Notas iniciais
Espero que gostem, perdoem alguns erros e tals. :

Nós, seres humanos, acreditamos em tudo que podemos ver e tocar, dias atrás acreditava em coisas impossíveis, pense qualquer coisa sem noção... Isso no qual eu acreditava.

Basicamente, posso dizer que minha capacidade de imaginar coisas inimagináveis seja até um lado bom, afinal, posso me imaginar num castelo mágico cintilante que cavalga num pônei mágico florestal encantado atravessando um portal no meio de uma pequena vila encantada amaldiçoada...

Minha mamãe, acredita que posso ter nascido com o dom criativo, por eu ter este lado meio ''doido'', todas as vezes que vou tomar banho minha mamãe me observa através da fechadura da porta... Isto é uma loucura, mas não posso protestar contra essa doideira dela, além de ser menor de idade, ela é minha mãe, isso causaria um relacionamento mal entre nós.

Aliás, meu nome é Camila, um nome comum talvez e nada complicado de se dizer, apesar que meus professores terem uma certa tendência a escrever meu nome com dois "L", o que me irrita bastante. Estou prestes a fazer 17 , não me anima muito saber disto, gostaria de permanecer o resto da minha vida com 8 anos... ah, bons tempos...

Qualquer ser que me conhece já deve ter pensado ''Esta menina precisa ser internada'', no meio das conversas eu tenho uma certa falta de atenção e então começo a olhar para minhas mãos ou para qualquer direção sem ser para a pessoa que está se comunicando comigo, é meio estranho dizer isso mas, perco a vontade de falar e tenho vontade de começar a andar e sair da conversa assim, do nada...

Moro em uma cidade grande chamada; Vivificabit, o por que deste nome e a origem nem me pergunte, apenas sei que em latim isso se significa renascer, minha mãe sempre me conta esta história nas festas de ano novo, É sempre chato, ignoro sempre a história e finjo precisar ir ao banheiro, mas sempre que volto ela está lá, com aquele sorriso bobão, esperando eu retornar para ela continuar a história.

Moro em um apartamento com minha mamãe, meio-irmão e padrasto, meu pai faleceu 12 minutos depois de eu ter nascido, minha mamãe me disse que ele morreu pois estava correndo desesperadamente para chegar no hospital que eu estava nascendo, um carro com algum retardado atropelou ele enquanto ele atravessava a rua, bom, ele foi levado para o mesmo hospital que eu estava nascendo, minha mãe foi avisada que ele estava no andar de debaixo, enquanto eu nascia, ele estava tentando ser salvo pelos médicos, quando ele estava começando a se sentir melhor, pediu para que pudesse me ver, ele me abraçou, fechou os olhos e algumas lágrimas caíram de seu rosto, enquanto as lágrimas caíram de seu rosto ele cantava uma canção para mim ''Se proteja da escuridão, mas não tenha medo dela, ela pode ser sombria, mas tenha coragem e não dê chance à ela . . . Seja forte minha pequena doce, Camila'' , assim que ele terminou a música ele continuou com os olhos fechados sem falar nada por alguns segundos, minha mãe o chamava mas ele nem se quer a ouvia, tinha ido dessa pra uma melhor, assim que minha avó e meu avô vieram nos buscar para irmos para casa, não sabiam se comemoravam a bela criança nascida ou se ficavam de luto pelo ótimo homem perdido.

Eu estava em um sonho tão bom, estava num reino a qual eu comandava, tudo eles faziam não importava o quão idiota fosse, eles faziam, era magnifico! Porém, era um sonho.. então assim que acordei com os gritos de meu meio-irmão meu sonho se foi tão de repente.

- Ei! Vamos levanta, café na mesa. — Disse ele totalmente empolgado.

- Sai do meu quarto, agora. — Disse um tanto grossa.

- Glup, vá chupar uns limões, Camila. — Disse ele enquanto saia do quarto levanto um de meus ursinhos de pelúcia.

Me levantei da cama com uma dor de cabeça tremenda, fui direto para a cozinha, o cheiro estava bom.

- Bom dia querida, quer comer? — Disse ela toda sorridente enquanto fazia umas panquecas.

- Ela vai comer, querendo ou não. — Falou meu padrasto rudemente.

- Papaizinho querido, olha só o que encontrei novamente no quarto dela. — Ele entregou meu ursinho para meu padrasto que, no mesmo instante me encarou.

- O que foi? É um de meus ursinhos de pelúcia, oras. — Me sentei na mesa um pouco afastada dele.

- Docinho, ela sempre teve esses ursinhos, qual o problema agora? — Disse ela enquanto me servia uma panqueca com o formato de um coração.

- Quem deu este ursinho para ela? — Ele ainda me olhava sério.

- Provavelmente um namoradinho. — Disse meu meio-irmão.

- Eu não namoro!

- Namorava.

- Nunca namorei.

- Já chega vocês dois! James, deixe sua irmã em paz. Vamos todos comermos como uma família feliz. — Disse minha mãe já perdendo a paciência.

Após ela dizer aquilo ela se sentou ao meu lado e pude sentir o cheirinho agradável de morango em sua roupa, James se sentou ao lado de meu padrasto para provavelmente implorar à ele que me deixasse de castigo.

Todos comemos em silêncio, assim que terminei de comer voltei correndo para meu quarto, me tranquei e lá fiquei, perdida em meus pensamentos.

Notas finais
Se gostarem deixem um comentário dizendo se continuo ou não, oks? xD ;3 Recomende pros amigos e pa, até mais o/ ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.