutar? Essa era o meu maior medo, porque antes a ideia de alguém nos ver ou nos ouvir não havia passado por minha cabeça. Senti-me envergonhada, mas logo deixei pra lá, Sesshoumaru saberia se alguém se aproximasse, afinal ele sabe distinguir cheiros como ninguém. — Vamos nos vestir Sesshoumaru... — eu disse quando ele não se moveu.
— Ninguém vai aparecer aqui — ele disse sem se mexer e colocou a mão em meu quadril, a descansando ali. Depois ficou em silencio, eu olhei para cima observando as estrelas brilhando como se piscassem só pra mim.
–----------------------------------------------
1 Mês depois.
Os portões do castelo já me eram visíveis. Um mês fora não parece nada, mas para mim pareceu uma eternidade! Tive que seguir com Satori pra aprender como ser uma Daí-youkai, aprender a me portar como uma lady e ainda aprender a ser uma guerreira como ela. Foi complicado no começo, mas agora tudo se encaixou como deveria e consigo usar meus poderes normalmente, como se nunca precisasse reaprendê-los... Durante esse tempo, eu consegui aprender muito com Satori, e conhece-la melhor.
E ela parecia apreciar as coisas que eu tinha para contar a ela, tudo o que sabia sobre história eu lhe contava, sobre as guerras e sobre tudo o que era novo, como era o mundo em que eu vivia. Eu preciso leva-la a minha era algum dia, eu cheguei em frente aos portões e fui barrada de entrar, como assim?!
— Me deixem passar — eu disse para um dos guardas que me barravam. Eles me olharam estranho e não me deixaram passar, tentei andar novamente e ele colocou a lança na frente novamente — Qual é? — eu disse irritada.
— Estranhos são proibidos de entrar — ele disse me olhando sério, como assim estranho?! Esse youkai está maluco? Eu sei que devo estar com o cheiro da Satori, mas o de Sesshoumaru deve estar perceptível. — Devo pedir que se retire.
— Tá maluco?! — eu disse irritada, o olhando friamente — Eu vou passar, você deixando ou não — eu disse dando um sorriso sarcástico, eu estava irritada. Esse youkai pensa que é quem pra não me deixar entrar em casa? Tudo bem que eu só fiquei um dia no castelo e viajei no outro com Satori, mas ele deveria me conhecer...
— Ora sua fêmea, você deveria conhecer seu lugar — o outro youkai disse me olhando de forma sugestiva. Eu o olhei irritada, como ousa me subestimar? Assenti a ele e peguei Joyeuse em mãos — Ela acha que sabe manusear uma arma Satoru — ele debochava de mim, e aquilo estava me irritando mais ainda.
— Ela deve achar que é uma faca grande pra cortar os alimentos Misaki — O primeiro youkai, que descobrir agora ser Satoru, disse ainda debochando de mim. Eu o olhei friamente e lhe mostrei a espada.
— O nome dela é Joyeuse, caso isso lhe interesse — eu disse dando dois passos para trás e a empunhando melhor, os olhando de forma desafiadora — Vamos ver se ela é só uma grande faca pra cortar alimentos. — Satoru veio para cima de mim com aquela lança num corte lateral, que eu facilmente desviei ficando em pé na lança dele. Graciosa como Satori me ensinou. O olhar que ele me lançou fez-me achar graça. Misaki veio por trás, tentando me acertar nas costas, e eu bloqueei com Joyeuse — Atacar por trás é muito feio — eu disse me virando para ele.
— Sim, como se isso mudasse algo — Misaki disse irritado e se preparando para atacar novamente — Fique paradinha, saber pular não quer dizer que você sabe lutar — ele veio com a espada deles em mãos quando eu bloqueei com Joyeuse, ele tentou me desarmar rodando a lâmina dele sobre a minha espada, mas ele não conseguiu. Dei dois passos para frente parando alguns centímetros de seu rosto.
— Deve melhorar o pulso, você a segura firme demais — eu fiz o que ele tentou fazer comigo, e por segurar o cabo forte demais, seu pulso quebrou — Maleável isso não acontece — Satoru veio correndo em minha direção e ia me acertar pelas costas, eu segurei nos ombros de Misaki e pulei por ele, o utilizando como um escudo, mas não contava que ele fosse me aplicar uma rasteira, com a mão girei meu corpo conseguindo ficar em pé novamente.
Os dois pararam lado a lado, e agora mais youkais se aproximavam. Sério isso? Eu lá tenho cara de ameaça?! — Você está causando ainda mais problemas para você fêmea — Satoru disse sorrindo vitorioso, o mesmo apoiou a lança no chão e me olhou — Contra dois você consegue, e contra sete? — ele disse abrindo os braços mostrando os youkais atrás dele — Acho melhor ir embora antes que acabemos com você.
Eu os olhei friamente, estava cansada, havia vindo de uma longa viajem e tudo o que eu mais queria era ver meu marido e minhas crianças agora — Humpt — foi o único som que eu fiz, apoiei a ponta da lâmina de Joyeuse no chão e deixei sua lâmina ficar levemente esverdeada, eles pediram por isso — Lâminas Venenosas — e uma rajada de lâminas saiu da espada, os pegando desprevenidos, depois deixei a lamina ficar rosada usando o lâminas estelar purificadora. Acertando-os em alguns locais não fatais.
— Vá chamar o Senhor Sesshoumaru — Satoru disse a um dos novatos que assistiam ao longe, avistei o mesmo correndo apressado.
— Isso, chame Sesshoumaru — eu disse dando um sorriso os olhando séria.
— Você vai nos pagar, como ousa chama-lo assim?! Senhor Sesshoumaru merece respeito. — ele disse partindo pra cima de mim com aquela lança, consegui desviar dele e bloquear um segundo atacante. Satoru me deu um chute na perna me desestabilizando quando um youkai que eu nunca tinha visto antes veio com a espada sobre minha cabeça, fiz uma barreira rapidamente e a lamina bateu contra ela. Eles me olharam assustados e eu dei de ombros. Eu me levantei e quando fui dar um passo pra trás para continuar atacando, bati no peito de alguém. Quando fui me afastar senti a pessoa segurar em minha cintura e eu percebi de quem se tratava: Sesshoumaru.
— O que está acontecendo aqui? — ele perguntou friamente, olhando para cada um daqueles youkais e todos estavam assustados. O youkai que foi chama-lo vinha correndo novamente em nosso encontro, parecia cansado e ele estava assustado. Eu coloquei Joyeuse de volta na bainha e ajeitei minha postura.
— Senhor, ela estava causando problemas... — um dos guardas disse um pouco gago e eu somente os olhava, todos estavam com muito medo, mas eles só estavam fazendo o serviço deles, significa que eles são efetivos... Não havia erro algum — Ela estava tentando invadir... — mas ele se calou no mesmo instante, quero nem ver a cara do Sesshoumaru.
— Invadir a casa dela? — ele perguntou, frio. Sesshoumaru estava muito irritado e eu não sabia o que fazer, nem como me portar, porque eu não os achava errados — Vamos Kagome — ele disse pegando em minha mão e me guiando para dentro dos portões. Eu o segui a passos rápidos, ele estava muito irritado.
— Porque não disse que você mora aqui? — ele perguntou quando já estávamos dentro da propriedade, eu estava o seguindo, mas não queria entrar agora. Eu parei de andar e ele parou também me olhando — O que foi?
— Vamos para aquele jardim — eu disse dando um sorriso a ele, Sesshoumaru me olhou indiferente e simplesmente seguiu na direção contraria a qual seguíamos — Respondendo a sua pergunta, eles não acreditariam — dei de ombros e ele simplesmente negou com a cabeça — Sesshoumaru, eles não estão errados em agir assim, pra ser sincera com você os achei muito efetivos...
— Eles te atacaram — ele disse se virando para mim quando chegamos ao jardim, ele estava muito irritado. Eu me sentei apoiada a uma arvore e o olhei — Você não é invasora.
— Eles me mandaram ir embora antes de partirem para o ataque — eu o olhei mais séria, não vou discutir com ele — Vem, deite aqui — eu disse batendo em meu colo. Sesshoumaru ficou alguns segundos me fitando, talvez pensando se faria o que eu pedi, ou não. Ele suspirou e se aproximou devagar, logo se deitando em meu colo, quando ele o fez fiquei o acariciando nos cabelos — Os deixe, eu também os provoquei.
Sesshoumaru me olhou de forma divertida e pegou uma de minhas mãos, brincando com meus dedos. Eu lhe dirigi um sorriso e comecei a lhe contar como foram os dias que eu passei com a mãe dele, contei sobre todo o treinamento rigoroso que ela me impôs e também que durante o meu descanso ela aparecia em meu quarto pra escutar minhas histórias — Satori ama conhecer coisas novas — ele disse de olhos fechados. Sesshoumaru estava à vontade comigo.
— Um dia quero leva-la em minha casa — eu disse olhando para o rosto dele, percebendo como ele ficava atraente assim também. Eu dei um sorriso imaginando a cena — Enfim, me diga como as crianças se comportaram?
— Eles ficaram comportados — ele disse abrindo um dos olhos para me olhar — Eu passei um tempo com Shippou e Rin, agora ele se sente mais a vontade com minha presença — Sesshoumaru fechou o olho novamente e eu sorri, queria ter podido observar esse momento. Observá-los como uma família... Eu acabei sentindo uma sensação ruim tomar conta de mim, uma sensação que eu sabia não pertencer a mim.
— Você está bem? — eu perguntei para Sesshoumaru do nada, fazendo o mesmo me olhar confuso. Ele assentiu, então só podia ser uma pessoa... Eu não entendia um motivo plausível para que Takeo estivesse mal, e mais ainda, não sabia que a ligação acontecia de forma contraria também... Então é assim que Takeo se sente quando estou mal?
— Porque você quer chamar Takeo? — Sesshoumaru perguntou levantando a mão que ele antes estava brincando, me mostrando a pulseira em meu pulso, mas diferente de todas as outras vezes ela estava preta.
— Takeo que está me chamando... Por algum motivo, Takeo não está bem. — eu disse olhando para meu pulso. Sesshoumaru se sentou e me olhou estranho, ele sabia de alguma coisa — Takeo está muito triste e angustiado... — eu me levantei, mas Sesshoumaru segurou meu braço — Eu preciso ir até ele, Sesshoumaru.
— O chame aqui — ele disse me olhando sério, ele soltou meu pulso e olhou para algum lugar daquele jardim — Prefiro vocês dois aqui... — ele disse muito baixo, só o escutei por que agora minha audição é diferente. Eu assenti, mesmo que ele não me olhasse.
— Oh meu familiar, que me cedeu seu domínio, o convoco agora perante minha presença — eu disse de olhos fechados, concentrando-me na pulseira, agora negra. Eu abri os olhos e Takeo estava a minha frente, os olhos chocolate estavam vermelhos, mas não por estar em modo youkai e sim por ter chorado, pelo jeito horas seguidas. Os cabelos mais bagunçados que de costume e a aparência de abatido. Takeo me olhou e a dor que ele me mostrava, me fez querer chorar também, porque algo passou a fazer sentido em minha cabeça... Mestre Fujimoto.
— Takeo...
— Ele morreu Kah — as palavras dele me atingiram como se eu fosse atropelada por um ônibus, e a dor que ele me passava deixava tudo pior, porque agora não era só a dor dele, era a minha também. Senti o afago de Sesshoumaru em minhas costas, passando-me conforto, mas era impossível as lagrimas já me inundavam — Aquele dia que eu fui te ver, ele já estava muito doente, quando vim falar com Sesshoumaru, eu o contei e pedi pra não te falar nada... — eu olhei para Sesshoumaru, mas o mesmo não havia mudado a expressão — Não brigue com ele e sim comigo — Eu olhei para o youkai a minha frente que chorava copiosamente.
Mestre Fujimoto era como um pai para Takeo — Porque não me disse Takeo? — eu disse dando alguns passos e parando na frente dele — Eu também o amava e tinha o direito de saber de sua condição... — mas Takeo me interrompeu, raivoso.
— COMO EU PODERIA TE CONTAR, QUANDO TUDO O QUE VOCÊ ESTAVA FAZENDO ERA SE IMPORTAR COM SUA DOR?! — ele gritou muito nervoso, mas eu já estava acostumada com esse lado de Takeo também, o acusador. — Se importar com o que você estava sentindo, e nem me perguntou como ele estava, nem como eu estava! — ele estava transtornado e eu sabia que ele precisava descontar a dor em alguém, por isso somente fiquei o olhando desabafar tudo o que tinha a dizer — Imagina como eu estava Kagome, tendo que sentir o sofrimento dele por estar morrendo, os seus pensamentos confusos em relação a seu relacionamento e suas incertezas e ainda ter que lidar com meus sentimentos...
“Eu também amo, sinto, penso... Não vivo inteiramente para vocês, tenho meus próprios medos e receios, tenho meus próprios pensamentos. Eu também sinto! Eu estava me sentindo incapaz de ajuda-los, quando percebi que você e Sesshoumaru se resolveram, eu te bloqueei, porque eu não estava conseguindo lidar comigo mesmo — Takeo voltou a chorar — Eu não estava conseguindo lidar com a morte do meu pai, você sabe o que é isso?!”
— Não seja injusto comigo Takeo... — eu disse o olhando séria mesmo durante o choro, não estava magoada com ele, mas eu sabia que no sofrimento as pessoas não pensam no que falam — Você sabe muito bem que perdi meu pai num acidente quando eu era criança, sabe muito bem que eu perdi meu avô há um ano... Eu sei lidar com a perda... — eu olhei nos olhos dele, e a única coisa que eu enxergava era uma criança perdida — Eu também me importo com ele, e se você tivesse me falado eu teria deixado tudo para lá e ido até vocês...
“Da forma como você está agindo, me faz parecer uma intrusa no seu lar feliz, Takeo. Não como uma de vocês, como Mestre Fujimoto sempre me disse, ele também me tratava como uma filha se lembra? — eu o olhei chorando copiosamente também — Eu me importo tanto com ele, que me assusta, eu me importo tanto com você que me deixa perdida, porque eu amo você Takeo e ficaria muito triste se você morresse, como acha que eu estou agora? Feliz? — eu coloquei ambas as mãos no rosto, tentando me conter — Eu não estou feliz, estou destroçada...”
Senti braços me envolvendo e eu somente retribui. Eu entendia a dor de Takeo, e eu podia senti-la em mim, em comunhão com minha dor, e sentia que eu estava afligindo Sesshoumaru também, ele estava lá, parado, somente nos observando em nossa dor, como se fosse incapaz de me deixar sozinha... — Me desculpe Kagome — Takeo disse depois de um tempo chorando — Você não teve culpa de nada, eu só... — eu afaguei suas costas, totalmente compreensiva. Takeo se calou, e somente chorou, assim como eu. A dor não é algo fácil de lidar, mas você só sabe sua intensidade quando passa.
Escutei os passos de Sesshoumaru se afastando, e eu olhei na direção que ele seguiu, assim como Takeo. Ele falava com alguém, logo ele se voltou para nós e se aproximou parando a minha frente — Vou me retirar por enquanto, se sinta a vontade Takeo — ele disse o olhando, indiferente como sempre. Ele me deu um leve roçar de lábios e depois um beijo na testa — Sinto muito, minha fêmea — eu segurei em sua mão dando um leve afago e logo a soltando, quando ele se voltou para a saída daquele lugar.
— Vamos nos sentar Takeo — eu disse seguindo para uma das árvores dali, mas ele não se movia. Ele somente ficava lá, parado, olhando para o nada. — Takeo, vem aqui — eu disse abrindo os braços para ele, o mesmo me olhou e se aproximou, Takeo se sentou entre as minhas pernas apoiando as costas dele em meu peito e a cabeça em meu ombro, ele ainda chorava, parecia uma criança. E se ele precisava de uma mãe, eu a seria, mesmo ele sendo muito mais velho do que eu.
— Ele queria te ver — ele disse do nada depois de um tempo em silêncio — Eu contei pra ele que você estava com problemas emocionais e ele queria te ajudar, mas eu fui egoísta e não o deixei vê-la... — Takeo segurou uma de minhas mãos — Porque eu sabia que você estava com problemas demais e mais um... — ele se calou e ficou alguns segundos em silêncio — Eu somente não queria que você sofresse mais Kagome.
— Eu te entendo, e te perdoo Takeo, mas nunca mais esconda algo assim de mim — eu disse afagando os fios azulados — Sei que nunca te perguntei sobre seu passado, porque você não confiava em mim — Senti Takeo sorrindo e eu sabia que ele precisava se distrair, contudo, eu sempre quis saber como eles se conheceram — Mas, como você conheceu o mestre Fujimoto? — Takeo ficou tenso entre meus braços, e acho que não foi uma boa ideia perguntar — Não precisa contar, desculpe.
— Tudo bem... Só ainda me incomoda pensar nisso — ele disse ainda com o rosto apoiado em meu ombro, não conseguia ver seu rosto — Eu conheci mestre Fujimoto quando tinha 15 anos. Eu morava em um vilarejo, esse vilarejo pertencia ao meu clã, o clã de youkais curandeiros e familiares. Eu tinha irmãos, pai e mãe...
Flashback on (Ponto de vista do Takeo).
— Filho! — escutei a voz de minha mãe, e eu acabei procurando por ela. A mesma estava na beirada do rio e lavava nossas roupas, meus irmãos mais velhos, Yume e Hiei ajudavam-na — Ajude-me aqui — e fez um sinal com a mão me chamando. Fui na direção da youkai de longos fios azulados e olhos verdes, seu sorriso para mim sempre me acalmava. Eu a ajudei com as roupas e fomos estendê-las no bambu, enquanto Yume e Hiei iriam preparar o jantar.
— Isso está muito alto mamãe — eu disse emburrado por não alcançar o bambu para ajuda-la a estender. — Sou muito pequeno.
Senti a mesma afagando meus cabelos e me dar um beijo na testa — Você só tem doze anos Takeo, não se force a ser um adulto antes da hora — ela voltou a estender os panos e me dirigiu um sorriso — Lembre-se querido, a chave de um bom coração é o amor e a gratidão em ajudar, sem esperar nada em troca — ela voltou a olhar para frente.
— Eu sei qual o lema do clã mãe — eu disse revirando os olhos e estendo o ultimo pano para ela — Meu coração nunca se corromperá, espere e verá — eu disse sorrindo a ela. Mas algo aconteceu, meu pai vinha correndo em nossa direção muito machucado.
— Yuna! — ele gritou para minha mãe, que o olhou desesperada.
— Satoshi, o que aconteceu?! — ela correu em direção ao meu pai que tropeçou em seus próprios pés, minha mãe o amparou e eu não conseguia me mover, estava horrorizado demais com o que meus olhos viam, os cabelos negros de meu pai inteiramente manchados de sangue, o próprio sangue.
— Eles estão vindo! — meu pai disse a minha mãe, mas estava claro para nós dois que ele estava morrendo, eu não sabia o que fazer além de chorar e me sentir perdido, crianças não sabem lidar com isso. — Eles querem as crianças que tem ambos os poderes — meu pai passou a cuspir sangue e os olhos chocolates pousaram em mim — eles querem levar Takeo, Yuna... Não podia deixar. — e de forma débil, meu pai me dirigiu um ultimo sorriso, e com a mão tremendo fez o sinal de dedos cruzados para mim, nossa saudação pessoal.
— Satoshi?! — escutei minha mãe o chamando num sussurro, e logo o grito de dor dela. Eu estava confuso, perdido, mas tudo aconteceu tão rápido. Yume e Hiei saíram de casa rapidamente, ambos em alerta, quando avistaram meu pai. Hiei deu um passo na direção deles, mas foi atingindo por uma flecha no ombro. Minha mãe deitou meu pai no chão delicadamente e correu para mim rapidamente.
— Mãe, o que está acontecendo?! — eu estava chorando, desde a hora que vi meu pai ferido.
— Querido, — ela disse passando as mãos ensanguentadas em meu rosto, os sujando, as lágrimas dela, faziam-me chorar mais ainda — eu te amo muito, mais do que todo o amor que cabe no universo, mas eu não posso deixar eles lhe levarem Takeo — ela se levantou e pegou em minha mão guiando para uma moita que ficava no fundo da casa, embaixo dela havia um enorme buraco, parecia ser um esconderijo — Seu pai morreu para protegê-lo, seus irmãos e eu faremos o mesmo se preciso for — ela me colocou ali mesmo eu protestando pra não ficar — Takeo não saia daí até eles terem ido embora, e lembre-se você é meu pedacinho de céu.
Mesmo contra minha vontade eu fiquei ali, naquele buraco, escondido. Eu podia escutar os gritos, de dor e de vitória, podia ver aquele monte de gente passando próximo de onde eu estava, sangue para todos os lados, eu podia ver toda a dor que as pessoas causavam, como eles podem vir dizer que amam e vivem em comunhão extrema? Como eles podem dizer que todos nos respeitamos como um todo? Como esses humanos ousavam nos atacar? Porque nos atacavam...? Eu tentei espiar mas era impossível ver algo. Não sei quanto tempo passei ali, só sei que era noite, e há muito tempo. Eu saí de meu esconderijo, avistando toda a destruição causada.
Caminhei procurando por minha mãe e meus irmãos, não precisei andar muito pra encontrar o corpo de Yume e Hiei, um do lado do outro. Os gêmeos nasceram juntos e deixaram esse mundo juntos. Eu me ajoelhei na frente deles, os vendo com os rostos tão serenos, pareciam estar em paz. Quando levantei o olhar deles, avistei minha mãe mais a frente, ela estava muito machucada, e ela estava com uma expressão de aflita, mesmo morta. Eu a abracei e chorei, toda a dor que eu podia sentir naquele momento. Quando amanheceu, eu me soltei de minha mãe, enterrei os quatro, e mesmo eu prometendo a minha mãe, eu não deixaria para lá.
–-----------------
Três anos se passaram, e eu ainda busco por aqueles que me causaram a ruina. Tudo o que eu mais queria era ver minhas garras sujas do mais puro escarlate, e acredito que isso seja possível, porque depois de muito tempo, eu encontrei o grupo de mercenários que matou todo o meu clã. Avistei um grande grupo fazendo ronda ao redor do castelo onde estava o líder dos mercenários, eu precisava estuda-los. Voltei para a cabana que eu estava usando como casa há alguns dias, mas havia um homem parado na varanda dela. Ele parecia um sacerdote e beirava a casa dos trinta anos.
— Melhor ir embora humano — eu disse me aproximando da casa a passos firmes, e mostrando quem manda ali, aquele humano estava em minha propriedade eu não o deixaria ficar — Essa casa é minha — eu disse o olhando muito irritado, de forma quase mortal. Matar não era empecilho para mim, na verdade era minha maior diversão, nesses três anos matei tantos, que é impossível contar.
— O youkai que mata tudo o que vê pela frente — ele disse me olhando, analisando-me e eu estava odiando aquilo — Você é tão novo... Sua mãe não te ensinou direito? — ele perguntou desafiador. Quem ele pensa que é pra falar em minha mãe?! Rapidamente eu avancei sobre ele, o segurando pelo pescoço com a mão esquerda, e com minhas garras da direita próximo ao pescoço dele.
— O que você sabe sobre mim?! — eu perguntei raivoso — Você não me conhece, não sabe nada sobre mim e acha que pode me dizer o que fazer?! — eu passei as garras por seu pescoço, arrancando um pouco de sangue.
— Você é um youkai muito amargurado, mas eu sei quem você é Takeo — ele disse tirando minha mão do pescoço dele e ficando em pé, na minha frente — Sei sobre sua condição de familiar e sobre sua cura — os olhos verdes me fitaram de forma compreensiva e eu queria arrancá-los de seu lugar — Seu pai foi encontrar comigo naquele dia...
— Cale a boca! — eu disse o olhando muito irritado, eu sentia meu poder descontrolado, mas isso não muda nada, eu queria mata-lo mesmo.
— Eu posso te ajudar Takeo, é só você deixar — ele disse me olhando sério — Você não consegue se controlar, esta descontrolado agora mesmo — o homem deu dois passos para trás — Um poder puro como o seu, demora para se corromper por completo, mas quando isso ocorre, é irreversível — o sacerdote apoiou o bastão que usava no chão — Com a morte de sua mãe, sua ligação pura e natural com ela se fez, nada mais te mantem puro, por isso você precisa de uma ligação com alguém puro para continuar a se manter.
— Me deixe em paz, eu só preciso vingar a morte deles! — eu disse apontando para a direção que eu julguei ser à saída dali — Nada mais importa depois disso, nem que eu vá me corromper e morrer pelas mãos de alguém como você — eu subi na varanda da casa — Do que adianta voltar a ser o que era sem ter alguém que eu ame? — e entrei na casa o deixando ali.
Dias se passaram, e eu já estava sabendo sobre todo o esquema dos mercenários, somente precisava esperar mais dois dias e finalmente os atacaria, matarei todos daquele lugar. Aquele cara chato, descobri ser Fujimoto seu nome, vinha todos os dias me encher o saco, mas eu estava cansando dele, estava a ponto de mata-lo também, mas porque eu não conseguia?! Algo me impedia de mata-lo, estava claro para mim, porém o que? Eu escutei passos se aproximando e sabia que era ele pra me encher de novo.
— Takeo? — ele disse entrando na cabana. O cara era tão abusado que invadia minha casa sem ser convidado. De onde ele tirou essa liberdade, eu não sei. Eu estava sentado num canto da casa, pensando e pensando, repassando todo o plano em minha cabeça — Não acha que está na hora de cortar esse cabelo? — o homem perguntou parado a minha frente, meu cabelo estava na metade das costas, eles incomodavam um pouco, mas lembravam-me de minha mãe e Yume.
— Me deixe, cara chato! — eu disse fazendo um movimento com a mão o mandando embora. O mesmo me ignorou e se abaixou a minha frente, fazendo menção de tocar em meu cabelo, quando eu segurei a mão dele com força — Se me tocar, arranco sua mão — eu o olhei ferozmente, mas o mesmo me ignorou.
— Takeo, você não vai fazer nada disso, acredite em mim — ele disse pegando alguma coisa do meio das vestes dele e me mostrando — Só quero te ajudar — e contra minha vontade ele começou a cortar meu cabelo. Eu olhava para o lado contrario ao que ele estava. Esse cara me irrita!
–---------------
Mais um corpo caiu morto ao chão. Eu já estava repleto de sangue e nada daquilo me importava, eu sentia meus caninos saltados sobre meus lábios, eu via minhas garras maiores e via o olhar de desespero daqueles humanos imundos que ousaram atacar um clã pacifico que nem sabia lutar direito para se defender. Eu já havia derrubado muitos, e ainda faltavam alguns, mas eles logo seriam extintos também.
Dentro dos muros do castelo haviam crianças e idosos, eles eu não matava por ser crueldade demais, e eles não tinham culpa do que aconteceu ao meu clã, mas todos os homens que eu via pela frente eu matava, sem dó nem piedade, e não me importava com o olhar de horror que as esposas me lançavam, nem as lágrimas das crianças me comoviam, porque ninguém pensou em minha família quando os mataram. Eu desviei de duas flechas e avistei dois soldados ainda em cima do telhado, mas eles não iriam ficar lá por muito tempo. Escalei a casa e um eu decepei e o outro eu enfiei a mão por sua barriga, arrancando seus órgãos para fora.
— Takeo!! — escutei a voz de Fujimoto ao longe, mas eu o ignorei, correndo na direção de mais dois homens que tentavam fugir. Matando-os também, quando parei pra olhar ao redor, só havia as pessoas dentro do castelo, muitos homens correram para lá, mas me interessava somente o líder, ele quem ordenou o ataque. Quando fui caminhar, senti-me preso — Desculpe amigão, mas não posso te deixar continuar.
— Me largue Fujimoto! — eu disse tentando ultrapassar a barreira que ele me prendia, por ela eu conseguia ver minha forma, os olhos inteiramente vermelho, os cabelos para cima e os caninos para fora, me dando um aspecto de besta. — Você não tem nada a ver com isso! — eu soquei a barreira com força, tentando destruí-la.
— Não adianta criança — ele disse parado a minha frente com aquele rosário em mãos — Takeo, eu estou aqui para te ajudar, não é possível que ainda não tenha entendido que eu quero o seu bem... — Fujimoto começou a andar em volta da barreira, dando passos lentos — Nunca se perguntou por que você não pode me matar, Takeo? — eu o olhei irritado, eu estava enfurecido por ele estar me prendendo, como eu poderia vingar minha família?!
— Cale a boca, me deixe sair Fujimoto! — eu disse tentando passar pela barreira, mas era impossível, um sentimento de impotência começou a me dominar e minha dor começou a voltar, as vozes em minha cabeça me chamando de fraco, de impotente, de insuficiente. Eu não era forte o suficiente para vingar minha família! Eu sentia o liquido quente escorrer pelo meu rosto, mas eu iria até o fim — Vamos Fujimoto, eu vou te matar quando você me soltar!
— Você não vai conseguir Takeo, sabe por quê? — ele parou a minha frente novamente — Porque eu sou seu mestre Takeo, no dia em que seu pai morreu, foi no dia do seu aniversário de doze anos, naquele dia, ele me deixou leva-lo para treinar comigo e se tornar um youkai-sacerdote, como você fora criado para ser, desde seu nascimento — ele me olhou nos olhos — Seu clã era o único que tem energia pura, desde que sejam criados como devem ser, sem intrigas e com muito amor.
— Você está mentindo — eu disse mais calmo agora — Não tem como ser meu mestre, esse é um pacto de sangue, impossível ser quebrado. — eu o olhei em desafio — Você não tem meu sangue, nem eu o seu.
— Seu pai me levou seu sangue — ele disse me olhando sério — e eu sangrei na primeira vez que nos vimos, o pacto foi selado ali — o homem sorriu de forma doce — Você vai se acostumar comigo, não se preocupe, se tornará um ótimo youkai, como deveria ter sido desde o começo — eu o olhei contrariado — irá dirigir o templo comigo, e se você quiser, eu posso vir a ser um pai para você Takeo, que te dê bronca quando precisar, e que te dê elogios quando acertar.
— Você está mentindo — eu disse lhe dando as costas. Eu não posso ter uma família novamente.
— Vamos fazer um trato? — Fujimoto perguntou, me fazendo olhá-lo — Você fica comigo durante dois anos, e se não se sentir acolhido, pode partir para onde quiser, eu desfaço nosso trato de familiar e você pode ser livre — ele deu um sorriso amável — mas se você acabar gostando, ficará ao meu lado até meus últimos momentos, e nunca se esquecerá de mim — ele desfez a barreira que me prendia e estendeu a mão — Feito?
Eu o olhei por alguns segundos e depois olhei para o castelo. Eu sabia que se fosse até o fim, terminaria de corromper o pouco de bondade que ainda existia em meu coração. E eu sabia que Fujimoto poderia me trazer aquele coração bom novamente, mas que nunca mais seria puro. Eu vi a maldade e me tornei a maldade, nunca mais seria o mesmo Takeo de antes, mas eu poderia voltar a ser alguém bom. Apertei a mão do humano a minha frente — Só estou fazendo isso pra você me deixar em paz — eu disse olhando na direção contraria a dele, emburrado e tudo o que eu escutei foi o humano sorrir.
Flashback off. (Fim do ponto de vista de Takeo).
— Depois disso chegamos ao templo e bem... — ele deu de ombros ainda apoiado em mim, não nos movemos enquanto Takeo contava sua historia — ele ganhou a aposta que fizemos, fiquei com ele até os últimos momentos dele e suas ultimas palavras para mim foi um simples “obrigado, Takeo” — ele estava de olhos fechados, agora eu conseguia ver um pouco de seu rosto. Na verdade Takeo parecia cansado.
— Sabia que você era mal, mas não tanto — eu disse fazendo o mesmo rir, ele já não chorava mais e nem eu, na verdade Takeo me passava o sentimento de aceitação, ele parecia ter aceitado a morte daquele que lhe fez ter uma família novamente — Agora você é só meu familiar? — eu olhava para frente observando o jardim.
— Só se você não quiser mais que eu o seja — ele disse dando de ombros — Aí vou ter que procurar alguém.
— Deixa de ser idiota! — eu disse fingindo raiva — Você será meu familiar pra sempre agora Takeo... — eu parei pra pensar — Ou até quando eu existir, porque não sei como funciona o tempo de vida de um youkai — e dei de ombros.
— Certo Kagome — ele disse dando um sorriso — Sabe, eu não falei nada antes, porque eu achei que você soubesse, mas como não disse nada até agora você parece não saber — ele deu um bocejo.
— Está cansado? — eu perguntei e ele assentiu — Porque não dorme aqui hoje? — a casa nem é minha e eu estou o convidando.
— Não precisa, eu vou ficar no templo, mas passo o dia aqui, serve? Sinto saudades de Rin e Shippou — eu assenti e ele sorriu, Takeo se desencostou de mim, e sentou a minha frente, me olhando divertido — Agora me deixa continuar, Kagome... Você está gravida!
Como assim eu estou grávida?! Takeo riu tanto de minha cara que eu estava me sentindo perdida, na verdade eu estou desesperada, eu não podia estar gravida, não quando eu não sei o que pode vir a acontecer com o bebê, ah meu Kami, eu estou fodida!
Fale com o autor