Cambridge High School
2 Harvy
Notas iniciais
Cambridge, casa n° 37 1/9/13 – 16:07
Narrador
Um garoto estava deitado na cama, num sono leve. O tórax subia e descia de acordo com sua respiração. O cabelo castanho batia em seu ombro, os olhos azuis fechados e os lábios minimamente entreabertos. Ele tinha um caderno aberto em sua escrivaninha, contendo cálculos. Uma caneta azul simples ao lado. Logo um som de acorde de baixo surgiu no ambiente, desencadeando uma música.
O garoto pulou da cama. Assustado. E se dirigiu até o celular, que continha a foto de uma garota com óculos fundo de garrafa, embora ela não usasse realmente óculos, cabelo ruivo, com uma franja que cobria boa parte de seus olhos verdes.
— Alô? – O rapaz disse.
— Hey, Dave! – A garota do outro lado da linha disse
— O que lhe da a liberdade de me ligar A ESSA HORA DA TARDE?
— Ah... A baronesa estava dormindo? Sinto muito. Mas existe uma coisa chamada “sua banda sem nome” e eles estão precisando de você AGORA na casa do Pete.
— E você, como uma boa groupie, me ligou?
— Calado, Davie. Mas... Vem... A gente ta com uns problemas técnicos...
— QUE PROBLEMAS? – O rapaz arregalou os olhos.
— Longa história. Não se preocupe. É com o Harvy.
-Ah... Ok então... Tchau groupie.
— Tchau gazela.
O rapaz olhou pela janela, a abriu e colocou sua mão pra fora.
— É... Não vai esfriar. – Disse, consigo mesmo.
Levando a guitarra, o rapaz colocou-a no fusca, deu partida e logo estava pela rua.
Cambridge, casa n° 208 1/9/13 – 16:07
Pete
— Aquela vadia Neandertal ainda vai demorar muito? – George Perguntou.
— Quem é a vadia Neandertal aqui mesmo? – Uma voz conhecia disse.
— DAVIEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE! – Maryann disse
— Então... O que aconteceu com o pequeno Harvy?
Harvy era uma caixa de som que usávamos nas apresentações
“Ah, nossa, vocês chamam uma caixa de som de Harvy, o que mais tem nome?”
A lista é realmente grande.
— Bom... Nada. A gente só queria fazer você vir aqui. Entenda Dave. Em uma semana, nós vamos nos apresentar pra TODA a escola. E não são poucos os alunos. Alias... Já viu quem ta escrevendo a coluna semanal do jornal? – Eu disse
— Não... Quem?
— Prudence LV. Ela vai meter a boca em todo mundo...
Todos chamavam Prudence de Prudence LV por causa do seu infeliz primeiro ano.
Um cara veterano havia a chamado para sair, e ela, caloura, aceitou. O cara não levou ela pra um restaurante nem nada, levou ela pra casa. E eles iriam transar, mas ela saiu correndo pela rua, assim que ele tentou tirar sua camiseta. Ele contou pra toda a escola, e apelidamos ela de Prudence LV (Louca virgem) Bullying? Oh, sinto muito, mas o apelido pegou, e a chamávamos assim antes mesmo de nossa turma saber o que realmente significava.
Ouve uma vez, quando Richard ainda estava na banda (Ano passado.) Que iríamos cantar Brain Damage (Que trata sobre loucura e tal...) Do Pink Floyd. E Richard (Vocalista e harmônica naquela época.) disse: “E eu dedico essa música para Prudence LV. Afinal, o que seria de nós sem a nossa louca virgem?”
Uns três dias depois, Richard saiu da banda. Mas por outro motivo.
— Mas cara! O Richard nem ta mais na banda... Ainda acham que ela vai lembrar disso? – John disse
— John... Ela É louca. Não por causa do que aconteceu aquele dia, mas ela é como a Carrie White! Ela sofreu de certa forma, bullying, e nós contribuímos. – Maryann disse
— Ok. Nada de Brain Damege então.
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Cambridge, cemitério. 1/9/13 – 18:30
Narrador
Um vulto estava parado na frente do cemitério. Ele entrou silenciosamente, passando por vários túmulos. Até chegar em um especial
— Eu sinto muito. – O vulto sussurrou. Depositando uma flor na lapela. – Se eu soubesse...
Uma brisa passou, levando a flor consigo.
— Imaginei mesmo...
Ele caminhou até outros dois túmulos, um do lado do outro
— Quem fez isso vai pagar. Eu juro minhas queridas... Quem fez isso vai se arrepender profundamente...
Ele se aproximou de mais um tumulo.
— Eu queria tanto ver você crescer, meu querido... Você não imagina quanto... Eu me culpo todos os dias por ter parado pra conversar com eles... E te deixado sozinho...
O vulto fungou uma vez, e limpou as lagrimas.
Notas finais
A fic não é movida a reviews... Mas... Gosto de recebe-los...
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