Camélia Branca
1 Capítulo único
Notas iniciais
Se chama Cornélia Branca que foi a flor que me deram pra tirar inspiração pra fic, tinha que ter umas 300 palavras, eu coloquei umas a mais e tal kk'
'Não se quebre, eu não me quebrarei'
Me prenso cada vez mais no quanto do quarto, como se quisesse me fundir as paredes brancas. Quero atravessa-las, quero fugir dessa sala estranhamente clara.
'Você ri, quando você não vê nada'
Ele de novo, apareceu para me atormentar. Sempre aparece, sem hora certa, sem dia certo. Só parece. Ouço ri de leve, e dessa vez decido encara-lo. Não ri, mas continua sorrindo para mim. Seus olhos são mais escuros que as sombras que aparecem a noite. — Porque está aqui? Porque sempre aparece?
Seu sorriso aumenta, parece esperar esse momento a muito tempo. — Vim tira-la daqui. Só esperando sua iniciativa.
- Me tirar daqui? — Ele sorri em concordância.
Seu rosto tinha beleza inexplicável, principalmente os olhos ônix, que prenderia minha alma se a tive-se. Ele vestia oque eu vestia, uma calça branca e uma camisa de força branca, a única diferença que a minha estava bem amarrada quanto a dele aberta como se fosse uma jaqueta. — Como vai me ajudar?
- É só me dá permissão do seu corpo, que a tiro daqui.
'Deixe te deixar louco, não deixe te deixar louco'
-No que meu corpo ajudaria? Já tentei sair daqui antes só com ele e não funcionou. — Dou um sorriso zombeiro.
Seu sorriso pareceia aumentar, mostrando os dentes afiados e seus olhos de ônix derrepente vibravam vermelho sangue. Muitos se assustariam, mais eu não. Já vi coisas, já fiz coisas. E aquilo eu reconheci como algo... familiar. Me levanto, ele também, ficamos frente a frente. — Quem é você?
- Eu sou você. Hinata. Sasuke. Decida por si só qual nome quer dá.
'Eu, você'
- Porque sou um homem?
- Você é você, eu sou eu, e você e eu somos um.
- Quero uma explicação melhor.
- E terá. Quando sairmos.
- Como vamos sair?
'Nessa armadilha isolada que alguém crio'
Ele me abraçou, e apago. Só me lembro de ver o azul, através dos olhos de outro. O outro que era eu, o outro que era outro.
'Existe alguém dentro de mim?'
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