Caminho de Duas Luas.
1 Capítulo 1 - A Nave ALPHA.
OBELA
"Permita-me contá-lo uma história, cria de minha cria. " disse uma senhora onde não poderia enxergar em plena escuridão parcial de seu quarto. E ela então recitou o conto abaixo.
Há aproximadamente trezentos ciclos atrás aconteceu algo muito especial. Eu tinha 19 ciclos em torno de nossa estrela quando eu ouvi em nossos radares uma mensagem. Estavam finalmente conversando conosco. Não eram ruídos qualquer. Era uma conversa. Estavam enviando um sinal. Apesar de já ser bem adulta nessa época eu não passava de uma iniciante do centro de descobertas de vida no espaço acima de nós. Fomos chamados para a área segunda, e lá, eu fiquei parada, esperando pelo resultado da tradução. Nós não tinhamos uma tecnologia para isso ainda, mas a imagem e o som enviados nos mostravam mais do que poderiamos ver.
A tela de plasma então abriu-se, e ouvimos que uma espécie similar a nossa e inteligente estava a caminho para o primeiro contato, era o que achavam nossos pesquisadores. Os de fora pareciam pacíficos. Algumas horas depois nós decodificamos o código e descobrimos que são formas de vida a base de carbono. São bípedes como nós e sabem ler, escrever, tem cultura e crenças. Vivem distante, muito distante de nosso lar, que aparenta ser do mesmo jeito similar ao deles. Uma câmara se abriu e um aparelho de tecnologia totalmente desconhecida foi-nos mostrado. Nele, examinado, era onde estavam as informações emanadas. Sozinho na imensidão do universo, espalhando o aviso de que existiam. Formas de vida inteligente existiam, cria de minha cria, Obela. E haviam poder suficiente para para viajar entre as estrelas! Então nós esperamos e esperamos. Passaram-se mais de 60 ciclos ao redor de nossa estrela. Eu estava mais madura. Havia subido no escalão do nosso grupo e então o dia chegou. Um estrondo no céu e vindo como uma pedra de fogo pela nossa atmosfera, uma pequena nave em velocidade alta cortava nosso alaranjado céu. A estrela mãe pousava no horizonte e o período de escuridão logo ia começar. Fomos retirados do prédio e em nosso gramado, olhavamos com esplendor a chegada deles.
Os mais armados dos nossos construiram uma corrente vida para proteger os nossos acaso a espécie desconhecida fosse hostil. Mas eu acreditava que se realmente fossem hostis, já teriam mostrado agressividade invés de espalharem para o Universo onde estão e como são. O triangulo metálico fora diminuindo a velocidade. Aquilo era muito diferente do que estavamos acostumados a mandar para as nossas estações espaciais. A poeira se levantou e entre nossas singelas residencias a multidão esverdeada saia para as boas vindas. Os nossos armados nos levaram ao ponto de encontro e lá estava, o casco de triangulo ainda incandescente. Uma plataforma havia se elevado e então abaixado ao nosso solo. Uma parte do casco se levantou para cima e de lá saiu um pequeno ser de metal, e acreditavamos ser o visitante estrangeiro a primeiro momento. Ele ou aquilo olhou ao redor e então sugou um pouco de nosso ar e com um dispositivo interessante coletou de nosso solo. Um dos nossos então percebeu o que estava acontecendo e logo eu também: os seres estavam verificando o ambiente para saber se era possível sair. Logo, eu peguei um pouco de água de meu pequenino reservatório e me aproximei da máquina de metal. O coloquei no solo e recuei, de costas. O pequenino mostrou outro dispositivo de coleta e aprisionou a água em um tubo de água.
"O que aconteceu depois, mãe de minha mãe?" Obela, a pequena perguntou.
A senhora parou por um tempo e retomou a narrativa, o dizendo que depois de alguns minutos outra parte do casco havia se levantado e desta vez, três entidades sairam de lá. Eles eram brancos e enrugados. Suas cabeças eram negras e refletiam a luz. Havia cores em suas peles brancas. E então um deles colocou a ponta de seus membros dianteiros na cabeça e a retirou, revelando seu verdadeiro rosto — era um traje. A criatura era rosada e uma parte de vidro e metal colorido era usada como acessório em parte de sua cabeça. Seus pelos no topo eram curtos e se estendiam apenas do lado e atrás de seu corpo. Os outros dois fizeram o mesmo, e um deles tinham o que chamam de pele mais fina. Os pelos de seu topo eram longos e louros, cobrindo a parte de trás do traje. O outro não era rosado. Ele tinha uma coloração mais escura e não havia pelos no topo. E seus rostos eram a coisa mais estranha e familiar que já vimos fora de Lureon, nossa rocha-lar
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