Calma, Joana!
1 Capítulo Um "Too early for a saturday!"
Notas iniciais

Hoje é dia 7 de maio. Ou seja, sábado.
Já que acordei mais cedo decidi acordar o meu irmão. Também conhecido por “bicha-preguiçosa-mas-inteligente”. Sim, ele é... Virado para o outro lado.
“Acorda, preguiçoso!” Eu berrei depois de entrar no quarto e saltar para a cama dele.
“Primeiro, sai de cima de mim. Segundo,” ele bocejou “Ainda são oito da manhã... Não devias estar a dormir? Se te conheço bem devias acordar por volta das duas da tarde...”
“Na verdade, estou acordada á algum tempo mas é chato estar sozinha então tu tens de acordar!”
“Não me podes obrigar!” precebi que ele cruzava os braços debaixo dos cobertores.
“Alan...Deixa de ser chato, pelo amor de Deus...” Tapei-me com os cobertores e sorri.
“Vais ficar aqui?” Ele resmungou.
“Claro, já que não te levantas. Eu continuo a querer conversar. Pode ser a continuação que acabei de inventar para a minha prenda de Natal!”
“Fizeste-me lembrar de coisas horriveis... Nunca me vou esquecer de te dar algo no Natal...”
“Mas admite, tu queres fazer todas aquelas coisas quando arranjares um seme só para ti!” Fiz uma expressão maliciosa.
“O que queres dizer com isso?” Ele berrou, levantando-se com a cara completamente vermelha.
“Que tu és um uke muito pervertido!” Ri ás gargalhadas e levantei-me num pulo agarrando no braço de Alan “Se tens energia para gritar comigo, tens energia para te levantares! Vem por favor!”
“Não vou conseguir dormir mais de qualquer forma...” Ele murmurou “ Como é que podes ter tanta certeza de que vou ser o uke quando...” Ele forçou uma tosse.
“Nunca olhaste para ti? Acho-te muito certinho para ser um seme... Acredita no que te digo caro irmão!” Ri baixinho.
“Tenho de ir buscar os meus óculos, não gosto de um mundo desfocado!” Alan afirmou e caminhou para o seu quarto.
Ao chegar à cozinha pensei em preparar o pequeno-almoço.
“Mas... O que é que ele quer comer?” Esfreguei o queixo com o indicador “Acho que faço leite com chocolate! Deixo as torradas para o Alan.”
Tirei o leite do figorifico e enchi dois copos, colocando-os no microondas. Encostei-me á bancada e cruzei os braços enquanto esperava, até que o meu irmão chegou.
“Porque é que 'tás parada a olhar para as coisas? Nem o pequeno-almoço te dás ao trabalho de preparar?” Ele indagou.
“O quê? Mas eu acabei de pôr o leite no microondas! Ou queres bebê-lo frio?” Eu ripostei, no mesmo tom. Ele chegou-se perto de mim e fez-me olhar para o aparelho. “Oh... Talvez eu me tenha esquecido de pôr a trabalhar...” Corri para ligar a máquina.
“Tavez? Deviam começar a vender cérebros, há gente que realmente precisa.” Olhou discretamente para mim.
“Olha quem fala.”
Acabei de preparar o leite e poucos minutos depois eu e Alan estavamos confortavelmente deitados — lê-se esparramados — no sofá.
“Quem é que vem cá amanhã?” Ele perguntou.
“Acho que a Rosa e o Marco...Tavez a Marina venha com eles. ” Respondi.
“Mm. Okay.” Murmurou.
“Que dia chato.” bebi um pouco do meu leite “Não concordas?”
Ele assentiu com um leve sorriso.
“Podias ir ver animes, não é o que fazes sempre?” Aconselhou, com um meio sorriso.
“Acordados tão cedo? O que é que se passou Joana?” A minha mãe entrou na sala, impedindo-me de falar.
“Foi o que eu pensei! Mas ela obrigou-me a levantar...” Alan choramingou.
“Só não conseguia dormir mais... Agora tenho de acordar sempre tarde?”
“Ninguém disse isso, filha.” A minha mãe riu um pouco.
Levantei-me, seguida por Alan.
“Onde vais?” Perguntou.
“Para o meu quarto, óbvio! Pretendo ficar lá até ao almoço. Não disturbes!”
“Okay. Também não me disturbes a mim.”
Ambos fomos para a cozinha pousando só os copos no lavatório (já que ninguém teve paciencia para fazer torradas).
Depois fomos muito calados cada um para o seu quarto.
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