Notas iniciais
Estou postando rápido para poder postar os capítulos novos
espero que estejam gostando.

Aproximei-me lentamente dela, ela estava com a cabeça baixa encarando suas mãos então provavelmente ela não me ouviu. Fiquei a observando e disse primeira coisa que veio em minha cabeça.

_ Acho que não fomos apresentados devidamente.

Ela levantou a cabeça assustada, mas logo se recompôs e sorriu, começou a enxugar as lágrimas e coloquei minhas malas no chão, estendi minha mão para ela.

_ Sou Edward Cullen.

Ela segurou minha mão e respondeu.

_ Isabella Swan. Desculpe pelo ônibus, eu me sinto péssima, todos os problemas que lhe causei. Siga seu caminho, quem sabe o que ainda pode lhe acontecer.

_ Existe sempre a possibilidade da floresta se incendiar.

Ela começou a rir ainda com a cabeça baixa, mas sua risada era tão doce que eu ficaria ouvindo o dia todo. Mas uma coisa me intrigava.

_ Por que não está no ônibus?

_ Esta é minha parada.

Olhei para os lados e vi apenas o bosque nos dois lados da estrada de terra e então confirmei.

_ Está esperando carona.

Ela novamente olhou para baixo e começou a chorar novamente.

_ Não, estou esperando um milagre. Ele vai me matar.

Fiquei confuso diante dessa afirmação.

_ Quem?

_ Meu pai.

_ Olha se o problema é com a moldura...

Mas ela respondeu rapidamente.

_ Não, não é a moldura.

_ olha, não é da minha conta, mas se quiser falar do assunto.

Ela fungou e de dentro do bolso de seu vestido retirou um papel e me estendeu, e o abri e li as seguintes palavras.

_ Eu não nasci para os costumes desse mundo e nem para ficar preso, sou uma alma livre?

O final saiu em um tom de pergunta pois realmente não estava entendendo nada.

_ Quem é alma livre?

_ Meu professor.

Entreguei-lhe novamente a carta e ela continuou seu relato.

_ Ele e eu éramos...

Ela novamente começou a chorar.

_ Eu não conheço seu pai, mas acredito que ele...

Novamente ela me surpreendeu.

_ Eu estou grávida.

Olhei novamente pra ela e assenti agora eu entendia o medo de seu pai.

_ Está chateada, eu posso entender, certamente eu entendo. Mas Isabella veja o lado positivo, é uma vida chegando ao mundo e isso é um milagre em si.

_ Matarei qualquer um que desonrar minha família. Quantas vezes ele disse isso. 100 vezes. Um milhão de vezes.

_ É só uma figura de linguagem.

_ Não é não. O meu pai cumpre o que fala. Sempre. Ele é muito antiquado, se eu for pra casa nesse estado, sem marido, ele me mata, ele me mata.

Então novamente ela começou a chorar. Então fiz uma coisa inesperada até para mim mesmo, só não podia deixar que ela chorasse.

_ E se por acaso aparecer com um marido?

Ela me olhou e perguntou.

_ Quem faria isso? Chegar num dia e partir no outro?

_ É claro, conhecer a família, ficar uma noite, partir pela manhã, por uma carta no correio dizendo que...

_ Que me abandonou.

Ficamos nos olhando por algum tempo até eu quebrar o silêncio.

_ Acontece.

Ela pareceu pensar um pouco e disse.

_ Você é muito bondoso por tentar me ajudar, talvez isso funcione, mas não há ninguém.

Ela disse isso enquanto se levantava pegava suas malas e começava a caminhar.

_ Senhorita Swan. Isabella.

Ela finalmente olhou para trás e eu pude dizer.

_ Tem eu.

Então novamente começamos a caminhar e a conversar para nos conhecermos melhor.

_ Foi muito feia, a luta?

_ Quando começa o tiroteio, te dá um branco, o negócio era colocar a mente em outra coisa.

_ E o que você fazia?

_ Escrevia cartas para minha esposa, na minha cabeça, e mais tarde colocava no papel.

_ Sobre a guerra?

_ Sobre como eu gostaria que fosse nossa vida quando eu voltasse. Sabe a pequena casa perfeita, crianças correndo pelo jardim com o cachorro, bom emprego.

_ Ela deve ter sentido cada palavra.

_ É, cada palavra.

Ela deve ter percebido que meu comentário foi meio sem vido por isso mudou de assunto.

_ É muito gentil por fazer isso por mim.

_ E pelo bebê? Estou fazendo isso pelos dois.

_ Nós dois agradecemos.

_ Não há de que para os dois.

Ficamos nos olhando por algum tempo e nem percebi que tínhamos parado, recomeçamos a caminhar, mas ela parou no meio da estrada e olhou para a paisagem mais bonita que eu já havia visto.

_ Chamamos de Las Nubes, quer dizer, as nuvens.

_ É lindo

_ É.

Então me lembrei de uma coisa essencial. Coloquei minhas malas no chão e peguei as amostras de chocolate.

_ Bom, temos que fazer isso direito.

Abri a pequena maleta que continha os pequenos doces e de lá retirei um deles que continha um pequeno anel a sua volta.

_ O bombom de casamento de luxo. A maior venda em junho.

Retirei a pequena peça e peguei sua mão, a sensação era muito boa, coloquei o anel e ela começou a olhá-lo. Peguei outro com o mesmo anel e fiz o mesmo comigo, fechei a pequena maleta e a olhei, novamente peguei as malas e prosseguimos viagem, de repente ouvi um tiro de espingarda bem próximo a nós e depois mais um, corremos e nos abaixamos, deitei por cima de seu corpo, não poderia deixar que nada de mal acontecesse a ela ou a criança, então ouvimos passos e dois homens pararam diante de nós, seriam eles assaltantes, pense rápido Edward eles estão armados e você não. Então fiz a única coisa decente nesse momento, levantei minhas mãos ainda deitado sobre seu corpo e disse.

_ Estou desarmado.

Levantei-me e a ajudei a se levantar, me coloquei a frente de seu corpo.

_ Não atire.

O homem nos olhou e Isabela saiu ao meu lado, abaixou sua cabeça e torceu suas mãos.

_ Olá papa.

_ Isabella, quem é ele?

_ Edward Cullen, meu marido.

Ele novamente apontou sua espingarda, mas dessa vez sua mira era em mim.

Notas finais
Mary