Notas iniciais
Oi Gente, a primeira parte do Bônus, amanhã ou mais tarde posto o último!

Pov – Alice

─Vamos Alice, está ai a mais de uma hora! – Desço da bicicleta, aceno para as crianças, prometendo voltar, eles simplesmente não querem que eu vá.

─Tchau meninos, voltamos em breve! – Sorrio e depois corro para ele, já o amava, mas depois de ver quantas coisas boas ele pode fazer sem nem ao menos querer chamar atenção para si eu o amo e admiro, e me pediu em casamento, foi meio no susto, pareceu algo que decidiu e simplesmente não pode mais guardar para si e amei aquilo.

─A gente devia assinar um pré-nupcial! – Digo batendo a porta do carro ao seu lado.

─O que? – Ele dá partida no carro se preparando para me ouvir.

─Acordo Daryl Dixon, um acordo pré-nupcial, como posso ter certeza que vai cumprir sua parte?

─Quer assinar um papel em que me comprometo a fazer cafuné?

─Isso, Daryl você me ama muito, tem que cumprir sua parte e temos muitas coisas para acertar, tipo, como vai ser, não vou convidar minha irmã, nem ninguém, nem usar vestido, vou parecer uma...

─Noiva! – Ele me interrompe, até parece que quer isso.

─E devíamos convidar o Merle, ele vai ficar passando mal, será divertido, e as alianças tem que ser bem simples.

─Alianças? Quer que use um anel? – Ele fica chocado, me olha um instante antes de se concentrar na direção novamente.

─Quero, quer que seja sua esposa, mas não quer ser meu marido?

─Marido?

─Daryl Dixon, melhor rever esse seu pedido! – Reclamo da cara de assustado dele.

─Já entendi Alice, pode ser marido, tudo bem! – Diz com voz enfadonha, mas sei que no fundo quer isso – Mas quanto a usar um anel...

─Se não usar um vão dizer que é solteiro e vou ficar ciumenta e me fazer de difícil!

─Você apela Alice! Tudo tem que ficar complicado com você!

Daryl grita virando uma rua, ele diminui e para no farol, duas moças passavam e nos olham assustadas.

─Ele é bipolar! – Digo a elas que apressam o passo – Você é um troglodita!

─E você uma dama! Suave como um rinoceronte!

─Mas me ama muito e me acha uma delícia e quer casar comigo!

Ele fica mudo porque sabe que estou certa, me encosto em seu ombro, suspiro feliz.

─Adorei as crianças, semana que vem vamos voltar, não posso esquecer o baralho.

─Não se atreva a ensina-los a jogar pôquer! – Ele fica bravo e faço careta.

─Você parece que tem cem anos!

─E você cinco! E já sei, mas te amo loucamente é uma delícia e sei lá mais o que!

─Bom menino! – Provoco, e ele ri, me beija de leve.

Chegamos em casa, vou me casar com Daryl Dixon, como é possível? Ele só pode estar mesmo maluco.

─Vou na minha casa e já te vejo! – Digo tentando caminhar, mas ele me segura, olho confusa.

─Aceitou casar comigo, essa não é sua casa! – Me diz sério e meu coração dispara, ele sempre faz isso.

─Quer dizer que as regras vigoram a partir do pedido? Pensei que era a partir da cerimonia, mas nesse caso vou ganhar cafuné?

─Cafuné só depois do sim diante do juiz de paz!

─Que vai ser..

─O mais breve possível! – Ele me puxa para seus braços.

─Vamos para Las Vegas casar hoje?

─Iria não é? É maluca, mas não, vai ser aqui, quinze dias?

─Feito.

Ele me beija, um beijo quente no meio do corredor, felizmente moramos só nós, porque as coisas ficam meio loucas enquanto vamos nos agarrando desesperados um pelo outro em direção a casa dele, ou nossa, isso não importa, a cama está longe e temos pressa, o chão da sala parece mais perto e lá estamos nós, entregues e cheios de desejos.

─Me deixa maluco! – Ele me diz quando finalmente recuperamos nossas forças, me beija carinhoso.

─Tem que me carregar agora, estou fraca! – Digo me abraçando a ele, Daryl me beija mais uma vez.

─Sobre casar...

─Quer desistir? – Pergunto rindo – Só queria meu corpo é isso?

─Cala a boca idiota! – Ele diz se movendo para me olhar – Ama sua irmã, mas não quer que ela venha, isso tem a ver comigo?

─Não centro do Universo! – Eu o provoco – Tem a ver com o Cooper, não quero ele no momento mais feliz da minha vida, e ela não viria sem ele.

─É sua família, não posso me envolver nisso.

─Quando casar comigo vai ser sua também, não da mais para desistir já aceitei, agora é da família do Cooper se deu mal! – Brinco e ele ri.

─Amo você e todas as suas maluquices e acho que devíamos continuar essa conversa na cama.

─A conversa está chata, me leva para cama, mas seja mais criativo, tem muito que podemos fazer lá, andei aprendendo umas coisinhas com meu noivo e vou te ensinar – Daryl me erguia e quase me derruba quando escuta a palavra noivo, solto uma longa gargalhada, ele me morde o ombro. – Amanhã vou ligar para o Merle e dizer que estamos noivos!

─Garota infernal! – Ele diz me colocando na cama.

Faço um ar sedutor, passo a língua no lábio como um convite que ele aceita se juntando a mim.

Daryl me obriga a buscar minhas coisas em casa, quer que devolva o apartamento, me quer só para ele, me faz rir do medo que tem de que eu volte atrás, mas nunca poderia, Emma fica feliz, ameaça alguns planos sobre festa e vestido, nego tudo, ela acaba por aceitar.

Merle telefona e como ameaçado eu conto a ele que faz um escândalo por telefone e promete vir impedir o irmão de se meter na maior encrenca de sua vida que para Merle é estar preso a uma doida para o resto da vida, mas sei que ele só quer mesmo estar por perto nesse momento, gosto dele, é o maior idiota do planeta, teimoso e cínico ao extremo, mas me diverte e lá no fundo tem bom coração.

Ele chega um dia antes, vem de moto e brigamos logo no primeiro minuto porque o egoísta não me deixa dar umas voltas em sua moto envenenada e Daryl que é um traíra fica do lado do irmão.

─Dois idiotas isso que são, e machistas, idiotas e machistas e velhos! – Reclamo quando entramos.

─Ainda dá tempo mano, foge que te dou cobertura! – Merle diz se atirando no sofá – Vou ficar para assistir seu funeral e depois me mando, as coisas ficaram muito boas lá.

─Arrumou uma namorada Merle? – Pergunto sentando no colo de Daryl que me envolve rindo da careta de Merle.

─Só tem um idiota na família! – Ele provoca – E não sou eu.

─Arrumou sim, está com cara de quem anda se cuidando, olha sua roupa toda limpa, e fez a barba.

Daryl presta mais atenção no irmão, se espanta um pouco concordando comigo.

─Vão a merda vocês dois! – Ele resmunga indo para cozinha – Não tem uma droga de uma cerveja nessa geladeira?

─A gente não bebe Merle! – Eu respondo da sala, Daryl me rouba um beijo – Amanhã será meu marido! – Digo emocionada, ele sorri, me beija de novo.

─Meu irmão bebia antes de você, está transformando Daryl numa bichinha sensível! – Marle reclama vindo da cozinha.

─Você é muito babaca Merle, ele não bebe porque diz que já é difícil cuidar de mim sóbrio.

─Viu a culpa é sua.

─Se me irritar eu ligo para sua namorada.

─Cala a boca Alice, eu não tenho namorada! – Só Merle pode dizer algo assim para mim e não ser ameaçado de morte por Daryl, ele sabe que são só provocações sem sentido – Vamos jogar uma mão de pôquer!

Adoro a ideia, agora vou limpar Merle e descobrir seus segredos.

─Vou deixar os dois garotinhos brincando e sair um pouco, tenho uma coisa para fazer! – Daryl me dá um beijo, sorri e fico louca por ele, cada vez que sorri eu fico mole, suspiro enquanto assisto ele nos deixar.

─Você faz ele sorrir, isso é bom! – Merle admite.

─Por isso você me ama e me acha a melhor cunhada do planeta terra.

─Cala a boca! – Ele ri – Tem essa mania de se elogiar que irrita!

─Aprendi a usar a besta, não me provoca! – Digo dando as cartas enquanto ele me faz uma careta de nojo.

─Aprendeu porra nenhuma.

Vamos jogando pôquer, vou falando sem parar, irritando Merle, provocando, mudando de assunto o deixando maluco e bravo porque está perdendo e então arranco a verdade sem que perceba.

─Ganhou nada Merle, está roubando, aposto que escondeu esse Ás na manga! – Ele me olha bravo – E devia ter trazido ela para o casamento, tinha lugar para recebe-la.

─Eu tenho ética! – Diz indignado – Não roubo merda nenhuma e a Helen tinha trabalho.

─Helen confessou, eu sabia! – Rio muito dele que deixa a mesa bravo se joga no sofá sem querer falar comigo – Como ela é, quantos anos, o que faz? Conta Merle.

─Não tem nada para contar, me deixa Alice, onde aquele infeliz se enfiou? Aposto que fugiu de você, esquece o casamento, ele me largou aqui como vingança e foi embora para sempre, só pode ser isso.

─Daryl me ama, foi resolver coisas do casamento, aposto, deve ser a aliança, sei de tudo, minha mente é brilhante, moram juntos?

─Quase, cala a boca Alice! Fica me deixando louco e acabo... – Ele se ergue – Vou sair, volto mais tarde!

Conto a Daryl sobre Merle e a namorada, ele ri do irmão que volta no começo da noite, depois vamos dormir, me deito com Daryl pensando que na manhã seguinte eu me casaria com ele numa cerimônia simples em um cartório, mas eu tinha uma surpresa, um vestido branco e um buque de flores, tudo simples, nem me importava com aquilo, mas ele deu um milhão de dicas de que me queria em um vestido como aquele e eu faria aquilo.

Mas era um vestido curto, ele não podia vencer todas, e eu tinha de manda-lo para encontrar o juiz de paz na frente porque queria fazer surpresa e isso me daria muito trabalho.

Daryl sai quase batendo a porta de tão bravo quando digo que noivos não vão juntos ao casamento e que chegaria depois, Merle o provoca dizendo que eu pretendia fugir e ele só vai para não piorar a briga.

Me visto e quando me olho no espelho sinto um pouco de culpa, não devia ter deixado Emma fora disso, ela é minha irmã, eu a amo, e sei que gostaria de me ver assim, me sento de frente para o espelho com vontade de chorar, mas depois penso em Daryl, no seu olhar brilhante quando me visse de vestido, com os cabelos soltos e um buque de flores nas mãos, acho que seria perfeito e sigo para o cartório, quatro da tarde era a hora marcada, eu chegaria dez minutos atrasa pelas minhas contas e Daryl estaria muito furioso com Merle falando em seu ouvido e o convidando para fugir.

Desço da moto de Merle, ninguém mandou ele ir de carro com Daryl e deixar as chaves, Daryl vai me matar, mas volto com ele e Merle de moto, me ajeito na porta, me sinto meio estranha, é muita emoção, sinto mesmo vontade de chorar, Daryl é como Emma disse que seria e agora vai ser meu para sempre.

A primeira pessoa que vejo é Emma, meus olhos se enchem de lágrimas, minha irmã está ali, sorrindo e chorando assim como eu, ela veio e só posso amar Daryl mais do que tudo na vida, ele fez isso, me trouxe Emma porque sabia que no último minuto era isso que iria querer.

Depois eu o vejo, ele anda de um lado para outro meio bravo, então olha em minha direção e quando me vê sua expressão se transforma, fica suave como acho que nunca vi, e se ele não me tivesse dito tantas vezes que me ama, mesmo assim, ali, naquele momento eu saberia, seco uma lágrima teimosa, depois caminho em sua direção.

Dou uns passinhos desses de noivas só para arrancar risos deles, depois apenas caminho para ele porque é isso que quero, e sempre vai ser.

─Você está... – Ele diz meio atrapalhado.

─Uma delicia?

─Linda! E de noiva.

─É meu casamento, como estaria? – Daryl me beija, um longo beijo e nos separam reclamando que apressamos as coisas, o juiz de paz diz algumas palavras longas e enfadonhas que só Emma aprecia, eu e Daryl trocamos longos olhares e Merle se mantem no habitual mal humor Dixon.

Depois vem o momento que para mim é especial, trocar alianças, ele remexe os bolsos procurando por elas.

─Eu trouxe, juro! – Se apressa quando o cutuco e então as encontra, abre a caixinha e são perfeitas, simples e delicadas, uma para cada um, é hora de fazermos votos.

─Você que começa! – Ele diz sorrindo.

─Amo você, é perfeito para mim como Emma – Olho para minha irmã – Disse que seria e aceito ser sua mulher, claro que mediante ao acordo de cafuné toda as noites, e prometo continuar fazendo da sua vida um turbilhão de emoções, te encher de preocupação, te torturar com ameaças que nunca vou cumprir, te fazer sorrir e ser sua para sempre! – Coloco a aliança em seu dedo e o juiz parece achar aquilo confuso.

─Amo você, é perfeita para mim como nunca achei que alguém seria, aceito ser seu marido – Ele fica tímido, olha para o chão, depois para mim – E prometo cumprir minha parte no acordo sem exageros, e adorar todo o turbilhão de preocupações que me causa, e continuar odiando quando me ameaça com essa coisa de difícil, e continuar sorrindo porque agora é minha para sempre! – Ele me coloca a aliança, me beija, assinamos os papeis e do lado de fora quando Merle tinha um ataque porque eu tinha usado sua moto atiro o buque em sua direção, ele pega por puro instinto e vai embora furioso quando brincamos que seria o próximo a casar.

Emma me abraça feliz, emocionada, me deseja sorte, faz mil recomendações e me conta que Daryl tinha liga para ela, feito o pedido para que fosse, insistido muito e Cooper tinha aceitado seu desejo de vir, mas então ela pega um taxi para o aeroporto e vamos para casa eu e Daryl.

Ele me carrega para dentro depois de exigir isso, ninguém mandou fazer pedidos, agora iriamos até o fim nos mínimos detalhes.

É a noite mais romântica da minha vida, com momentos doces e me faz pensar se alguém no mundo poderia ser mais feliz que eu.

Pov – Daryl

Achava que seria ridículo ficar pelo mundo com um anel no dedo, mas agora gosto dele, me lembra Alice o tempo todo, quando não estamos juntos de vez em quando eu o olho e me faz sorrir e pensar em como é bom chegar em casa e vê-la a minha espera, sempre sorrindo, me deixando maluco e confuso, feliz e bravo e tudo ao mesmo tempo.

Seis meses e ainda a desejo como no primeiro dia, ainda somos completamente felizes e agora sei que nunca vai passar.

Entro em casa e ela sorri, vem para meus braços como de costume, mas parece meio abatida.

─Que foi? – Pergunto preocupado.

─Estou doente, morrendo mesmo, só pode ser isso, acho que meus dias estão contados!

─Cala a boca! O que está sentindo?

─Quase desmaiei no trabalho e vomitei, e estou enjoada, estou morrendo Daryl!

─Vamos ao médico agora mesmo! – Me preocupo, Alice é tudo que tenho, não posso nem pensar em perde-la.

─Nem vem, vão me dar injeção, deixa amanhã se não melhorar a gente vai.

─Vai agora! – Eu a pego no colo, ela reclama, mas sei que vai ficar me enrolando e nunca vai procurar um médico, parece um bebê.

─Quer me por no chão seu troglodita! Não manda em mim, não vou nada no médico.

─Vai sim sua idiota, não vai ficar em casa morrendo como diz só porque tem medo de injeção, comprimidos e sei mais o que.

─Barata! – Ela diz quando chegava com ela no carro.

─O que?

─Tenho medo de barata, é muito lento mesmo! – Reclama se sentando ao meu lado e cruzando os braços.

No hospital um médico nos atende e Alice relata tudo que sente, ele sorri, eu devia dar um soco naquela cara de idiota dele, ela falando dos sintomas e o cara sorri? Depois pede um exame de sangue.

Alice faz cena e as enfermeiras riem dela. Pegamos o resultado do exame e vamos ao encontro do médico duas horas depois.

─Se eu morrer e casar de novo venho puxar seu pé!

─Cala a boca! – O médico abre o resultado volta a sorrir.

─É como desconfiei, meus parabéns Alice, você está gravida.

Me sento, pálido posso apostar, Alice me olha, parece tão surpresa quanto eu, depois olha para o médico.

─O senhor não é nem um pouco romântico doutor, isso é jeito de nos dar a notícia? – Ela reclama com ele que se espanta – Merecíamos um jantar a luz de velas e... e ... quem sabe flores...

─Alice! – Eu digo sério – O que mais doutor?

─Não é o bastante? – Ele brinca – Aconselho procurarem um especialista e esperarem nove meses, tudo que sente é normal, com o tempo melhora, evite peso, alimentos gordurosos, durma bem e faça acompanhamento médico, podem ir agora.

Pego Alice pela mão e seguimos para o carro, os dois silenciosos, eu vou ter um filho, Alice vai me dar um filho, será perfeito, ela vai acabar com a minha vida de tanto que vou ficar preocupado, mas será perfeito, amo essa mulher, nunca nem nos passou pala cabeça termos filhos, mas eu quero.

Em casa e ainda em silencio subimos as escadas, ela segue direto para o quarto e se deita.

─Que foi? Não quer? – Pergunto magoado, ela me olha tão preocupada, que me assusta.

─Muito, mais que tudo na vida, mas estou com medo de estar bravo de verdade comigo, você quer esse bebê? – Ela toca a barriga, não acredito que temos um bebê crescendo ali.

─Quero, quero tudo Alice, sempre vou querer tudo com você, amo você e esse bebê! – Ela sorri, já é de novo minha Alice cheia de sorrisos e planos, me beija, e agora me assusta, penso na moto, nas brincadeiras quando vamos levar carne para as crianças, em todas as loucuras que faz e acho que é um bom momento para fazer cafuné, ser bem carinhoso e arrancar de Alice algumas promessas – Sabe que te amo loucamente, que te acho uma delicia? – Ela sorri manhosa enquanto acaricio seus cabelos, beijos seus lábios, a ponta do nariz – Sou louco por seus beijos, seu corpo, você é toda linda.

─Adoro te ver assim, mas não precisa, não vou andar mais de moto!

─Não? – Me surpreendo, sem brigar gritar só isso.

─Não, vou proteger meu bebê de tudo, serei bem boazinha, vou até te deixar mandar em mim um pouco, mas quando ele nascer vai trocar as fraldas da noite.

─E promete não afoga-lo no primeiro banho?

─Prometo!

─Acho você uma delícia se lembra? – Ela ri – Não devia parar de trabalhar e ficar com ele?

─Devia, ele vai precisar de um amiguinho para brincar e eu sou muito boa nisso!

─Você está muito boazinha, está me dando medo!

─E você ai me achando uma delícia e me amando loucamente? Também me dá medo! – Eu beijo Alice, serão nove meses da mais longa espera, mas posso suportar, ela se aconchega em meus braços, fica calada e pensativa.

─Que foi?

─Não podemos deixar a Emma mandar na gente!

─Combinado! – Ela volta a ficar calada.

─E agora? O que está pensando.

─Em todos os desejos malucos que agora posso realizar sem ser chamada de louca, vou adorar ter aquelas vontades doidas e estranhas, estava pensando em alguma para pedir no meio da noite, nossa Bebê, vamos nos divertir muito! São muitas vantagens!

─Se pensa que vou ficar feito um idiota correndo atrás de tudo que inventar está errada, nem vem, não sou seu empregado!

─É um troglodita! Seu filho nem vai dizer papai, vai dizer troglodita!

─E você é uma idiota, e ele vai correr de você, quando eu sair para o trabalho vai dizer “Me leva papai, não me deixa aqui com essa maluca, prometo ser bonzinho!”

Ela tem um acesso de riso, assim como eu, amo Alice e como ela deixa a vida leve e agora completa.

─Cacete! – Ela pula da cama, começa a andar de um lado para outro, me assusta. – Cacete, cacete! Porra, um bebê, um bebê, dentro de mim, entende isso?

─Calma Alice? Calma Alice? Devia ter pedido calma a esses seus espermatozoides apressados. Ele está aqui dentro, crescendo feito um Alien, porra já viu o filme? Sigourney Weaver com aquela coisa dentro dela que vai rasgando tudo de fora para dentro e...

─Não fala assim do meu bebê!

─Cala a boca Daryl! Ei monstrinho a gente tem que conversar sobre essa coisa de se mexer. – Ela toca a barriga e sorrio, está linda em seu ataque. – Ele vai sair? Já pensou nisso? Entram pequenininhos e depois quando estão grandes demais eles decidem que é hora de se divertir e simplesmente... Porra Daryl você sabe por onde eles saem? Para de rir.

Me levanto, caminho até ela, envolvo Alice em meus braços, sei que no fundo ela está feliz, apenas assustada, é natural, odeia tomar comprimidos injeção, imagina um parto?

─Vai ficar tudo bem meu amor, vai dar certo, eu vou cuidar de você e você do bebê que não vai mais chamar de monstrinho nem Alien e vamos ficar bem.

─Isso Daryl continua assim que está indo bem, preciso de muita atenção, e preciso ouvir elogios, tipo que sou linda, inteligente... essas coisas e...

─Chega Alice, para de apelar, você é bem idiota.

─Está ouvindo Alien, olha bem como o papai me trata.

─Alice! –Ela ri, me beija, a crise passou, é sempre assim com ela, de um extremo a outro em segundos.

─Eu que conto para o Merle, quero ver o ataque que ele vai ter. – Ela brinca, depois se enrola em mim, linda como de costume. – Agora devemos fazer sexo selvagem Daryl, é meu primeiro desejo de grávida.

Notas finais
Beijos!!!!!!!!!! Meu coração já está apertadinho, vou morrer de saudade!