Caminhos De Sangue.
12 Passado à tona.
Notas iniciais
~Booa Leitura!!
Depois daquela coisa sem graça que eu chamei de brincadeira e de todos falarem os seus nomes a Naielly deu continuação à terapia que pelo visto seria chata como todas as outras.
– Então alguém quer começar? — ela perguntou já olhando pra mim, essa era a minha deixa.
– Posso?
– Sim, pode começar.
– Oi, bom dia, eu me chamo Laura e tenho 16 anos, estou aqui há dois meses e vejo que foi tudo loucura minha, sofri muito com isso, fiquei longe de tudo e de todos e aprendi que minha vida é importante mesmo vivendo com uma mãe que é alcoólatra e com um pai que não aceitava ter uma filha menina, os dois mal cuidavam de mim quando pequena, tinha que ir pra casa de uma das minhas avós pra não morrer de fome já que meu pai mal sabia cozinha, porém, o tempo passou eu fui crescendo, meu pai mudando e aprendendo algumas coisas e ela sempre bebendo. E quando a gente acha que a nossa vida não vai ficara pior ela nos mostra que dá pra ficar muito pior do que possamos imaginar, mas esse era – mostreis meus braços e as cicatrizes – o único modo de...
– Me sentir viva/vivo – uma voz me acompanhou no meio da minha historia.
Parei e tentei olhar quem foi, e por incrível que pareça eu não conseguir ver e passaria despercebido se o mesmo não tivesse se levantado, e mesmo assim eu não o reconheci, mas algo me dizia que era familiar, que quem estava ali agora na minha frente era conhecido e ao chegarmos mais próximo, mais não tão próximos, um do outro imaginei quem era e naquele momento o meu passado veio à tona.
Não conseguia falar, pensar ou me mexer não sei estava parecendo algo surreal, será que aquilo estava acontecendo mesmo ou não passava de fruto de uma imaginação bastante fértil? E parecendo ainda esta em sonho ele passou sua mãe pelo meu rosto, naquele momento já tinha esperanças que era um sonho estava perfeito de mais pra ser verdade.
– Laura? — uma voz tentava me despertar, do meu possível sonho — Laura, está tudo bem?
– O que? Hãn? — perguntei muito confusa — aconteceu alguma coisa?
– Se você quiser pode ir, depois a gente conversa pode ser?
– Sim, sim Naielly, obrigado.
Sair daquele lugar ainda confusa, o que foi aquilo? Será que era quem eu estava pensado? Ou por falar da minha historia acabei lembrando de pessoas e tudo aquilo não passou de um devaneio meu, fui pro meu quarto o mais rápido que pude, passei pela pequena ponte e em seguida fui pro casarão aonde era o meu quarto ao chegar lá, por motivos totalmente desconhecidos comecei a chorar, por um lado foi bom há muito tempo eu não tinha chorado e estava precisando naquele momento, as lagrimas caiam dos meus olhos sem sessar, até alguém bater na porta do quarto, hesitei em abri-la com medo de quem seria, não queria ficar me iludindo e me pondo falsas esperanças.
– Laura, sou eu Naielly — falou — abre a porta amiga.
E assim que a ouvir fui correndo abrir a porta e ali mesmo a abracei e novamente comecei a chorar, aquele abraço foi como se eu estivesse caindo desesperadamente de um prédio muito alto e no chão tivesse um grande colchão de mola e não me deixasse esbarrar no chão, e ao olhar pro lado vi que tinha alguém a nos observar tentei olhar direito, mas o mesmo ou mesma saio.
– Entra — disse, fechando a porta — já tem curiosas tentando saber o que aconteceu comigo, pra espalhar mentiras e fofocas.
– Me diz o que foi aquilo?
– Se eu te disser que não sei, acreditaria em mim?
– Por incrível que pareça — ela me respondeu — sim, por mais que eu não saiba o motivo, eu te entendo. Que louco.
– Isso é pra você ver como eu estou me sentindo — tentava limpar as lagrimas.
– Ain ferrujinha — ela me chamava assim quando me via triste — não sei como mais gostei tanto de você, que é como uma irmã caçula que não tenho.
– Sua besta — sorri um pouco — e você é como minha irmã mas velha.
Nos abraçamos e ficamos ali assim por um tempinho até que eu percebi uma lagrima cair nas minhas costas.
– Você tá chorando Nai? — perguntei.
– Estou, e tudo isso é culpa sua — falou limpando os olhos — preciso voltar agora, tenho que fazer alguns relatórios, me promete que vai ficar bem?
– Vou tentar – rir.
Então ela saio e eu fiquei ali sozinha tentando lembra aquele louco momento e tentando focar naquele rosto que vi embasado, a voz era bastante conhecida, reconheceria ela a longas distancias fiquei ali em cima da cama fitando o teto tentando não sei ao certo saber, quem era e acabei adormecendo com aquilo tudo, sonhei com o acontecimento e no final em vez de ficar embasada a minha visão, como aconteceu, eu conseguir ver que era meu pai, acordei chorando e gritando pelo mesmo, quando percebi já era de tardinha quase já anoitecendo, por conta de toda a confusão eu nem percebi as horas passaram, tentei sair daquele quarto mais não conseguir, sei lá medo que algo acontecesse de novo ao ver quem poderia ser ou não ser, e por sorte a Naielly aparece com uma bandeja e nela o meu jantar.
– Ai que bom, estava morrendo de fome — falei — como adivinhou?
– Sua preguiçosa, era pra me ter deixado você ir pegar.
– Para com isso, e vê se me ajuda a entender, tudo isso.
– Tá difícil, mas a gente vê.
Peguei a bandeja e coloquei na cama e comecei a comer, a Naielly ficava me olhando feito uma mãe que estava cuidando de um filho doente, coisa que eu não sabia como era, mas ela estava me dando esse gostinho que na verdade era tão bom.
– Eu acabei sonhado com tudo isso e no final eu vi o meu pai — falei enquanto comia — acha que tudo isso tem a ver com saudades dele?
– Acho que sim, desde que você entrou aqui, ele só veio duas semanas e nunca mais. .
– Verdade – fiz uma longa pausa – posso lhe perguntar algo?
– Sim pergunte.
– Naquela hora, tinha alguém ali, tipo na minha frente, não sei ao certo...
– Tinha sim – ela falou me interrompendo – Um novato acho que o nome dele é até Miguel.
Notas finais
Mereço reviews?
Será que eu mereço também uma recomendação? *--* diz que sim por favorzinho.
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