Ninguém ouviu o som abafado e úmido das costas de Satoshi batendo contra os azulejos.

Foi um bote rápido. Viu-se prensado contra a parede, sendo agarrado e beijado furiosamente. Não tentou resistir... gostava de ver todo aquele desejo direcionado para si. Só preocupava-se de Shigeru estar pensando em repetir a dose, porque nesse caso teria de dizer não. Saciar os apetites do menino tinha sido trabalho árduo, precisava se recuperar.

Porém, se ficassem só nos beijos e amassos, tudo bem.

Depois do primeiro minuto de “ataque”, Shigeru diminuiu o ritmo. Prosseguiu cercando-o contra a parede, mas por alguma razão agiu de maneira mais carinhosa. Parecia encantado em dar-se conta aos poucos de que tinha ele ali, que aquilo não acabaria de uma hora pra outra. Ou simplesmente não conseguia se resolver se Satoshi era mais gostosinho ou se era mais fofo, e ficava variando entre essas duas percepções de distinção tão tênue.

Satoshi apenas seguia o ritmo de seu amante. Adorava-o de um modo ou de outro, afinal. Achava uma delícia ficar assim, de um jeito mais suave. Nos últimos anos tinha extraído da imaginação toda sorte de cenas como aquela em que agora se encontrava. Nelas normalmente encontrava um refúgio, um prazer solitário, um alívio da realidade, mesmo convicto de que não viveria nada daquilo. Porém, quando cruzava com Shigeru em suas caminhadas, seja tendo desentendimentos ou simplesmente vendo-o à distância, a imaginação perdia seu valor de válvula de escape, tornava-se angústia e sofrimento, pois era nesses encontros que enxergava nitidamente o contraste entre a realidade e o sonho. Via-o, tinha-o perto de si, mas não podia tocá-lo, nem sequer conversar direito.

Agora, diferentemente, tinha tudo que antes era só imaginação, e seria capaz de ficar ali só beijando-o e sentindo sua pele por horas.

Achou-se o garoto mais feliz do mundo quando duas mãos seguraram seu rosto com delicadeza... Shigeru o olhou, sem dizer nada, como se fosse algo de precioso e, misturando uma das mãos àqueles cabelos negros, beijou-o de uma maneira diferente das anteriores. Não sabia explicar como. Diferente. Lento na forma, mas amando-o com cada fibra. Quase grato por estar ali. Em paz, simplesmente.

E aquele desejo cru que o prensara contra a parede se ausentou por alguns momentos. Alguns apenas. Não teria como ser mais que isso. Por mais mansamente que se movessem, os corpos se roçavam, e esse atrito produzia seu efeito. Suas ereções mal tiveram tempo de perder um pouco do vigor e já se viam realimentadas pelo gradual emergir de uma dimensão menos romântica daquela proximidade.

Então ocorreu algo a Satoshi.

Talvez tenha sido um pensamento desses que chega aleatório e não nos solta mais, talvez tenha sido a visão dos membros duros de ambos; o fato é que calhou de indagar-se qual era o espectro das “preferências” de Shigeru.

Que sua vocação natural era de dominante, isso já tinha ficado bem claro. Mas seria Shigeru, como chamam, “ativo” e não mais que isso?

Não se incomodaria se fosse o caso. Sentia-se melhor sendo acolhido, conduzido, explorado, e tudo isso desembocava em ser “passivo”. Suas fantasias com Shigeru tinham sido quase todas construídas em torno desse eixo.

Quase todas.

Tinha seus momentos de exceção. Não se via dominador, mas havia a curiosidade em provar o outro lado do sexo, mesmo que o dominado ainda fosse ele. Ao menos na sua cabeça, às vezes parecia possível conciliar uma coisa com a outra.

Como pensaria o outro a respeito? Diabos! Quis perguntar mas era tão tímido!

– Satoshi....?

Shigeru chamou-o meio torto, porque suas bocas estavam coladas. Chamou-o porque naturalmente achou estranho Satoshi parar um beijo no meio e permanecer quieto, como se estivesse no mundo da lua. De fato estava.

– ahn...?

– Tá pensando em quê?

– Nada... nada mesmo – atalhou a responder e pareceu convincente.

– Então acorda! Hehehe... – Shigeru deu-lhe dois tapinhas de leve na bochecha.

– Eu me distraí...

– Vamos ver se fica atento agora...

Não teve tempo de cogitar o que havia por detrás da frase, porque no mesmo momento Shigeru colocou-se de joelhos à sua frente.

...seus primeiros gemidos perderam-se em meio ao vapor...

Estava sendo chupado com a mesma voracidade com que fora beijado segundos antes. Restou-lhe segurar seu doce algoz de leve pelos cabelos e deixá-lo fazer o serviço. Aquela boca ia e voltava, ia e voltava, embalando-o com uma língua quente e inquieta, sempre numa numa cadência acelerada... por vezes fechava os olhos... sua mente foi embaçando como o vidro... deixou-se levar por alguns minutos, naquela cadência apressada...

Daí o ritmo se reduziu.

Satoshi, reparando nisso, na mesma hora abriu os olhos e lançou a vista para baixo...

...encontrou dois pequenos olhos, vivos, fixos nos seus, alheios à boca que trabalhava... olhos de quem quer alguma coisa....

E era tão fixo e indecifrável que não pôde evitar. Deixou de segurar-lhe os cabelos ... passou a acariciá-los e devolveu um olhar questionador, um gesto pequeno de ombros... um “quê?”, o qual os lábios esboçaram sem chegar a pronunciar.

Shigeru parou o que estava fazendo, pegou no braço de Satoshi e puxou de leve, um pedido sem palavras para que se abaixasse. Satoshi atendeu, pondo-se de joelhos sobre o piso morno. Shigeru chegou pra trás para dar-lhe espaço e ficou debaixo da água que caía.

Novamente, um de frente para o outro... novamente em silêncio...

Satoshi quis ler-lhe os pensamentos.

Pôde começar a lê-los quando um sorrisinho safado formou-se na fisionomia de seu amante. Este, estendendo-lhe o braço, deu três tapinhas no seu rosto, depois pousou a mão ali. A boca semi-aberta, passou a língua pelos lábios, devagar, sem tirar aquela malícia da cara.

O pequeno Satoshi engoliu seco, temendo ser devorado outra vez. Piorou quando o outro, sem tirar-lhe os olhos, esticou o outro braço até alcançar um frasco no canto. Satoshi não soube dizer se aquilo era shampoo, condicionador ou outra coisa, tão nervoso que ficou, mas sabia que era um lubrificante improvisado. O mesmo que usara nele antes.

Todavia, para sua surpresa, após derramar um pouco nos dedos, Shigeru tocou-se entre as próprias nádegas, massageando com uma volúpia calculada.

Não havia mais dúvidas – Shigeru também queria provar o outro lado da moeda. Sem ceder um palmo da posição de dominador, no entanto. Ao contrário. Vendo-o agora, debaixo daquela luz branca que não sombreava nenhuma das nuances de seu rosto, parecia ainda mais dono da situação, encarando Satoshi com um ar lascivo enquanto se lubrificava.

Só restava obedecer. Em qualquer posição que fosse, obedecer.

No íntimo, achou ótimo que Shigeru tivesse essa versatilidade. Abria possibilidades diversas...

Ficou a observá-lo mais um pouco, fazendo aquele movimento com os dedos, propositalmente devagar. Olhou-o inteiro, de cima à baixo, tentando emanar um pouco daquela sensualidade também. Nunca soube se convenceu. Aquele charme felino, só Shigeru tinha. Achou-o mais e mais desejável, e quis começar logo. Mas aguardaria o sinal de seu amante.

Shigeru terminou de passar aquele líquido em sua própria entrada... e Satoshi aguardou...

A mão voltou para a frente do corpo... derramou mais um pouco, segurou o membro de Satoshi e passou nele, a movimentos lentos. E Satoshi aguardou...

Devolveu o frasco ao canto. E Satoshi aguardou...

Recuou o corpo, sentou-se e ia começar a deitar...

E Satoshi não pôde mais aguardar.

Avançando de súbito, conteve Shigeru, ambas as mãos segurando seu rosto... agora era Satoshi que estava debaixo d’água, um olhar resoluto dentre as mechas encharcadas, uma expressão de urgência... Foi Shigeru quem aguardou dessa vez.

– Te amo, Shigeru...

O tom de voz denunciava sua agitação. Shigeru sorriu. Tinha-o levado ao estado de espírito que queria.

– Também te amo, Satoshi – respondeu com calma.

Foi deitando... Satoshi seguindo-o, magneticamente... os olhares fixos... o peso do primeiro corpo se fez contra o piso... o peso do segundo se fez contra o primeiro...

Shigeru fechou os olhos...

Um beijo, longo, sofrido... abriu as pernas, flexionando-as contra o próprio corpo... e meio que tudo aquietou, até a água que corria ao lado dos dois... Foi penetrado.

Satoshi gostou da sensação. Era quente e apertado. Deu uma olhadela pra baixo, viu seu pau inchado de tesão já semi-oculto no corpo do outro, o membro igualmente sólido do amante mais acima, abandonado, todo esse vigor emoldurado por dois arcos de coxas...

Não podia olhar mais, ou gozaria só de ver.

A essa primeira investida, Shigeru respondeu com um suspiro curto... incompleto e satisfeito. Foi um pouco mais penetrado.

As bocas não se decidiam entre permanecer ou não coladas... Satoshi arriscou os primeiros movimentos... devagar, inseguro, enquanto as línguas se acalentavam. Shigeru sentia a carne pulsante indo e voltando, ainda timidamente. Sentia e queria mais. Ser possuído era uma das formas de possuir. Seu garoto era isso – seu. Todo seu. Fosse sendo gostosamente fodido, fosse invadindo-o como agora fazia.

Satoshi investiu com mais força. Shigeru deixou escapar um primeiro gemido... e veio o segundo, o terceiro, o quarto... Satoshi, seu doce menino cativo.

Agarrou suas nádegas, salivou sua pele quente e trouxe-o mais pra junto de si.

Satoshi sentia aquelas mãos, as travessuras que faziam em seu corpo. Suas dúvidas sobre estar agradando ou não se dissiparam. Shigeru surgia ante seus olhos irretocável. Travesso, sexy, dominador... Irretocável. Seu dono, não importa em que posição estivessem.

Penetrou-lhe mais.

Seu ritmo aumentou, mas não muito. Shigeru gemeu, abraçou-lhe com força, afundou o rosto em seus ombros. Satoshi quis beijá-lo, beijou-o, não se satisfez... penetrou-lhe mais rápido, seu ritmo se intensificando, ousando mais.

As sensações começaram a se acumular naqueles corpos. Deu por si e Shigeru gemia alto, as pernas enroscadas a ele. Tesão, tesão puro. Chupou seu pescoço, ignorando a expressão de dor, porque Shigeru sofria um pouco mas gostava, e em seus movimentos tinha tudo menos afastamento. Gemia sim, porém queria mais rápido, mais perto, mais dentro..

Seus joelhos contra o piso duro começaram a incomodar. Por sorte, quando pensou em comunicar esse incômodo, Shigeru segurou seu rosto, fazendo-o encará-lo:

– Quero ficar por cima.

Sentaram-se no chão por uns instantes, sem deixar de beijar-se, e seus corpos em movimento, tocando o vidro embaçado, desenharam formas estranhas.

Conduzindo a situação a seu gosto, Shigeru pôs o amante deitado. Sem qualquer hesitação, sentou-se sobre seu membro duro, parcialmente, e fechou os olhos, permanecendo estático nessa posição por uns instantes, como quem se acostuma. Foi então descendo devagar, deixando entrar o que restava. Sorriu miúdo pelo canto da boca, satisfeito como quem domina um novo brinquedo, o olhar ainda cerrado.

Satoshi achou linda aquela visão, a água batendo em Shigeru e se espalhando em mil gotículas... aquele corpo sobre ele, deixando-se invadir. E Shigeru, inclinando-se pra frente e apoiando as mãos no chão, tornou a mover-se, subindo e descendo...

Mais e mais rápido...

Satoshi estava no papel de ativo, mas de certa forma sentia-se passivo e deixou-se estar. Não fechou os olhos um segundo sequer, encantado que estava em ver aqueles quadris mexendo contra seu pênis ereto, enquanto mãos roçavam sua barriga... encantado que estava em ver Shigeru gemer, e gemer alto, e procurar ainda mais.... e rebolar sobre si, e fechar os olhos, e jogar o rosto pra baixo da queda d’água, e perder-se emitindo sons disformes e palavras cortadas, e abrir os braços, as mãos buscando apoio, pressionando as palmas contra o vidro e os azulejos, trincando os dentes com a dor e o prazer... e sacudir a cabeça, tentando manter o controle, e balançar com isso suas mechas de um castanho-escuro, salpicando gotas pra todos os lados... e às vezes abrir os olhos, e encarar Satoshi com um jeito feroz, sensual, insaciável, e nessas horas mexer ainda mais rápido, ainda mais forte, servindo seu corpo ao outro com ainda mais presteza, numa espécie de desafio, um tornar-se senhor sendo escravo.

Que coisa linda quando parecia prestes a ceder... O corpo arqueava pra frente, com dois ou três suspiros curtos e, de olhos fechados, ainda se movendo, deixava as mãos soltas sobre o peito de Satoshi, os dedos trêmulos.

Quando resgatava o controle, parecia então mais obstinado e lançava-lhe um meio sorriso cínico... “Eu aguento” — parecia dizer. Considerava-se vencendo a si próprio e saciando sua sede de posse quando arrancava gemidos e suspiros de Satoshi. Isso o estimulava a mover-se mais, ainda que doesse mais....

Aguentaria. Ainda que apertasse as unhas contra as palmas e os gemidos não bastassem para dar vazão, Shigeru aguentaria até o fim.

Pensou ser o fim quando duas mãos até então paradas firmaram-se em seus quadris com força. Satoshi agora ajudava-o a mexer, dando-lhe mais direção e ritmo.

Os olhares cruzaram-se e a expressão travessa de Satoshi indicou que estava gostando de ter um pouquinho do comando da situação. Outrora tímido, agora parecia bem desperto. Um amante delicioso.

“Sou seu, Satoshi....”

Moveram-se em sincronia, rápido e forte, retesando os músculos, as mãos de Satoshi imprimindo o compasso da violação...

Não haveria muito mais tempo. Shigeru queimava por dentro, sentindo ir e vir, ir e vir ... loucamente, sem pausa, sem vergonha, e já quase sem ordem. Dando tudo para Satoshi sim. E adorando. Segundos de mentes lotadas, a coordenação se perdendo...

Quando então os gemidos sobrepujaram o ruído da água caindo... quando aqueles sons de prazer começaram a sair do box, transpassando o vidro e sufocando na névoa do banheiro... um ou outro resquício cruzando a fresta da porta e morrendo no quarto frio...

...quando tudo pareceu opressivo demais, as línguas se tocaram de novo...

....Shigeru sentiu dentro de si um líquido quente, um jorro tímido, e um segundo, generoso, e ainda um terceiro... um longo suspiro, um fechar de olhos, um relaxar de músculos...

Não se conteve. Foi ao ápice também, mas teve tempo e auto-controle para desencaixar-se e ficar de joelhos sobre o rosto de seu menino.

O último ato seria seu.

Tomado por urgência e luxúria, segurou-lhe os cabelos com uma mão... achegou-se àquele rosto...

Encheu-o de sêmen, sem culpa, mantendo-o seguro para que não virasse a cara. Mas Satoshi sequer pensou em fazê-lo. Ao contrário, foi além, abrindo a boca, achando pouco ter aquele líquido branco em sua pele e sentir-lhe o cheiro, querendo dele fruir também o gosto.

Shigeru deu seu último gemido de prazer, longo e entrecortado, quando expeliu as últimas gotas pra dentro daqueles lábios carnudos, daquela boquinha avermelhada tão solícita.

E Satoshi foi o bom menino que dele se esperava e engoliu tudinho, exultante, lambendo os lábios ao final.

De Shigeru, foi o gesto final. Cansado, deixou-se cair ao lado de Satoshi e silenciou. Restou o chuveiro, a água escorrendo, as respirações meio alteradas... Deitou-se sobre seu peito e lá permaneceu, aninhado e quieto. Tremia, as mãos apertadas, os olhos fechados. Satoshi abraçou-o, pôde sentir seus batimentos acelerados...

– Tá doendo, Satoshi.... – choramingou.

– Desculpa...

– Shh.....

– ...?

– Não é pra se desculpar...

Viu-o erguer a cabeça, preguiçoso... viu formar-se aquele sorriso de moleque que amava, mesmo numa fisionomia cansada...

– ... te amo... adorei tudo...

– ......tá.....

– E o seu é bem grandinho. Não ia dar pra sentar nisso sem doer um pouco.

Satoshi soltou uma risada. Piada suja típica de seu amante engraçadinho.

Quando parou de rir, só ficou a fazer-lhe cafuné, sem pensar em coisa alguma. E por um tempo, o próprio tempo pareceu inerte.

***

Depois de algum tempo levantaram-se ambos. As pernas de Shigeru fraquejaram e quase se estatelou no piso. Satoshi o segurou a tempo e felizmente não houve mais sustos.

Shigeru, bem mais cansado, deixou o chuveiro primeiro, vestiu apressadamente a roupa que havia separado antes de entrar no banheiro e dali saiu, sem pentear-se sequer.

Desabou na cama, esparramando-se preguiçosamente. Poucos minutos depois, um outro corpo deitou-se devagar ao lado do seu, cobrindo ambos com um cobertor aconchegante. Abriu os olhos, deu de cara com Satoshi, encarando-o com uma expressão serena.

E assim, rosto a rosto, cansados e satisfeitos, limitaram-se a um tocar de lábios, quase um selinho... trocaram um “eu te amo”, quase susurrando...

...adormeceram juntos.

Dessa vez, um sono mais pesado.

O ar condicionado permaneceu emitindo sua corrente fria e seu ruído, indiferente. Lá fora, com igual indiferença, a vida continuava a correr, e coisas e mais coisas sucediam-se sobre a esteira do tempo. Tudo irrelevante, suspenso, aos olhos destes que, cá dentro, dormiam, agora amantes plenos, de amor e de sexo.

Talvez sonhassem coisas agradáveis. Ou talvez não sonhassem nada e isso em nada importaria. Não precisavam se refugiar em devaneios. Não viveriam mais de sonhos.

A realidade simplesmente lhes sorriu.



***

– Pi...!!

Pikachu, só então, esgueirou-se de seu esconderijo, debaixo da cama.

Ironia. Um pokemon elétrico, completamente chocado.

Mundo estranho, não, Pikachu...?

– Pika, kachu...... ka……

Certamente.

Notas finais
Um agradecimento a todos que leram. Um agradecimento duplo a todos que comentaram, pois os que leram e não comentaram não compreendem a importância disso. E um agradecimento triplo ao ~Archer_Beafowl, que não apenas comentou, mas fez verdadeiras resenhas dos capítulos, cheias de elogios dos quais espero ter sido merecedor. Foi uma viagem proveitosa para mim. Espero que tenha sido para vocês também ; ) ---------------------------------------------------------------------------------------- Ironicamente, apenas depois de 9 capítulos consegui entender exatamente como funciona a formatação aqui. Então passei 1 hora e meia consertando a formatação de todos os capítulos. Agora tá tudo bonitinho, com todos os parágrafos alinhados, mesmo espaçamento e tal. Pena que você já leu, né. ---------------------------------------------------------------------------------------- Aos que eventualmente revisarem com um olhar mais severo, algumas notas: - meus períodos com coordenadas aditivas não necessariamente seguem a regra gramatical, pois adoto a pausa poética quando acho conveniente. Embora meu uso da vírgula para o restante seja bem mais de acordo com a gramática, eventualmente também a desviarei, pelo mesmo motivo. - sou especialmente afeito a dois recursos de linguagem - os polissíndetos e as reticências. Quanto ao uso do primeiro, espero ter escrito literariamente bem o suficiente para que ninguém confunda polissíndeto com falta de revisão de palavras repetidas. Não se enganem. Nada é posto aqui sem ser revisado ao menos três vezes. Quanto ao segundo, é auto-evidente, mas achei bom frisar. Era um vício antes, admito (se por um milagre você leu essa fic na primeira vez que foi postada, anos atrás, sabe), mas agora regulei. Cortei quilos de reticências revisando essa fanfic. - também uso repetição de outras palavras que não conectivos, às vezes de forma anafórica, às vezes não. Acho que as passagens nas quais uso isso, fica bem claro que estou fazendo intencionalmente. Se não ficar, é porque falhei, e aponte sem dó. - Eu CAGO pra colocação pronominal. Meu uso da ênclise, da próclise e da mesóclise obedecerá sempre a diretrizes literárias (fluidez, sonoridade, simetria, concatenação...) e, apenas se não fizer diferença, às regras gramaticais. E aconselho qualquer um a fazer o mesmo quando escrever literatura. De resto, quem achar erro de qualquer tipo... de gramática, de ortografia, de coerência, coesão, enredo, verossimilhança, equilíbrio, estilo, etc. De qualquer coisa, enfim, sintam-se livres, mas livres MESMO pra comentar sem meias palavras. Privativamente ou não. Estou aqui pra isso.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!