Camille, Um Outro Passado De Xena

5 Capítulo 4 - Derrubando um, dois...


Xena entrou no esconderijo e adiantou-se. Estava tudo escuro, o que poderia servir de vantagem se ela aproveitasse bem.

De repente, ouvira diálogos, que a fez parar no corredor, próxima a uma porta, que dava a uma espécie de sala inventada com objetos feitos de pedras e madeiras. Plaucius estava sentado em uma poltrona, ouvindo um homem que parecia ser um fiel escudeiro. Escondida, ela prestou atenção na conversa.

– Eu ouvi boatos que Xena está na vila, Senhor.

– Xena? — Disse, surpreso, levantando-se da poltrona, e pondo-se para andar.

– Ela e Camille... juntas?

– Sim.

– Bom, parece que terei que enfrentá-las eu mesmo.

– Não lhe pareceria melhor desistir do plano? Ou adiá-los?

– Não. — esbravejara, interrompendo-o. — E se Xena está por lá, elas já devem estar se aproximando daqui. Cuide para que a jovem seja bem vigiada. — o jovem permaneceu parado, escutando-o, irritando o chefe, que ordenou em um grito — Anda!

Xena se escondeu, enquanto o jovem escudeiro passava correndo em direção a uma espécie de porão. Entrou atrás dele, silenciosamente, e observou apenas 2 guardas, além do jovem que havia descido em sua frente. Seria fácil demais dominá-los, porém faria muito barulho, o que atrairia a atenção de Plaucius. E enquanto Camille estivesse lá fora, ela seria um alvo fácil, em um possível contra-ataque.

O jovem ordenou:

– Xena está na aldeia. Nosso esconderijo está correndo riscos. Preciso que vocês fiquem aí, redobrem a atenção e não a deixe sozinha. Mantenham-se juntos. Eu vou fazer a vistoria do terreno, ver se avisto ela ou algum grupo de camponeses aproximando-se.

Xena decidiu que teria que começar por ele. Obviamente, ele indo lá fora, estaria mais próximo de Camille o que poderia atrapalhar seus planos. Voltara à floresta, seguindo o rapaz, que nem imaginou estar sendo perseguido. Xena avistou Camille, e fez sinal que se abaixasse, enquanto aproximava-se do rapaz. Silenciosamente, ela se aproximou dele, dando-lhe um golpe por trás, desmaiando-o.


– Já sei onde ela está. A trarei em seguida. — disse, aproximando-se de onde Camille estava.

– Xena. — fez uma longa pausa — Cuidado.

– Não se preocupe. Estou muito afim de briga hoje. — disse Xena, com aquela expressão sarcástica no rosto.

Camille sorriu, e Xena retornou à caverna.

Fora até o porão e jogara uma pedra no lado oposto ao que estava.

– O que foi isso? — disse um dos guardas.

– Não sei, melhor verificarmos.

– Não podemos deixá-la sozinha. Essa é a ordem.

– E também não podemos deixá-la em perigo.

Fizeram silêncio. Alguém teria que decidir alguma coisa.

– Está bem. Fique aqui eu vou ver o que foi esse barulho.

O guarda mais baixo se afastou, e Xena que já estava posicionada do outro lado, a sua espera, simplesmente o golpeou por trás, desacordando-o.

– Ah, esses homens de hoje em dia... Tão previsíveis.

Voltara à sela, onde se encontrava o último guarda.

Sorrira para ele.

– Olá, gatinho.

Antes que o mesmo tivesse chance de reagir, ela o golpeara, fazendo com que ele batesse a cabeça na sela, e também desacordasse. Pegou a chave que se encontrava dentro do bolso da calça de um dos dois, abriu a sala, e saiu da caverna com a jovem.

– Camille, leve-a para a vila, eu e Plaucius temos algo para resolver.

– Não vou te deixar voltar lá sozinha de novo.

– Leve-a. — disse firmemente.

– Não, de jeito nenhum.

As duas permaneceram irritadas, se olhando face a face como se medissem forças uma com a outra.

– Eu posso ir sozinha. — Disse a jovem, correndo em direção ao oeste — onde ficava a vila.

Xena olhou para Camille séria, e levantou a sombrancelha. Lembrou do que tinha gostado em Gabrielle logo que a conheceu. Infelizmente ela sempre se deu muito bem com pessoas teimosas.

– Então vamos. Mas fique bem atrás de mim. — ordenou Xena.