Já passava das 21 horas, quando Alice desembarca do transporte e se dirige ao seu bairro.

—Boa noite, D. Ana!

—Boa noite, Alice!

Estava caminhando com passos calmos e regulares, sem pressa de alcançar seu destino. De repente, ouve-se um estalo atrás de Alice. Ela fica em alerta. Após um período, escuta-se passos.Olhou para trás e viu um sujeito alto, magro e forte.

Ela virou a esquina e avistou vizinhos em frente às suas casas e sentiu-se aliviada. Aparentemente, havia despistado.

Após alguns minutos, novamente os passos, agora mais firmes e rápidos. Surgia a chuva. Seu coração acelerava a cada passo. Aquele momento parecia durar uma eternidade. Atravessou a rua mas o homem a seguiu. Pensou em encará-lo porém seria muito arriscado. Pensou em acionar a polícia, contudo, ele iria reagir.

Enquanto ainda caminhava rapidamente, lembrou-se dos momentos em família, dos amigos, da faculdade. Passou um filme em sua cabeça. Teve quase certeza que nunca mais iria vê-los.

A perseguição continuava, e sua casa se aproximara, sentiu um certo alívio. Estava quase correndo. Podia avista-la de longe. O medo e o desespero aumentaram. Ela subiu a escada correndo e tentou abrir a porta. Não conseguiu. Virou-se e viu o sujeito aproximando-se. Começou a chorar, e viu-se entre a vida e a morte. ''É o fim'' pensava Alice.

Neste exato momento o sujeito parou e disse: — Você esqueceu suas chaves!

Notas finais
-Quem nunca se viu na mesma pele que a Alice? Como minha avó sempre dizia:''existem pessoas e pessoas''. Tudo bem que no caso desse texto, não aconteceu nada de mais. Mas e se acontecesse? o que você faria?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!