Caminhos

12 Sua vontade de me beijar – Emma


Notas iniciais
Desculpa a demora, eu não pretendia ter demorado tanto. Mas, aqui está mais um capítulo. Boa leitura!

Regina se aproximou de mim quase em câmera lenta, segurou em meu braço com uma mão, já com a outra introduziu sua nuvem roxa em minha cabeça.

Pelos olhos de Regina eu me vi, pelos sentimentos dela eu senti, eu fui completamente ela por alguns segundos... Era para eu sentir o que ela sentiu quando ascendeu a apagou a fogueira, mas sua vontade de me beijar era muito maior do que qualquer coisa.

Eu suspeitava que ela estava gostando dos meus beijos... talvez também do meu corpo e acho até que um pouco da minha companhia... mas ter a certeza, sentir como ela se sentia em relação a mim, era extremamente confuso, maravilhoso, intrigante... assustador... era como ter a certeza de que tudo aquilo que eu estava sentindo era completamente reciproco... eu causava nela as mesmas sensações que ela causava em mim... não posso dizer que ela também estava apaixonada como eu, porque de fato não podia ter uma confirmação dessas em apenas dez segundos, mas eu posso afirmar sem duvidas que a intensidade dos seus desejos por mim e a vontade de me querer o tempo todo eram reais... eu estava em todas as partes da mente de Regina Mills

Ao abrir os olhos e vê-la tão perto de mim eu me segurei para não a beijar de imediato... eu olhei para seus olhos e consegui me ver neles, encarei seus lábios comprimindo os meus e dei um passo para trás com muita dificuldade.

Regina olhou para a fogueira depois de alguns segundos a espera que eu tomasse a iniciativa de tentar.

— Não vou conseguir, Regina...

— Porque?

— Você fez errado... – Falei em tom baixo tentando regular minha respiração

— Fiz o que o que, Swan?

— Você não fez direito, sua magia... saiu errado... – Minha vontade de beijar ela junto com a vontade dela me beijar estavam em looping em minha cabeça.

— Swan... é impossível... Provavelmente foi você que fez algo errado.

— É sério, Regina, não vou conseguir ascender a fogueira com o que você me mostrou, simplesmente não consigo sentir o que você sentiu com o fogo... porque... eu não senti a magia...

— Então o problema está em você, querida e não com minha magia.

— Regina... – Eu sorri ao lembrar novamente da sua vontade em me beijar. – Aceita que você fez errado e só faz de novo...

— Eu não fiz nada de errado... aceite você que é uma péssima aluna e que está com medo de tentar.

Olhei par Henry e as meninas que estavam focados na magia deles, dei um passo em direção a Regina quase colando nossos corpos e aproximei minha boca de sua orelha.

— Tudo que eu senti na sua pequena lembrança foi a sua vontade de me beijar... – Me afastei rapidamente olhando em seus olhos que se assustaram com a revelação. – Então sim, Regina, você vai ter que fazer de novo, mas dessa vez sem me desejar... se não eu vou ser obrigada a te agarrar.

— Você não teria essa coragem, Swan. – Sua voz em tom baixo e seus olhos me desafiando.

— Não duvide de mim, Regina... – Eu dei meio passo e encarei sua boca.

Ela não disse nada em palavras, mas passou a língua em seus lábios, encarou minha boca, voltou aos meus olhos e levantou levemente uma de suas sobrancelhas... todos seus movimentos eram sempre tão sexys e instigantes...

Ficamos nos desafiando, revezando o olhar entre boca e olhos... eu disse que a agarraria, mas eu também queria saber até onde ela conseguiria aguentar... eu não estava a tocando, mas me coração e meu corpo esquentaram mais a cada segundo, era como se estivéssemos nos beijando apenas por telepatia.

— Tá tudo bem ai? – Sarah gritou de longe nos tirando daquele transe.

— Tá, tá tudo bem! – Gritei de volta ao me afastar de Regina e coloquei as mãos no bolsa da minha calça. Soltei o ar e me virei de costas.

— Eu sabia que você não teria a audácia.

Passei a mão em meu rosto, respirei fundo mais uma vez, olhei para as crianças que estavam juntas de olhos fechados fazendo algo que eu não fazia ideia, respirei fundo novamente para tirar coragem da alma e me virei para Regina lhe roubando um beijo. Foi algo rápido quase até infantil... mas acho que foi um dos beijos que mais fez meu coração acelerar.

Olhei para ela como uma vitoriosa, que de imediato estava com os olhos arregalados, olhou rapidamente para onde as crianças estavam conferindo se tinham visto, mas ao ver que não, ela relaxou, negou com a cabeça, sorriu de um jeito único que misturava desejo e surpresa, molhou seus lábios como se tentasse saborear o pouco contato que tivemos e deu as costas para mim ficando de frente para a fogueira.

Estava difícil ascender aquela fogueira, mas não pela magia em si... foi difícil porque o flertar com Regina estava muito mais prazeroso do que qualquer outra coisa.

— Se concentra, Swan! – Disse rígida e séria ao andar ao meu redor.

— É difícil me concentrar quando você está ai... me... me pressionando...

Ela andou até atrás de mim onde eu pude sentir o calor vindo de seu corpo mesmo sem me tocar, sua respiração tocou minha orelha o que me fez rapidamente arrepiar. Eu só queria acabar com aquilo e arrumar um jeito de ficar a sós com Regina.

— Eu já te dei tudo, querida... – sua voz baixa e rouca – foca na última lembrança que te dei e faça essa fogueira ascender... agora, Swan! – ela se afastou o que me fez respirar fundo... voltei a segunda lembrança que ela me mostrou e tentei separar a magia da vontade de me beijar – encontre sua raiva... encontre sua força – ela mandou ainda firme.

Fechei os olhos e senti o fogo, deixei a magia tomar conta de todo o meu ser, deixei fluir a lembranças de Regina em cada pedaço do meu corpo. Olhei fixamente para a fogueira deixando ela arder em mim primeiro, movi minha mão e BUM, fogo!

— Aê! – Sarah e Henry comemoraram junto a mim de onde estavam ao ver que eu tinha conseguido.

— Até que foi fácil. – Falei para Regina que revirou os olhos.

— Swan, você só conseguiu na quinta vez... e isso porque eu te dei a lembrança duas vezes... se você tivesse pelo menos o mínimo de autocontrole não teria nos desperdiçado tanto tempo...

— Autocontrole?

— É... Swan... autocontrole, sabe o que isso significa?

— Não... – debochei – me explica por favor...

— Foco na magia e não em outras coisas... – ela desviou encarando as crianças.

— Está se referindo a sua vontade de me beijar? – desafiei.

— Não, estou me referindo a sua falta de domínio em suas próprias vontades, já que foi você quem me beijou aqui. – Disse brava.

Eu fiquei sem palavras, literalmente sem ação. Eu sabia que ela queria me beijar, eu sabia que ela tinha gostado do beijo roubado... mas a maneira com que estava agindo com aquilo me deixaram confusa... se eu não tivesse aquela lembrança em mim eu ia achar que era mentira.

Respirei fundo olhando dentro dos seus olhos e consegui espantar a confusão.

— Se a Madame Prefeita não quer mais me beijar, então tudo bem...

— Em nenhum momento eu disse que não quero.

— Então... você quer? – eu sorri feliz

— Você sabe que sim, Emma... você mesma viu... – assumiu a contragosto revirando os olhos.

— Então?!

— Então o que? – o silêncio que prevaleceu por alguns segundos fez Regina perceber que eu não estava mesmo entendendo. – Swan – ela me olhou brava – aula de magia é coisa séria, então você foca apenas nisso e em mais nada...

— Está dizendo que sua vontade de me beijar não é séria? – provoquei novamente.

— Não, Emma! – Ela fechou os olhos como se tentasse ter mais paciência, eu tive que sorrir. – Só cala a boca e foca apenas na magia da próxima vez.

— Próxima? – Ela revirou os olhos e bufou indo em direção as crianças.

Henry, Elise e Sarah estavam tão animados e felizes que tive vontade de reviver aquele momento para sempre. Nós cinco, na floresta, em uma tarde comum, fazendo magia como uma família de contos de fadas. A cada segundo que se passava, mesmo aquela sendo a ideia mais louca do mundo, eu estava querendo que aquela maluquice de tê-los como família acontecesse também na minha vida... na minha realidade.

— Vai, Regina, conta para gente o quanto Emma é um desperdício de boas habilidades – Elise provocou.

— Vocês viram né? O quanto ela demorou para ascender... E foi apenas por pura falta de concentração. – Seu tom ainda era um pouco bravo.

— Ah, qual é... não foi bem assim... – Ainda tinha um leve sorriso em mim.

— Swan, sim! Você só não ascendeu aquele fogo de primeira porque não tem equilíbrio. Desfoca o tempo todo do seu objetivo, o que me fez perder tempo e a paciência... poderia ter feito tudo de um jeito diferente, mas preferiu ficar divagando...

Eu não respondi, ri daquela ceninha boba e voltei a ver em minha mente o quanto ela também queria me beijar. Ela podia fingir até mesmo para ela que estava brava com meu mau aprendizado naquela primeira aula de magia, mas eu sabia, eu conseguia ver que ela estava feliz por termos passado por aquilo juntas... por ter sido ela a me ensinar a ascender aquele fogo.

— Tudo bem... a gente ensina para Emma da próxima vez. – Elise

— De jeito nenhum, ela vai conseguir se concentrar e praticar magia sem ficar pensando em sabe-se lá o que... e eu faço questão de ser eu a fazer isso!

— Tudo bem, ela é toda sua...corpo, alma e coração... – Elise provocou.

— E você Henry? – Graças a Deus Regina desviou completamente do assunto. – Conta para gente o que mais aprendeu...

Henry contou que conseguiu ascender e apagar várias fogueiras uma atrás da outra, e que também quase conseguiu fazer uma bola de fogo em sua mão, assim como Regina fazia. Henry estava aprendendo tão rápido que Regina também ficou surpresa com suas habilidades.

As meninas também contaram seus planos para as próximas aulas de magia, o que me deixou um pouco apreensiva... eu queria aprender mais, mas todo aquele poder que eu tinha era realmente bem assustador.

— Sabe o que eu queria muito agora? – Sarah comentou ao entrarmos no fusca.

— O que, querida? – Regina perguntou com carinho.

— O melhor bolo de chocolate de mundo.

— O melhor bolo de chocolate do mundo! Sim! – Elise repetiu quase pulando de alegria.

— Hum... parece bom... onde compramos? – Perguntei.

— É impossível, não existe a venda, não dá para comprar algo tão bom! – Sarah.

— Não mesmo, de jeito nenhum, não se compra o melhor bolo de chocolate do mundo. — Elise

— Então vocês vão fazer ele surgir com mágica? – Perguntei ao ligar o carro.

— Tá achando que o mundo gira em torno de magia, Swan? – Elise falou tão igual a Regina que fez Regina soltar uma risada, já eu revirei os olhos.

— Se não vamos comprar o bolo nem vão fazer com magia, como que vamos comer esse bolo então? – Eu estava mesmo curiosa.

— Adivinha!? – Sarah

— Não sou muito boa com esse tipo adivinhação...

— Nós sabemos. – Sarah e Elise responderam juntas com um leve riso.

— Mas eu juro que não é nenhum grande mistério... Tenta adivinhar vai... – Sarah insistiu.

— É sério eu não sei... eu só consigo pensar em ele surgindo magicamente ou a gente comprando em algum lugar... me falem! – Olhei para Regina que tinha um sorriso nos lábios. – Você sabe, não sabe?! – Perguntei para Regina que negou com a cabeça. – Me contem! – Os três atrás começam a rir – Não estou achando isso engraçado.

— Ué, mãe, você não faz nenhuma ideiazinha mesmo? — Henry

— Não, Henry não faço!

— Não precisa ficar irritadinha ok? – Elise ainda tinha um sorriso na voz. – A gente vai fazer o bolo...

— Que? Mas... – Fiquei confusa.

— É, Swan, vamos fazer com nossas próprias mãos... – Elise

— Sim, nós cinco vamos fazer o melhor bolo de chocolate do mundo, juntos! – Sarah.

— Vamos? – Regina pareceu surpresa – Onde?

— Em casa, onde mais seria? — Sarah

Aquele dia de folga do meio da semana estava sendo tão único e especial, que até mesmo fazer um bolo de chocolate parecia a melhor ideia de todos os tempos.

Ter sido acordada por Regina foi tão bom, que se eu pudesse escolher, ela seria meu despertador todos os dias.

Ter almoçado no Granny’s com as crianças e Regina foi tão bom e me deixou tão feliz, que se eu pudesse escolher, eu queria comer com eles todos os dias.

Ter tido minha primeira aula de magia foi tão animador e assustador ao mesmo tempo, que se eu pudesse escolher, eu escolheria aprender com eles mais todos os dias.

Mas ter descoberto que Regina queria me beijar tanto quando eu queria, foi bem difícil... difícil de conseguir manter o controle de não beijá-la... mas se eu pudesse escolher, eu a beijaria sim, todos os dias.

Na cozinha da mansão Elise e Sarah contaram que aquele bolo foi a primeira comida que eles fizeram juntos em família... a forma com que contaram sobre o dia frio que fazia, a saudade de Nárnia que estavam sentindo, a felicidade de terem as mães e o irmão tão perto, as brincadeiras e as sujeiras que fizeram com a cobertura de chocolate... imaginar Regina tão feliz e entregue daquele jeito, imaginar os três tão alegres com apenas um bolo... aquilo me deixou de alguma forma meio triste... triste por aquela não ser a minha família.

Mas ter tido minha própria experiência em fazer o nosso primeiro bolo, foi... foi mais que bom... foi como fazer parte daquele conto de fadas que as meninas pertenciam... ali depois de todas as brincadeiras, risadas, sujeiras... e até Regina me dando uma bronca ou duas... ali foi a primeira vez depois que descobri quem eu era, que eu quis mais que tudo ter o meu felizes para sempre... eu queria ser a aquela Emma, aquela mãe que Sarah, Elise e Henry tanto amavam...

— O que foi, Emma? – Sarah perguntou me tirando dos meus pensamentos.

— O que?

— Tá com essa colher ai na mão olhando para o nada... está pensando em que? – Sarah fez todos focarem em mim.

— Na... na... em vocês... estava pensando em vocês... e nas mães de vocês...

— Tipo o que? – Sarah.

— Em como... em como vocês são felizes lá... e... – Falar sobre aquilo me dava frio na barriga, mas eu não estava com medo de assumir que a vida delas me encantava.

— E? – Sarah me incentivou a prosseguir.

— E é isso... estar com vocês é sempre tão... bom... vocês duas fazem as coisas parecerem simples... e não sei... talvez até reais...

— Nós somos reais.

— Não vocês... quero dizer... por mais que eu tenha visto nas memorias e vocês tenham contato as histórias... ainda sim é difícil de assimilar que aquela Emma e aquela Regina vivem felizes para sempre como em um conto de fadas... mas quando a gente tá junto... não parece tão louco assim...

Olhei rapidamente para Regina que tinha um sorriso leve nos lábios, um sorriso feliz e tranquilo... ela era ainda mais linda quando estava se sentindo confortável.

— Hum... Então você também está querendo ser a nossa Emma? – Sarah.

— Que? Não! Eu não disse isso!

— Emma e Regina se beijan – Elise começou a cantarolar, mas Regina colocou a mão sobre sua boca fazendo “shih” e negando a cabeça.

— Tá bem, eu não canto... – Elise tirou a mão de Regina e deu um passo para o lado – mas que vocês duas estão loucas para serem as nossas mães de verdade eu sei que estão.

— Felizes para sempre... com beijos de bom dia, boa tarde e boa noite.... – Sarah.

— Ai nas tardes de inverno vocês duas... – Elise parou de falar ao receber um olhar bravo de Regina.

— Chega desse assunto, entenderam?

Todos afirmaram com a cabeça incluindo eu como se a bronca tivesse sido para mim também.

Depois que o bolo ficou pronto comemos ali mesmo, sem tirar da forma, com a cobertura em cima colocada de qualquer jeito, comemos de colher enquanto fizemos uma batalha de colheres como se fossem espadas... aquele foi mesmo o melhor bolo de chocolate do mundo... nada mais poderia ser comparado com a experiencia de fazer junto a eles... nunca mais nenhum bolo de chocolate seria tão satisfatório quanto aquele.

O sol estava se pondo dando o sinal que logo logo aquele dia iria chegar ao fim... e eu voltaria para o loft longe daqueles que estavam me fazendo tão feliz... eu não queria mais me separar de nenhum deles... e eu queria sim ser aquela Emma que elas tanto amavam.

— Está ficando tarte... – Comentei ao olhar pela janela da cozinha.

— Nem pense em ir embora! – Henry.

— Mas eu preciso, criança.

— Precisa mesmo? – Regina perguntou confiante fazendo nós quatro olharmos para ela um pouco surpresos.

— É... e-eu já não trabalhei hoje...

— Então relaxa e fica pro jantar... – Regina sorriu para mim e riu ao ver o sorriso das crianças.

— Filme ou jogos? – Elise sugeriu.

— Hum... – Sarah pensou por poucos segundos – pelo dia que tivemos, acho que filme cairia melhor...

— Ah não ser que seja um jogo mais tranquilo que não tenha que pensar muito... – Henry sugeriu.

— Filme! – Regina escolheu. – Subam e preparem a sala de TV enquanto Emma e eu limpamos essa bagunça aqui.

Os três sorriram maliciosos para nós duas o que fez Regina revirar os olhos, já eu fiquei sem entender. Eles não disseram mais nada, subiram quase correndo nos deixando ali sozinhas.

Olhei para ela e sorrir ao pegar o tabuleiro com as colheres e ir em direção a pia, coloquei-o junto a toda a louça que havíamos sujado e abri a torneira pronta para começar a lavar.

Senti Regina se aproximar aos poucos e antes mesmo dela me tocar meu coração já estava batendo forte... Ela me abraçou por trás como havia feito pela manhã e beijou meu ombro me fazendo soltar o ar... ao encostar sua cabeça na minha ela moveu uma de suas mãos e limpou toda a louça com magia... com calma e tentando controlar meu nervosismo eu me virei para ela.

— Você sabe não é? Que eles terem me induzido a mostrar minha lembrança para você aprender a ascender o fogo, foi um plano da operação deles que deu certo, não sabe? – Sua voz era quase um sussurro.

— Como assim? – perguntei no mesmo tom encarando sua boca.

— Eles conseguiram me fazer te mostrar que eu sinto e penso quando estou perto de você, camuflado em te ensinar magia...

— Crianças esperar... – molhei meus lábios desejando os dela.

— Mas e você, Emma...

— Eu o que?

— Você quer me beijar? – Ela encarou minha boca.

Notas finais
Por favor, me digam o que acharam!